domingo, 19 de agosto de 2012

Do outro mundo?



Estes estranhos vulcões nevados parecem vindos de outro planeta.
Na verdade, encontram-se na Ilha das Quatro Montanhas, no arquipélago dos Aleutas, no Alasca, e foram “apanhados” pela câmara ASTER (Advanced Spaceborn Thermal Emission and Reflection Radiometer), a bordo do satélite Terra da NASA. É nesta ilha que se encontra o inquieto Monte Cleveland, um vulcão actualmente activo e que está sob observação, para se perceber se emite cinzas que possam afectar os voos do norte dos EUA.
Fonte: quero saber Outubro 2010

sábado, 18 de agosto de 2012

Como sobreviver a um ataque de tubarão


O que fazer se vir uma barbatana pontiaguda ir na sua direcção
Em 2000, 14% dos 79 ataques registados a nível mundial pelo International Shark Attack File (ISAF), mantido pelo Museu de História Natural da Flórida, EUA, foram fatais – uma percentagem que baixou para 8% em 2009.
A sobrevivência depende muitas vezes dos meios de socorro existentes nas praias. Em muitos casos, contudo, pode dever-se á perda de interesse por parte do tubarão; e também há casos de pessoas que conseguiram afugentar o animal. O ISAF aconselha a bater no focinho do tubarão com toda a força, usando um objecto – é demasiado fácil ficar sem os punhos ou pés. Apontar aos olhos é de eficácia duvidável: são um alvo diminuto e o tubarão recolhe-os como protecção, mesmo antes de atacar. As guelras são um alvo melhor, já que as interiores são muito sensíveis. Não se finja de morto: é mais provável ser mordido se parecer indefeso. Mas chapinhar e fazer barulho também só serve para os atrair ainda mais. Se conseguir afugentar o tubarão, não sossegue. Os tubarões são muito curiosos e tandem a regressar. Se possível, saia da água. Se estiver a mergulhar em mar alto, nade costas com costas com o seu parceiro de mergulho.
Fonte: quero saber Outubro 2010

Tubarões ameaçados


Os principais perigos para os tubarões a nível mundial
Cem milhões de tubarões são mortos todos os anos pelo Homem para fins alimentares. Como se reproduzem lentamente e demoram a atingir a idade adulta, a maioria dos stocks pesqueiros estão em rápido declínio: estudos revelam reduções populacionais de 70 a 90% entre as espécies comercializáveis, nos últimos 30 anos.
A par da carne, os tubarões são pescados pelas suas barbatanas, usadas na Ásia para a confecção de sopa. Estas costumam ser removidas com uma faca quente e o tubarão é depois libertado, mas, incapaz de se mover, acaba por morrer. A cartilagem é também utilizada na preparação de mezinhas, pela crença nos seus poderes de cura/prevenção do cancro – por provar cientificamente.
Entre outras ameaças contam-se a poluição marinha, o desenvolvimento costeiro e a pesca excessiva das presas do próprio tubarão, para além da pesca desportiva. Mas o impacto destas é muito inferior ao da pesca comercial. Só três espécies – tubarão-elefante, baleia e branco – estão sujeitas a restrições de comércio internacionais. Um terço das espécies de tubarões europeias está actualmente ameaçado.
Fonte: quero saber Outubro 2010

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O que comem os tubarões?


                           
Na prática, todos os tubarões são carnívoros, mas as diferentes espécies adaptaram-se em função de quase todos os nichos marinhos. O tubarão-anjo aguarda camuflado no fundo do mar e suga pequenos peixes repentinamente. O tubarão-martelo usa os seus receptores eléctricos para apanhar solhas e crustáceos escondidos sob a areia. O tubarão-de-Port-Jackson [foto] possui dentes semelhantes a molares para esmagar e abrir moluscos. Alguns tubarões alimentam-se sobretudo de plâncton e pequenos peixes. Para coar os vastos volumes de água necessários para obter alimento suficiente, podem engolir grandes goles e sugar a água, como faz o tubarão baleia, ou nadar através de grandes quantidades de plâncton com as bocas abertas, como faz o tubarão-elefante. A água é expelida pelas guelras laterais, mas a comida fica presa em guelras fibrosas, sendo depois engolida. O tubarão-tigre é um caçador indiscriminado e já foram encontrados espécimes como focas, aves, golfinhos, tartarugas, pneus e placas de matrícula no seu estômago. A maioria das espécies caça, porém, apenas um determinado tipo de presa. O cação, por exemplo, possui dentes que apontam para fora da boca e usa-os para trespassar pequenas lulas, antes de as engolir inteiras. O tubarão-raposo usa a sua longa cauda para chicotear cardumes, juntando-os em grupos menores, até conseguir abocanhá-los todos. O estereótipo do tubarão como um predador solitário do mar alto só se verifica num reduzido número de espécies, incluindo o tubarão-touro, o tubarão-tigre e o tubarão-branco. Sendo estes também os mais passíveis de atacar humanos, são os que atraem mais atenção. Estas espécies são altamente territoriais e costumam rondar a superfície. Desta forma as presas ficam por baixo dos tubarões, tendo dificuldade em detectar as suas barrigas brancas contra o céu. O tubarão-touro tem rins adaptados que lhe permitem lidar com a água doce, podendo assim nadar até grandes rios em busca de alimento.  
Fonte: quero saber Outubro 2010

Como se reproduzem os tubarões


Ovos de tubarão
Os tubarões protegem bem as crias, tal como muitos carnívoros de topo
Em vez de produzirem enormes quantidades de ovos, cada qual com pouquíssimas possibilidades de sobrevivência, os tubarões produzem entre 2 a 100 crias de cada vez. Este número é muito inferior ao da maioria dos peixes. A fertilização é interna, com o macho a usar um par de clásperes, de forma semelhante a um pénis.
Algumas espécies mais pequenas põem ovos protegidos por um revestimento semelhante a couro e frequentemente depositados em fendas. A maioria dos tubarões, porém, retém os ovos no interior da fêmea; são portanto, ovovíparos, ou seja, todos os nutrientes de que o embrião necessita provêm da gema do ovo. Apenas em algumas espécies, incluindo o tubarão martelo e o tubarão tigre, os embriões são alimentados através de uma placenta ligada á mãe.
Em muitas espécies, o primeiro tubarão a eclodir come os restantes ovos no oviduto; o cação mangona recém-nascido come até outros embriões em desenvolvimento. Os tubarões têm grandes períodos gestacionais – até 24 meses, em algumas espécies.
Fonte: quero saber Outubro 2010

Anatomia do tubarão


Podem assemelhar-se a outros peixes, mas são deveras diferentes
Focinho: o focinho é composto por cartilagem mais esponjosa que o resto do corpo, para amortecer qualquer impacto.
Boca: a boca dos tubarões pré-históricos era frontal, mas agora situa-se atrás do equipamento sensorial.
Intestinos: os tubarões têm intestinos muito curtos, mas a comida passa por uma válvula em espiral para dar tempo á digestão.
Barbatanas: as peitorais agem como hidroaviões, gerando sustentação na água.
Espinha: a coluna vertebral estende-se até á barbatana caudal, cujo formato quebra a turbulência.
Músculos: sem um esqueleto rígido, os músculos natatórios estão presos às fibras de colagénio das camadas de pele inferiores.
Os dentes: os dentes dos tubarões não estão presos á mandibula, mas sim às gengivas.
Afiados: dentes estreitos e afiados como estes são usados para agarrar peixes escorregadios. Dentes serrilhados são para dilacerar mamíferos.
Reforços: blocos de cálcio cristalinos hexagonais reforçam a cartilagem da mandíbula.
Factos: fígado enorme: o fígado de um tubarão pode constituir até 30% da sua massa corporal e é responsável por inúmeras tarefas, incluindo mantê-lo a flutuar.
Sem marcha atrás: os tubarões não podem usar as barbatanas para remar, como fazem a maioria dos peixes. Isso significa que são incapazes de nadar directamente para trás.
Olhos familiares: Os tubarões têm pálpebras apesar de não pestanejarem; mas contraem e dilatam as pupilas, como os humanos, algo que nenhum peixe com ossos faz.
Sesta revigorante: o espinhoso cação usa a sua medula espinal, e não o cérebro, para coordenar o movimento natatório, o que lhe permite nadar enquanto dorme.
Barómetro: é possível que os tubarões consigam usar a sua linha lateral para detectar sistemas de pressão frontais e nadem a maior profundidade para evitar furacões.
Fonte: quero saber Outubro 2010