sábado, 18 de fevereiro de 2012

Acrescido risco de sismo na central nuclear de Fukushima


Estudo japonês e chinês diz que sismo reactivou falha sísmica perto da central
2012-02-15
Sismo de 11 de Março teve o seu epicentro a 160 quilómetro da costa de Fukushima
O risco sísmico na central nuclear de Fukushima 1 (Daiichi), no Japão, aumentou depois do terramoto de 11 de Março do ano passado, de magnitude 9.0. Um estudo publicado agora na revista «Solid Earth», da União Europeia de Geociências que utilizou dados de mais de seis mil terramotos demonstra que o sismo reactivou uma falha sísmica que se encontra perto da central nuclear.
A investigação sugere que as autoridades japonesas devem reforçar a segurança da central para que esta possa suportar terramotos de grande intensidade.
O epicentro do sismo que afectou o Japão situou-se no fundo do mar, a 160 quilómetro da costa de Fukushima, tendo provocado um tsunami que afectou a central. Os investigadores japoneses e chineses que levaram a cabo este estudo concluem que um terramoto mais próximo da costa onde se encontra a central.
Um mês depois do terramoto, outro de magnitude 7 aconteceu em Iwaki, tornando-se na réplica mais potente do sismo principal, sendo o seu epicentro em terra, a 60 quilómetros sudoeste da central nuclear.
Existem algumas falhas activas na área da central nuclear e os nossos resultados mostram a existência de anomalias estruturais semelhantes nas áreas de Iwaki e Fukushima. Tendo em conta o terramoto que houve em Iwaki, cremos que é possível que ocorra um sismo similar em Fukushima, explica Dapeng Zhao, professor de geofísica da Universidade japonesa de Tohoku e director desta investigação.
Os investigadores analisaram seis mil tremores registados na zona, todos provocados por um movimento ascendente de fluidos magmáticos empurrados pela Placa do Pacífico. Estes fluidos movem-se até à crosta e podem gerar tensões sísmicas nas falhas. Esta situação de instabilidade reproduziu-se agora na zona onde se encontra a central nuclear.
Apesar de não saberem quando poderá um terramoto grava, os investigadores adiantam que as suas descobertas deveriam ter-se em conta não só para a central de Fukushima 1, como também para testar a segurança noutras centrais próximas, como Fukushima 2 (Daini), Onagawa e Tokai.
De referir que o Japão definiu um prazo de quatro décadas para desmantelar por completo a central e limpar todos os elementos tóxicos perigosos.
Artigo:  Tomography of the 2011 Iwaki earthquake (M 7.0) and Fukushima nuclear power plant area
Fonte: ciencia hoje

Energia das Ondas: Zona piloto deve estar em funcionamento em 2015 - investigadora


*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***Lisboa, 31 jan (Lusa) - A zona piloto portuguesa, criada em 2008, para a produção de energia das ondas,...
Energia das Ondas: Zona piloto deve estar em funcionamento em 2015 - investigadora
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Lisboa, 31 jan (Lusa) - A zona piloto portuguesa, criada em 2008, para a produção de energia das ondas, deverá entrar em funcionamento em 2015, quando for superada a carência de infraestruturas, disse a investigadora Teresa Simas à Agência Lusa.
A zona piloto foi criada ao largo da praia de São Pedro de Muel (Leiria), para promover a energia renovável das ondas, potenciando o seu desenvolvimento tecnológico e a sua comercialização.
Em declarações à Agência Lusa, Teresa Simas, do Centro de Energia das Ondas, explicou que faltam "essencialmente" infraestruturas para a zona piloto de São Pedro de Muel entrar em funcionamento.
"Há uma empresa que é responsável pela gestão da zona, foi criada há pouco tempo e, neste momento, está a ser desenvolvido ainda o orçamento e o plano da infraestrutura que vai ser instalada. Estão a ser feitos os cálculos de engenharia para instalação do cabo e o plano é que em 2015 o cabo esteja instalado e a zona possa começar a ser usada", acrescentou a coordenadora do Departamento de Ambiente daquela organização privada sem fins lucrativos.
Teresa Simas adiantou que "existem vários produtores [internacionais] com interesse em instalar dispositivos" na zona piloto, mas "o problema é que não existe ainda tecnologia com desenvolvimento comercial muito avançada, pelo menos ao nível das ondas". Por isso, realça, "está-se a pensar fazer uma zona de testes para promover o desenvolvimento de dispositivos e depois potenciar isso para uma eventual fase comercial".
Questionada sobre o futuro das energias marinhas no País, Teresa Simas diz que Portugal tem recebido "vários projetos". No entanto, alerta, "tudo depende do desenvolvimento destas zonas de teste", nomeadamente da zona piloto.
"Se isto for rápido, vejo [o desenvolvimento da energia das ondas] com muitos bons olhos. Agora, obviamente que não se pode investir só em ondas - também há a energia do vento em terra, por exemplo. Mas acredito que podemos ter um 'mix' energético que vai permitir aumentar a nossa autossuficiência", afirmou a investigadora, salvaguardando estar a falar "num período bastante alargado de anos".
Teresa Simas evidenciou também o potencial de Portugal no desenvolvimento da energia das ondas, nomeadamente em águas profundas: Portugal dispõe do recurso em toda a costa ocidental, tem um bom clima e águas profundas próximas da costa, bem como infraestruturas (portos e estaleiros) em vários pontos da costa, tendo também pontos de conexão à rede elétrica e boa capacidade de conhecimento técnico e científico, tanto recursos humanos qualificados como centros de investigação competentes.
No entanto, a investigadora apontou algumas barreiras ao desenvolvimento da tecnologia das ondas, nomeadamente a morosidade dos processos de licenciamento, a falta de financiamento, os conflitos de uso (pescas, atividades de lazer, rotas de navegação e áreas de uso militar), problemas ambientais e ainda a perceção negativa do público, seja por falta de informação, seja pela descrença no setor.
Teresa Simas apresentou a conferência "O desenvolvimento sustentável da energia renovável marinha em Portugal", na terça-feira em Lisboa, inserida num ciclo organizado pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.
ND.
Lusa/fim

Nova espécie de planta homenageia cientista português


Dendroceros paivae ‘ganha’ apelido de Jorge Paiva
2012-02-13
Por Susana Lage
Jorge Paiva
Uma nova espécie de planta descoberta no arquipélago de São Tomé e Príncipe recebeu um nome científico que presta homenagem ao professor Jorge Paiva:  (Dendroceros) paivae.

“É uma honra lembrarem-se do meu nome e como trabalhei também com a flora de São Tomé a notícia deixou-me muito agradado”, diz o botânico aoCiência Hoje (CH).
Não é a primeira vez que o investigador da Universidade de Coimbra recebe uma espécie em sua homenagem por investigadores portugueses e estrangeiros. “Há mais plantas que me dedicaram, encontradas em Portugal, Timor e Angola”, conta. “Que me lembre é a quinta espécie mas é sempre uma surpresa quando recebo a notícia”, acrescenta.

César Garcia é o responsável pela descoberta da nova espécie e pela etimologia do nome atribuído, seguindo as regras da nomenclatura botânica, em latim.

Ao
 CH, o investigador do Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, da Universidade de Lisboa, explica que a razão de atribuir este nome à nova espécie prendeu-se com o trabalho que Jorge Paiva tem desenvolvido no conhecimento da biodiversidade à escala mundial. “Pelo seu trabalho na preservação da natureza, na sua personalidade forte na luta contra os disparates ambientais promovido por pessoas que necessitavam mais anos de escola, pelo seu trabalho junto dos professores e alunos dos diferentes graus de ensino”, enumera.
Dendroceros paivae
Segundo o botânico, pretendeu-se também homenagear a Universidade de Coimbra, a Sociedade Broteriana fundada pelo Professor Júlio Henriques, “que inteligentemente contratou colectores no final do século XIX para enriquecer as colecções de Coimbra, prática que é hoje elaborada pelas melhores instituições mundiais”.

Planta monitoriza clima

Dendroceros paivae é uma espécie que pertence a um género muito pouco conhecido em África: antóceros (plantas semelhantes a musgos).“Existem poucas referências ao género nesse continente e são maioritariamente colheitas muito antigas”, garante César Garcia.

A descoberta foi feita durante uma expedição científica à ilha de São Tomé no ano de 2008, mas o reconhecimento da espécie como sendo nova para a ciência só foi possível após o estudo dos exemplares recolhidos e a comparação com exemplares de herbários de toda a Europa.

De acordo com César Garcia, ter encontrado esta planta é importante porque é o resultado de uma especiação, de factores ambientais específicos e de particularidades ecológicas.
 “Este grupo de plantas apresenta uma elevada especificidade ecológica, muitas espécies ao mínimo distúrbio desaparecem por isso são utilizados à escala mundial na monitorização das alterações climáticas, da qualidade dos habitats, da água (espécies aquáticas) e do ar (espécies epífitas)”.

Para César Garcia é essencial existir um conhecimento profundo das espécies.
 “São anos de treino e ter boas colecções bem preservadas num herbário é fundamental”, diz o investigador. “As colecções biológicas, mais que espécies guardadas são registos históricos de biodiversidade. Friedrich Welwitsch (1806-1872) colheu na região de Lisboa uma determinada espécie frutificada que só acontece quando a qualidade do ar é excelente. Essas espécies estão guardadas em herbário e são registos importantes da qualidade do ar ao longo dos séculos”, exemplifica.
César Garcia é responsável pela descoberta da nova espécie de planta
Algumas das espécies de São Tomé e Príncipe estão também a ser “alvo de análise de compostos químicos resultantes do metabolismo secundário”. Depois de identificados os compostos, a investigação passa por testar a sua bioactividade, isto é, quais são os compostos que são importantes para travar um vírus, para travar uma bactéria ou diferentes tipos de cancro.

Floresta autóctone preservada

Neste momento, César Garcia encontra-se a trabalhar na flora briológica de São Tomé e Príncipe, na flora briológica portuguesa, no livro vermelho das espécies de Briófitos Portugueses e no projecto «Um Bosque Perto de Si» da Ciência Viva e com coordenação científica do Museu Nacional de História Natural e da Ciência e do Centro de Biologia Ambiental.

“Cada vez são menos os que se dedicam a determinar espécies e a preservá-las, as revistas em que publicam cada vez têm menor impacto”, afirma o botânico. Portugal “necessita de mais pessoas que estejam num nível de fazer floras. O impacto de uma revista é o resultado das citações entre investigadores, se cada vez há menos pessoas na área, cada vez se tem menos citações e a área acaba, é um triste ciclo vicioso”, explica.

O investigador do Jardim Botânico considera que Portugal deveria ter uma
 “floresta autóctone preservada”, com “matas de produção com uma área bem menor e vigadas diariamente”, um país onde “as práticas ancestrais prevalecessem e onde não existissem grandes assimetrias entre o litoral e o interior”, onde é frequente observar-se terrenos abandonados, pontes pedonais sobre rios em ruína e aldeias sem pessoas.“Será que Portugal vai aguentar o ordenamento do território existente com os aumentos de temperatura esperados num futuro bem próximo?”
, questiona com preocupação.
Sobre Jorge Paiva
Nasceu em Cambondo, Angola, a 17 de Setembro de 1933. É licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra e doutorado em Biologia pelo Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha). Foi investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde leccionou algumas disciplinas, e professor convidado na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. Como bolseiro do Instituto Nacional de Investigação Científica, trabalhou durante três anos em Londres nos Jardins de Kew e na Secção de História Natural do Museu Britânico. Pertenceu à Comissão Editorial e Redactorial da Flora Ibérica (Portugal e Espanha), da Flora de Cabo Verde e do Conspectus Florae Angolensis, assim como de algumas revistas científicas. Tem sido colaborador de algumas floras africanas. Colaborou com entidades apícolas e com os Serviços de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. É membro activo de várias Associações e Comissões nacionais e estrangeiras em defesa do Meio Ambiente. Publicou mais de cinco centenas de trabalhos sobre fitotaxonomia, palinologia e ambiente. Actualmente, apesar de reformado do ensino, continua a trabalhar na flora tropical e na flora ibérica e também nas “lutas ambientalistas”.
 Fonte: Ciência hoje

Camaleão mais pequeno mundo encontrado em Madagáscar

Ilha de Nosy Hara alberga espécie que é um exemplo de nanismo insular
2012-02-15
«Brookesia micra» foi descoberto em Nosy Hara
Investigadores alemães descobriram quatro espécies de répteis muito pequenos em Madagáscar. No estudo publicado na «PLoS ONE», explicam que se tratam de camaleões que têm apenas alguns milímetros de comprimento. Os autores concluem que estes se encontram entre os répteis mais pequenos do mundo.
Dirigidos por Frank Glaw, da Colecção Estatal Zoológica de Munique (Zoologische Staatssammlung München), os cientistas fizeram análises genéticas com as quais determinaram que os pequenos répteis são de espécies distintas.

Uma análise genética comprovou que os camaleões são de quatro espécies diferentes, o que indica que se separaram há milhões de anos. Cada espécie nova está, portanto, restrita a um território muito pequeno, sendo que o menor dos territórios tem apenas meio quilómetro quadrado.
A espécie mais pequena encontrada – Brookesia micra – só se descobriu em Nosy Hara, uma ilha extremamente pequena situada a norte da ilha principal de Madagáscar. Os investigadores sugerem que esta espécie pode representar um caso extremo de nanismo exclusivo daquela ilha, fenómeno no qual as espécies diminuem de tamanho para se adaptarem a um habitat de menores dimensões.
Outra espécie minúscula – o Brookesia tristis – foi encontrada numa parte isolada de uma floresta, perto de uma cidade. O nome foi escolhido pelos cientistas para alertar para o perigo de extinção destas espécies que são muito frágeis.
Frank Glaw adverte que é "urgente centrar esforços para a conservação de estas e outras espécies microendémicas de Madagáscar que estão fortemente ameaçadas pela desflorestação".
Fonte: Ciência Hoje

Portugueses descobrem ser vivo mais antigo à face da Terra

Posidónias oceânicas com dez mil e cem mil anos
2012-02-14
Crescimento da planta é lento e pode levar 600 anos a cobrir 80 quilómetros. (Imagem: UAlg)
Uma equipa científica luso-espanhola acaba de revelar a descoberta, no Mar Mediterrânico, do ser vivo mais velho da Terra, uma planta marinha que terá pelo menos 100 mil anos, segundo disse hoje uma das autoras da investigação. A descoberta foi publicada na semana passada na revista«Public Library of Science One» (PloS One) e refere-se a um trabalho científico que decorreu entre 2005 e 2009, tendo por objecto a Posidónia oceânica.

“Descobrimos espécimes da Posidónia oceânica que poderão ter entre dez mil e 100 mil anos e possivelmente mais. Nunca se tinha encontrado na Terra um ser com uma idade tão avançada”, garantiu a investigadora Ester Serrão, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, que liderou a equipa portuguesa.  O trabalho científico tinha como objectivo medir a área abrangida por um mesmo indivíduo daquela espécie, de forma a calcular a sua idade, com base no conhecimento de que a taxa de crescimento da espécie é de quatro centímetros ao ano.
“A espécie conhece-se há muito tempo, mas o que nós conseguimos agora foi descobrir onde começa e acaba um mesmo indivíduo da espécie”, explica Ester Serrão, observando que, “quando vemos uma pradaria marinha, não sabemos à partida se vem de uma mesma semente ou de várias sementes”.

Assim, o estudo visava determinar se uma planta com um segmento em determinado local do Mediterrâneo era a mesma que tinha um segmento num outro local, investigação que foi feita com recurso ao estudo das características genéticas desses segmentos, feito posteriormente em laboratório.

“Através das características genéticas, podemos ver se as plantas que se encontram em determinado local vêm todas da mesma semente e portanto se é o mesmo indivíduo, que se vai reproduzindo, formando clones de si próprio”, afirma ainda Ester Serrão. Sublinha que, nos casos em que se copia a si própria, um mesmo espécime de Posidónia oceânica “pode ocupar centenas de metros ou quilómetros, sem que se forme um indivíduo novo, pois é sempre o mesmo indivíduo a crescer”.

A investigadora compara os métodos laboratoriais para determinar a
 “pegada genética” dos espécimes aos usados para fazer testes de paternidade em humanos ou nas investigações que se podem seguir a um crime, baseados nos marcadores genéticos existentes nas amostras recolhidas.

Assentes naqueles métodos, a equipa luso-espanhola descobriu vários indivíduos com cerca de sete quilómetros e um mesmo indivíduo com um comprimento total de 15 quilómetros. Contudo, a investigadora da Universidade do Algarve considera que os casos mais extremos
 “não são necessariamente o resultado da propagação por clones”, pois alguns dos fragmentos dispersos ao longo do fundo marinho podem ter-se desprendido e sido arrastados pelas marés, enterrando-se nos sedimentos e crescendo a partir daí.
Equipa estuda “pegada genética” de Posidónia oceânica. (Imagem: Wikipédia)
Equipa estuda “pegada genética” de Posidónia oceânica. (Imagem: Wikipédia)
Daí que, e partindo de uma perspectiva conservadora, os cientistas não tenham considerado o maior espécime, de 15 quilómetros, como sendo contínuo, o que faria com que, aplicando-se a taxa de crescimento conhecida, a sua idade rondasse os 200 mil anos, optando por datá-lo em 100 mil anos, datação que Ester Serrão garante ser cientificamente fiável, como “idade mínima”.

Ainda assim, há vários outros indivíduos com dezenas de milhares de anos, recolhidos nos 1.544 campos de amostras existentes em 40 pradarias marinhas ao longo dos 3.500 quilómetros de comprimento do Mar Mediterrânico.

Em risco de desaparecer

A cientista lamenta que, apesar da sua resistência e longevidade, a Posidónia oceânica esteja a desaparecer a uma taxa que se estima em dez por cento nos últimos 100 anos, sobretudo devido à turvação da água provocada pela poluição marítima, lembrando que a erva marinha se alimenta da luz do sol, pois faz a fotossíntese.

Sublinhou que se trata de uma planta indispensável para o desenvolvimento da biodiversidade no sul da Europa, sendo essencial para o crescimento e desenvolvimento de várias espécies de peixe, como elo da cadeia alimentar oceânica.

O trabalho de campo do estudo foi efectuado entre 2005 e 2008 e os posteriores trabalhos de investigação laboratorial decorreu em 2009 no Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve. Contudo, a primeira publicação científica do trabalho só teve lugar na semana passada, encontrando-se gratuitamente acessível ‘online’ à comunidade científica de todo o Mundo.
 Fonte: Ciência hoje.pt