sexta-feira, 4 de julho de 2014

Empresa vai transformar garrafas de plástico em roupa

Quarta-feira, 02 de Julho de 2014
Empresa vai transformar garrafas de plástico em roupa
A marca holandesa G-Star lançou recentemente uma campanha de limpeza dos oceanos. O objetivo é recolher garrafas de plástico do mar, reciclá-las e transformá-las em peças de roupa. A coleção Raw for the Ocean estará disponível nas lojas da marca a partir de Setembro.
 
Associado à campanha aparece o músico norte-americano Pharrell Williams, que desenhou os modelos da nova coleção da G-Star. Além de músico, Pharrel é também diretor criativo da empresa Bionic Yarn que produz fios e tecidos feitos a partir de garrafas de plástico recicladas.

O processo de fabrico envolve a selecção das garrafas, que são depois moídas e transformadas em fibras. Por sua vez, as fibras são trançadas com poliéster e usadas para fazer os fios dos tecidos.
 

10 mil toneladas de plástico transformadas em roupa

A campanha Raw for the Ocean recebeu este ano um dos principais prémios do Festival de Cannes, o mais conceituado certame do mundo que premeia a criatividade em marketing e comunicação.
 
De acordo com a marca, todos os anos, das 100 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, cerca de 10% acabam nos oceanos, o que afecta a vida marinha.

“A ideia permite que pessoas de todo o mundo possam expressar as suas preocupações em relação à poluição dos oceanos, vestindo-as”, explica a G-Star no site do projeto. 

Ao todo, a coleção usou 10 mil toneladas de pástico, contribuido desta forma para a preservação do ambiente.

Veja, em baixo, o vídeo que explica como a  Bionic Yard transforma garrafas de plástico em fios:
 

Clique AQUI para saber mais.

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: boas noticias.pt

Fruta-pão é o novo superalimento

Quinta-feira, 03 de Julho de 2014
Fruta-pão é o novo superalimento
Embora não seja muito conhecida no mundo ocidental, a fruta-pão é bastante consumida nos países tropicais, onde é cultivada. E agora, uma investigadora do Havai, acaba de publicar um artigo que confirma este fruto como um superalimento.

É um fruto verde de grande dimensão que pode chegar a pesar três quilos. De acordo com o estudo que a investigadora Diane Ragone publicou esta semana na New Scientist, uma única fruta-pão tem nutrientes suficientes para alimentar uma família de cinco pessoas. E uma árvore deste fruto pode alimentar uma família durante 50 anos.

Diane Ragone, investigadora do Jardim Botânico Tropical do Havai, estuda esta fruta desde os anos 80 e criou, inclusivamente, um instituto especialmente dedicado à fruta-pão. Diane já estudou centenas de variedades desta fruta, provenientes de 34 países.

Rica em nutrientes e livre de glúten

Além de ser rica em vitaminas e minerais, esta fruta é uma importante fonte de hidratos de carbono e proteínas, sendo que não contém glúten - considerado um dos inimigos da alimentação do século XXI.

De acordo com o site do instituto da fruta-pão, este alimento é uma excelente fonte de antioxidantes, cálcio, carotenoides, fibras, ferro, magnésio, omega 3, omega 6, fósforo, potássio, proteínas, vitamina A e vitamina C.

Uma outra vantagem da fruta-pão é que pode ser consumida em todos os estágios de crescimento: desde a fase em que se encontra verde (funcionando mais como uma espécie de vegetal semelhante a batata) até à fase madura.

Além de se poder ingerir crua, a fruta-pão pode ser cozinha das mais variadas maneiras: cozida, assada ou mesmo seca para que se conserve mais tempo. É ainda possível produzir uma farinha sem glúten a partir da sua polpa.

Fruta pode erradicar 80% da fome mundial

Um dos objetivos do instituto criado por Diane é incentivar a produção de fruta-pão nos países mais atingidos pela fome. “Antigamente, na Polinésia, havia a tradição de plantar uma árvore de fruta-pão cada vez que nascia uma criança, porque já se sabia que essa árvore garantiria alimento para a criança durante o resto da sua vida”, conta a especialista na New Scientist.

A equipa de Diane Ragone está agora a investigar quais as variedades que melhor se adaptam a determinados climas e também a identificar qual o tipo de fruta-pão que contém mais nutrientes.

Os investigadores estão ainda a tentar encontrar forma de fazer com que a árvore comece a dar mais frutos e mais cedo e já foram bem-sucedidos: conseguiram criar uma variedade de árvores que além de serem mais robustas começam a florescer dois anos depois de serem plantadas, ou seja, três anos mais cedo do que é habitual.

Segundo dados do site oficial do instituto, mais de 80 por centro das 925 milhões de pessoas afetadas pela fome vivem em regiões adequadas ao cultivo desta fruta.

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: boas noticias.pt

terça-feira, 24 de junho de 2014

O nível do mar

O que é o nível do mar e como se mede?
Um marcador do nível do mar, em Israel, na estrada de Jerusalém.
Quando os cientistas mencionam o nível do mar, referem-se à altitude média da superfície oceânica, uma cifra que é útil para determinar a altitude do terreno e tendências de alterações climáticas. Esta média é difícil de calcular, devido ás forças mutáveis exercidas na Terra pelo sistema solar (gravidade, radiação,etc.), que criam ondas e marés, além de alterarem a temperatura do oceano e, logo, a sua densidade e volume. Assim, o oceano está constantemente a subir e a descer, a aquecer e a arrefecer. A sua altitude média deve, portanto, ser medida num ponto fixo, durante um largo período de tempo.
Para obter estas medições, os cientistas usam indicadores de marés (grandes tubos cilíndricos com pequenos orifícios na parte de baixo através dos quais a água passa, sendo registada por sensores eletrónicos). Graças ao seu formato simples mas engenhoso, permitem medir o nível da água, minimizando, porém, os efeitos das marés e ondas. Apesar da utilização de indicadores de marés, a força e a natureza imprevisível do oceano dificultam bastante a obtenção de medições milimétricas, pelo que, agora se recorre ainda à utilização de topologia via satélite.
O atual consenso no meio científico, com base em décadas de previsões, é que o nível do oceano está a subir a uma taxa de dois milímetros por ano.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

Anemómetros de copos: velocidade dos ventos

Os anemómetros encontram-se com frequência em estações meteorológicas, mas como fornecem informações acerca da velocidade do vento?
Vários tipos de anemómetros são utilizados para medir a velocidade do vento mas o mais conhecido de todos é, talvez, o anemómetro de copos. Integra três copos, colocados a distâncias iguais nos braços perpendiculares ao eixo central. Os copos apanham o ar á medida que este passa, fazendo rodar o eixo. Ao contar o número de voltas num segundo, é possível calcular a velocidade média do vento.
Alguns anemómetros de copos integram ainda minúsculos geradores elétricos que calculam a velocidade do vento analisando a quantidade de energia criada pela rotação, em vez de contarem o número de voltas.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

Tornados explicados

Porque descem os ciclones do céu e traçam um rasto de destruição
Os tornados nascem em grandes nuvens de tempestade chamadas supercélulas. Se as nuvens de tempestade normais se formam e dissipam em 30 minutos, já as supercélulas podem durar horas e espalhar mau tempo por centenas de quilómetros. Porém, a sua principal característica é a sua potente rotação no sentido contrário aos ponteiros do relógio. As supercélulas começam como trvoadas normais: o ar quente e húmido junto á superfície é empurrado para cima por uma força física, como uma frente fria. O ar condensa-se em gotas de água, ao atingir altitudes mais elevadas, formando nuvens verticais. As supercélulas crescem devido a um abundância de ar quente e húmido em baixo e de ar frio e seco em cima. Já a sua rotação deve-se a um fenómeno chamado cisalhamento do vento, uma mudança repentina da velocidade e direção. Geralmente quanto maior a altitude, mais depressa sopram os ventos. Isto cria um efeito de rodas de pás na atmosfera, gerando colunas de ar que giram em eixos horizontais. Com as supercélulas, o ar quente e baixo é sugado para cima para a tempestade, com tal força que “pega” numa destas colunas horizontais e a faz girar na vertical. O resultado é um mesociclone: uma coluna de rápida rotação no âmago da supercélula. Entretanto, a chuva e granizo que caem da supercélula são apanhados por estes ventos rotativos. Muita da precipitação evapora-se, libertando bolsas de ar frio que puxam para baixo o vórtice rodopiante. !!! À medida que estes rápidos ventos atingem o solo, o atrito abranda os efeitos da força centrífuga, estreitando o funil. A pressão de ar extremamente baixa no interior do funil age como um vácuo. Quanto mais ar é sugado para o vórtice, mais a velocidade da rotação aumenta . O tornado resultante pode gerar ventos superiores a 480Km/h, rasgar estruturas reforçadas como uma motosserra, elevar veículos pesados e arrasar casas.

Fonte: quero saber Janeiro 2011

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Florestas húmidas, alterações climáticas e desflorestação

A desflorestação das florestas húmidas está a alastrar a um ritmo alarmante, com efeitos devastadores



Os efeitos da desflorestação da Terra são graves: climas regional e global em alteração descontrolada, cheias mais frequentes e extinção de milhares de espécies de plantas e animais. As causas desta destruição são muitas, mas as mais graves são a exploração florestal e a criação de gado.
A exploração florestal resulta no derrube sistemático de árvores para serem usadas em mercados locais e internacionais. Os ambientalistas estimam que mais de 75% das florestas mundiais já foram destruidas ou degradadas devido à exploração florestal.
A criação de gado esbate os limites das florestas e aumenta cada vez mais as zonas propensas a inundações: quando as árvores são abatidas para criar pastagens, o efeito de esponja proporcionado pela floresta desaparece. Assim, em vez de absorver e distribuir aos poucos a grande quantidade de chuva que a floresta recebe, a nova zona área inunda e canaliza água para os rios próximos, que acabam por transbordar.
A redução do número de árvores também afeta os climas locais e o global: quando se perde parte da floresta, o oxigénio aí produzido, devido á fotossíntese, diminui. O sequestro (captura e armazenamento) de CO2 também é reduzido, tal como a biomassa florestal e o respetivo potencial energético, importantes para o futuro bem-estar da Terra.
Florestas húmidas
Frente a frente
Grande – Gondwana
Não é de todo a maior, mas com 3.665 Km², há muito que proteger na longa faixa de florestas tropicais húmidas da Austrália.
Maior – África

Com 3,6 milhões de Km², as florestas húmidas de África poderiam ser muito maiores, não fosse a sua intensa exploração e desflorestação.
A maior – Amazónia
Com 7 milhões de Km², a floresta húmida amazónica é a maior de todas e estende-se por vários países, incluindo o Brasil e a Venezuela.

Fonte: quero saber Novembro 2010