terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Cientistas britânicos desenvolvem método que reduz dióxido de carbono na atmosfera

 
5 de Fevereiro, 2013
O estudo do ouriço-do-mar permitiu a uma equipa de cientistas britânicos desenvolver um método que pode revolucionar os esforços para reduzir o dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, principal causador das alterações climáticas.Os cientistas da Universidade de Newcastle (Reino Unido) descobriram que os ouriços-do-mar utilizam níquel para aproveitar o CO2 do mar e fabricar a sua carapaça calcária, indica o estudo publicado hoje na revista Catalysis Science & Technology.
A física Lidija Siller assinala que a descoberta, feita “completamente por acaso”, levou os cientistas a juntar pequenas partículas de níquel a uma solução de água com CO2 e a verem como o dióxido de carbono desaparecia completamente, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
Na presença de um catalisador de níquel, o CO2 é convertido em carbonato de cálcio ou de magnésio, um mineral inócuo presente na crosta terrestre.
O método concebido pelos especialistas britânicos consiste em fazer com que o CO2 libertado para a atmosfera pela indústria passe directamente da chaminé de uma fábrica para uma coluna de água rica em nanopartículas de níquel e em recuperar posteriormente o carbonato de cálcio sódio que fica depositado.
“Este processo não funcionaria em todos os casos dado que não poderia adaptar-se ao tubo de escape de um automóvel, mas é uma solução eficaz e barata que poderia estar disponível a nível mundial para algumas das nossas indústrias mais poluentes e ter um impacto significativo na redução do CO2 na atmosfera”, diz Siller.
Lusa/SOL

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Portugal inaugura nova fábrica de fungicida biológico

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013   
Portugal inaugura nova fábrica de fungicida biológico
Nova unidade de produção deverá criar 100 postos de trabalho até 2016
Portugal desenvolveu e patenteou, em 2011, um fungicida biológico de elevada eficácia, extraído do tremoço, que agora vai ser produzido num parque industrial recém inaugurado em Cantanhede. O produto será comercializado para todo o mundo.

A Converde, empresa de biotecnologia, inaugurou no passado dia 18 de Janeiro a sua unidade industrial, onde irá produzir o fungicida biológico de eficácia igual ou, nalguns casos, superior à dos melhores fungicidas sintéticos disponíveis no mercado.
Com um investimento total de cerca de 30 milhões de euros, a unidade industrial da Converde localiza-se em Cantanhede e prevê criar 100 postos de trabalho até 2016, ano em que funcionará em velocidade de cruzeiro.
Em 2012, a CONVERDE celebrou um contrato de distribuição exclusiva com a multinacional do sector agro-químico FMC Corporation que opera nos Estados Unidos e Canadá.
Na origem deste produto, esteve investigação pioneira realizada no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde foi identificada a proteína multifuncional “BLAD”, produzida durante a germinação de uma variedade de tremoço denominada “lupinus albus” e que funciona como substância ativa do fungicida.
A descoberta, que teve início em 1991 e à qual se seguiram mais de dez anos de investigação, como já foi noticiado pelo BOAS NOTÍCIAS, culminou com a participação do projeto no Programa COHiTEC, da COTEC Portugal, que viabilizou a vertente comercial do projeto.
Em comunicado, a COTEC salienta que a inauguração da unidade industrial marca uma nova fase para a empresa Converde, com o arranque da produção do fungicida. Com uma área coberta de 17 mil m2, a unidade está projetada de forma a triplicar a capacidade de produção, que é atualmente de 2 mil toneladas por ano.
fonte: boas noticias

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Sistema luso produz energia com sol, vento e chuva

Sistema luso produz energia com sol, vento e chuva
Fotos © Skinenergy
Chama-se Skinenergy e é um sistema de revestimento português que poderá contribuir para a revolução da produção de energias limpas. A solução, criada por três portugueses, é capaz de gerar energia através do sol, do vento e até da água das chuvas, o que lhe dá a possibilidade de, em muitos casos, produzir energia durante as 24 horas do dia, sete dias por semana.

por Catarina Ferreira

O Skinenergy é como uma “pele” – daí o nome, do inglês “skin” – que tem por base “elementos de composição plástica”, construindo-se sob a forma de duas membranas flexíveis: uma que serve como base e outra que funciona, propriamente, como revestimento, sendo composta por células fotovoltaicas em silício amorfo para a captação da luz solar.

Em entrevista ao Boas Notícias, Ricardo Sousa, arquiteto de 37 anos especializado em eco-arquitetura e sustentabilidade e um dos criadores do sistema, explica que estas membranas, ou seja, esta “pele” (que pode ter várias cores, padrões ou transparências), é “ancorada ao edifício ou estrutura” com elementos que, além de a fixarem, servem como “microgeradores de energia que atuam com pequenas brisas e movimentos do vento e pelo movimento criado através do batimento da chuva”.

Em suma, esclarece o especialista, que está a trabalhar neste projeto em conjunto com o irmão, José Augusto Sousa, técnico de eletrónica e informática, e com João Pereira, estudante de Doutoramento e licenciado em Física e Química, este é “um produto híbrido porque tem a capacidade de gerar energia através do aproveitamento solar, eólico e de uma forma muito particular retira partido da água das chuvas”.

Num pleno dia de sol em que haja algum vento, o sistema é capaz, por exemplo, de produzir energia de modo combinado entre o fotovoltaico e o gerador de movimento em paralelo, podendo depois continuar a gerar energia durante a noite, com a presença das brisas, do vento e da chuva.



Ricardo Sousa e os colegas estimam que o sistema seja capaz de produzir 120 w/p (“watt-picos”, o padrão usado na indústria fotovoltaica para medir a capacidade técnica dos módulos solares) por cada metro quadrado de aplicação em regime híbrido, embora a capacidade possa ser superior porque “é cada vez mais possível obter maiores quantidades de energia através do silício amorfo”.

De acordo com o arquiteto, a energia gerada pode ser usada diretamente na instalação, ser armazenada em acumuladores ou descarregada na rede pública, representando os valores estimados “uma poupança para de atmosfera de 626,52kg de dióxido de carbono por ano por cada metro quadrado de aplicação do Skinenergy”.

Este é um produto que pode ter várias formas de aplicação – além de poder ser incorporado durante a reabilitação de edifícios, poderá também integrar soluções arquitetónicas criadas de raíz, “independentemente de se tratar de edifícios públicos ou privados de grandes ou pequenas dimensões”.

Em complemento, os mentores do Skinenergy acreditam que o sistema poderá vir a ter, também, utilizações mais amplas, “como a aplicação junto aos painéis informativos das estradas e autoestradas” para os tornar autossuficientes em termos energéticos, “junto aos ‘rails’ de proteção e barreiras sonoras para alimentação de sistemas elétricos nas suas proximidades’ e ainda em “linhas de comboios ou túneis”.


Ricardo e José Augusto Sousa são dois dos mentores do Skinenergy, que já conquistou o seu primeiro prémio


Criadores estão à procura de financiamento

Para já, Ricardo Sousa e os companheiros estão a tentar encontrar financiamento para uma prova de conceito a ser criada e desenvolvida em parceria com a Universidade do Minho. “Uma das coisas que mais queremos é arranjar um ou mais parceiros desta área que acreditem e que se aliem a nós neste projeto”, confessa o arquiteto.

O mentor do Skinenergy estima que serão necessários “entre 10.000 e 15.000 euros para a fase de I&D que se segue, com a prova de conceito, a prototipagem e fase de testes”, o que torna indispensável encontrar “um parceiro disposto a injetar algum desse capital”, que lhe seria retribuído numa fase posterior.

No futuro, o objetivo é colocar o sistema no mercado “por um valor a rondar os 500 euros por cada metro quadrado”, um valor de venda “próximo dos que se praticam habitualmente num vulgar sistema de painéis solares de microgeração”.

Embora se trate de um projeto recente, o Skinenergy, que tem na Universidade do Minho uma parceria de investigação e desenvolvimento, já conquistou o Prémio Cidades de “Uma Cidade Perfeita”, iniciativa da revista Visão, Siemens, Inteli e Sociedade Ponto Verde.

Clique AQUI para visitar o site do Skinenergy e saber mais sobre este projeto.

[Notícia sugerida por David Ferreira e Vítor Fernandes
Fonte: boas noticias

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Norte-americana FDA prestes a aprovar comercialização de salmão transgénico


Peixe produzido pela Aquabounty cresce duas vezes mais rápido do que o normal

2012-12-26
Salmão trangénico e não trangénico com a mesma idade (créditos: AquaBounty)
Salmão trangénico e não trangénico com a mesma idade (créditos: AquaBounty)
A agência Food and Drug Administration (FDA), que regula e supervisiona a segurança alimentar e os medicamentos, afirmou que os salmões transgénicos, estão a ser produzidos pela empresa Aquabounty, é seguro como alimento e não causará grande impacto ambiental, abrindo assim a porta à aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para consumo humano.
O salmão transgénico cresce duas vezes mais rápido do que o normal e os seus críticos já o baptizaram como “frankenpeixe” (alusão ao monstro de Frankenstein). Estes temem que o peixe possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgénica procriar na natureza. A FDA fará ainda uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas acreditam que estas declaração foram o último passo antes da aprovação.
A empresa Aquabounty gastou mais de 67 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de euros) para desenvolver este peixe, tendo igualmente desenvolvido medidas de protecção contra problemas ambientais. Uma delas é a criação de apenas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena percentagem possa reproduzir-se, admitem.
Este salmão transgénico recebeu um gene da hormona de crescimento do salmão do Pacífico, que se mantém funcional o ano inteiro devido a outro gene de um peixe similar à enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.
Ainda não se sabe se o público aprovará o peixe, mesmo dando a FDA o seu aval. Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem chegar a saber que estão a comprar peixe transgénico, já que o produto não será acompanhado de qualquer aviso, caso seja decido que possui as mesmas propriedades do convencional.
Fonte: Ciência hoje

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Estrela-do-mar


Descubra a anatomia destes animais marinhos carnívoros, pertencentes ao grupo dos equinodermes.
Braços – A maioria tem pelo menos cinco, mas algumas podem chegar aos 40. Se um braço for ferido ou amputado, nasce um novo – a regeneração pode demorar pelo menos um ano.
Madrepórito – Um orifício na parte de trás do corpo permite a entrada de água.
Ânus – A maioria da comida não digerida é regurgitada, mas os eventuais restos são expelidos pelo ânus.
Canal anelar – A água do mar que entra no corpo, pelo madrepórito, é filtrada e espalha-se do canal anelar para o radial, antes de passar para os pés ambulacrários. 
Gónada – Aqui são produzidas as células sexuais (óvulos e espermatozóides). Os gâmetas são depois libertados na água para fertilização, através de um orifício na parte de trás da estrela-do-mar.
Ampola – A estrela-do-mar não tem sangue; o que flui pelos seus braços é água do mar filtrada. Quando a ampola se contrai, a água é encaminhada para os pés ambulacrários, dilatando-os. Quando a ampola se dilata, os pés retraem-se, permitindo que a estrela-do-mar se desloque e se fixe.
Pele – A estrela-do-mar não tem cabeça nem cérebro; em vez disso, usa células dérmicas sensitivas para detectar cheiros e químicos de alimentos, e manchas ocelares na ponta de cada braço para detectar luz. Estas células impressionantes enviam sinais através de um sistema nervoso.
Pés ambulacrários – Um sistema interno de minúsculos tubos flexíveis prolonga-se para o exterior do corpo. Na ponta de cada tubo há uma ventosa, conhecida como pé ambulacrário, que a estrela-do-mar usa para trepar rochas e se endireitar quando fica ao contrário. Por serem tantos, estes pés são muito poderosos e até ajudam o animal a abrir conchas.
Estômago – Algumas estrelas-do-mar têm ventosas nos braços, que lhes permitem abrir conchas de amêijoas e outros invertebrados. Depois, empurram as membranas flexíveis do seu estômago, através da boca, para dentro da concha. Enzimas digestivas são segregadas, permitindo a absorção do alimento. As que não possuem ventosas, engolem as presas inteiras e cospem o que não conseguem ingerir.
Ceco/ducto pilórico – Aqui são produzidos os sucos digestivos e armazenada a comida digerida.
Fonte: quero saber Novembro 2010

domingo, 16 de dezembro de 2012

Extremófilos- E o campeão é…


Os microscópicos tardígrados são os seres mais adaptáveis
O título de campeão da resistência devia ser atribuído aos tardígrados, una diminutos invertebrados muito abundantes no nosso planeta. Até agora, já foram encontradas cerca de mil espécies, as quais ocupam regiões tão díspares como os Himalaias, as zonas equatoriais e árcticas ou os oceanos, onde chegam a viver a 4000 metros de profundidade. O tamanho de um exemplar adulto varia entre 1,5mm, nas formas maiores, e 0,1mm, nas mais pequenas. Embora sejam transparentes, podem apresentar diferentes tonalidades em função da sua alimentação, que inclui rotíferos, bactérias, nematodes e algas, cujos fluidos celulares conseguem absorver.
Os tardígrados têm especial predilecção pelos ambientes aquosos. Todavia, quando as condições ambientais se alteram e se tornam desfavoráveis, entram num estado latente designado por “cripto biose”: suspendem todas as funções metabólicas, enrolam-se e esperam que as coisas melhorem. Algumas espécies podem permanecer em estado desidratado, como se fossem múmias, durante quase uma década; para isso, sintetizam um açúcar não redutor denominado “trealose”, que protege as membranas celulares. Além disso, detêm os seguintes recordes entre os animais:
Calor e frio – podem sobreviver alguns minutos a 150°C. Toleram igualmente uma breve congelação a temperaturas de até -272°C, próxima do zero absoluto.
Radiação – Suportam elevadas doses de raios X e raios gama, fatais para outras formas de vida. Sobrevivem também no vácuo do espaço, sob a radiação solar, durante 10 dias, como provam dois projectos científicos levados a cabo, em Setembro de 2007, na sonda Foton-M3 da ESA, que voou a uma altitude entre 250 e 290 quilómetros. Tinham agora ida e volta marcada para Marte, na sonda russa Phobos-Grunt, que afinal não conseguiu abandonar a órbita terrestre.
Pressão – suportam até 1200 vezes a pressão atmosférica á superfície do mar.
Super 164 – Dezembro 2011