domingo, 26 de agosto de 2012

Caranguejo-dos-coqueiros


Ladrão de cocos
Um crustáceo travesso que trepa árvores, rouba as tocas dos caranguejos terrestres e, ainda assim, enfrenta a extinção.
O caranguejo-dos-coqueiros é um poderoso crustáceo de pinças impressionantes [foto].
Um espécime enorme, pesando até 5kg e um comprimento até 40cm, o Birgus latro, é o maior artrópode terrestre do mundo. É conhecido como ladrão de cocos (latro é latim para ladrão), pela sua capacidade de trepar palmeiras e abrir aquele fruto com as pinças, para se alimentar – o que os insulares vêem como um roubo. É também chamado caranguejo-dos-coqueiros, apesar de ser aquilo a que os biólogos chamam de falso caranguejo.
Habita sobretudo áreas florestais costeiras das ilhas do Pacífico Sul e do oceano Índico e pode viver até 30 anos. Sendo maioritariamente noctívago, durante o dia esconde-se em tocas subterrâneas. Acasala em terra seca mas, assim que os ovos estão prestes a eclodir, a fêmea liberta-os no oceano. Mal nasce, a cria dirige-se para o fundo do mar em busca de uma concha, antes de regressar a terra seca. Já em terra, este crustáceo adapta-se de forma permanente a uma vida terrestre – tanto que se afogaria na água, já que desenvolveu um sistema respiratório adaptado á extracção do oxigénio do ar (e não da água).
O facto de desovar no mar é a principal razão para a sua ampla distribuição, com as correntes a arrastarem as larvas para longe. Ainda assim, esta é uma espécie em vias de extinção, porque é considerada uma iguaria, sendo apanhada para alimentação.
Fonte: quero saber Outubro 2010

sábado, 25 de agosto de 2012

Bonobos fabricam ferramentas para diferentes usos

A espécie 'Pan paniscus' é, juntamente com os chimpanzés a mais próxima do ser humano
2012-08-22



Os bonobos (Pan paniscus) são, juntamente com os chimpanzés (Pan troglodytes), os mamíferos geneticamente mais próximos do ser humano. Um estudo publicado agora na «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS) revela a capacidade destes símios fabricarem ferramentas em pedra para as utilizarem com um objectivo próprio. O autor da proeza foi Kanzi, um bonobo de 32 anos, famoso pela sua inteligência: conhece a linguagem gestual, é capaz de entender e expressar ideias relativamente complexas e até de inventar novas palavras. Além de fabricar ferramentas utiliza-as de todas as formas possíveis.

A equipa de investigadores da Universidade de Haifa (Israel) pôs em prova as capacidades de Kanzi. Deram-lhe troncos de madeira com comida enterrada no seu interior e uma série de pedras sílex. O bonobo fabricou várias ferramentas diferentes para abrir os troncos e deu-lhes diferentes usos.
Kanzi utilizou múltiplas estratégias para a abrir os 24 troncos com as ferramentas que criou – machados, martelos e alavancas – e conseguiu abrir todos.
Os investigadores especulam que a utilização que o bonobo faz das ferramentas não é muito diferente da que faziam os primeiros hominídeos há mais de dois milhões de anos.
Ainda assim há diferenças importantes. A primeira é que este bonobo foi criado num ambiente muito distinto dos outros membros da sua espécie. A segunda é que o fabrico de ferramentas foi-lhe ensinado, não descobriu sozinho. A bonoba Pan-Banisha, de 28 anos, também participou na experiência. Conseguiu abrir os troncos mas apenas atirando-os contra o chão, apesar de também saber fabricar ferramentas.
“Alta competência intelectual”
Os investigadores enterraram a comida dentro do tronco pois queriam perceber como os bonobos chegavam até ela. Quando a areia estava mais solta, tiravam com as mãos; quando estava mais compactada usavam ferramentas. O Kanzi chegou mesmo a fabricar, por duas vezes, uma lâmina de sílex para facilitar o trabalho.
Apesar de existirem outras espécies que utilizam ferramentas, a sofisticação com que os chimpanzés e os bonobos o fazem não tem comparação. Segundo os investigadores, este estudo demonstra a “alta competência intelectual e o engenho” destes símios.
Fonte: Ciência hoje

UMinho: Resíduos dos laticínios ganham utilidade


Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012

UMinho: Resíduos dos laticínios ganham utilidade

Uma tecnologia pioneira que permite a recuperação e valorização dos resíduos da indústria dos laticínios é a nova aposta do Departamento de Engenharia Biológica (DEB) da Universidade do Minho (UMinho), que se encontra a trabalhar em parceria com a spin-off Biotempo - Consultoria em Biotecnologia. Esta biorrefinaria permitirá que os subprodutos sejam totalmente recuperados e convertidos noutros produtos de valor acrescentado.
 
Em comunicado, a UMinho explica que esta unidade, que já está em testes, transforma o soro do queijo em mais de uma dezena de produtos a serem utilizados em vários setores de produção, desde a alimentação à saúde, passando pela coméstica.
 
A biorrefinaria terá capacidade para tratar diariamente um milhão de litros de resíduos, não apenas o soro do queijo mas também o leite e iogurte estragado ou fora do prazo.Os subprodutos tratados darão origem por exemplo, a concentrados proteicos para o setor alimentar, prébioóticos, bioetanol, lactose refinada e água ultrapura para a indústria farmacêutica, bem como sais para a agricultura.
 
As águas residuais resultantes da lavagem de máquinas e camiões e a biomassa produzida serão também reencaminhadas para uma "unidade de digestão anaeróbia" e transformadas em biogás para a posterior produção de energia elétrica. 
 
"O processo desenvolvido vai ter um impacto económico relevante nesta região, uma vez que permitirá acrescentar valor a um subproduto que, atualmente, é um problema ambiental grave", acredita José Teixeira, professor catedrático do DEB e coordenador científico do projeto.
 
"A capacidade instalada, a tecnologia pioneira e as caraterísticas dos produtos obtidos, bem como a ausência de efluentes, garantem o sucesso desta biorrefinaria que se espera que venha a constituir uma unidade industrial de referência no setor lácteo", antevê o responsável.
 
Desde o início dos anos 90 que o DEB tem apostado na valorização do soro do queijo, estando previsto um investimento de cerca de 35 milhões de euros e, numa fase mais adiantada, o alargamento da tipologia de resíduos a tratar e a instalação desta biorrefinaria, em fase de testes, em Portugal e noutros países do mundo. Uma destas unidades, construída à escala industrial, deverá ser, ainda este ano, instalada no Brasil.
Fonte: Boas noticias

Brasil: Cientistas criam plantas resistentes à seca


Segunda-feira, 20 de Agosto de 2012

Brasil: Cientistas criam plantas resistentes à seca

Um grupo de investigadores brasileiros está a estudar, em laboratório, plantas transgénicas capazes de resistir a longos períodos de seca. O objetivo é encontrar uma resposta para as crescentes preocupações motivadas pelas alterações climáticas.
 
Em declarações à Lusa, um dos investigadores, Eduardo Romano, explicou que o projeto começou a partir da pesquisa do genoma da planta do café. "Nesse estudo, que contou com mais de 100 investigadores, identificámos os 30 mil genes do café e, a partir daí, cada grupo passou a pesquisar uma caraterística específica", contou, acrescentando que o seu grupo ficou incumbido de estudar os genes associados à resistência à seca.
 
Depois de identificado o gene responsável, os cientistas isolaram-no e testaram-no numa planta-modelo, a Arabidopsis thaliana, uma espécie idêntica à mostarda. "As plantas que receberam o gene sobreviveram 40 dias sem água, enquanto as que não o receberam morreram após 15 dias sem água", revelou o investigador, integrado na equipa científica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa), que está a desenvolver o projeto.
 
Uma vez que os resultados obtidos nas primeiras experiências foram animadores, a equipa vai agora testar a descoberta em cinco culturas comerciais, entre as quais as dos principais produtos de exportação brasileira: cana-de-açúcar, soja, arroz, trigo e algodão.

Plantas não deverão causar alergias
 
Segundo Eduardo Romano, o gene especial já foi administrado a exemplares dessas cinco espécies, que estão atualmente a ser observadas em laboratório. Após o nascimento das primeiras plantas transgénicas, as sementes serão novamente testadas em laboratório para, posteriormente, a partir de uma seleção das melhores amostras, se dar início aos testes no terreno.
 
"Acreditamos que num ano e meio já teremos os resultados da experiência em todas as culturas", avança o investigador, que desvendou que, a par dos estudos de viabilidade do gene da resistência à seca, a equipa está igualmente a realizar testes toxicológicos para garantir que os produtos resultantes das culturas transgénicas serão seguros para consumo.
 
Eduardo Romano garantiu que já foi possível comprovar que as variedades geneticamente modificadas em estudo não serão propensas a causar alergias. "Ao longo do desenvolvimento do produto vamos fazendo vários testes. Por exemplo, já vimos que essa proteína não é propensa a causar alergia", afirmou, esclarecendo que a conclusão foi retirada por meio de comparação com um banco de dados da Organização da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO).
 
Atualmente a seca é um dos maiores problemas da agricultura em todo o mundo tendo levado até, há pouco tempo, a que a FAO dirigisse aos EUA um pedido oficial no sentido de abandonar temporariamente a sua produção de biocombustível a partir do milho, cujas culturas estão muito ameaçadas.
Fonte: Boas noticias.pt

Escaravelho das palmeiras


Pó mágico. O Beauveria bassiana prolifera de forma natural no solo e é usado como biopesticida contra os parasitas das plantas.


Fonte: Super interessante - Agosto 2012
[publicado por urgência] mais adiante irei publicar o artigo na íntegra!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Em busca das grandes lulas


Lula 500
Submarino irá às profundezas dos Açores.
A fundação Rebikoff – Niggeler (FRN), instituição dedicada á investigação do meio marinho sediada no Faial, Açores está a construir um submarino tripulado capaz de descer até aos mil metros de profundidade para procurar as grandes lulas que servem de alimento às baleias. Com 7,5 metros de comprimento e 2,65 metros de altura, o “Lula 1000” terá capacidade para três tripulantes e estará equipado com tecnologia de ponta. “Vamos mergulhar mais para sul do Faial e do Pico para tentar encontrar as lulas grandes”, afirmou o responsável pela fundação, Joachim Jacobsen, citado pela agência Lusa. O submarino que deverá estar pronto em 2011, será ainda utilizado em projectos de estudo de corais de água fria, na observação de zonas protegidas subaquáticas, na produção de mapas acústicos de alta resolução e no estudo de fontes hidrotermais e de vulcanismo, entre outros.
Fonte: quero saber Outubro 2010