terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Chimpanzé sabe acender uma fogueira e cozinhar


Segunda-feira, 02 de Janeiro de 2012
Clique no link abaixo para ver um vídeo de Kanzi a cozinhar numa fogueira
Um chimpanzé de 31 anos que vive no estado norte-americano do Iowa adora acender fogueiras e cozinhar a sua própria comida. Kanzi é um dos oito chimpanzés que vivem com Sue Savage-Rumbaugh, uma das maiores especialistas mundiais em linguagem e comportamento dos primatas.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, Kanzi, o chimpanzé, começa por recolher os galhos, partindo-os em pedaços mais pequenos logo de seguida e amontoando-os no chão. É então que acende um fósforo e ateia fogo à pequena montanha de madeira. Quando as chamas começam a crepitar, Kanzi coloca uma grelha por cima, sobe a qual dispõe os alimentos que pretende grelhar.

Para a investigadora, o fascínio de Kanzi pelo fogo é sinal de uma grande inteligência. “Ele faz fogo só porque quer. Já viu o filme ‘Quest for Fire’, que conta a forma como o Homem começou a tentar controlar o fogo, centenas e centenas de vezes, e adora-o. Fica completamente encantado!”, conta Sue, também responsável pelo Great Ape Trust, em Des Moines, Iowa.

Para além da televisão, Kanzi (que significa ‘Tesouro’ em swahili) fica deslumbrado com as fogueiras montadas no campo pelos seus tratadores, para cozinharem. Com apenas cinco anos, foi encorajado a fazer os seus pequenos montes de galhos secos, aprendendo logo de seguida a acender um fósforo.

“Fazer fogo é um dos mais importantes momentos da evolução da nossa espécie”, lembra Sue Savage-Rumbaugh. “Quando o Homem aprendeu a controlar o fogo e a domesticar os cães começou a sentir uma outra segurança que o libertou e o permitiu tornar-se ainda mais criativo”.

Embora Kanzi não fique muito próximo da fogueira para ver se esta continua a arder, vai-lhe colocando mais madeira sempre que a vê enfraquecer.

Adora cozinhar marshmallows (goluseima norte-americana), espetando-os na ponta de um galho para que assem devagar, sem se queimarem. Além disso, sabe como colocar uma frigideira sob a chama e fritar hambúrgueres. No fim de tudo cozinhado, Kanzi segue as instruções dadas por Sue e apaga o fogo com a ajuda de água.

[Notícia sugerida por Raquel Baêta e Vítor Fernandes]

BOAS NOTÍCIAS

Borboleta-azul ganha reserva protegida em Portugal


Segunda-feira, 09 de Janeiro de 2012
Uma borboleta rara no nosso país e protegida a nível europeu, a borboleta azul, tem agora uma reserva em Portugal. A Quercus adquiriu um terreno de 3.500 metros quadrados, em Castro Daire, para preservar esta espécie que conta com a colaboração das formigas para sobreviver.

A nova micro-reserva está situada na Serra de Montemuro, no norte do país, onde foi recentemente identificada uma população da espécie, cuja ocorrência é muito rara em Portugal, sendo considerada uma espécie quase ameaçada de extinção.

A estratégia de sobrevivência da borboleta-azul é, talvez, a mais surpreendente de todas as 135 espécies de borboletas diurnas conhecidas em Portugal, segundo explica a Quercus em comunicado.

Quando os ovos destas borboletas eclodem dão origem a minúsculas lagartas que vão consumindo a cápsula floral durante duas ou três semanas. Depois, as lagartas deixam-se cair ao solo e esperam ser adoptadas por formigas do género Myrmica, que as irão transportar até ao formigueiro, pensando tratar-se de larvas de formiga perdidas.

Uma vez no formigueiro, as lagartas da borboleta-azul vão consumindo centenas de larvas de formiga, dando em troca uma substância açucarada ao formigueiro.

No ano seguinte ao da adopção, no Verão, dá-se o processo de transformação em crisálida, sendo que uma semana depois eclode a borboleta, que rapidamente procura uma saída do formigueiro, pois a química que iludiu as formigas deixa de funcionar e rapidamente passa a ser considerada um inimigo.

Os urzais-tojais e os cervunais, prioritários para a conservação da biodiversidade por parte da União Europeia, são os únicos habitats onde se encontra esta borboleta.

Em Portugal apenas são conhecidas populações da espécie no Parque Natural do Alvão e na Serra de Montemuro. Esta população da Serra de Montemuro, que vai agora ser objeto de proteção, foi descoberta pelo TAGIS – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, organização com a qual a Quercus tem um protocolo de cooperação.

[Notícia sugerida por Vítor Fernandes e Maria de Sousa
Fonte: Boas notícias

Tecido que se lava sozinho


Sexta-feira, 16 de Dezembro de 2011
E se a roupa passasse a ter o poder de ser lavar sozinha? Esta solução mágica pode estar bem perto de acontecer já que um grupo de cientistas chineses conseguiu desenvolver um tecido de algodão que elimina manchas de sujidade e bactérias quando fica exposto à luz do sol.
Se o seu cesto da roupa suja está sempre cheio de roupa por lavar, esta pode ser a solução ideal para si. O novo tecido criado pela Universidade Shanghai Jiao Tong, na China, liberta um cheiro desodorante, além de eliminar a sujidade em apenas duas horas de exposição ao sol.
O tecido está coberto com um composto especial de dióxido de titânio que desfaz a sujidade e as manchas quando entra em contacto com a luz do dia.
O composto já está a ser usado em vários equipamentos como janelas, casas de banho, cozinhas e até em meias contra os maus odores.

Esta invenção de tecidos que se "autolimpam", já tinha sido desenvolvida mas estava dependente dos raios ultravioleta, que representam apenas uma fração da luz solar.

Agora os cientistas adicionaram nitrogénio, prata e iodo ao composto, o que intensifica e acelera o processo de limpeza à luz do sol. Com o novo composto, bastaram apenas duas horas de luz solar para que uma nódoa de laranja desaparecesse do tecido “mágico”, segundo informação publicada no jornal Applied Material & Interfaces.

Outra nota positiva desta invenção, é o facto de o composto continuar ativo mesmo que o tecido seja submetido a várias lavagens.

Citados pelo jornal Daily Mail, Mingce Long e Deyong Wu, os autores do estudo, afirmam que em breve se poderá aplicar este composto em todo o tipo de vestuário – desde calças de ganga a meias e camisolas - que assim passarão a necessitar de muito menos lavagens.

Clique
 AQUI para aceder ao resumo do estudo publicado na Applied Material & Interfaces.
Fonte: Boas notícias.pt

Cientistas descobrem novas espécies no Índico


Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011
Um grupo de investigadores da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, encontrou novas espécies marinhas nas zonas mais profundas do mar, enquanto pesquisava as aberturas de vulcões submarinos no Oceano Índico, avança a BBC.

As imagens capturadas na cadeia de montanhas submarinas no sudoeste do Oceano Índico, foram efetuadas com a ajuda de um robô, o Kiel 6000, do Instituto de Ciências Marinhas de Leibniz, na Alemanha. E, de acordo com a BBC, os investigadores encontraram novas criaturas de várias espécies como moluscos e crustáceos.

"Esperava encontrar nestes respiradouros do Índico algumas semelhanças com as espécies que habitam em ecossistemas idênticos no Atlântico e em outras aberturas do Oceano Índico, mas também encontrámos animais que não são conhecidos em nenhuma destas áreas, e isto foi uma grande surpresa", referiu o professor Jon Copley, investigador responsável pelo projeto, em declarações à BBC.

"Uma das (novas) espécies descobertas foi um tipo de caranguejo yeti. Atualmente estão catalogadas duas espécies de caranguejo yeti no Oceano Pacífico. Esta espécie descoberta no Indico não é como as outras, mas é o mesmo tipo de animal, com braços longos e cabeludos", revelou o investigador.

"Também encontramos alguns pepinos-do-mar, desconhecidos dos respiradouros do Atlântico ou da Cadeia Central Índica, mas que são conhecidos no Pacífico", acrescentou.

A diversidade e a ameaça da manutenção dos respiradouros vulcânicos

Com estas descobertas os cientistas britânicos estão confiantes de que podem descobrir mais sobre a vida destas espécies que se movimentam nas aberturas vulcânicas submarinas. Isto porque, os respiradouros têm vida curta e caso as criaturas que habitam a área não tenham habilidade de se mover de um ecossistema para outro, a vida nestas regiões seria extinta.

Por outro lado, os investigadores temem pelo futuro desta região, uma vez que a China obteve uma licença  concedida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, entidade que regula a exploração nos oceanos, para explorar o potencial de mineração destes respiradouros.

Os respiradouros hidrotermais foram descobertos inicialmente em 1977. Estes são fissuras no fundo do oceano que expelem água a elevadas temperaturas e muito rica em minerais. Mesmo contendo água muito quente estas áreas podem conter ecossistemas variados.

[Notícia sugerida por Raquel Baêta]
Fonte: Boas notícias.pt

População de linces ibéricos triplica em Espanha


Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
A população do Lince Ibérico, espécie em vias de extinção, triplicou na província de Andaluzia, em Espanha, anunciou recentemente o Departamento do Meio Ambiente da região no seu site oficial.
 
Os dados do censo anual realizados por este organismo revelaram que o número de espécies subiu de 94, em 2002, para 298 em 2011 o que, de acordo com os responsáveis, é um excelente resultado.
 
O aumento da população de linces deve-se aos projetos de conservação desenvolvidos na Andaluzia, em particular o projeto Life Iberlince, apoiado pela União Europeia e que junta 18 empresas e organizações não-governamentais com o objetivo de fazer crescer em 66% o número de animais da espécie nos próximos cinco anos.
 
Em última instância, o que se pretende é restaurar a distribuição histórica do lince ibérico nas áreas da Andaluzia, Castilla-La Mancha, Extremadura e Portugal e estabelecer novas áreas identificadas como apropriadas.
 
A este propósito, é de realçar que, embora muitos dos linces se encontrem em cativeiro por razões de segurança, também a superfície de distribuição da espécie em vida selvagem aumentou. O território dos linces ibéricos alargou-se para os 816 quilómetros quadrados este ano, quando em 2010 tinha apenas 709.
 
Apesar das boas notícias, o Departamento do Meio Ambiente alerta para o facto de o Lince Ibérico, um dos animais mais representativos da Península, continuar a precisar de enorme proteção e correr sérios riscos de extinção, pelo que muitas mais campanhas serão necessárias
Fonte: Boas notícias.pt

sábado, 14 de janeiro de 2012

Fontes hidrotermais da Antárctida revelam espécies desconhecidas


Ana Hilário, da Universidade de Aveiro, participou neste estudo internacional
2012-01-10
Por Luísa Marinho
Alex Rogers, coordenador do estudo, e Ana Hilário, do CESAM
Além da sua “forte importância geológica”, pois encontram-se nas zonas de junção de placas tectónicas, as fontes hidrotermais são também importantes pela sua diversidade biológica. Ana Hilário, da Universidade de Aveiro (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar – CESAM), participou numa investigação que a levou a fontes hidrotermais nos fundos marinhos do East Scotia Ridge, Antárctida, no âmbito do Programa Census of Marine Life.
O estudo, que foi coordenado por Alex Rogers, professor do Departamento de Zoologia da Universidade de Oxford, está agora publicado na revista «PLoS Biology».
Em conversa com o «Ciência Hoje», a investigadora explicou que “foram encontradas espécies até agora desconhecidas”, como o chamado ‘caranguejo yeti’ ou uma estrela predadora com sete braços. Foram também encontradas “combinações de espécies ainda não registadas, como a existência, no mesmo habitat, de caranguejos e percebes”.
Nas fontes hidrotermais as condições são extremas. “O fluído que sai da chaminé está 400 graus célsius e a água ao seu redor ronda os 8/12 graus”, explica. Além disso, são libertados químicos tóxicos. “A maior parte das formas de vida usa-os como fonte de energia. Dependem não da fotossíntese, mas sim da quimiossíntese”, diz a investigadora.
“Havia razões biogeográficas para querermos estudar estas fontes. Já conhecíamos o Atlântico, o Pacífico, o Índico. Faltava a conexão que seria a Antárctida”. Aqui, as fontes hidrotermais albergam  “fauna completamente diferente” da que se conhecia até agora.
“Não só encontramos espécies que não conhecíamos como demos conta de combinações de espécies que não tínhamos ainda registado”. A investigação envolveu três missões em três anos sucessivos – 2009, 2010 e 2011. “No primeiro foi só feita observação e nos dois seguintes recolhemos amostras. Estamos agora a fazer a descrição formal das espécies novas e tentar obter financiamento para continuar as investigações”.
O estudo engloba, além da investigadora do CESAM/UA, a única portuguesa a assinar o artigo, investigadores das universidades de Oxford, Southampton, Bristol, Newcastle e St Andrews, bem como o centro de investigação norte-americano Woods Hole Oceanographic Institution e o espanhol Institut de Ciències del Mar.
Artigo: The Discovery of New Deep-Sea Hydrothermal Vent Communities in the Southern Ocean and Implications for Biogeography
Fonte: Ciência hoje