quinta-feira, 24 de julho de 2014

Publicado 4º número da revista de ciência elementar

Por Fundação Calouste Gulbenkian

http://www.casadasciencias.org/

domingo, 6 de julho de 2014

Formação de cristais

Os cristais podem assumir diversas formas, mas a sua origem é um mistério para muitos. Descubra como se constituem.

O termo “cristal” é usado para descrever um objeto sólido criado por um padrão estruturado repetido dos mesmos átomos ou moléculas.
Os cristais formam-se pelo processo conhecido como nucleação, que envolve a atração de moléculas para um local, formando um aglomerado. Tal pode ocorrer de forma autónoma – quando o soluto (moléculas) dissolvido no solvente se junta por si só, atraindo e amontoando mais moléculas de forma gradual e, assim, crescendo de forma e tamanho. Na nucleação heterogénea as moléculas acumulam-se usando um material sólido, como rocha, como uma espécie de ponto de acumulação.
Se as moléculas permanecerem unidas e intactas, e não voltarem a dissolver-se na solução envolvente, formar-se-ão núcleos estáveis, o que atrai mais dos mesmos átomos. Com a continuidade deste processo, o cristal acabará por atingir o seu “tamanho de aglomeração crítico” e já não se dissolverá na solução de onde proveio.
Fatores ambientais, como pressão, espaço, temperatura e os químicos presentes nos minerais podem influenciar a forma do cristal, mas, em última análise, esta resulta do facto de as moléculas se acumularem num padrão específico que se repete vezes sem conta. Os átomos que se unem a todos os seus lados no mesmo padrão criam formas geométricas.
Os cristais formam-se sob vários elementos e condições, mas uma das áreas mais prolíficas é o rescaldo de um vulcão…
Como se formam – Os cristais formam-se com a separação de sólidos e líquidos; moçéculas dispersas na solução formulada aglomeram-se num padrão repetido ao longo do tempo, tornando-se um sólido estável.
O tamanho importa – Se rocha fundida arrefecer depressa, serão criados apenas cristais pequenos, o que costuma ocorrer quando lava é expelida de um vulcão. Já o arrefecimento lentocria cristais muito maiores.
Regularidade de erupção 1 – Segundo os cientistas, o número de cristais contidos no magma pode determinar a frequência com que ocorrerão as erupções.
Regularidade de erupção 2 – Os vulcões com magma mais viscoso entram em erupção com menos frequência, mas com uma maior energia.
Arrefecimento – Após uma erupção vulcânica, o magma arrefece e os minerais nele contidos começam a cristalizar, formando fenocristais.
Geodes – Os geodes parecem rochas feias por fora, mas o seu interior é totalmente composto por cristais. Levam milhões de anos a formar-se e surgem habitualmente quando uma bolha de magma arrefece. Minerais dissolvidos de água corrente penetram nesta “concha” e prendem-se á parede interna. Por nucleação heterogénea, o cristal cresce em direção ao centro. O quartzo é o cristal mais comum sobre esta forma, mas também se encontram ametistas e outros minerais.
Gemas – São pedras semipreciosas ou preciosas, frequentemente usadas como jóias depois de cortadas e polidas. Podem formar-se inorganicamente (por métodos descritos neste artigo) ou organicamente, por um ser vivo; o âmbar é feito de seiva formada por árvores e as pérolas são criadas por ostras.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Empresa vai transformar garrafas de plástico em roupa

Quarta-feira, 02 de Julho de 2014
Empresa vai transformar garrafas de plástico em roupa
A marca holandesa G-Star lançou recentemente uma campanha de limpeza dos oceanos. O objetivo é recolher garrafas de plástico do mar, reciclá-las e transformá-las em peças de roupa. A coleção Raw for the Ocean estará disponível nas lojas da marca a partir de Setembro.
 
Associado à campanha aparece o músico norte-americano Pharrell Williams, que desenhou os modelos da nova coleção da G-Star. Além de músico, Pharrel é também diretor criativo da empresa Bionic Yarn que produz fios e tecidos feitos a partir de garrafas de plástico recicladas.

O processo de fabrico envolve a selecção das garrafas, que são depois moídas e transformadas em fibras. Por sua vez, as fibras são trançadas com poliéster e usadas para fazer os fios dos tecidos.
 

10 mil toneladas de plástico transformadas em roupa

A campanha Raw for the Ocean recebeu este ano um dos principais prémios do Festival de Cannes, o mais conceituado certame do mundo que premeia a criatividade em marketing e comunicação.
 
De acordo com a marca, todos os anos, das 100 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, cerca de 10% acabam nos oceanos, o que afecta a vida marinha.

“A ideia permite que pessoas de todo o mundo possam expressar as suas preocupações em relação à poluição dos oceanos, vestindo-as”, explica a G-Star no site do projeto. 

Ao todo, a coleção usou 10 mil toneladas de pástico, contribuido desta forma para a preservação do ambiente.

Veja, em baixo, o vídeo que explica como a  Bionic Yard transforma garrafas de plástico em fios:
 

Clique AQUI para saber mais.

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: boas noticias.pt

Fruta-pão é o novo superalimento

Quinta-feira, 03 de Julho de 2014
Fruta-pão é o novo superalimento
Embora não seja muito conhecida no mundo ocidental, a fruta-pão é bastante consumida nos países tropicais, onde é cultivada. E agora, uma investigadora do Havai, acaba de publicar um artigo que confirma este fruto como um superalimento.

É um fruto verde de grande dimensão que pode chegar a pesar três quilos. De acordo com o estudo que a investigadora Diane Ragone publicou esta semana na New Scientist, uma única fruta-pão tem nutrientes suficientes para alimentar uma família de cinco pessoas. E uma árvore deste fruto pode alimentar uma família durante 50 anos.

Diane Ragone, investigadora do Jardim Botânico Tropical do Havai, estuda esta fruta desde os anos 80 e criou, inclusivamente, um instituto especialmente dedicado à fruta-pão. Diane já estudou centenas de variedades desta fruta, provenientes de 34 países.

Rica em nutrientes e livre de glúten

Além de ser rica em vitaminas e minerais, esta fruta é uma importante fonte de hidratos de carbono e proteínas, sendo que não contém glúten - considerado um dos inimigos da alimentação do século XXI.

De acordo com o site do instituto da fruta-pão, este alimento é uma excelente fonte de antioxidantes, cálcio, carotenoides, fibras, ferro, magnésio, omega 3, omega 6, fósforo, potássio, proteínas, vitamina A e vitamina C.

Uma outra vantagem da fruta-pão é que pode ser consumida em todos os estágios de crescimento: desde a fase em que se encontra verde (funcionando mais como uma espécie de vegetal semelhante a batata) até à fase madura.

Além de se poder ingerir crua, a fruta-pão pode ser cozinha das mais variadas maneiras: cozida, assada ou mesmo seca para que se conserve mais tempo. É ainda possível produzir uma farinha sem glúten a partir da sua polpa.

Fruta pode erradicar 80% da fome mundial

Um dos objetivos do instituto criado por Diane é incentivar a produção de fruta-pão nos países mais atingidos pela fome. “Antigamente, na Polinésia, havia a tradição de plantar uma árvore de fruta-pão cada vez que nascia uma criança, porque já se sabia que essa árvore garantiria alimento para a criança durante o resto da sua vida”, conta a especialista na New Scientist.

A equipa de Diane Ragone está agora a investigar quais as variedades que melhor se adaptam a determinados climas e também a identificar qual o tipo de fruta-pão que contém mais nutrientes.

Os investigadores estão ainda a tentar encontrar forma de fazer com que a árvore comece a dar mais frutos e mais cedo e já foram bem-sucedidos: conseguiram criar uma variedade de árvores que além de serem mais robustas começam a florescer dois anos depois de serem plantadas, ou seja, três anos mais cedo do que é habitual.

Segundo dados do site oficial do instituto, mais de 80 por centro das 925 milhões de pessoas afetadas pela fome vivem em regiões adequadas ao cultivo desta fruta.

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: boas noticias.pt

terça-feira, 24 de junho de 2014

O nível do mar

O que é o nível do mar e como se mede?
Um marcador do nível do mar, em Israel, na estrada de Jerusalém.
Quando os cientistas mencionam o nível do mar, referem-se à altitude média da superfície oceânica, uma cifra que é útil para determinar a altitude do terreno e tendências de alterações climáticas. Esta média é difícil de calcular, devido ás forças mutáveis exercidas na Terra pelo sistema solar (gravidade, radiação,etc.), que criam ondas e marés, além de alterarem a temperatura do oceano e, logo, a sua densidade e volume. Assim, o oceano está constantemente a subir e a descer, a aquecer e a arrefecer. A sua altitude média deve, portanto, ser medida num ponto fixo, durante um largo período de tempo.
Para obter estas medições, os cientistas usam indicadores de marés (grandes tubos cilíndricos com pequenos orifícios na parte de baixo através dos quais a água passa, sendo registada por sensores eletrónicos). Graças ao seu formato simples mas engenhoso, permitem medir o nível da água, minimizando, porém, os efeitos das marés e ondas. Apesar da utilização de indicadores de marés, a força e a natureza imprevisível do oceano dificultam bastante a obtenção de medições milimétricas, pelo que, agora se recorre ainda à utilização de topologia via satélite.
O atual consenso no meio científico, com base em décadas de previsões, é que o nível do oceano está a subir a uma taxa de dois milímetros por ano.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

Anemómetros de copos: velocidade dos ventos

Os anemómetros encontram-se com frequência em estações meteorológicas, mas como fornecem informações acerca da velocidade do vento?
Vários tipos de anemómetros são utilizados para medir a velocidade do vento mas o mais conhecido de todos é, talvez, o anemómetro de copos. Integra três copos, colocados a distâncias iguais nos braços perpendiculares ao eixo central. Os copos apanham o ar á medida que este passa, fazendo rodar o eixo. Ao contar o número de voltas num segundo, é possível calcular a velocidade média do vento.
Alguns anemómetros de copos integram ainda minúsculos geradores elétricos que calculam a velocidade do vento analisando a quantidade de energia criada pela rotação, em vez de contarem o número de voltas.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011