quinta-feira, 29 de maio de 2014

Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa

Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa
Nasceu, na cidade alentejana de Évora, um parque solar com tecnologia fotovoltaica de concentração inovadora na Europa, um investimento de cerca de cinco milhões de euros feito pela empresa Glintt Energy. A inauguração acontece esta quinta-feira, pretendendo-se que o parque se torne uma "montra" para captar negócios internacionais.
 
Em declarações à Lusa, Manuel Mira Godinho, diretor executivo da Glintt - Global Intelligent Technologies, detentora da Glintt Energy, afirmou que o parque "tem uma componente de 'showroom' internacional para mostrar ao cliente, a quem não basta a teoria, a quem quer ver para crer".
 
Segundo o responsável, a tecnológica portuguesa ambiciona "mostrar a sua competência para conceber e implementar um parque fotovoltaico de concentração". "Acreditamos tanto nesta tecnologia que arriscámos dinheiro da empresa para montar o parque", realçou Mira Godinho.
 
A central, localizada num antigo aterro sanitário próximo de Évora, envolveu um investimento de perto de cinco milhões de euros feito nos últimos quatro anos pela Glintt Energy, com sede no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (da qual a empresa é acionista), naquela cidade.  
 
De acordo com o diretor executivo da Glintt, a estrutura fotovoltaica de quarta geração, com 2.800 painéis solares e que começou a funcionar em Abril, tem 1,26 megawatts (MW) de capacidade instalada para uma produção anual estimada de dois gigawatts/hora (GWh) de energia.
 
"É o suficiente para abastecer 800 habitações, mais de 3.200 pessoas, e permite evitar anualmente cerca de 1.000 toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2)", estimou Mira Godinho.
 
O CEO da Glintt adiantou que o parque fotovoltaico eborense é "o primeiro da Europa" a utilizar um determinado tipo de células fotovoltaicas com base em tecnologia aplicada nas estações espaciais da NASA com o apoio dos norte-americanos da EmCore Corporation (propriedade da chinesa Suncore).
 
"O painel fotovoltaico acompanha a trajetória do sol e é muito fundo, como uma caixa. No interior, tem um prisma que concentra os raios solares para um ponto específico, para uma pequena célula fotovoltaica", especificou.

Graças a este sistema, é possível obter "uma produtividade muito maior dos raios solares captados" em comparação com um "painel tradicional".
Além disso, o parque é também "muito menos exigente em termos dos componentes nobres para o fabrico das células". "E, como tenho menos células instaladas nos painéis, gasto menos energia para o funcionamento da central", acrescentou Mira Godinho.
 
Através deste investimento, que permitiu "a reabilitação ambiental de uma zona degradada", a Glintt espera conseguir "um 'showroom' para desenvolver projetos internacionais", encontrando-se, atualmente, "a procurar expandir" os seus negócios para países de África e da América Latina.
 
"[A construção do parque] é, igualmente, uma forma de atrair gestores de topo para Évora e de promover o Alentejo e Portugal, porque temos levado ao parque presidentes de empresas e gestores internacionais", conclui o empresário.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca
fonte: boasnoticias.pt

Estradas de painéis solares podem alimentar um país

Quarta-feira, 28 de Maio de 2014
Estradas de painéis solares podem alimentar um país
Imagine que as estradas são feitas de painéis solares, capazes de gerar energia para um país inteiro. O projeto norte-americano Solar Roadways acaba de ser financiado através de uma ação de ‘crowdfunding’ e promete revolucionar o modo como o mundo gera energia.

As Solar Roadways (Estadas Solares) arrecadaram, na campanha de financiamento coletivo, mais de um milhão de euros – um valor quase 50% superior ao que estavam a solicitar.

A tecnologia consiste num sistema de painéis solares modulares, com a forma de favos de mel, que podem ser aplicados no chão. Segundo Scott e Julie Brusaw, os mentores desta tecnologia, o pavimento Solar Roadways pode suportar até 113 toneladas.

Uma vez que a superfície é feita de vidro temperado altamente resistente, este pavimento pode ser aplicado em diversas situações, desde parques de estacionamento a autoestradas.



“Estes painéis pagam-se a si próprios já que geram energia suficiente para alimentar as casas e as empresas que estiverem ligadas à rede solar. Poderá mesmo ser instalado um sistema rodoviário a nível nacional capaz de gerar energia limpa mais do que suficiente para alimentar todo o país”, lê-se no site de "crowdfunding" Indie GoGo.

Além da produção de energia, este pavimento apresenta outras vantagens: a superfície aquece para eliminar resíduos de neve ou gelo, integra luzes LED que podem oferecer indicações aos condutores, e pode conter várias tomadas para alimentar veículos elétricos e outros equipamentos ao longo do percurso.

O projeto Solar Roadways recebeu um financiamento do governo dos EUA que apoiou a fase de pesquisa. Neste momento, o casal Scott e Julie estão a desenvolver um protótipo que vai ser aplicado num parque de estacionamento. Esta fase será financiada pelo “crowdfunding”.

Em Agosto de 2013 o projeto foi finalista dos prestigiados prémios World Technology Award For Energy, promovidos pela revista TIME em associação com a Fortune, a CNN e a revista Science.

Clique AQUI para saber mais sobre este projeto.
fonte: boasnoticias.pt

terça-feira, 27 de maio de 2014

Leiria: Quercus salva planta única no mundo da extinção

Segunda-feira, 26 de Maio de 2014
Leiria: Quercus salva planta única no mundo da extinção
A Leuzea longifolia é uma espécie da família das margaridas que só existe em Portugal. © Quercus
Uma microrreserva da Quercus criada há dois anos em Leiria para salvar da extinção a "Leuzea longifolia", uma planta da família das margaridas, única no mundo, que apenas existe em Portugal, contribuiu já, com sucesso, para a propagação da espécie.

A novidade foi avançada à Lusa por um dos dirigentes da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, Paulo Lucas. "Temos ideia de que ela se está a propagar, vemo-la em mais locais do que aqueles onde estava", congratula-se o responsável da associação ambientalista.

Segundo Paulo Lucas, estima-se que existam cerca de 150 exemplares desta espécie na microrreserva, um terreno de um hectare onde está confinada a planta e que se insere numa área mais ampla de 136 hectares classificada como Síto de Importância Comunitára da Rede Natura 2000 Azabucho, na localidade com o mesmo nome.

O dirigente da Quercus explica que a "Leuzea longifolia" é uma espécie "muito importante" e apenas existente em Portugal, podendo ser encontrada em dois outros núcleos além de Leiria: Loures e Ota. 
Fonte: boasnoticias.pt

O peixe mais perigoso do Mundo. O peixe-balão.

Apesar do tamanho reduzido e do aspeto tímido, as suas defesas podem revelar-se extremamente mortíferas.
Os fatos:
Peixe-balão
Tipo: peixe
Dieta – omnívoro: invertebrados, algas, moluscos e crustáceos
Esperança de vida: 4 – 8 anos
Poder: reator de água pressurizada
Peso: 150 gramas
Tamanho: 2.5 – 90 cm
Habitat: Tropical/subtropical, água salgada, salobre ou doce.
Os peixes-balão são um grupo de mais de cem espécies, assim chamados devido ao seu método de defesa único.
Quando encurralado, o peixe balão engole água, que bombeia para o estômago, expandindo-se e atingindo uma dimensão até três vezes superior ao tamanho normal. Dessa forma, não só dissuade potenciais predadores como ganha segundos cruciais para escapar, se for necessário.
Para conseguir fazê-lo de forma rápida e eficiente, assim que engole a água, as suas brânquias e uma poderosa válvula no interior da boca fecham-se. Mal a cavidade bucal é comprimida, a água é empurrada para o estômago. Apesar do resultante aspeto cómico, os tecidos e orgãos de muitos peixes-balão não são brincadeira, estando minados de tetrodotoxina – um potente veneno que, mesmo em doses ínfimas, é capaz de matar um homem adulto. Isto torna o peixe-balão dez vezes mais mortífero que a viúva-negra. O veneno é produzido como parte de uma relação simbiótica com bactérias comuns, numa troca de nutrientes por uma defesa implacável.
Algumas espécies como o peixe-balão-espinhoso, são mais estranhas que outras, cobertas de espinhos que oferecem proteção extra e que servem de aviso a potenciais atacantes.
Cada espinho está preso á pele por uma engenhosa base em forma de tripé. Quando a pele estica, uma das pernas é puxada para a frente e duas para trás, “abrindo” os espinhos – o suficiente para que os predadores percebam o aviso.
Tetrodotoxina
A cada átomo da molécula de TTX é atribuida uma cor: carbono (preto), hidrogénio (branco), oxigénio (vermelho) e azoto (azul). A TTX agarra-se aos canais de sódio, bloqueando a transmissão de impulsos nervosos e envenenando o sistema nervoso.

Depois da rã-dourada, o peixe-balão é considerado o vertebrado mais mortífero da Terra. O seu veneno, a tetrodotoxina (TTX), não é produzido por si, mas sim por dinoflagelados e bactérias marinhas relativamente comuns.
Em animais suscetíveis, a TTX liga-se aos canais de sódio das células nervosas, cortando o fluxo de sódio e interrompendo a função nervosa; isto provoca a paralização do diafragma, asfixia e a morte da vítima. Não se conhece qualquer cura.
Os humanos costumam ser expostos ao seu efeito mortal ao ingerirem fugu (uma iguaria japonesa) mal preparado. Os sintomas incluem dormência na boca, tonturas, vómitos e dificuldade em respirar. Sem tratamento imediato, falha respiratória e coma ou morte ocorrem nas 24 horas seguintes.

Fonte: quero saber Novembro 2010 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Pesticidas estão a destruir solos nacionais, alertam Investigadores

actualizado: Mon, 14 Apr 2014 16:18:53 GMT | de Lusa

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) concluiu que as misturas de pesticidas utilizados na agricultura para combater pragas estão a provocar efeitos colaterais nos organismos que regeneram o ecossistema terrestre, colocando em causa a saúde dos solos.
MARIO CRUZ/LUSA
MARIO CRUZ/LUSA
"Já testámos vários tipos de pesticidas aplicados amplamente em todo o país e na Europa e verificámos que eles produzem efeitos muito mais nefastos do que seria à partida previsível", disse Susana Loureiro, investigadora no Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.
A coordenadora da equipa dá como exemplo o chamado "remédio dos caracóis" que, além do alvo principal, também acaba por matar outros organismos como bichos-de-conta, minhocas e outros invertebrados benéficos para o solo.
Sem estes organismos e sem o papel crucial que desempenham na decomposição da matéria orgânica e na redistribuição dos nutrientes, os solos agrícolas não conseguem manter-se saudáveis, refere a bióloga.
A equipa, que estuda há vários anos o efeito dos químicos usados na agricultura, tem igualmente verificado que há vários compostos químicos que induzem efeitos que se prolongam ao longo de várias gerações desses organismos, podendo dar origem ao colapso de populações.
Os investigadores apontam o dedo a uma legislação que apenas regula a utilização individual de cada químico ignorando a mistura de pesticidas, uma prática que dizem ser normal no setor agrícola e que potencia o efeito tóxico dos compostos utilizados.
"Nos solos agrícolas há décadas que se utilizam cocktails químicos perigosos e imprevisíveis sobre os quais a legislação em vigor em Portugal e na Europa nada diz", afirma Susana Loureiro.
A investigadora defende a criação urgente de um plano de monitorização ambiental para manter a qualidade dos solos e dos serviços que esses solos proporcionam quer na Europa quer em Portugal.
JYDN // MSP

terça-feira, 8 de abril de 2014

Investigadores da UA propõem nova solução para inactivação de bactérias multirresistentes em esgotos

2014-03-24

Da esquerda para a direita: José Cavaleiro, Amparo Faustino, Augusto Tomé, Ângela Cunha, Graça Neves, Eliana Alves e Adelaide Almeida
Da esquerda para a direita: José Cavaleiro, Amparo Faustino, Augusto Tomé, Ângela Cunha, Graça Neves, Eliana Alves e Adelaide Almeida
Uma equipa multidisciplinar da Universidade de Aveiro, tem vindo a trabalhar em novas aplicações de métodos utilizados noutras áreas científicas no sentido de procurar uma solução para a resistência de estirpes bacterianas a vários antibióticos,

Um destes métodos, designado por terapia fotodinâmica, tem vindo a ser testado no tratamento de esgotos hospitalares onde são frequentemente encontradas essas bactérias multirresistentes e, segundo os estudos realizados até agora, mostra ser bem mais eficiente que outras abordagens convencionais.

As estirpes de bactérias em causa, onde se incluem, entre outras, o Staphylococus aureus e Enterococus sp., podem ser causadoras de infecções simples ou sistémicas,infecções respiratórias ou intoxicações de difícil tratamento devido à sua resistência a vários antibióticos conhecidos. Mais frequentes nos efluentes hospitalares, já foram também detectadas em estações de tratamento de águas residuais para onde
aqueles acabam por ser conduzidos sem um tratamento prévio adequado.

A terapia fotodinâmica (PDI, do inglês “photodynamic inactivation”), método já usado no tratamento de certos tipos de cancro, está agora a ser testada no tratamentodestes efluentes hospitalares. Consiste basicamente na utilização de “fotossensibilizadores”, como porfirinas, ftalocianinas, clorinas e alguns corantes que, que absorvem luz visível, transferindo energia para moléculas ao seu redor, originando espécies reativas de oxigénio (ROS – reactive oxygen species) que são altamente citotóxicas provocando alteração nas biomoléculas (proteínas, lípidos e ácidos nucleicos) destes microrganismos patogénicos, levando à sua inactivação.




Exemplos de bactérias multirresistentes estudadas nesta investigação
Nenhum dos estudos realizados até agora mostrou ser possível desenvolver resistência bacteriana a este tipo de tratamento, indicando que este método produz efeitos irreversíveis nestes microrganismos.

A equipa, coordenada por Adelaide Almeida, envolve investigadores do Departamento de Biologia que pertencem ao Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), laboratório associado da UA, e do Departamento de Química, mais concretamente à Unidade de Investigação Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA).


Este estudo indica que há vantagens em realizar o tratamento por terapia fotodinâmica ainda no efluente hospitalar onde existem, habitualmente,resíduos de antibióticos, possibilitando uma acção sinérgica, levando a uma maior eficiência de inactivação das bactérias multirresistentes.
Fonte: ciência hoje.pt