domingo, 9 de março de 2014

Reciclagem

Dois vídeos para assinalar o 3º ano do blog, que aliás, se deu a dia 5 de Março. Reciclar é importante!

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Elefantes consolam-se mutuamente em maus momentos

Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2014
Elefantes consolam-se mutuamente em maus momentos
Os gestos utilizados pelos elefantes como forma de consolo são o equivalente a um abraço ou um aperto de mão em humanos, dizem cientistas. © Elise Gilchrist/Think Elephants International
Pela primeira vez, um grupo de cientistas concluiu, através de um estudo feito na Tailândia, que, à semelhança dos humanos, os elefantes são animais empáticos, consolando-se mutuamente em situações de medo, ansiedade ou angústia com gestos que podem ser considerados o equivalente a um abraço ou um aperto de mão.
O estudo em causa, liderado por Joshua Plotnik, professor e investigador nas universidades de Cambridge, em Inglaterra, e Mahidol, na Tailândia, e fundador da organização não-governamental Think Elephants International, insere-se num conjunto de projetos dedicados ao estudo da inteligência dos elefantes, da cooperação ao auto-reconhecimento.
De acordo com os investigadores, até ao momento, os cientistas conseguiram identificar sinais de empatia e consolação apenas entre os primatas, os cães e algumas espécies de corvos. Agora, os elefantes vêm juntar-se a este grupo restrito, tornando-se um elemento particularmente interessante do mesmo devido "à sua inteligência e complexidade social".
"Normalmente, os cientistas estudam duas formas de resolução de problemas: a reconciliação (que se debruça sobre o modo como os agressores e as vítimas fazem as pazes depois de um confronto) e a consolação (que diz respeito ao modo como observadores não envolvidos diretamente numa situação confortam as vítimas", explica Plotnik em entrevista ao blogue da revista científica PeerJ, que publicou o estudo.
"Curiosamente, a reconciliação é relativamente mais comum no reino animal, ao passo que o hábito de consolar os pares da mesma espécie é significativamente raro", salienta Plotnik, que, em conjunto com os colegas, observou um total de 26 elefantes asiáticos em cativeiro na Tailândia.
Os especialistas estudaram de que forma "os elefantes interagiam uns com os outros em situações de ansiedade ou medo". Segundo o coordenador da investigação, concluiu-se que "os elefantes assimilavam o estado emocional dos companheiros, tocando-lhes com a tromba e emitindo sons que parecem ser idênticos aos comportamentos que se observam noutras espécies".

Elefantes podem estar a par dos primatas em empatia
"Quando vemos um amigo chorar, temos tendência a ir para perto dele e abraçá-lo. A nossa expressão facial muda e a tristeza é partilhada por nós. Os chimpanzés, por exemplo, abraçam as vítimas das lutas e tocam a face uns dos outros como forma de conforto", explica Plotnik.
"De acordo com o que sabemos, este é o primeiro estudo a analisar a presença desta empatia nos elefantes e sugere que o comportamento social destes animais, altamente complexo, pode mesmo estar a par do dos primatas", acrescenta.
O líder do estudo afirma esperar que as conclusões da investigação colaborem para aumentar a necessidade de preservar os elefantes, que correm sérios riscos de extinção devido aos números da caça ilegal.
"Os elefantes são uma daquelas espécies magistrais que todas as crianças admiram e todos os adultos recordam, mas estamos a perdê-los a um ritmo tão alarmante que é possível que as próximas gerações cresçam sem que estes animais existam em estado selvagem", lamenta.
Segundo Plotnik, "os humanos são uma espécie assinalável, com uma inteligência assinalável, mas definitivamente não estão sozinhos na capacidade de pensar e sentir". É, portanto, importante "ensinar os mais jovens acerca do comportamento dos elefantes para que possam olhar criticamente para os problemas que estes enfrentam mas para que se relacionem com eles enquanto seres inteligentes".
O próximo passo da investigação passará por alargar os estudos ao nível da cognição nos elefantes, tentando apurar de que forma estes "pensam" sobre os ambientes físicos e sociais em que vivem através de experiências controladas.

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na PeerJ (em inglês).

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: Boas noticias.pt
A caça ilegal é crime. E deve ser denunciada.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Mais de mil rinocerontes mortos na África do Sul em 2013

actualizado: Fri, 17 Jan 2014 16:21:33 GMT | de Lusa

Mais de mil rinocerontes foram mortos na África do Sul no ano passado, um aumento de 50 por cento em relação a 2012, incentivado pela procura de chifres no mercado negro, anunciou hoje o governo.

PAULO NOVAIS/Lusa
PAULO NOVAIS/Lusa
“O número total de rinocerontes caçados na África do Sul em 2013 aumentou para 1.004”, disse o ministro do Ambiente, numa declaração.
A procura de chifres de rinoceronte na Ásia – vista como um símbolo de estatuto e erradamente associada a propriedades medicinais – tem conduzido a uma perseguição inédita a estes animais.
A África do Sul tem cerca de 80 por cento da população total de rinocerontes no mundo, estimada em mais de 25 mil.
Em 2007, apenas 13 rinocerontes foram caçados ilegalmente naquele país, mas desde então os números têm aumentado exponencialmente todos os anos. Na primeira quinzena deste ano, 37 rinocerontes já foram mortos.
A maioria destes rinocerontes foi morta no parque nacional Kruger, vizinho de Moçambique, apesar do esforço das autoridades, que recorrem a técnicas paramilitares para impedir os caçadores.
Organizações criminosas transnacionais sofisticadas caçam ilegalmente os animais e retiram-lhes os chifres, que são traficados para fora do país para a Ásia.
As autoridades sul-africanas prenderam 343 pessoas ligadas ao tráfico de chifres de rinoceronte.
JH // JMR

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Casa das Ciências lança Revista de Ciência Elementar


NOV20
CIÊNCIAEscrito por: Maria João Pratt

Casa das Ciências lança Revista de Ciência Elementar

Revista de Ciência Elementar é mais um passo no crescimento e sustentabilidade do projeto Casa das Ciências – Portal Gulbenkian para Professores, da Fundação Calouste Gulbenkian, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino das Ciências em Língua Portuguesa.
Dirigida a professores dos ensinos básico e secundário, a alunos destes níveis de ensino e superior e, em última instância ao público em geral, esta revista recupera, nas palavras do seu coordenador, Manuel Silva Pinto, «os contributos que os diferentes componentes do portal têm vindo a recolher ao longo dos últimos anos e publicar os melhores artigos que entretanto nos forem chegando». O responsável pela nova revista considera que os conteúdos «destinam-se, fundamentalmente, a clarificar, esclarecer e desenvolver conceitos de Ciência Elementar, sobretudo os que se encontram diretamente associados aos programas do Ensino Básico e Secundário».
Neste momento, já se encontra publicado o primeiro número da Revista de Ciência Elementar, onde poderá encontrar notícias, artigos de opinião, entradas de ciência elementar, sugestões de recursos educativos digitais para as aulas, imagens para utilizar nas apresentações ou publicações web, entre outros assuntos. 
Aceda à revista aqui.
 Fonte: queros saber.pt

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Empresa portuguesa desenvolve plástico biodegradável para agricultura

actualizado: Wed, 13 Nov 2013 12:21:11 GMT | de Lusa

Um consórcio liderado por uma empresa portuguesa desenvolveu um plástico biodegradável que substitui as películas de polietileno utilizadas para cobrir solos agrícolas, com benefício para as culturas e para o ambiente, informou hoje a Comissão Europeia (CE).
PAULO CUNHA/LUSA
PAULO CUNHA/LUSA
Em comunicado, a CE explica que o produto desenvolvido pela Agrobiofilm, com financiamento da União Europeia, promete revolucionar a agricultura, ao substituir os plásticos para cobertura de solos que, embora essenciais para o sucesso da agricultura, têm impactos ambientais significativos durante e após o ciclo da cultura, por serem derivados do petróleo.
Além disso, por terem de ser removidas e encaminhadas para centros de recolha autorizados, as películas de polietileno, as mais usadas para cobrir os solos agrícolas, obrigam os agricultores a custos acrescidos.
Desenvolvido ao longo dos últimos três anos por um consórcio liderado pela portuguesa Silvex, o plástico biodegradável agora apresentado pela CE apresentou benefícios, "não só em termos ambientais, como ao nível do rendimento das culturas que, em alguns casos, foi superior ao registado com o plástico de polietileno".
"Perante os bons resultados, a Silvex foi convidada a partilhar a sua experiência e conhecimento em Universidades e Escolas Técnicas Europeias na área da Engenharia Biotecnológica e também na Belgian Farmers’ Association", acrescenta a comissão.
Este plástico biodegradável é composto de amido de milho e óleos vegetais e foi testado nas culturas de morango (em Portugal e Espanha) e de melão e de pimento (ambos em Portugal), podendo ser utilizado em outras culturas com características semelhantes, pode ler-se no comunicado.
Foi também testado na vinha, tanto como alternativa ao polietileno, como ao solo nu e aos tubos de proteção e crescimento.
Os resultados mostram que a qualidade dos frutos não apresentou diferenças significativas, sendo o rendimento obtido nas culturas de melão, pimento e morango igual ou superior ao obtido com o plástico de polietileno, enquanto na vinha se registou um aumento significativo da expressão vegetativa das videiras, com mais raízes e de maior peso do que as plantadas em polietileno e em solo nu.
"A nível ambiental o Agrobiofilm cumpriu com os requisitos da norma NFU52-001 relativos à biodegradação no solo", acrescenta a CE.
O Agrobiofilm, que teve um investimento total de cerca de 1,5 milhões de euros, tendo recebido um milhão de euros da UE através do 7.º Programa-Quadro, já começou a ser comercializado em Portugal, Espanha e França e destina-se maioritariamente a agricultores profissionais, podendo também ser utilizado em pequenas hortas ou jardins.
A Silvex é uma das 225 pequenas e médias empresas portuguesas (PME) que beneficiaram do financiamento de investigação da UE desde 2007, num total de 305 milhões de euros. Até ao final de 2013 a União Europeia terá apoiado 15 mil PME que receberam apoios superiores a cinco mil milhões de euros.
Do consórcio Agrobiofilm fazem parte, além da Silvex, a norueguesa BIOBAG e a francesa ICSE. Outras três PME - Hortofrutícolas Campelos (Portugal), Olivier Mandeville (França) e Explotaciones Agrarias Garrido Mora (Espanha) - são os utilizadores finais, onde se realizaram os ensaios de campo.
O trabalho científico foi realizado no Instituto Superior de Agronomia (Portugal), Centro Tecnológico ADESVA (Espanha), Université Montpellier 2 (França) e Faculty of Agricultural Sciences, Aarhus University (Dinamarca).
FPA // JMR
Meus sinceros parabéns!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

3 – Métodos de datação

1 – Pelo gelo 
grande alcance
grande alcance

Cientistas perfuraram 3.000 metros de plataforma árctica para analizarem milhares de anos de dados sobre os gases com efeito de estufa. A margem de erro é de 2 anos.
2 – Tefrocronologia
referências
Grandes eventos vulcânicos espalham detritos chamados tefra pelos continentes, deixando um marcador claro (mas raro) no registo fóssil, apartir do qual é possível datar camadas sedimentares.
3 – Por carbono 14
Valor aproximado
Baseia-se na diminuição a um ritmo constante da quantidade de carbono 14 nos tecidos mortos com o passar do tempo. Isso dá pistas precisas dos anos passados desde a morte desse tecido.

Fonte: quero saber Novembro 2010