domingo, 18 de agosto de 2013

UA estuda técnica inédita contra a erosão depois dos incêndios florestais

Matérias-primas para triturar a pensar no ‘acolchoamento’ não faltam em Portugal

2013-07-31
O investigador Sérgio Alegre e o mulch
O investigador Sérgio Alegre e o mulch
Reduzir drasticamente o nível de erosão dos solos florestais depois da ocorrência de um incêndio é o grande objetivo do mulching, uma técnica que pela primeira vez está a ser estudada em Portugal pela mão de uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro (UA). Tendo em conta que após um incêndio a erosão por ação da água das chuvas pode levar a perdas de cerca de 50 toneladas de solo, a técnica em estudo pela UA pode reduzir a escorrência de águas nos terrenos ardidos em mais 40 por cento e, com isso, diminuir a erosão do solo em 90 por cento. 
O método inovador que a UA quer introduzir em Portugal, e que em tradução livre se pode designar por ‘acolchoado’, consiste na distribuição pelos solos consumidos pelo fogo de uma camada de restos florestais triturados.

“Com a vegetação e a manta morta da superfície dos terrenos transformados em cinzas o solo fica extremamente vulnerável à ação da erosão”, aponta Sérgio Alegre. O investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, e responsável pelos primeiros estudos em Portugal da utilização do mulching, relata que há terrenos que chegam a perder várias dezenas de toneladas de solo por hectare durante o primeiro ano depois de um incêndio.


Com a vegetação e a manta morta da superfície dos terrenos transformados em cinzas o solo fica extremamente vulnerável à ação da erosão
Com a vegetação e a manta morta da superfície dos terrenos transformados em cinzas o solo fica extremamente vulnerável à ação da erosão
“As implicações negativas que este cenário acarreta vão desde a perda de fertilidade e productividade dos solos até à destruição dos ecosistemas e bens a juzante das áreas afectadas como é o caso de caminhos, pontes, praias fluviais ou propriedades”, diz o investigador.

O problema da erosão adensa-se, por exemplo, quando esta afeta o normal funcionamento de barragens e centrais hidroelétricas. “Com a acumulação das toneladas de sedimentos levados pela chuva até aos rios, e destes até às albufeiras das barragens, estas podem perder o volume útil para armazenar a água, o que leva à necessidade do seu desassoreamento e limpeza para poder acumular mais água”, explica Sérgio Alegre.

Ainda que em Portugal o desaparecimento do solo por erosão após incêndio não esteja muito bem estudado, Sérgio Alegre aponta para investigações realizadas em “países que têm uma longa tradição nesses estudos”, nomeadamente nos EUA, onde as perdas podem atingir até 65 toneladas por hectare ardido durante o primeiro ano após o incêndio. Aqui bem perto, na Galiza, já se quantificaram perdas de 10 a 35 toneladas por hectare durante um ano.

“No caso de Portugal, só agora começamos a ter algumas estimativas, mas são medições pontuais em pequenas parcelas de erosão, pelo que é precisso continuar a investigar para conhecer os efeitos dos incêndios a escalas maiores”, refere.

Máterias-primas à mão de semear

Depois de um incêndio é preciso avaliar as zonas onde há risco de erosão
Depois de um incêndio é preciso avaliar as zonas onde há risco de erosão
Níveis de pluviosidade, inclinação dos terrenos, características geológicas, clima, tipos de vegetação e ciclo de incêndios a que o terreno tem estado sujeito são alguns dos fatores ligados ao processo de erosão e que influenciam as perdas de solo.“Depois de um incêndio é preciso avaliar as zonas onde há risco de erosão. É claro que não podemos tratar toda a superfície ardida com o mulching porque seria inútil aplicá-lo nalgumas áreas que não precisam”, aponta Sérgio Alegre.

É o caso das áreas sem declive ou áreas ardidas com uma baixa intensidade do fogo onde as árvores ainda possuem folhas nas copas que, depois de caírem, fornecem de uma proteção natural ao solo. No caso dos pinhais, “a caruma funciona como um mulching natural tão efetivo como os restos florestais triturados”.

Matérias-primas para triturar a pensar no ‘acolchoamento’ não faltam em Portugal. “Pode-se aplicar as toneladas e toneladas de cascas de madeira que não são utilizadas pelas fábricas de pasta de papel. É um material muito bom pois tem fibras longas que se adaptam ao solo formando uma espécie de rede que retém água e sedimentos”, explica o investigador do CESAM.

O mulching pode igualmente fazer uso do que sobra das podas e de “restos derivados das limpezas dos matos, dos jardins ou das bermas das estradas que, na maioria dos casos, são enviados para lixeiras”.

Técnicas actuais ineficazes

Aplicado à mão ou com recurso a meios aéreos sobre os terrenos mais expostos a fenómenos de erosão, o mulching pretende substituir as “ineficazes” mas muito usadas barreiras de madeira cravadas nos solos ardidos para reterem águas e sedimentos. Sérgio Alegre aponta que “ em comparação com o mulch, essas barreiras, não cumprem a função de reter as águas e de mitigar a perca de sedimentos dos terrenos expostos à erosão”.

O mulching pode igualmente fazer uso de restos derivados das limpezas dos matos
O mulching pode igualmente fazer uso de restos derivados das limpezas dos matos
Pelo contrário, o investigador do CESAM, garante que o mulch, numa primeira fase, reduz as perdas de solo e, posteriormente, através da própria decomposição dos restos florestais, acaba por se incorporar no ecossistema florestal. “Como é um material que pode reter água por absorção ou por retenção nas micro-barreiras que as fibras formam, este método reduz a quantidade de água que flui para os rios até 40 ou 50 por cento”, explica Sérgio Alegre.

O processo, que “dá o mesmo trabalho que a colocação das barreiras”, pode evitar despesas maiores. O investigador não tem dúvidas: “Se com esta técnica se evitar que a perda do solo, um recurso não renovável à escala humana, leve à alteração dos ecossistemas aquáticos a jusante da área ardida, ou que, por exemplo, uma barragem fique cheia, então os gastos estão mais do que justificados”.
Fonte: Ciênciahoje.pt

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Manhas de polvo

São inteligentes e criativos
Terem três e sangue azul não é a sua característica mais extravagante. Estes moluscos fascinam a ciência pela sua grande inteligência, o comportamento complexo, os dotes que revelam no momento da conquista e o dom para se orientarem.
Sem arroz – A imagem mostra um polvo gigante, Enteroctopus dolfleini. Vive no Oceano Pacífico e alcança os nove metros de comprimento.
Bípedes quando precisam
Em 2008, 24 centros oceanográficos europeus iniciaram um estudo para descobrir se os polvos eram octodestros e se serviam dos oito tentáculos com a mesma destreza, ou se, pelo contrário, recorriam a um em particular. O que observaram foi que eles utilizam duas das extremidades para se deslocarem sobre o leito marinho e as outras seis para explorarem e investigarem os objectos ao seu alcance, incluindo peças de lego e cubos de Rubik que os biólogos lhes ofereciam nas suas experiências. Confirmou-se, assim, o que já tinha sido observado, em 2005, na Indonésia, por biólogos da Universidade da Califórnia: quando um polvo precisa de fugir, levanta seis braços e utiliza os outros dois para correr a toda a velocidade pelo fundo do mar.
Sexo com amor e abraços
Durante décadas, os cientistas viram os octopódes como seres solitários e nada românticos na sua vida sexual. Todavia, um estudo recente da Universidade da Califórnia revela que os machos não acasalam com a primeira fêmea que se atravessa no caminho. De facto, costumam rondar durante vários dias a candidata eleita, adornam-se com padrões vistosos na pele, mantêm os rivais á distância e abraçam mesmo, carinhosamente, algum braço da companheira depois de a terem conseguido conquistar.
Esperto que nem um alho
A fim de medir a inteligência dos polvos, os zoólogos recorrem a testes nos quais avaliam, sobretudo, dois parâmetros: a capacidade de aprendizagem e a memória. Deste modo, descobriram que eles se entendem a distinguir formas geométricas (quadrados, retângulos, circulos…), abrir boiões com tampas de enroscar ou atravessar complicados labirintos. Além disso, os cefalópodes aprendem ao observar os seus semelhantes, um comportamento que se considerava exclusivo do ser humano e de alguns mamíferos. Como demonstrou uma experiência o neurobiólogo Benny Hochner, possuem um circuito de memória a curto prazo e outro a longo prazo. Não é por acaso que os polvos possuem meio milhão de neurónios organizados numa complexa rede de lóbulos, semelhantes á estrutura do cérebro humano.
Um lado venenoso
Há três anos, a revista Jornal of Molecular Evolution fez eco de um estudo da Universidade de Melbourne (Austrália) que demonstrava que todas as espécies de polvo (e de chocos e de lulas) têm alguma substância tóxica no organismo para se defenderem dos predadores ou atacarem as presas. Ao analisar os genes que produzem as diferentes peçonhas que esgrimem, os biólogos concluíram que a origem do arsenal remonta a um antepassado venenoso comum aos polvos, aos chocos e às lulas.
Imitadores natos
Quando há um predador nas proximidades, o polvo-mímico (Thaumoctopus mimicos), da Indonésia, pode mascarar-se de raia venenosa, serpente marinha, peixe-leão cheio de espinhos ou mesmo alforreca. Todods os papéis de mau assentam bem a este octópode. Já no Atlântico, destaca-se como o ator o polvo Macrotriopus defilippi, de tentáculos compridos, que se oculta dos inimigos copiando a forma e os movimentos da solha, um peixe chato semelhante ao linguado.
Muita personalidade
A psicóloga Jennifer Mather e o biólogo Roland Anderson iniciaram, em 1993, um trabalho pioneiro com mais de 40 polvos vermelhos, para averiguar se os seus comportamentos podiam ser individualizados. Depois de os exporem a situações distintas em semanas diferentes, concluiram que se podia enquadrar, nitidamente, o seu comportamento em três tipos de personalidade, aplicados, até então, apenas a seres humanos: agressivos, tímidos e passivos. Os resultados foram publicados no Journal of Comparative Psychology.
Passar despercebidos
A epiderme dos polvos contem células com pigmentos, os cromatóforos, que lhe permitem mudar de cor e de padrão decorativo (pele lisa, com riscas, manchas…) com extrema facilidade. Assim, podem camuflar-se e passar despercebidos tanto entre recifes de corais vermelhos como sobre a areia cinzenta. As mudanças de tonalidade também lhes servem para exprimir a sua disposição.
Arsenal defensivo próprio
Em 2009, o polvo Amphioctopus marginatus, da Indonésia, juntou-se á lista de animais capazes de usar ferramentas. Tal como mostrou uma investigação publicada na revista Current Biology, os exemplares desta espécie recolhem as cascas de coco que caem no fundo do mar e armazenam-nas num local escondido, para serem usadas como escudo defensivo. Veja-os neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=QRfOGOntnbw
GPS incorporado
Embora estes animais passem horas a caçar e percorram centenas de metros nas suas explorações, costumam regressar todos os dias á toca para descansar e nunca se esquecem do caminho de regresso. O segredo para não se perderem no fundo do mar? Ao estudar o polvo vulgar (Octopus vulgaris), nas Bermudas, a psicóloga Jennifer Mather, da Universidade de Lethbridge (Canadá), chegou á conclusão de que eles não deixam um rasto químico á sua passagem, como as formigas, mas visualizam as rochas proeminentes, plantas, corais e outros aspetos que encontram ao longo da rota, para traçarem um mapa mental que conservam no cérebro durante semanas. A sua memória espacial é extraordinária.

Super interessante nº168 – Abril de 2012

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Embalagens de bioplástico feitas com cana-de-açúcar

Terça-feira, 09 de Julho de 2013   
Embalagens de bioplástico feitas com cana-de-açúcar
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A partir de 2014, as embalagens da Tetra Pak vão passar a ser produzidas, no Brasil, com recurso a fontes renováveis. A principal matéria-prima das novas embalagens será o polietileno de baixa densidade (LDPE) fabricado a partir da cana-de-açúcar.
 
Esta iniciativa inovadora e pioneira na indústria de embalagens de cartão, que na fase de testes vai decorrer apenas naquele país, será possível graças a um acordo que a empresa se prepara para assinar com a Braskem, o maior produtor de resinas termoplásticas da América Latina, que fornecerá o material.
 
O plano é que a Tetra Pak utilize este bioplástico como componente de todas as embalagens produzidas em território brasileiro, o que significa que 100% das embalagens, o equivalente a 13 mil milhões, terão cerca de 82% do seu material proveniente de fontes renováveis e, portanto, amigas do ambiente.
 
Ao longo do processo, a Braskem vai utilizar etanol derivado da cana-de-açúcar para produzir etileno, que será convertido em LDPE, material que tem as mesmas propriedades técnicas do material "convencional", mas com grandes benefícios ambientais.
 
"O novo LDPE de base biológica 'I'm Green TM' é inerte e tão resistente e reciclável como o polietileno produzido a partir de fontes fósseis, mas contribui para a redução das emissões de gases com efeito de estufa ao absorver o dióxido de carbono da atmosfera durante o processo de crescimento da cana-de-açúcar", explica, em comunicado, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas.
 
Segundo o presidente e diretor executivo da Tetra Pak, Dennis Jönsson, este acordo é mais um passo em direção às soluções verdes. "O novo acordo demonstra o nosso compromisso em fazer chegar as inovações ambientais aos nossos clientes e é mais um passo na nossa jornada para desenvolver uma embalagem totalmente renovável", afirma.
 
Desde 2008 que a cadeia Tetra Pak no Brasil é certificada pelo Forest Stewardship Council™ (FSC™), o que significa que todo o cartão utilizado na produção das embalagens provém de florestas geridas segundo princípios de gestão florestal responsável.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca e Vítor Fernandes
Fonte: boas notícias.pt

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O incrível pássaro que pesca usando isca

Por em 25.06.2013 as 15:28               


O vídeo é um tanto inacreditável, mas não é história de pescador: esse comportamento é raro, mas verdadeiro.
A ave que você acima é uma garça verde, encontrada no Japão e nos EUA. As imagens foram feitas no Japão, e mostram o pequeno animal se aproximando da água com um pedaço de pão, que ele usa como isca depositando-o na água e esperando peixes se aproximarem.
A garça repete o processo várias vezes até pegar um pequeno peixe. No entanto, ela devolve o pequeno espécime e repete mais vezes a ação até fisgar um peixe maior.
As cenas são surpreendentes, pois sugerem raciocínio lógico. A garça aparentemente considera que é melhor não se satisfazer imediatamente, mas sim esperar por uma recompensa maior. Além disso, poderia ter comido o pão, mas escolheu usá-lo para pescar algo mais saboroso. A própria ideia de usar o pão com isca parece uma ideia complexa para um pássaro, não?
Segundo ornitólogos, apesar de incomum, essa habilidade vem sendo documentada há décadas. Exemplares de pelo menos sete espécies de garças já foram vistos pescando com iscas, de gravetos a insetos ou flores.

Comportamento aprendido

A pescaria não é uma habilidade inata da garça. Segundo um estudo do pesquisador Hiroyoshi Higuchi da Universidade de Tóquio (Japão), este é um comportamento aprendido, observado apenas em exemplares de garças que vivem em locais bem distantes entre si.
Somente alguns animais mais inteligentes, como o do vídeo, que vivem próximos a alguns tipos de rios e lagos com rochas acima da linha da água (bons esconderijos) parecem ser capazes de usar iscas para pescar.
Higuchi sugere que encontros acidentais levaram o pássaro a aprender o comportamento. Por exemplo, vendo humanos jogarem migalhas na água ou observando o momento em que insetos caíam na água – assim, a garça percebeu que jogar objetos ou alimentos nos rios e lagos podia atrair peixes.
No entanto, o comportamento não é ensinado entre as aves, e como são poucos os animais que o exibem, é difícil para os cientistas estudarem melhor a habilidade.[Abril]
Fonte: Hypescience.com

Direcção-Geral de Saúde recomenda utilização de ervas aromáticas em vez do sal

ONTEM às 16:39
Direcção-Geral de Saúde recomenda utilização de ervas aromáticas em vez do sal       A Direção-Geral da Saúde (DGS) preconiza a redução do consumo de sal na alimentação dos portugueses reforçando a importância da utilização de ervas aromáticas em detrimento do sal. 
O consumo de sal recomendado é de 5 gramas por pessoa, por dia. Em Portugal, o consumo é sensivelmente o dobro. A DGS sustenta que o uso de ervas aromáticas poderá contribuir para a redução de sal na alimentação, devido à própria composição nutricional e funções que desempenham na saúde.
Alho, alecrim, coentros, erva-cidreira, funcho e louro são outras alternativas que constam do relatório "Estratégia Nacional para a Redução do Consumo de Sal na Alimentação em Portugal" e do documento informativo "Utilização de Ervas Aromáticas & Similares na Alimentação".

Estas publicações, editadas no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, juntam-se a edições como o livro "Alimentação Inteligente" e a séries de animação e outros materiais destinados ao público juvenil.
Fonte: www.diáriodigital

CO2: Portugueses criam sistema para reduzir emissões

Quarta-feira, 26 de Junho de 2013   
CO2: Portugueses criam sistema para reduzir emissões
A empresa Cimpor, em parceria com o Instituto Superior Técnico, criou um sistema de produção de cimento que permite reduzir até 25 por cento as emissões de dióxido de carbono (CO2). Segundo a Lusa, este processo vai ter patente registada.

Citado pela Lusa, o diretor de Sustentabilidade, Investigação e Desenvolvimento da Cimpor, Paulo Rocha, explicou que "após um conjunto bem-sucedido de testes laboratoriais, foi possível desenvolver um conceito promissor relativo à produção de uma nova família de clínqueres" (cimento numa fase básica), que passa a ser protegido pelo registo de uma patente.

Paulo Rocha esclareceu que a redução da emissão de CO2 "depende do tipo de clínqueres a produzir e das matérias-primas utilizadas” mas que pretendem “gerar até cerca de 25% menos de dióxido de carbono”.

Segundo o relatório de sustentabilidade de 2011, divulgado pela empresa, entre os anos 2006 e 2011 a Cimpor mobilizou mais de 235 milhões de euros em projetos de sustentabilidade, com o objetivo de reduzir a pegada de CO2.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca
Fonte: Boas noticias.pt