quinta-feira, 11 de julho de 2013

Embalagens de bioplástico feitas com cana-de-açúcar

Terça-feira, 09 de Julho de 2013   
Embalagens de bioplástico feitas com cana-de-açúcar
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A partir de 2014, as embalagens da Tetra Pak vão passar a ser produzidas, no Brasil, com recurso a fontes renováveis. A principal matéria-prima das novas embalagens será o polietileno de baixa densidade (LDPE) fabricado a partir da cana-de-açúcar.
 
Esta iniciativa inovadora e pioneira na indústria de embalagens de cartão, que na fase de testes vai decorrer apenas naquele país, será possível graças a um acordo que a empresa se prepara para assinar com a Braskem, o maior produtor de resinas termoplásticas da América Latina, que fornecerá o material.
 
O plano é que a Tetra Pak utilize este bioplástico como componente de todas as embalagens produzidas em território brasileiro, o que significa que 100% das embalagens, o equivalente a 13 mil milhões, terão cerca de 82% do seu material proveniente de fontes renováveis e, portanto, amigas do ambiente.
 
Ao longo do processo, a Braskem vai utilizar etanol derivado da cana-de-açúcar para produzir etileno, que será convertido em LDPE, material que tem as mesmas propriedades técnicas do material "convencional", mas com grandes benefícios ambientais.
 
"O novo LDPE de base biológica 'I'm Green TM' é inerte e tão resistente e reciclável como o polietileno produzido a partir de fontes fósseis, mas contribui para a redução das emissões de gases com efeito de estufa ao absorver o dióxido de carbono da atmosfera durante o processo de crescimento da cana-de-açúcar", explica, em comunicado, o presidente da Braskem, Carlos Fadigas.
 
Segundo o presidente e diretor executivo da Tetra Pak, Dennis Jönsson, este acordo é mais um passo em direção às soluções verdes. "O novo acordo demonstra o nosso compromisso em fazer chegar as inovações ambientais aos nossos clientes e é mais um passo na nossa jornada para desenvolver uma embalagem totalmente renovável", afirma.
 
Desde 2008 que a cadeia Tetra Pak no Brasil é certificada pelo Forest Stewardship Council™ (FSC™), o que significa que todo o cartão utilizado na produção das embalagens provém de florestas geridas segundo princípios de gestão florestal responsável.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca e Vítor Fernandes
Fonte: boas notícias.pt

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O incrível pássaro que pesca usando isca

Por em 25.06.2013 as 15:28               


O vídeo é um tanto inacreditável, mas não é história de pescador: esse comportamento é raro, mas verdadeiro.
A ave que você acima é uma garça verde, encontrada no Japão e nos EUA. As imagens foram feitas no Japão, e mostram o pequeno animal se aproximando da água com um pedaço de pão, que ele usa como isca depositando-o na água e esperando peixes se aproximarem.
A garça repete o processo várias vezes até pegar um pequeno peixe. No entanto, ela devolve o pequeno espécime e repete mais vezes a ação até fisgar um peixe maior.
As cenas são surpreendentes, pois sugerem raciocínio lógico. A garça aparentemente considera que é melhor não se satisfazer imediatamente, mas sim esperar por uma recompensa maior. Além disso, poderia ter comido o pão, mas escolheu usá-lo para pescar algo mais saboroso. A própria ideia de usar o pão com isca parece uma ideia complexa para um pássaro, não?
Segundo ornitólogos, apesar de incomum, essa habilidade vem sendo documentada há décadas. Exemplares de pelo menos sete espécies de garças já foram vistos pescando com iscas, de gravetos a insetos ou flores.

Comportamento aprendido

A pescaria não é uma habilidade inata da garça. Segundo um estudo do pesquisador Hiroyoshi Higuchi da Universidade de Tóquio (Japão), este é um comportamento aprendido, observado apenas em exemplares de garças que vivem em locais bem distantes entre si.
Somente alguns animais mais inteligentes, como o do vídeo, que vivem próximos a alguns tipos de rios e lagos com rochas acima da linha da água (bons esconderijos) parecem ser capazes de usar iscas para pescar.
Higuchi sugere que encontros acidentais levaram o pássaro a aprender o comportamento. Por exemplo, vendo humanos jogarem migalhas na água ou observando o momento em que insetos caíam na água – assim, a garça percebeu que jogar objetos ou alimentos nos rios e lagos podia atrair peixes.
No entanto, o comportamento não é ensinado entre as aves, e como são poucos os animais que o exibem, é difícil para os cientistas estudarem melhor a habilidade.[Abril]
Fonte: Hypescience.com

Direcção-Geral de Saúde recomenda utilização de ervas aromáticas em vez do sal

ONTEM às 16:39
Direcção-Geral de Saúde recomenda utilização de ervas aromáticas em vez do sal       A Direção-Geral da Saúde (DGS) preconiza a redução do consumo de sal na alimentação dos portugueses reforçando a importância da utilização de ervas aromáticas em detrimento do sal. 
O consumo de sal recomendado é de 5 gramas por pessoa, por dia. Em Portugal, o consumo é sensivelmente o dobro. A DGS sustenta que o uso de ervas aromáticas poderá contribuir para a redução de sal na alimentação, devido à própria composição nutricional e funções que desempenham na saúde.
Alho, alecrim, coentros, erva-cidreira, funcho e louro são outras alternativas que constam do relatório "Estratégia Nacional para a Redução do Consumo de Sal na Alimentação em Portugal" e do documento informativo "Utilização de Ervas Aromáticas & Similares na Alimentação".

Estas publicações, editadas no âmbito do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, juntam-se a edições como o livro "Alimentação Inteligente" e a séries de animação e outros materiais destinados ao público juvenil.
Fonte: www.diáriodigital

CO2: Portugueses criam sistema para reduzir emissões

Quarta-feira, 26 de Junho de 2013   
CO2: Portugueses criam sistema para reduzir emissões
A empresa Cimpor, em parceria com o Instituto Superior Técnico, criou um sistema de produção de cimento que permite reduzir até 25 por cento as emissões de dióxido de carbono (CO2). Segundo a Lusa, este processo vai ter patente registada.

Citado pela Lusa, o diretor de Sustentabilidade, Investigação e Desenvolvimento da Cimpor, Paulo Rocha, explicou que "após um conjunto bem-sucedido de testes laboratoriais, foi possível desenvolver um conceito promissor relativo à produção de uma nova família de clínqueres" (cimento numa fase básica), que passa a ser protegido pelo registo de uma patente.

Paulo Rocha esclareceu que a redução da emissão de CO2 "depende do tipo de clínqueres a produzir e das matérias-primas utilizadas” mas que pretendem “gerar até cerca de 25% menos de dióxido de carbono”.

Segundo o relatório de sustentabilidade de 2011, divulgado pela empresa, entre os anos 2006 e 2011 a Cimpor mobilizou mais de 235 milhões de euros em projetos de sustentabilidade, com o objetivo de reduzir a pegada de CO2.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca
Fonte: Boas noticias.pt

domingo, 12 de maio de 2013

Plantas exóticas em Portugal

Legislação:
O decreto-lei n.º 565/99 é muito claro: “É proibida a disseminação ou libertação na natureza de espécies não indígenas visando o estabelecimento de populações selvagens.” Isto porque as plantas alienígenas podem tornar-se infestantes (reproduzindo-se rapidamente e ocupando áreas extensas, sem a intervenção do homem) e, quando tal acontece, tornam-se uma ameaça para a biodiversidade e ecossistemas naturais, afetando igualmente a produção agrícola e florestal, a saúde pública e a economia. Além disso, são muito difíceis de eliminar e o seu controlo é muito dispendioso.
A criação e atualização da legislação é um primeiro passo fundamental para lidar com este problema. A maior crítica feita á lei vigente é que não inclui todas as espécies verdadeiramente perigosas, apresentando exceções que permitem a introdução de espécies estrangeiras para fins agrícolas e florestais. Mas existem outras medidas igualmente importantes, como a preparação de técnicos capazes de detetar e aplicar metodologias de controlo e erradicação de espécies invasoras ou a formação e informação dos comerciantes de plantas ornamentais. Através de um questionário realizado pelo PIP a empresas ligadas ao manuseio de plantas (viveiros, floristas, etc.) ficou a saber-se que 43% das que responderam tinha disponível antes da publicação daquele decreto-lei, algumas espécies consideradas como invasoras, e 59% referiram que os seus clientes continuavam a mostrar interesse por algumas espécies consideradas invasoras como a terrível mimosa (Acacia dealbata).

 
Cada cidadão pode também dar o seu contributo através de comportamentos informados e responsáveis. Eis algumas coisas que pode fazer:

Não transporte espécies para fora dos locais de onde elas são nativas.

Ao comprar plantas, prefira as espécies autóctones; se optar por exóticas, informe-se previamente do seu caráter invasor (é importante aprender a identificar as espécies infestantes e evitar a sua utilização).

Quando limpar o seu jardim ou terrenos de cultivo, não deite restos de vegetais exóticos na Natureza.

Participe em ações de controlo de espécies invasoras (quanto mais cedo for a sua deteção, mais fácil e barato se tornará a sua erradicação.

Super interessante nº168 – Abril de 2012
Telene útil - SOS ambiente: 808200520

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Comissão Europeia proíbe parcialmente três pesticidas que afectam as abelhas

Portugal foi um dos oito países que votou contra a proibição, aprovada com 15 votos a favor

2013-04-30
As abelhas são vitais para o equilíbrio dos ecossistemas
Três pesticidas comuns que estão relacionados com a morte massiva de abelhas em todo o mundo foram agora proibidos (parcialmente) pela Comissão Europeia. Segundo diversos estudos científicos, os insecticidas da família dos neonicotinóides – clotianidina, tiametoxam e imidacloprida – podem afectar o sistema nervoso dos insectos, provocando-lhes paralisia e morte. Não têm, no entanto, riscos para a saúde humana.
O desaparecimento de milhões de abelhas, vitais para o equilíbrio dos ecossistemas, é desde há vários anos uma grande preocupação. O chamado “distúrbio do colapso das colónias” já diminuiu em grande percentagem a população destes animais. A decisão baseia-se no princípio de precaução e foi tomada a partir das conclusões de um relatório da Agência Europeia da Segurança Alimentar (European Food Safety Authority - EFSA).

Na votação levada a cabo, a Comissão Europeia decidiu a favor da proibição, com 15 Estados a votarem a favor (Espanha, Alemanha, França, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Estónia, Chipre, Letónia, Luxemburgo, Eslovénia, Malta, Países Baixos, Polónia e Suécia) e oito contra (Reino Unido, Itália, Portugal, República Checa, Áustria, Hungria, Roménia e Eslováquia).
O comissário europeu da Saúde, Tonio Borg, recordou que as abelhas são “vitais para o ecossistema, pois desempenham um papel fundamental na polinização, sendo que a sua contribuição para a agricultura europeia estima-se, anualmente, em 22 mil milhões de euros”.
O relatório da EFSA, publicado em Janeiro, relaciona os insecticidas com neonicotinóides (substâncias derivadas da nicotina) com a alta mortalidade das colónias. A Comissão Europeia sugere a modificação das condições de aprovação da clotianidina, tiametoxam e imidacloprida, restringindo o seu uso aos cultivos que não atraiam as abelhas e aos cereais de Inverno, já que a exposição aos pesticidas durante o Outono não é considerada perigosa.
Planeia também proibir a venda e o uso de “sementes tratadas” com produtos que contenham essas três substâncias (excluindo igualmente as sementes das plantas que não atraiam esses insectos e as dos cereais de Inverno).
As excepções limitar-se-ão à possibilidade de tratar cultivos em estufas ou campos ao ar livre após a floração. As restrições começam a ser aplicadas a partir de 1 de Dezembro.
Fonte: ciência hoje.pt