sexta-feira, 5 de abril de 2013

O regresso da Biosfera 2

  
alt
Nova vida para um velho fiasco
Considerado um falhanço científico durante muito tempo, este centro de investigação, construído nos Estados Unidos na década de 1980, atrai atualmente especialistas de vários campos, que ali estudam desde a extinção das espécies vegetais até aos efeitos das alterações climáticas.
Em Julho de 1987, a simulação de uma enigmática estrutura cristalina cobria as capas das revistas de divulgação científica. Através de um corte numa das paredes, podia ver-se que estava ocupada por árvores, aves, um lago e vários técnicos trabalhando em diversos sistemas de manutenção. Tratava-se da Biosfera 2, um enorme simulador de ecossistemas onde um grupo de investigadores pretendia encerrar-se durante dois anos. Em teoria, aquele complexo autossuficiente com mais um hectare de área iria albergar centenas de espécies que viveriam em diversos biomas ou paisagens bioclimáticas artificiais: uma selva, um mar, uma savana, um pântano...
A ideia era que os recursos, do ar à água, se renovassem automaticamente. Por exemplo, o dióxido de carbono expulso pelas pessoas e pelos animais seria aproveitado pelas plantas, enquanto os detritos fertilizariam os terrenos de cultivo e serviriam de nutriente às algas. Estas, por sua vez, constituiriam a base alimentícia de outras formas de vida. No final, tratava-se de estudar até que ponto seria possível construir um habitat autónomo onde pudessem estabelecer-se os futuros colonos que viajassem para a Lua ou para Marte.
alt
Investigação em grande.
No entanto, uma série de incidentes deitou por terra aquela aventura de 200 milhões de dólares. Durante a primeira missão, que teve lugar entre 1991 e 1993, baratas e formigas penetraram no sistema, aparentemente estanque (dizia-se que apenas perdia dez por cento do ar por ano, enquanto nos vaivéns espaciais essa perda era de 2% por dia). Os níveis de CO2 aumentaram perigosamente, o que causou a morte dos insetos polinizadores e de muitos vertebrados e tornou necessário injetar oxigénio para garantir a sobrevivência do projeto.
As dissensões que surgiram durante a segunda missão, realizada em 1994, deram o golpe de misericórdia na Biosfera 2. Durante 13 anos, a estação foi abandonada, reocupada pela Universidade de Columbia, objeto de especuladores e ícone da cultura New Age.
Até que, em 2007, a Universidade do Arizona adquiriu-a e converteu-a num grande laboratório de ciências da Terra (http://www.­b2science.org). Ali, é hoje possível estudar como em nenhum outro lugar do mundo o impacto das alterações climáticas sobre as espécies vegetais e a resposta dos ecossistemas a concentrações elevadas de gases de efeito de estufa. Além disso, segundo os responsáveis pela nova Biosfera 2, a instalação funciona como um modelo de cidade no qual também é possível ensaiar estratégias para reduzir as emissões poluentes ou a implantação de novos sistemas de distribuição elétrica.
alt
A.A.

SUPER 167 - Março 2012

Árvores marinhas

Parque à beira-praia
As estruturas criariam habitats para múltiplas espécies animais, cujos efeitos se fariam sentir muito para o interior
 
 
 
Um gabinete de arquitetura holandês acaba de propor (<Fev - 2012?) um parque natural flutuante para equilibrar o ambiente nas grandes cidades: chamou-lhe Sea Tree (árvore marinha) e é uma estrutura com vários andares de habitats naturais, destinados a animais selvagens. O waterstudio acredita que as árvores marinhas forneceriam importantes ecossistemas para pássaros, abelhas, morcegos e outros pequenos animais, com reflexos positivos sobre a qualidade de vida nas cidades.
Para os arquitetos, são raras e difíceis as iniciativas de criar novos parques dentro das cidades, e por isso será necessário recorrer a áreas abertas como rios, o mar, lagos e portos. Propõem-se usar as técnicas usadas para construir as plataformas de petróleo, e sugerem mesmo que sejam as companhias petrolíferas a doá-las às cidaddes, para mostrar que se preocupam com as questões ambientais.
As gigantescas torres flutuantes seriam amarradas ao solo, através de cabos submarinos, e a sua altura e profundidade poderiam ser ajustadas segundo as necessidades. "Sob a superfície, a Sea Tree oferece um habitat para pequenas criaturas marinhas e, dependendo dos climas, para corais de recifes artificiais", explica o arquiteto Koen Olthuis. "A beleza do conceito é fornecer uma solução que não tem custos sobre o solo, embora os efeitos das espécies se sintam num raio de quilómetros".
O Waterstudio (http://waterstudio.nl/projects/79) afirma que vai construir a primeira estrutura até Janeiro de 2014, para um cliente desconhecido.
Super Interessante 167 - Março de 2012

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Natureza íntima

Flagrantes da vida real
Reconhecido e premiado fotógrafo da vida selvagem, João Cosme (www.joaocosme.net) reuniu no livro Natureza íntima (Bizâncio, 2011) uma centena de imagens únicas que retratam parte da biodiversidade nacional.
Super Interessante 166 - Fevereiro de 2012

terça-feira, 2 de abril de 2013

Farmácia caseira

Quando se fala de primeiros socorros, a medicina popular é bastante simples e prática: se existe ferida , aplica-se calêndula; se não, usa-se arnica. Uma regra tão clara pode, no entanto, induzir-nos em erro, levando-nos a pensar que a farmácia caseira se resume a apenas duas ervinhas, quando, na verdade, se conhecem mais de 400 espécies de plantas medicinais. Segue-se um pequeno guia das plantas (para cada uma indica-se o nome comum e a denominação científica, porquanto os nomes vulgares variam muito de região para região) com lugar assegurado em qualquer farmácia natural, mas não se pense que são as únicas.

Alecrim (Rosmarinus officinalis) - As folhas estimulam a circulação e aliviam a dor. Atua sobre o sistema nervoso e fortalece a memória. Utiliza-se no tratamento de insuficiências hepáticas e vesiculares, uma vez que possui propriedades diuréticas. Alivia a asma, as amigddalites e a obstrução nasal e aumenta o apetite.

Alfazema (Lavandula officinalis) - Em tisana, alivia as dores de cabeça e acalma os nervos. Utiliza-se na asma brônquica, na tosse, nas enxaquecas, nas gripes e em certos casos de reumatismo.

Arnica (Arnica montana) - As suas flores e raízes usam-se como estimulantes cardíacos, sob estrito controlo médico, dado que se trata de uma planta tóxica. No uso externo, estimula a reabsorção dos hematomas e tem propriedades antissépticas e cicratizantes.

Borragem (Borago officinalis) - A borragem é um remédio de ação suave muito apreciado na medicina popular. Para aproveitar o efeito calmante e emoliente das suas flores, fazem-se excelentes infusões que tratam a incómoda tosse das bronquites. Utiliza-se como depurativo, diurético, laxativo e sudorífico.

Calêndula (Calendula officinalis e C. Arvensis) - Faz parte de numerosos preparados farmacêuticos e cosméticos e as suas propriedades bactericidas e cicratizantes converteram-na na planta ideal para os cuidados da pele. Usa-se para curar feridas e limpar a pele com acne ou descamação, nas queimaduras, nas picadas de insectos,etc.

Camomila (Matricaria chamomilla) - A infusão das flores produz uma tisana tónica e sedativa. Usa-se no banho para aliviar as queimaduras do sol. É habitualmente utilizada para acalmar espasmos e convulsões, como anti-inflamatório, antisséptico, etc.

Carqueja (Chamaespartium tridentantum) - Acalma a tosse e as irritações da faringe, sendo muito utilizada nas gripes, nas bronquites, na pneumonia e nas traqueítes.

Cidreira (Melissa officinalis) - Em infusão, alivia o catarro provocado pela bronquite crónica, as constipações febris e as dores de cabeça. Utiliza-se como calmante e no tratamento de perturbações gástricas e de dores de cabeça de origem nervosa.

Dente-de-leão (Taraxacum officinale) - É diurético e destaca-se no combate à arteriosclorose, à celulite, à tensão alta e ao mau colesterol. Usa-se ainda nos problemas de fígado e vesícula.

Erva-de-São-Roberto (Geranium robertianum) - Possui propriedades adstringentes, espasmódicas, diuréticas, hemostáticas e hipoglicemiantes. Utiliza-se em problemas de estômago, hemorragias pulmonares ou nasais, diarreias e cálculos renais e urinários.

Hipericão-bravo (Hypericum perforatum) - É antisséptico, cicratizante, diurético e sedativo. Utiliza-se na depressão, na insónia, nas infecções gineológicas e nas inflamações crónicas do estômago, da vesícula e dos rins. Além disso, ajuda nas dores musculares e nevralgias e no herpes labial.

Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum) - Tem propriedades diuréticas e estimula a libertação da bílis. Utiliza-se nos tratamentos hepáticos.

Lúcia-lima (Lippia citriodora) - Combate,sobretudo, as perturbações digestivas e nervosas. Usa-se contra as indigestões, a flatulência e o mau hálito e como calmante.

Malva (Malva silvestris) - Apresenta propriedades anti-inflamatórias e utiliza-se na lavagem de feridas e como calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas. Em infusão, usa-se em casos de diarreia, úlceras no estômago, catarros e obstrução das vias respiratórias, e ainda como laxativo.

Orégão (Origamum vulgare) - Em tisana, combate a tosse, as dores de cabeça nervosas e a irritabilidade. Utiliza-se contra a gripe, as constipações, as febres e a indigestão.

Poejo (Mentha pulegium) - Usa-se como calmante e contra indigestões, gripes, bronquites e dores menstruais. Não deve ser tomado durante a gravidez ou em caso de problemas renais.

Rosmaninho (Lavandula stoechas) - Tem propriedades sedativas, antissépticas, insecticidas, cicratizantes, diuréticas e sudoríferas. Utiliza-se também para aliviar as náuseas e estimular a circulação.

Salva (Salvia officinalis) - Depois das refeições, a infusão de folhas pode ajudar a fazer a digestão. É antisséptica e fungicida e contem estrogéneos. Utiliza-se contra a depressão, as inflamações da boca e da garganta, a diarreia e os afrontamentos da menopausa.

Tilia (Tilia cordata) - Tem propriedades diuréticas e sedativas. Usa-se contra febres, acidez gástrica e doenças hepáticas e biliares.

Urze (Calluna vulgaris) - É adstringente, antisséptica e diurética. Usa-se contra problemas urinários, diversas afeções renais e hipertrofia da próstata.

Zimbro (Juniperus communis) - As falsas bagas desta planta tiveram na Idade Média uma extraordinária celebridade, pois supunha-se que faziam curas miraculosas. É usado como depurativo e diurético. Entra na confeção de alguns pratos, serve para condimentar o presunto fumado e é o principal ingrediente na preparação do gin (bebida alcoólica destilada).

Super Interessante 165 - Janeiro de 2012

Cada ovo no seu ninho

Este elaborado ninho pertenceu a uma gaivina-de-bico-vermelho (Hydroprogne cáspia), uma ave marinha que nidifica em colónias e oculta os ovos entre conchas algas e pedras.
 
Pedaços de ervas, folhas secas, musgo, palha, raminhos, conchas, pelos de cavalo ou de ovelha: são muitos os materiais usados pelas aves para construirem seus ninhos. Sharon Beals, fotógrafa norte-americana e apaixonada observadora da avifauna, dedicou-se a fixar em imagens estes lares fantásticos, do que resultou o seu livro Nests - 50 Nests and the Birds That Build Them (Chronicle Books, San Francisco, Estados Unidos, 2011). As fotografias revelam um mundo de estruturas aparentemente frágeis, mas muito eficazes, que oferecem pistas sobre os seus construtores e os ecossistemas terrestres.
No século XIX e no início do sequinte, a oologia era não apenas uma disciplina científica mas também um hobby para muitos entusiastas que se dedicavam a recolher e colecionar ovos e ninhos, ignorando o impacto desta prática sobre a biodiversidade. Nos nossos dias esta prática é ilegal na maioria dos países, mas conservam-se bastantes coleções privadas antigas, entretanto entregues aos museus das ciências. Foi aí que Sharon Beals obteve material para as fotos.
Dado que 12 por cento das aves estão em perigo de extinção, estes ninhos são especialmente valiosos, pois contêm vestigios genéticos dos pássaros, dos seus parasitas e do seu habitat, e porque permitem conhecer os seus hábitos de caça e de alimentação.

Super Interessante - Janeiro de 2012

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Será possivel viver sem fósforo?



Arsénico que dá vida.
Uma bactéria aproveita este elemento tóxico como combustível celular, algo que se pensava ser impossível. A polémica descoberta colocou a autora, a microbióloga Felisa Wolf-Simon, no centro de um aceso debate.
Em 2009, Felisa Wolfe-Simon, uma microbióloga norte-americana com uma bolsa de investigação concedida pela NASA, retirou amostras de lodo do fundo do lago Mono, na Califórnia. Este possui uma elevada concentração de minerais e é 2,5 vezes mais salgado do que a água do mar, pois não tem qualquer saída por onde fluir. A investigadora colocou as amostras em tubos de ensaio com uma solução de arsénico, substância que se pode tornar muito tóxica, e aguardou que bactérias crescessem nesse meio. Durante meses, repetiu o processo, aumentando a quantidade de arsénico de forma paulatina, até que obteve uma estirpe que não só o tolerava como podia incorporá-lo nos seus processos vitais e utilizá-lo como substituto do fósforo.
A noticia, de extrema importância pelas suas implicações, nomeadamente para a astrobiologia, correu o mundo em Dzembro de 2010. O que esta bactéria, denominada GFAJ-1, parece conseguir é tão milagroso como seria o facto de um ser humano poder respirar normalmente numa câmara com monóxido de carbono. Do ponto de vista molecular, o arsénico é muito semelhante ao fósforo. É por isso que é tão venenoso: as células aceitam-no e, de seguida, são mortas. Todavia, o microrganismo não só é imune ao agente tóxico como chega a utilizá-lo para se construir a si próprio.
Durante uma conferência de imprensa muito criticada pela comunidade científica, a NASA anunciou que poderia tratar-se de uma nova e exótica forma de vida. Vários especialistas, em especial a microbióloga Rosie Redfield, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), foram de opinião que a experiência apresentava deficiências. Sugeriram, basicamente, que o ADN do micróbio não fora bem “lavado” e que, por conseguinte, como escreveu o jornalista Carl Zimmer na revista Slate, as moléculas de arsénico tinham-se “colado como uma pastilha elástica a um sapato”. A imprensa especializada também censurou a NASA pela dose de sensacionalismo que impregnava a notícia, pois quase levava a crer que se tinha descoberto um ser alienígena.
“Embora os resultados do trabalho de Wolfe-Simon sejam assombrosos e lancem uma nova luz sobre a procura de vida em ambientes extremos – incluindo meios extraterrestres -, a verdade é que não mostram uma nova forma de vida ou representam um grande passo em frente”, afirmava a revista Discover. Paralelamente, a notícia “incendiou” as redes sociais, que se transformaram em centros de debate onde qualquer cidadão podia comentar a descoberta ou mesmo atacar a sua autora.
Avalancha na internet. Para a jovem microbióloga, a experiência tornou-se um pesadelo, embora lhe tenha aberto os olhos para as subtilezas da comunicação científica. “Só coloquei um breve poster no Twitter, mas aprendi que a internet dá voz a coisas que não se podem antecipar. Inundaram-me de perguntas e mensagens de correio eletrónico; todos pediam uma resposta imediata. Foi muito rápido”, explica Felisa. “Creio que não estávamos preparados para lidar com a celeridade e as especulações dos meios de comunicação nas novas plataformas da internet. Pensávamos que as nossas descobertas iam provocar um debate científico, mas não previmos esta reação. Estava pronta para comunicar a minha paixão por entender os princípios fundamentais da natureza, não para descrever o estudo como algo de definitivo. Na realidade, ainda temos um longo caminho a percorrer.”
Depois de se negar a falar com a imprensa durante algum tempo, Wolfe-Simon resolveu rebater as críticas, numa entrevista concedida à Science, em especial a que assegurava que o ADN do micróbio não fora convenientemente descontaminado. “Pegámos nas células para as separar por centrifugação e lavá-las minuciosamente. Seguimos o protocolo padrão para extração do ADN, que inclui eliminar todas as impurezas, incluindo qualquer vestígio de arsénico […]. A fracção de ADN utilizada para efetuar as análises suplementares e outros processos, como a reação em cadeia da polimerase [técnica usada para copiar fragmentos de ADN], exige material genético com um elevado grau de purificação, pelo que, se houvesse qualquer contaminante, teria surgido um problema. Por conseguinte, não acreditamos que essa questão possa ser motivo de preocupação.”
De facto, a microbióloga está disposta a partilhar as suas amostras com outros colegas: “Embora o nosso laboratório não tenha, neste momento, capacidade para produzir e enviar grandes quantidades de células, é um dos nossos objetivos. Recebemos muitos pedidos, e estamos empenhados”, diz Felisa, acrescentando que, ao contrário do que outros especialistas afirmaram, não é fácil trabalhar com as GFAJ-1. “São esponjosas e macias; são diferentes. Quando experimentamos aplicar-lhes diversas técnicas, acrescentamos mais peças ao quebra-cabeças, o que irá, sem dúvida, suscitar novas interrogações”, explicou na Science.
Pouco depois da divulgação da descoberta de Wolf-Simon, Rose Redfield anunciou na mesma revista norte-americana que iria tentar reproduzir o trabalho e que tencionava anúnciar os resultados, passo a passo, à vista de todos, no seu blogue. Embora a bactéria, até agora, não tenha conseguido sobreviver na presença de arsénico, os especialistas afirmam que ainda é muito cedo para concluir que a investigação original não tem fundamento.
No entanto, o que ainda incomoda Wolfe-Simon é o tom pessoal de algumas críticas.
“Aborrecem-me porque trabalhei arduamente neste projecto”, assinala. “Apesar de tudo, estou fascinada com o interesse que o assunto despertou. Creio que os meios de comunicação são uma parte importante do processo. Não queremos ser evasivos. Apenas necessitamos de tempo para pensar.”
Super 164 – Dezembro 2011
 

terça-feira, 19 de março de 2013

"Hora do Planeta 2013".

Campanha contra as alterações climáticas "Hora do Planeta 2013". Esta iniciativa é promovida todos os anos, em todo o mundo, pela WWF que pretende promover a redução do aquecimento global apagando as luzes durante uma hora.
Este ano, a "Hora do Planeta" vai decorrer no dia 23 de Março, entre as 20h30 e as 21h30, sendo de esperar a colaboração de vários governos e empresas de todo o planeta e, em especial, da própria população mundial.
Dia 23 de Março. Ás 20h30min apagamos as luzes...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Quarta-feira, 06 de Março de 2013   
Gigante do papel deixa de destruir florestas tropicais
O grupo Asia Pulp & Paper (AAP) tomou a decisão de deixar de produzir papel através da destruição de florestas tropicais. A nova medida desta multinacional de Singapura está no centro de uma recente política de conservação florestal criada pela própria empresa de forma a direcionar as suas práticas para a sustentabilidade e preservação ambiental.
A empresa já iniciou o novo processo de produção esta semana e vai passar a produzir papel apenas através de fibras provenientes de plantações exclusivas da APP. O novo sistema aplica-se a todos os fornecedores e unidades industriais deste gigante do papel.
Depois de ser acusada durante anos da destruição de florestas tropicais na Indonésia e na China, a firma iniciou um estudo, em 2012, para construir uma estratégia alternativa à utilização desta matéria-prima.
A pressão internacional de organizações ambientalistas, como a Greenpeace, e a investigação da APP culminaram na construção de uma política de renúncia ao uso de matéria-prima proveniente de florestas virgens.
  "As avaliações recentes e os dados dos rendimentos de áreas de plantação dos fornecedores da APP confirmam que a companhia tem recursos suficientes para corresponder ao objetivo de longo prazo que serão impostos nas fábricas de celulose", confirmou a empresa em comunicado no site oficial da Rainforest Realities, organização que protege as florestas tropicais da Indonésia.
A notícia foi recebida com agrado pela Greenpeace que receou "que este dia nunca chegasse". No seu site oficial, a organização ambientalista internacional salientou que vai estar "cuidadosamente" atenta para garantir que a APP siga a política de conservação florestal que anunciou.
[Notícia sugerida por Carla Neves]

Fonte: boas noticias
Já agora; Qual é o destino da água proveniente desta indústria?


terça-feira, 5 de março de 2013

segundo aniversário


dois anos - ambientesemfronteiras.blogspot.com

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

África: Jovens criam gerador que funciona a urina

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013   
África: Jovens criam gerador que funciona a urina
Quatro meninas nigerianas inventaram um sistema gerador de energia alimentado a urina. O projeto inovador e sustentável destas jovens tem a capacidade de produzir seis horas de eletricidade com apenas um litro de urina.
Duro-Aina Adebolsa, Akindele Abiola, Faleke Oluwatoyin e Bello Eniola participaram com a invenção no evento Maker Faire África, realizado em Lagos, na Nigéria. As quatro meninas têm entre 14 e 15 anos e procuraram encontrar uma maneira mais sustentável de produzir eletricidade.
O gerador ganhou destaque entre os projetos apresentados por várias pessoas do continente africano, com as mais diferentes idades, e foi considerado, no site oficial do evento, como "um dos produtos mais inesperados para este ano".

Energia limpa e sustentável
O sistema é uma fonte de energia totalmente limpa e sem impacto no meio ambiente. Utilizando uma pilha eletrolítica para produzir corrente elétrica, o hidrogénio presente na urina é extraído. Por sua vez, o hidrogénio é conduzido para um filtro purificador de água e, em seguida, levado até a uma botija de gás.

A botija de gás conduz o hidrogénio até à botija de borato de sódio, que removerá a humidade do gás hidrogénio e o purificará. Por fim, o hidrogénio purificado é levado até ao gerador que produz a energia.

O gerador - que já está à venda por tem ainda válvulas unidirecionais que visam garantir a segurança do utilizador durante o funcionamento do aparelho.
O Maker Faire África incentiva a população de toda a África a participar no evento, "das mais pequenas vilas, às comunidades mais ricas", com ideias originais, engenhosas e inovadoras.

O evento procura encontrar soluções para problemas que precisam de atitudes imediatas, sendo que as ideias viáveis têm a oportunidade de ser mais tarde desenvolvidas.

Clique AQUI para aceder à página do Maker Faire África dedicada ao gerador movido a urina.
[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes, Vítor Fernandes, Aldemir Nascimento e Diana Rodriguez]
Fonte: Boas noticias
Parabéns.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Chevron vai investir 4,2 mil ME em campo petrolífero em Angola

actualizado: Thu, 07 Feb 2013 17:50:50 GMT | de Lusa
A petrolífera norte-americana Chevron anunciou hoje que vai investir 5,6 mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) num novo poço de petróleo em Angola, o seu maior investimento em África até hoje.

 


  • SEAN MASTERSON/EPA
    SEAN MASTERSON/EPA
    O investimento no poço 'offshore' de Mafumeira Sul, através da Cabinda Gulf Oil Company, subsidiária angolana da Chevron, estará concluído em 2015, prevendo-se a partir de então uma produção diária de 110 mil barris de crude, através de cinco plataformas, de acordo com dados divulgados pela empresa.
    O projeto “demonstra o nosso empenho em continuar a desenvolver oportunidades em Angola em que a Chevron tenha uma posição de liderança”, afirmou o responsável pelas operações de exploração da petrolífera, George Kirkland, em comunicado hoje divulgado.
    A Chevron tem uma participação superior a 39 por cento no projeto, que tem como parceiros a concessionária estatal Sonangol (41 por cento) e outras multinacionais do setor, Eni e Total.
    Será a segunda unidade de produção no campo Mafumeira, situado a 24 quilómetros da costa angolana, que entrou em fase de produção em 2009.
    O campo Mafumeira Sul apresenta como atrativo o facto de as reservas estarem a pouca profundidade, ao contrário de outras em águas profundas e ultra-profundas, que obrigam a soluções de engenharia mais complexas.
    No início do mês, a Sonangol e a BP Exploration (Angola) Limited (Bloco 31) anunciaram o início da produção do projecto “PSVM” (Plutão, Saturno, Vénus e Marte) em águas ultra-profundas do Bloco 31 do mar angolano, que arranca com um nível de produção de 70 mil barris de petróleo por dia, no campo Plutão.
    Atingirá uma produção máxima de 150 mil barris de petróleo por dia, com a entrada em produção dos campos remanescentes – Saturno e Vénus em 2013 e Marte em 2014.
    Segundo dados da agência financeira Bloomberg, em 2012 a produção petrolífera angolana aumentou três por cento, para 1,75 milhões de barris diários.
    PDF //JMR.
    MSN
    Quem consegue parar isto? umpf

    terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

    Cientistas britânicos desenvolvem método que reduz dióxido de carbono na atmosfera

     
    5 de Fevereiro, 2013
    O estudo do ouriço-do-mar permitiu a uma equipa de cientistas britânicos desenvolver um método que pode revolucionar os esforços para reduzir o dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, principal causador das alterações climáticas.Os cientistas da Universidade de Newcastle (Reino Unido) descobriram que os ouriços-do-mar utilizam níquel para aproveitar o CO2 do mar e fabricar a sua carapaça calcária, indica o estudo publicado hoje na revista Catalysis Science & Technology.
    A física Lidija Siller assinala que a descoberta, feita “completamente por acaso”, levou os cientistas a juntar pequenas partículas de níquel a uma solução de água com CO2 e a verem como o dióxido de carbono desaparecia completamente, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
    Na presença de um catalisador de níquel, o CO2 é convertido em carbonato de cálcio ou de magnésio, um mineral inócuo presente na crosta terrestre.
    O método concebido pelos especialistas britânicos consiste em fazer com que o CO2 libertado para a atmosfera pela indústria passe directamente da chaminé de uma fábrica para uma coluna de água rica em nanopartículas de níquel e em recuperar posteriormente o carbonato de cálcio sódio que fica depositado.
    “Este processo não funcionaria em todos os casos dado que não poderia adaptar-se ao tubo de escape de um automóvel, mas é uma solução eficaz e barata que poderia estar disponível a nível mundial para algumas das nossas indústrias mais poluentes e ter um impacto significativo na redução do CO2 na atmosfera”, diz Siller.
    Lusa/SOL

    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

    Portugal inaugura nova fábrica de fungicida biológico

    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013   
    Portugal inaugura nova fábrica de fungicida biológico
    Nova unidade de produção deverá criar 100 postos de trabalho até 2016
    Portugal desenvolveu e patenteou, em 2011, um fungicida biológico de elevada eficácia, extraído do tremoço, que agora vai ser produzido num parque industrial recém inaugurado em Cantanhede. O produto será comercializado para todo o mundo.

    A Converde, empresa de biotecnologia, inaugurou no passado dia 18 de Janeiro a sua unidade industrial, onde irá produzir o fungicida biológico de eficácia igual ou, nalguns casos, superior à dos melhores fungicidas sintéticos disponíveis no mercado.
    Com um investimento total de cerca de 30 milhões de euros, a unidade industrial da Converde localiza-se em Cantanhede e prevê criar 100 postos de trabalho até 2016, ano em que funcionará em velocidade de cruzeiro.
    Em 2012, a CONVERDE celebrou um contrato de distribuição exclusiva com a multinacional do sector agro-químico FMC Corporation que opera nos Estados Unidos e Canadá.
    Na origem deste produto, esteve investigação pioneira realizada no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde foi identificada a proteína multifuncional “BLAD”, produzida durante a germinação de uma variedade de tremoço denominada “lupinus albus” e que funciona como substância ativa do fungicida.
    A descoberta, que teve início em 1991 e à qual se seguiram mais de dez anos de investigação, como já foi noticiado pelo BOAS NOTÍCIAS, culminou com a participação do projeto no Programa COHiTEC, da COTEC Portugal, que viabilizou a vertente comercial do projeto.
    Em comunicado, a COTEC salienta que a inauguração da unidade industrial marca uma nova fase para a empresa Converde, com o arranque da produção do fungicida. Com uma área coberta de 17 mil m2, a unidade está projetada de forma a triplicar a capacidade de produção, que é atualmente de 2 mil toneladas por ano.
    fonte: boas noticias

    terça-feira, 22 de janeiro de 2013

    Sistema luso produz energia com sol, vento e chuva

    Sistema luso produz energia com sol, vento e chuva
    Fotos © Skinenergy
    Chama-se Skinenergy e é um sistema de revestimento português que poderá contribuir para a revolução da produção de energias limpas. A solução, criada por três portugueses, é capaz de gerar energia através do sol, do vento e até da água das chuvas, o que lhe dá a possibilidade de, em muitos casos, produzir energia durante as 24 horas do dia, sete dias por semana.

    por Catarina Ferreira

    O Skinenergy é como uma “pele” – daí o nome, do inglês “skin” – que tem por base “elementos de composição plástica”, construindo-se sob a forma de duas membranas flexíveis: uma que serve como base e outra que funciona, propriamente, como revestimento, sendo composta por células fotovoltaicas em silício amorfo para a captação da luz solar.

    Em entrevista ao Boas Notícias, Ricardo Sousa, arquiteto de 37 anos especializado em eco-arquitetura e sustentabilidade e um dos criadores do sistema, explica que estas membranas, ou seja, esta “pele” (que pode ter várias cores, padrões ou transparências), é “ancorada ao edifício ou estrutura” com elementos que, além de a fixarem, servem como “microgeradores de energia que atuam com pequenas brisas e movimentos do vento e pelo movimento criado através do batimento da chuva”.

    Em suma, esclarece o especialista, que está a trabalhar neste projeto em conjunto com o irmão, José Augusto Sousa, técnico de eletrónica e informática, e com João Pereira, estudante de Doutoramento e licenciado em Física e Química, este é “um produto híbrido porque tem a capacidade de gerar energia através do aproveitamento solar, eólico e de uma forma muito particular retira partido da água das chuvas”.

    Num pleno dia de sol em que haja algum vento, o sistema é capaz, por exemplo, de produzir energia de modo combinado entre o fotovoltaico e o gerador de movimento em paralelo, podendo depois continuar a gerar energia durante a noite, com a presença das brisas, do vento e da chuva.



    Ricardo Sousa e os colegas estimam que o sistema seja capaz de produzir 120 w/p (“watt-picos”, o padrão usado na indústria fotovoltaica para medir a capacidade técnica dos módulos solares) por cada metro quadrado de aplicação em regime híbrido, embora a capacidade possa ser superior porque “é cada vez mais possível obter maiores quantidades de energia através do silício amorfo”.

    De acordo com o arquiteto, a energia gerada pode ser usada diretamente na instalação, ser armazenada em acumuladores ou descarregada na rede pública, representando os valores estimados “uma poupança para de atmosfera de 626,52kg de dióxido de carbono por ano por cada metro quadrado de aplicação do Skinenergy”.

    Este é um produto que pode ter várias formas de aplicação – além de poder ser incorporado durante a reabilitação de edifícios, poderá também integrar soluções arquitetónicas criadas de raíz, “independentemente de se tratar de edifícios públicos ou privados de grandes ou pequenas dimensões”.

    Em complemento, os mentores do Skinenergy acreditam que o sistema poderá vir a ter, também, utilizações mais amplas, “como a aplicação junto aos painéis informativos das estradas e autoestradas” para os tornar autossuficientes em termos energéticos, “junto aos ‘rails’ de proteção e barreiras sonoras para alimentação de sistemas elétricos nas suas proximidades’ e ainda em “linhas de comboios ou túneis”.


    Ricardo e José Augusto Sousa são dois dos mentores do Skinenergy, que já conquistou o seu primeiro prémio


    Criadores estão à procura de financiamento

    Para já, Ricardo Sousa e os companheiros estão a tentar encontrar financiamento para uma prova de conceito a ser criada e desenvolvida em parceria com a Universidade do Minho. “Uma das coisas que mais queremos é arranjar um ou mais parceiros desta área que acreditem e que se aliem a nós neste projeto”, confessa o arquiteto.

    O mentor do Skinenergy estima que serão necessários “entre 10.000 e 15.000 euros para a fase de I&D que se segue, com a prova de conceito, a prototipagem e fase de testes”, o que torna indispensável encontrar “um parceiro disposto a injetar algum desse capital”, que lhe seria retribuído numa fase posterior.

    No futuro, o objetivo é colocar o sistema no mercado “por um valor a rondar os 500 euros por cada metro quadrado”, um valor de venda “próximo dos que se praticam habitualmente num vulgar sistema de painéis solares de microgeração”.

    Embora se trate de um projeto recente, o Skinenergy, que tem na Universidade do Minho uma parceria de investigação e desenvolvimento, já conquistou o Prémio Cidades de “Uma Cidade Perfeita”, iniciativa da revista Visão, Siemens, Inteli e Sociedade Ponto Verde.

    Clique AQUI para visitar o site do Skinenergy e saber mais sobre este projeto.

    [Notícia sugerida por David Ferreira e Vítor Fernandes
    Fonte: boas noticias

    sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

    Norte-americana FDA prestes a aprovar comercialização de salmão transgénico


    Peixe produzido pela Aquabounty cresce duas vezes mais rápido do que o normal

    2012-12-26
    Salmão trangénico e não trangénico com a mesma idade (créditos: AquaBounty)
    Salmão trangénico e não trangénico com a mesma idade (créditos: AquaBounty)
    A agência Food and Drug Administration (FDA), que regula e supervisiona a segurança alimentar e os medicamentos, afirmou que os salmões transgénicos, estão a ser produzidos pela empresa Aquabounty, é seguro como alimento e não causará grande impacto ambiental, abrindo assim a porta à aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para consumo humano.
    O salmão transgénico cresce duas vezes mais rápido do que o normal e os seus críticos já o baptizaram como “frankenpeixe” (alusão ao monstro de Frankenstein). Estes temem que o peixe possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgénica procriar na natureza. A FDA fará ainda uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas acreditam que estas declaração foram o último passo antes da aprovação.
    A empresa Aquabounty gastou mais de 67 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de euros) para desenvolver este peixe, tendo igualmente desenvolvido medidas de protecção contra problemas ambientais. Uma delas é a criação de apenas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena percentagem possa reproduzir-se, admitem.
    Este salmão transgénico recebeu um gene da hormona de crescimento do salmão do Pacífico, que se mantém funcional o ano inteiro devido a outro gene de um peixe similar à enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.
    Ainda não se sabe se o público aprovará o peixe, mesmo dando a FDA o seu aval. Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem chegar a saber que estão a comprar peixe transgénico, já que o produto não será acompanhado de qualquer aviso, caso seja decido que possui as mesmas propriedades do convencional.
    Fonte: Ciência hoje

    quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

    Estrela-do-mar


    Descubra a anatomia destes animais marinhos carnívoros, pertencentes ao grupo dos equinodermes.
    Braços – A maioria tem pelo menos cinco, mas algumas podem chegar aos 40. Se um braço for ferido ou amputado, nasce um novo – a regeneração pode demorar pelo menos um ano.
    Madrepórito – Um orifício na parte de trás do corpo permite a entrada de água.
    Ânus – A maioria da comida não digerida é regurgitada, mas os eventuais restos são expelidos pelo ânus.
    Canal anelar – A água do mar que entra no corpo, pelo madrepórito, é filtrada e espalha-se do canal anelar para o radial, antes de passar para os pés ambulacrários. 
    Gónada – Aqui são produzidas as células sexuais (óvulos e espermatozóides). Os gâmetas são depois libertados na água para fertilização, através de um orifício na parte de trás da estrela-do-mar.
    Ampola – A estrela-do-mar não tem sangue; o que flui pelos seus braços é água do mar filtrada. Quando a ampola se contrai, a água é encaminhada para os pés ambulacrários, dilatando-os. Quando a ampola se dilata, os pés retraem-se, permitindo que a estrela-do-mar se desloque e se fixe.
    Pele – A estrela-do-mar não tem cabeça nem cérebro; em vez disso, usa células dérmicas sensitivas para detectar cheiros e químicos de alimentos, e manchas ocelares na ponta de cada braço para detectar luz. Estas células impressionantes enviam sinais através de um sistema nervoso.
    Pés ambulacrários – Um sistema interno de minúsculos tubos flexíveis prolonga-se para o exterior do corpo. Na ponta de cada tubo há uma ventosa, conhecida como pé ambulacrário, que a estrela-do-mar usa para trepar rochas e se endireitar quando fica ao contrário. Por serem tantos, estes pés são muito poderosos e até ajudam o animal a abrir conchas.
    Estômago – Algumas estrelas-do-mar têm ventosas nos braços, que lhes permitem abrir conchas de amêijoas e outros invertebrados. Depois, empurram as membranas flexíveis do seu estômago, através da boca, para dentro da concha. Enzimas digestivas são segregadas, permitindo a absorção do alimento. As que não possuem ventosas, engolem as presas inteiras e cospem o que não conseguem ingerir.
    Ceco/ducto pilórico – Aqui são produzidos os sucos digestivos e armazenada a comida digerida.
    Fonte: quero saber Novembro 2010

    domingo, 16 de dezembro de 2012

    Extremófilos- E o campeão é…


    Os microscópicos tardígrados são os seres mais adaptáveis
    O título de campeão da resistência devia ser atribuído aos tardígrados, una diminutos invertebrados muito abundantes no nosso planeta. Até agora, já foram encontradas cerca de mil espécies, as quais ocupam regiões tão díspares como os Himalaias, as zonas equatoriais e árcticas ou os oceanos, onde chegam a viver a 4000 metros de profundidade. O tamanho de um exemplar adulto varia entre 1,5mm, nas formas maiores, e 0,1mm, nas mais pequenas. Embora sejam transparentes, podem apresentar diferentes tonalidades em função da sua alimentação, que inclui rotíferos, bactérias, nematodes e algas, cujos fluidos celulares conseguem absorver.
    Os tardígrados têm especial predilecção pelos ambientes aquosos. Todavia, quando as condições ambientais se alteram e se tornam desfavoráveis, entram num estado latente designado por “cripto biose”: suspendem todas as funções metabólicas, enrolam-se e esperam que as coisas melhorem. Algumas espécies podem permanecer em estado desidratado, como se fossem múmias, durante quase uma década; para isso, sintetizam um açúcar não redutor denominado “trealose”, que protege as membranas celulares. Além disso, detêm os seguintes recordes entre os animais:
    Calor e frio – podem sobreviver alguns minutos a 150°C. Toleram igualmente uma breve congelação a temperaturas de até -272°C, próxima do zero absoluto.
    Radiação – Suportam elevadas doses de raios X e raios gama, fatais para outras formas de vida. Sobrevivem também no vácuo do espaço, sob a radiação solar, durante 10 dias, como provam dois projectos científicos levados a cabo, em Setembro de 2007, na sonda Foton-M3 da ESA, que voou a uma altitude entre 250 e 290 quilómetros. Tinham agora ida e volta marcada para Marte, na sonda russa Phobos-Grunt, que afinal não conseguiu abandonar a órbita terrestre.
    Pressão – suportam até 1200 vezes a pressão atmosférica á superfície do mar.
    Super 164 – Dezembro 2011

    Numa floresta do Panamá, há 25 mil espécies de artrópodes


    Trabalho inédito avaliou a biodiversidade numa dada área de floresta tropical à procura de escaravelhos, abelhas, formigas e outros artrópodes.
    O escaravelho Megasoma elephas vive no solo, por baixo da folhagem, na floresta de San Lorenzo CORTESIA DE THOMAS MARTIN, JEAN-PHILIPPE SOBCZAK E HENDRIK DIETZ
    Ao contrário dos mamíferos, dos répteis ou das aves, o número de espécies de artrópodes que vivem nas florestas tropicais é uma grande incógnita. Os biólogos diziam que eram muito mais do que as que existem nas florestas temperadas e têm sido feitas várias estimativas. Mas nunca, até agora, se tinha realizado uma amostragem intensiva numa floresta tropical das espécies deste grupo animal.
    Um consórcio de cientistas foi para uma floresta de Panamá, à procura de artrópodes de todos o tipo. Recolheu em dois anos 129.494 exemplares de 6144 espécies diferentes e estimou que, nos 6000 hectares dessa floresta, existiam 25 mil artrópodes, segundo relatou a equipa nesta sexta-feira na revista Science.
    O trabalho de campo, em 2003 e 2004, foi na floresta de San Lorenzo. Os 102 cientistas envolvidos no estudo, liderados por Yves Basset, coordenador da Iniciativa Artrópode do Instituto Smithsonian de Investigação Tropical do Panamá, passaram os oito anos seguintes a analisar os exemplares recolhidos e a catalogar as suas espécies. Esta informação serviu ainda para analisar a biodiversidade da floresta.
    “Desenvolvemos vários tipos de métodos para recolher diferentes subtipos de artrópodes que poderíamos encontrar na floresta”, explicou Basset em declarações num podcast da Science. “Aplicámos estes métodos desde o solo até à parte superior das copas florestais.”
    Ao todo, usaram 14 métodos diferentes em cada sítio de amostragem no Panamá. Puseram técnicos a subir às árvores, foram à procura de nichos ecológicos, utilizaram balões de ar para alcançar os estratos mais altos da copa das árvores. Tentaram apanhar borboletas, moscas, escaravelhos, abelhas, formigas, insectos herbívoros, carnívoros, parasitas. Repetiram esta amostragem em mais 12 locais, em várias épocas do ano para ter a certeza de que apanhavam as várias fases de metamorfose das espécies.
    A equipa utilizou depois modelos de biodiversidade para extrapolar o número de espécies que existem naquela floresta. Estimaram que há ali 25 mil espécies de artrópodes. O número de espécies novas para a ciência ainda não foi revelado, mas, segundo a estimativa da equipa, em grupos como os dos escaravelhos as espécies novas podem chegar aos 60 a 70%.
    A equipa concluiu ainda que cerca de 60% desta biodiversidade pode ser encontrada em apenas um quilómetro quadrado de floresta, o que facilita este tipo de investigação noutros locais do mundo. Além disso, há uma relação estreita entre o número de artrópodes e de outros grupos de seres vivos: por cada espécie de planta vascular, ave ou mamífero existe respectivamente 20, 83 e 312 espécies de artrópodes.
    Estas relações ecológicas podem ajudar a determinar o número de espécies noutras florestas tropicais. “As 25 mil espécies estimadas indicam que há um grande número de genes de artrópodes. A tragédia é que estas florestas tropicais estão a desparecer muito rapidamente, por isso podemos perder todos estes genes antes de sabermos o que fazer com eles e se podem ser úteis à humanidade”, defende Yves Basset numa entrevista aos jornalistas proporcionada pela Science.
    Fonte: Público.pt