segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Países unem-se contra a caça à baleia no Japão


Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

Países unem-se contra a caça à baleia no Japão

Aliando-se à Austrália, a Nova Zelândia prepara-se para instaurar um processo judicial contra o Japão pela prática de caça às baleias nos mares da Antártida.
 
Em comunicado, o ministro neozelandês dos Negócios Estrangeiros, Murray McCully afirma que o seu país “tem todo o interesse em garantir que a Comissão Baleeira Internacional funcione de modo efetivo e que a Convenção para a Caça à Baleia seja corretamente interpretada e aplicada”.
 
McCully ainda acrescenta que “o executivo Governo continuará a usar todos os meios possíveis para tentar parar a caça à baleia pelo Japão no Oceano Antártico”.
 
Desde 1986 que a caça comercial à baleia é proibida por uma moratória. Porém, a Convenção para a Regulação da Caça à Baleia abre algumas exceções, entre as quais a captura para fins científicos, motivo avançado pela nação nipónica.
 
Só no último ano, o Japão matou cerca de 540 baleias alegando razões de ordem científica. No entanto, a carne das baleias acaba sempre por ser comercializada, o que indigna os países em causa e as entidades de proteção dos animais.
 
A queixa feita pelos australianos data de 2010 e está a ser analisada pelo Tribunal Internacional de Justiça, em Haia.

Notícia sugerida por Vítor Fernandes]
Fonte: Boas noticias

domingo, 25 de novembro de 2012

Lista das espécies ameaçadas

www.iucnredlist.org
Fonte: rtp2/ biosfera; produção: farol de ideias

sábado, 24 de novembro de 2012

Utilização crescente do carvão para produção de eletricidade “é a pior opção” – Quercus


actualizado: Fri, 09 Nov 2012 09:30:10 GMT | de Lusa
A Quercus defendeu que a utilização crescente do carvão para a produção de eletricidade é “a pior opção” do ponto de vista energético e ambiental, apelando à intervenção europeia para encarecer as emissões de dióxido de carbono.
Central térmica da EDP, central de produção de energia elétrica, em Abrantes a 27 de Junho de 1997. Manuel Moura / Lusa
Central térmica da EDP, central de produção de energia elétrica, em Abrantes a 27 de Junho de 1997. Manuel Moura / Lusa
Lisboa, 09 nov (Lusa) – A Quercus defendeu hoje que a utilização crescente do carvão para a produção de eletricidade é “a pior opção” do ponto de vista energético e ambiental, apelando à intervenção europeia para encarecer as emissões de dióxido de carbono.
“Do ponto de vista energético e ambiental, o carvão é um erro, é a pior opção”, afirmou à Lusa Francisco Ferreira, da associação ambientalista Quercus, reagindo à notícia de que um quarto do consumo de eletricidade em Portugal, nos primeiros dez meses do ano, foi abastecido pela produção a partir de carvão, sendo atualmente a principal fonte para produção de elétrica.
Francisco Ferreira explicou que a produção de eletricidade a partir de carvão tem “enormes perdas”, quando comparada com as centrais a gás, além de emitir três vezes mais dióxido de carbono.
“Numa central térmica a carvão, há enormes perdas, sendo aproveitado apenas cerca de 32% do poder calorífico, quando nas centrais de ciclo combinado a gás natural, o aproveitamento ronda os 56%”, avançou.
Da perspetiva ambiental, acrescentou, as centrais a carvão representam quase o triplo das emissões de dióxido de carbono, em relação às congéneres a gás.
O responsável da Quercus atribui esta crescente utilização do carvão como fonte para a produção de eletricidade ao preço: “O facto de os Estados Unidos estarem a introduzir no mercado o gás de xisto leva a que o carvão desça de preço para ser competitivo”.
“A isso acresce o facto de não haver limitações no que respeita ao dióxido de carbono. As empresas têm uma enorme folga e mesmo que excedam as emissões, o carbono está muito barato no mercado”, referiu.
Para o ambientalista, “o fator económico é absolutamente decisivo”, advogando que “tem que haver uma intervenção à escala europeia para tornar o dióxido de carbono suficientemente caro” para dissuadir a sua utilização.
“Quando se quer entrar numa lógica de mercado, na questão da energia, é preocupante, porque poderíamos ter menos emissões se estivéssemos a apostar no gás natural em vez do carvão”, declarou.
Como a Lusa avançou, de acordo com os dados disponibilizados na página da REN – Redes Energéticas Nacionais, até outubro, 25% do consumo de eletricidade foi assegurado pela produção a partir de carvão, 22% a gás natural, sendo a eólica a terceira principal fonte de energia para a produção de eletricidade, tendo assegurado 19% do consumo.
Apesar de uma ligeira melhoria, outubro foi um mês seco - com a quantidade de água nas barragens a representar 60% dos valores normais para esta época -, tendo a produção hídrica caído 56% nos primeiros dez meses do ano, garantindo apenas 9% do consumo.
Em compensação, a importação comercial de eletricidade aumentou 102,8% até outubro, representando cerca de 17% do consumo.
A tendência de redução do consumo de eletricidade apresentou um abrandamento no mês de outubro, com uma contração de apenas 2,5% em relação ao período homólogo, de acordo com a REN.
JNM // VC.
Msn

Magusto em Coimbra com castanhas assadas ao sol


actualizado: Sat, 10 Nov 2012 15:35:11 GMT | de Lusa
Uma dezena e meia de pessoas fizeram, em Coimbra, um magusto com castanhas assadas ao sol, através de fornos que concentram a energia solar.Participantes assistem a uma demonstração de construção de cozinha solar tipo funil., numa iniciativa para assinalar o Dia de S. Martinho, em Coimbra, 10 de novembro 2012. (© ACOMPANHA TEXTO)
Participantes assistem a uma demonstração de construção de cozinha solar tipo funil., numa iniciativa para assinalar o Dia de S. Martinho, em Coimbra, 10 de novembro 2012. (ACOMPANHA TEXTO) PAULO NOVAIS / LUSA
Coimbra, 10 nov (Lusa) – Uma dezena e meia de pessoas fizeram hoje, em Coimbra, um magusto com castanhas assadas ao sol, através de fornos que concentram a energia solar.
A iniciativa integrou-se numa ação de formação sobre a construção de fornos solares (também conhecidos por cozinhas solares) para a confeção de alimentos, com recurso a esta energia, promovida pelo docente da Universidade do Algarve Celestino Ruivo.
As condições climatéricas, dominadas, ao início da manhã, por chuva e neblina, fizeram com que a ação decorresse nas instalações da Associação para o Desenvolvimento Aerodinâmico Industrial (ADAI), em Coimbra, em prejuízo do Jardim Botânico da cidade, como estava previsto.
Os participantes na sessão não deixaram, no entanto, de ensaiar a capacidade e eficiência do equipamento que aprenderam a construir, assando castanhas em fornos solares, colocados no passeio da rua, em frente à ADAI, pois, a partir do meio da manhã, a chuva parou e houve sol, embora, por vezes, o céu estivesse encoberto por nuvens.
Depois de, ao fim de alguns minutos, ter sido estrelado um ovo, com recurso aquele meio, não havia, ao final da manhã, quem não acreditasse, entre os frequentadores do curso, que iria saborear castanhas assadas ali, à custa dos raios solares.
“É uma questão de tempo”, assegurava, à agência Lusa, Teresa Ribeiro, reformada, depois de ter fotografado o ovo “quase estrelado, para mostrar às filhas”.
Alice Santos partilhava o otimismo de Teresa e do marido, António, sublinhando que esta não seria a primeira vez que iria comer alimentos confecionados neste sistema.
Cláudia Marques participava no curso não por duvidar “dos meios alternativos à energia a que normalmente recorremos”, mas para aprender a construir um forno e a utilizá-lo, “por exemplo, em piqueniques”, enquanto Alexandra Nogueira admitia instalar um forno solar na casa que possui na Serra do Açor.
“O tempo não ajuda”, reconhecia o promotor da iniciativa, salientando, no entanto, que, apesar disso, “importante é demonstrar” que estes fornos funcionam e que é possível recorrer a eles, mesmo no dia-a-dia, bastando, para isso, “organizar a vida”.
Em sua casa, exemplifica Celestino Ruivo, os alimentos são cozinhados por este meio, sendo, frequentemente, conservados em recipientes isolantes da temperatura até à hora de serem consumidos.
O docente de engenharia mecânica “veio do Algarve, de propósito” para esta sessão, gratuita para os participantes, essencialmente “por amor à causa”, por “um amor talvez um pouco doentio à causa”, disse à agência Lusa.
Mas “nunca se sabe se amanhã, não terei de recorrer” a estas sessões e à construção de fornos solares para viver, admitiu.
Um forno de construção artesanal custa entre 15 e 20 euros em materiais, calcula o docente da Universidade do Algarve, sublinhando que se trata de uma estrutura simples (pode mesmo ser feita de cartão) revestida por um refletor (desde o chamado papel brilhante ao alumínio, por exemplo), mas ele comprou um no México por cerca de 150 euros.
Celestino Ruivo, que tem feito este tipo de sessões noutros países, como em Espanha, Brasil e Índia, estará no domingo, dia 11, a partir das 11:00, na Feira do Porco e do Enchido, em Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, a “conversar sobre o tema” e, se o tempo ajudar, a “degustar castanhas ‘solarmente’ assadas”.
JEF // HB
Fonte: msn

Gelo do Ártico está a desaparecer a uma velocidade superior à prevista


actualizado: Mon, 05 Nov 2012 22:32:45 GMT | de Lusa
A neve desapareceu no Ártico durante a primavera a uma velocidade superior à prevista nos modelos de alterações climáticas, indicam cientistas canadianos em artigo hoje divulgado na revista “Geophysical Resarch Letters”, noticia a Efe.
epa03402558 A handout photo provided by the Greenpeace organization on 19 September 2012 shows an aerial view of the crew of the Greenpeace ship MY Arctic Sunrise constructing a 'heart' with the flags of the 193 country members of the United Nations on an ice floe north of the Arctic Circle, on 14 September 2012. The heart-shape display of the flags is suspended by wires a few centimetres from the ice surface and shall symbolize an emotional appeal for united global action to protect the Arctic, Greenpeace said. The Greenpeace International is hosting an event in New York on the eve of the UN General Assembly which will present the latest science on changes in the Polar regions and then discuss an appropriate response from the international community. EPA/Danile Beltra / GREENPEACE INTERNATIONAL / HANDOUT IMAGE AVAILABLE FOR DOWNLOAD BY EXTERNAL MEDIA FOR 14 DAYS AFTER RELEASE. TERMS OF DELIVERY: NO THIRD PARTIES, NO RESALE, NO ARCHIVE, FOR EDITORIAL USE ONLY, NOT FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. CREDIT-LINE COMPULSORY. HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
epa03402558 A handout photo provided by the Greenpeace organization on 19 September 2012 shows an aerial view of the crew of the Greenpeace ship MY Arctic Sunrise constructing a 'heart' with the flags of the 193 country members of the United Nations on an ice floe north of the Arctic Circle, on 14 September 2012. The heart-shape display of the flags is suspended by wires a few centimetres from the ice surface and shall symbolize an emotional appeal for united global action to protect the Arctic, Greenpeace said. The Greenpeace International is hosting an event in New York on the eve of the UN General Assembly which will present the latest science on changes in the Polar regions and then discuss an appropriate response from the international community. EPA/Danile Beltra / GREENPEACE INTERNATIONAL / HANDOUT IMAGE AVAILABLE FOR DOWNLOAD BY EXTERNAL MEDIA FOR 14 DAYS AFTER RELEASE. TERMS OF DELIVERY: NO THIRD PARTIES, NO RESALE, NO ARCHIVE, FOR EDITORIAL USE ONLY, NOT FOR MARKETING OR ADVERTISING CAMPAIGNS. CREDIT-LINE COMPULSORY. HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
Toronto, Canadá, 05 nov (Lusa) – A neve desapareceu no Ártico durante a primavera a uma velocidade superior à prevista nos modelos de alterações climáticas, indicam cientistas canadianos em artigo hoje divulgado na revista “Geophysical Resarch Letters”, noticia a Efe.
Investigadores do Serviço Meteorológico do Canadá apuraram que a redução da cobertura de neve na Eurásia durante o mês de junho tem batido recordes consecutivos desde 2008.
Já na parte da América do Norte, houve perdas inéditas na quantidade de neve em três dos últimos cinco anos.
A rápida redução da camada de gelo no Ártico tem causado grande preocupação na comunidade científica internacional.
O agosto, o Centro de Informação de Gelo e Neve dos Estados Unidos alertou que o gelo do Ártico se tinha derretido a níveis nunca vistos desde o início das observações da cobertura gelada e superiores ao recorde registado em 2007.
Da mesma forma, a Agência Espacial Europeia adiantou também, em agosto, que o gelo do Ártico está a desaparecer a uma velocidade superior em 50 por cento à prevista pelos cientistas.
RN // ARA.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Maior central solar do mundo iluminará 72 mil casas


Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
Maior central solar do mundo iluminará 72 mil casas
O projeto da central solar Solana que está a nascer no Arizona, EUA
A partir de 2013, a maior central solar do mundo vai iluminar cerca de 72 mil residências no Arizona, EUA. A temperatura média de 25ºC e o "sol escaldante" do estado norte-americano tornaram-no o local ideal para a construção da estrutura, que vai dar emprego permanente a 85 pessoas.
A central solar está a ser construída por 2.300 pessoas ao serviço da empresa espanhola Abengoa e a construção deste "templo solar" futurista, próximo da cidade de Gila Bend, a cerca de 100 quilómetros de Phoenix, deverá estar concluída no próximo ano.
A nova estrutura, batizada Solana, funciona como qualquer outra central termoelétrica do mundo, com a diferença de que é "projetada para o armazenamento térmico", explica Emiliano García, diretor-geral do projeto, citado pela agência EFE. Portanto, a fábrica "é capaz de continuar a produzir eletricidade até seis horas depois do pôr do sol graças a um sistema idêntico ao dos termos "que mantêm o café quente".
Todo o fluido quente que sobrar da produção da eletricidade ao longo do dia será transportado para tanques próprios para o efeito, onde será armazenado a 400ºC e voltará a transformar-se em "combustível solar" quando escurecer.
Segundo a Abengoa, quando entrar em pleno funcionamento, a central solar vai produzir 280 megawatts/hora, uma quantidade de energia que, na Europa (onde o consumo energético médio de um lar é quase metade do que se regista nos EUA) poderia abastecer cerca de 140 mil casas, mas que, mesmo nos EUA, vai permitir o abastecimento energético de 72 mil residências dentro do estado.
A empresa adianta ainda que a Solana vai evitar a emissão para a atmosfera de 475 mil toneladas de CO2 por ano e que os componentes essenciais da fábrica - vidro e aço - são recicláveis, o que a torna uma estrutura com grande caráter ecológico. 
De salientar que o projeto já foi mencionado por diversas vezes pelo presidente norte-americano Barack Obama, recentemente reeleito, como exemplo, naquele país, de transição para as energias limpas e de criação de empregos "verdes". 
Fonte: Boas noticias