quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Maior central solar do mundo iluminará 72 mil casas


Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012
Maior central solar do mundo iluminará 72 mil casas
O projeto da central solar Solana que está a nascer no Arizona, EUA
A partir de 2013, a maior central solar do mundo vai iluminar cerca de 72 mil residências no Arizona, EUA. A temperatura média de 25ºC e o "sol escaldante" do estado norte-americano tornaram-no o local ideal para a construção da estrutura, que vai dar emprego permanente a 85 pessoas.
A central solar está a ser construída por 2.300 pessoas ao serviço da empresa espanhola Abengoa e a construção deste "templo solar" futurista, próximo da cidade de Gila Bend, a cerca de 100 quilómetros de Phoenix, deverá estar concluída no próximo ano.
A nova estrutura, batizada Solana, funciona como qualquer outra central termoelétrica do mundo, com a diferença de que é "projetada para o armazenamento térmico", explica Emiliano García, diretor-geral do projeto, citado pela agência EFE. Portanto, a fábrica "é capaz de continuar a produzir eletricidade até seis horas depois do pôr do sol graças a um sistema idêntico ao dos termos "que mantêm o café quente".
Todo o fluido quente que sobrar da produção da eletricidade ao longo do dia será transportado para tanques próprios para o efeito, onde será armazenado a 400ºC e voltará a transformar-se em "combustível solar" quando escurecer.
Segundo a Abengoa, quando entrar em pleno funcionamento, a central solar vai produzir 280 megawatts/hora, uma quantidade de energia que, na Europa (onde o consumo energético médio de um lar é quase metade do que se regista nos EUA) poderia abastecer cerca de 140 mil casas, mas que, mesmo nos EUA, vai permitir o abastecimento energético de 72 mil residências dentro do estado.
A empresa adianta ainda que a Solana vai evitar a emissão para a atmosfera de 475 mil toneladas de CO2 por ano e que os componentes essenciais da fábrica - vidro e aço - são recicláveis, o que a torna uma estrutura com grande caráter ecológico. 
De salientar que o projeto já foi mencionado por diversas vezes pelo presidente norte-americano Barack Obama, recentemente reeleito, como exemplo, naquele país, de transição para as energias limpas e de criação de empregos "verdes". 
Fonte: Boas noticias

domingo, 18 de novembro de 2012

Electro caca


Excrementos de cão iluminam parque nos EUA
Um parque destinado ao passeio de cães em Cambridge, Massachusetts (EUA), foi equipado com um “digestor de metano”, que será usado para criar energia e iluminar um candeeiro de rua. E qual é o combustível para o gerador? Fezes de cão.
A iniciativa está a ser levada a cabo pela organização do projecto do projecto Park Spark, que pede aos donos dos canídeos que coloquem os dejectos dos animais no tanque do digestor de metano. Aí microrganismos decompõem a matéria biodegradável sem a presença de oxigénio, libertando gás metano que é depois queimado para produzir energia e alimentar o candeeiro. Foi instalada uma roda giratória no cimo do tanque para que os utilizadores do parque revolvam os conteúdos, ajudando a que mais gás suba á superfície.
A equipa do Park Spark espera que o digestor seja posteriormente usado para alimentar outros objectos, como máquinas de pipocas ou projectores de luz – desde que haja mais caca.
Fonte: quero saber Novembro 2010

Criada rede de áreas protegidas em alto mar


São seis as zonas livres de pesca e ficam a norte dos Açores e a oeste da Irlanda.
Os ministros do Ambiente de 15 países europeus acordaram, num encontra em Bergen, na Noruega, a criação de uma rede de áreas protegidas marinhas em alto mar, fora do controlo dos governos. Esta rede inclui seis zonas livres de pesca em áreas remotas do Oceano Atlântico, de “elevado valor ecológico”, que abrangem 285 Km². Todas as áreas estão para lá das 200 milhas náuticas (370,4 Km), o limite das zonas económicas exclusivas dos países, e a maioria situa-se a norte do arquipélago dos Açores e a oeste da Irlanda. Portugal colaborou na definição das quatro das seis áreas. Esta protecção pode significar proibições á pesca, exploração petrolífera no fundo do mar e, talvez, restrições á circulação de navios. Autora: Cristina Espada.
Fonte: quero saber Novembro 2010

sábado, 17 de novembro de 2012

Combustíveis biológicos


Cinco factos
1.      Teste do tempo
Os biocombustíveis são tão antigos quanto o automóvel: Henry Ford planeou alimentar o modelo T com etanol – álcool obtido de açúcares ou farinhas.
2.      Bioetanol
O bioetanol é uma alternativa á gasolina e ao gasóleo, e pode ser fabricado a partir de cana-de-açúcar ou cereais como o milho e o trigo.
3.      Desvantagem
A quantidade de careais necessária para atestar um SUV com 95 litros de etanol seria suficiente para alimentar uma pessoa durante um ano.
4.      Questão global
Responsáveis das Nações Unidas estimam que 60 milhões de pessoas encontram-se em risco de se tornarem refugiados do biocombustível.
5.      Produção
Em 2030, a produção mundial de biocombustíveis será de 5,9 milhões de barris por dia, segundo a agência de informação energética dos EUA.
Sabia que… Projecções realistas partilham a convicção de que a produção de biocombustíveis instigará um aumento da cota de terreno fértil mundial dedicada á produção da biomassa necessária? Este aumento fará com que essa cota atinja 4% em 2030. Deverá ser possível satisfazer cinco por cento das necessidades de combustível dos transportes rodoviários e os biocombustíveis de segunda geração poderão já estar a ser amplamente comercializados.
Fonte: quero saber Outubro 2010

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Tokelau: A primeira ilha a viver só de energia solar


Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
Tokelau: A primeira ilha a viver só de energia solar
A ilha de Tokelau, localizada no Pacifico Sul, é o primeiro território do mundo a viver exclusivamente da energia solar, tendo-se tornado 100% autossuficiente em termos energéticos.

Tal como o Boas Notícias deu conta
 em Agosto último, o esforço em direção à autossuficiência começou em Abril deste ano, com a intenção de substituir o anterior sistema de eletricidade, alimentado essencialmente a diesel, por 4.032 painéis solares e 1344 baterias.

Em comunicado enviado à AFP, o coordenador do projeto, Mike Bassett-Smith, da empresa Powersmart Solar, responsável pela instalação do sistema, refere que “muitas nações do Pacífico têm dificuldade em fornecer uma alta proporção de acesso à energia elétrica à população, e, mesmo quando o fazem, a oferta desta energia a preços acessíveis é um desafio adicional”.

Assim, a instalação deste sistema elétrico, mais eficaz e ecológico que o anterior, “é um de grande importância para o contínuo bem-estar” da ilha Tokelau, acrescenta Bassett-Smith.

Agora, o próximo passo é estender a outras ilhas do arquipélago da Nova Zelândia, como as ilhas Cook e Tonga, este sistema de energia renovável.

“Concluído no prazo e dentro do orçamento, este projeto é um excelente exemplo de como pequenas nações do Pacífico podem liderar o caminho em direção à energia renovável”, salienta o ministro dos negócios estrangeiros da Nova Zelândia, Murray McCully.

[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes]
Fonte: boas noticias.pt

Omniflow: Novo gerador eólico e solar optimiza energia


Segunda-feira, 05 de Novembro de 2012
Omniflow: Novo gerador eólico e solar optimiza energia
Em condições ideais, este sistema pode reduzir a fatura da luz em 100% - Clique no link para ver um vídeo do Omniflow em funcionamento
Esta notícia tem conteúdo multimédia, clique aqui para visualizar
O engenheiro português Pedro Ruão desenvolveu um gerador de energia inovador a nível mundial. Além de aliar a energia eólica à energia solar, o Omniflow tem uma turbina vertical que capta o vento de uma forma mais eficiente, o que resulta num alto rendimento em termos de produção de energia.
 
Ao Boas Notícias, Pedro Ruão, um engenheiro de materiais de 33 anos, explica que este sistema dirigido à rede de microgeração se distingue dos outros geradores sobretudo devido à sua “turbina vertical que está envolta por uma estrutura fixa, em forma de asa invertida, que acelera e direciona o vento para a turbina numa trajetória ciclónica ascendente”.

Isto permite que o Omniflow, ao contrário dos aerogeradores tradicionais que se regulam pela direção do vento, tenha um arranque mais rápido permitindo que o mecanismo funcione em condições climáticas adversas e independentemente da direção dos ventos. Por outro lado, este formato garante um funcionamento mais silencioso do que os geradores eólicos tradicionais, o que permite o seu funcionamento em zonas residenciais.
 
Além disso, a asa do equipamento está equipada com células fotovoltaicas, que transformam este gerador numa fonte de energia dupla: eólica e solar. “É nesta asa que se encontram as células fotovoltaicas divididas em 3 zonas como se fossem 3 painéis solares independentes que evitam perdas por efeitos de sombra”, explica o engenheiro.

Pedro Ruão apresentou pela primeira vez o conceito no âmbito do Prémio Inovação EDP Richard Branson 2010. Entretanto, o jovem engenheiro desenvolveu o conceito, introduziu melhorias e, em 2011, apresentou o projeto à COTEC - Associação Empresarial para a Inovação que forneceu o financiamento para avançar com a comprovação da tecnologia e a construção de um protótipo que está já a funcionar.
 
Reduzir fatura da eletricidade em 100%
 
O primeiro protótipo criado é o OM 3.8 que, na sua componente técnica, conta com um rotor de 1.75 metros de diâmetro e uma potência nominal de 2kW e 3kW. A asa solar apresenta três metros de diâmetro, oferecendo mais 0.8kW de potência nominal.
 
Este sistema pode-se instalar no telhado de edifícios ou condomínios, bem como no solo, apresentando uma elevada produção de energia graças ao seu funcionamento em espiral ascendente, que se assemelha ao de um furacão, podendo reduzir a fatura da luz até 100% numa casa moderna.
 
“Por regra, os sistemas eólicos são instalados em localizações com velocidades médias de vento superiores a 5,5m/s e sem obstruções de grandes dimensões nas proximidades. Com estas condições, é possível reduzir a fatura da luz a 100%, numa casa com um consumo anual na ordem dos 3500-4000 kW por hora”, explica Pedro Ruão.
 
Novo modelo para aplicações de grande dimensão
 
O primeiro modelo, OM 3.8, terá um custo de mercado na ordem dos 9.800 euros sem a opção solar. Caso o comprador queira incluir a vertente solar, o sistema terá um custo de cerca de 11.600 euros, podendo variar consoante as características específicas de cada instalação. Valores bastante atrativos em comparação com outras soluções de microgeração de energia.
 
Para o futuro, o engenheiro avança ao Boas Notícias que será lançado o modelo OM 6.2 com uma capacidade eólica na ordem dos 6kW e 2kW na componente solar. Este sistema, que apresenta uma capacidade produtiva mais elevada que o modelo anterior, é destinado a aplicações industriais, grandes edifícios e grandes painéis publicitários.

O primeiro protótipo do Omniflow já está a funcionar mas Pedro Ruão está agora a desenvolver contactos para encontrar o financiamento necessário à comercialização deste gerador.

Clique AQUI para aceder ao site do Omniflow e AQUI para aceder à página no Facebook.
Fonte: boas noticias .pt