segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A estrutura da atmosfera terrestre


Eis como o ozono se estende a partir da superfície terrestre
Ozono troposférico – começa ao nível do solo e vai até uma altitude de 15km. É aquecido por energia vinda da superfície. A camada mais baixa é a mais quente: a temperatura baixa com a altitude. O calor e os clorofluorcarbonetos [?] originam uma difusão violenta, produzindo elevados níveis de ozono prejudiciais á vida.
Ozono estratosférico – Entre 10 e 50km acima da estratopausa. Contem até 90% do ozono da Terra. A estratosfera contém o nível mais elevado do planeta, entre 2 a 8 partes por milhão. Este reage com os raios UVB, produzindo a camada de ozono.
A estratosfera “divide-se” em camadas de temperatura devido á absorção dos UVB. O calor aumenta com a altitude: a temperatura no topo da estratosfera não ultrapassa -3°C.
Fonte: quero saber Outubro 2010

domingo, 14 de outubro de 2012

A camada de ozono á lupa


Podemos ouvir falar muito dela e, sobretudo, como estamos a destruí-la aos poucos, mas o que é a camada de ozono?
A camada de ozono é, basicamente, a rede de segurança do planeta Terra. Localizada cerca de 50km acima da superfície terrestre, é composta por O3 (ozono) e tem até 20km de espessura. Noventa por cento deste gás protector, crucial á vida na Terra, encontra-se na estratosfera do planeta. O ozono age como um escudo contra a radiação ultravioleta, ou UVB. Estas emissões prejudiciais são enviadas através dos raios solares e, sem o ozono, afectariam gravemente o equilíbrio ecológico do planeta, comprometendo a biodiversidade. Os raios UVB baixariam os níveis de plâncton no oceano, reduzindo as provisões de peixe. O crescimento vegetal também diminuiria, afectando a produtividade agrícola. A população humana seria afectada e exposta a um aumento de doenças dermatológicas como o cancro da pele. Mas como é que o ozono nos protege? As moléculas de ozono consistem em 3 átomos de oxigénio – daí a fórmula O3. O ozono estratosférico absorve radiação UVB, além de electrões energéticos, o que resulta na divisão do O3 num átomo O e uma molécula O2. Quando o átomo O encontra outra molécula O2, fundem-se e recriam o O3. Isto significa que a camada de ozono absorve os UVB sem se consumir. A camada de ozono absorve até 99% da radiação UV de alta frequência, transformando-a em calor após a sua reacção atómica combustível, criando assim a própria estratosfera – e incubando a vida na Terra.
Mas o ozono não existe só a tal altitude. Encontra-se também na camada em redor da superfície da Terra: 10 a 18km acima de nós, recebe o nome de ozono troposférico, ou “ozono mau”, por oposição á função da estratosfera. Este ozono ocorre em circunstâncias naturais, em pequenas quantidades, iniciando um processo de remoção de hidrocarbonetos do ar, libertado por plantas e pelo solo, ou quando se verificam transferências ocasionais de ozono da estratosfera, em altitude, para a baixa troposfera, junto á superfície terrestre. No entanto, a sua má reputação deve-se sobretudo á sua interacção com a radiação ultravioleta, e com compostos orgânicos voláteis e óxidos de azoto, resultantes da utilização de combustíveis fósseis, nomeadamente em centrais eléctricas e transportes rodoviários. Na ocorrência de temperaturas do ar elevadas, este processo gera altas quantidades de ozono, que podem ter um efeito tóxico sobre todas as formas de vida orgânica.
Fonte: quero saber Outubro 2010

sábado, 13 de outubro de 2012

Eles também sentem a morte?


Os animais reagem como o ser humano face à morte de um dos seus semelhantes? Os zoólogos deparam com casos difíceis de interpretar.
Em 2003, após uma mordedura fatal de serpente, Eleonor, uma elefante fêmea de 40 anos, tombou no chão da Reserva Nacional de Samburu, no Quénia. A sua congénere Graceaproximou-se para socorrê-la e conseguiu que reagisse um pouco, mas Eleonor voltou a cair. Em seguida, Grace passou ao seu lado uma longa noite de agonia até Eleonor morrer. Depois, numerosos elefantes, tanto parentes da vítima como simples estranhos, vieram visitar o cadáver.
O zoólogo britânico Iain Douglas-Hamilton, que se encontrava a estudar o comportamento dos proboscídeos na zona, escreveu, num estudo de 2006, que o caso constituía  “um exemplo de como elefantes e seres humanos podem partilhar emoções, como o pesar, e reconhecer e estar envolvidos na morte”. Outros especialistas destacaram o interesse que estes mamíferos manifestam pelos ossos e presas de elefantes aparentados, os quais tocam e removem com a tromba, mesmo decorridos anos depois do óbito.
Algo de semelhante acontece com os chimpanzés: Tina morreu devido ao ataque de um leopardo e o macho alfa do grupo manteve-se junto do cadáver durante horas, impedindo que outros se aproximassem. Só deixou que Tarzan, irmão de Tina, se sentasse ao seu lado. Segundo a antropóloga Barbara King, “o macho alfa reconheceu o forte laço emocional entre Tina e Tarzan e agiu com empatia”. O facto é que, como nos explica o primatólogo Frans de Waal, “os chimpanzés reagem à morte dos seus congéneres e parece que a veem como uma mudança profunda: não comem, ficam deprimidos e, por vezes, perdem peso”.
Outra história semelhante tornou-se conhecida graças ao impacto mediático suscitado pela foto da fêmea de gorila Gana com o filho Cláudio suspenso da boca, morto devido a uma deficiência genética no coração. Os comovidos visitantes do zoo de Munster, na Alemanha, foram testemunhas dos esforços da mãe para reanimar, embalar e transportar o bebé às costas; todos se reconheceram na tristeza, dor e consternação que o comportamento de Gana refletia. O caso ocorreu em 2008.
Cuidado para não humanizar
Os tratadores de golfinhos também conhecem o abalo que a morte de um exemplar causa no resto do grupo. Alterações do apetite, desânimo e apatia são sintomas frequentes que podem muito bem ser associados à depressão. Todas estes exemplos nos parecem familiares, equivalentes às manifestações de dor e sofrimento que as pessoas experimentam durante o luto. O paradigma darwinista confere sentido à ideia de que existe um contínuo na evolução e contribui para desmentir a excecionalidade humana entre os restantes seres vivos. Se existe uma sequência evolutiva, é expectável que comportamentos que se pensava serem exclusivos do homem estejam, na realidade, distribuídos pelos diferentes grupos taxonómicos, como nos casos anteriores.
Todavia, há cientistas que reclamam prudência. A lógica darwinista pode tornar plausíveis determinados raciocínios, mas qualquer afirmação tem de se sustentar em provas. Além disso, é conhecida a tendência do homem para atribuir qualidades humanas a cães e outros animais de estimação, ou mesmo a objetos, como devem saber alguns proprietários de automóveis ou motas. Trata-se daquilo que é designado por “antropomorfização”, e é como se estivéssemos a sobrepor emoções, intenções e estados mentais sobre as coisas com o objetivo de tornar a realidade mais reconfortante.
Estaremos a cair na antropomorfização quando atribuímos sentimentos a elefantes ou macacos? Estaremos a conferir-lhes algo precioso que, na realidade, apenas existe na mente de quem observa? Frans de Waal mostra-se cuidadoso na interpretação de certos fenómenos: “A partir dos dados obtidos, é impossível saber se compreendem o que está a acontecer, e menos ainda se poderá concluir que têm consciência da sua própria mortalidade.”
O etólogo Josep Call pronuncia-se no mesmo sentido: “Há observações que nos levam a pensar que chimpanzés e outros seres vivos sentem emoções e sofrem. No entanto, é preciso reunir mais dados empíricos e sistemáticos sobre o tema.” Seja como for, o facto de os seres vivos reconhecerem a morte não é um acontecimento extraordinário. Pelo contrário, é bastante habitual.
Por exemplo, Edward O. Wilson, fundador da sociobiologia e um dos maiores peritos em formigas, observou que estes insetos detetam os cadáveres de membros da sua espécie pelo odor caraterístico que emanam. Numa experiência, depositou uma gota de ácido oleico sobre uma formiga viva; as outras trataram-na como se estivesse morta e arrastaram-na para fora do formigueiro, como fazem habitualmente com os cadáveres.
Por outro lado, os etólogos conhecem comportamentos em que a morte faz parte do jogo da sobrevivência. É o caso dos animais que fingem estar mortos para evitarem o ataque de um predador, ou dos que arriscam a própria vida para salvar as crias, como acontece com algumas aves: simulam ter uma asa partida para atrair a atenção do inimigo e afastá-lo, dessa forma, do ninho.
Sentem dor ou só parecem senti-la?
Aquilo que chama a atenção não é, por conseguinte, o conhecimento da morte em si, mas as alegadas emoções que o facto provocaria em seres como os golfinhos ou os elefantes. Trata-se de espécies em cujos cérebros têm sido detetadas alterações no córtex pré-frontal e na amígdala, regiões que se ativam com as emoções humanas. São também criaturas extremamente sociáveis, que estabelecem fortes laços com os seus congéneres. A morte de um exemplar com o qual mantinham uma ligação afetiva pode produzir dor e pena. O problema de fundo é, por conseguinte, se os animais podem ter sentimentos e emoções. À partida, a impressão é afirmativa, mas será mesmo assim?
É impossível entrar na cabeça de um elefante ou de um gorila para saber o que sentem. No entanto, há cientistas que asseguram não ser necessário semelhante passo, pois as emoções transparecem através do conjunto de atitudes, gestos e ações. Será o comportamento como uma bola de cristal através da qual podemos ver os estados mentais?
A primatóloga Carmen Maté, da Universidade Pompeu Fabra (Barcelona), está convencida de que não é um erro falar em sentimentos animais: “Tal como podemos conhecer, através da linguagem não-verbal, os estados emocionais de uma pessoa, ainda que não partilhemos o idioma ou a cultura, essa identificação pode ocorrer com indivíduos de outras espécies.”
Carmen Maté, que foi diretora do zoo da capital catalã, assegura: “Os chimpanzés conseguem reconhecer os nossos estados emocionais, tal como nós captamos os seus. A diferença reside na nossa capacidade para exprimi-los por palavras. Os chimpanzés são muito expressivos nos trejeitos e nos gestos, fazem coisas semelhantes às humanas e nós também fazemos coisas parecidas com as deles, pois partilhamos o sistema límbico, responsável pelas emoções.”
A primatóloga está também convicta de que a consciência da morte está claramente associada à capacidade de empatia e simpatia, isto é, à disposição não só de identificar os estados emocionais como, também, de se colocar no lugar do outro. Os chimpanzés conseguem perceber que um companheiro do grupo está deprimido e procuram consolá-lo: “Estamos a falar de primatas que se reconhecem no espelho, que possuem aptidões cognitivas semelhantes às nossas em alguns casos, e que conseguem identificar estados emocionais para oferecer consolo. Se têm todas essas capacidades, por que não poderiam sentir como nós?”, pergunta Carmen Maté.
Além da vertente emocional, o reconhecimento da morte entre os seres humanos implica aceitar que a própria pessoa é mortal e que também irá desaparecer. Dado que é impossível averiguar se os gorilas sofrem crises existenciais, podemos adiantar, em contrapartida, que há experiências para avaliar o seu grau de autoconsciência. O reconhecimento no espelho constitui um teste ultrapassado por elefantes, chimpanzés e golfinhos, enquanto os restantes animais não conseguem aperceber-se de que estão a ver refletido o próprio corpo. Ultrapassar a prova significa ter, em algum grau, consciência de si próprio.
A dor e a tristeza observadas no reino animal obrigam-nos a rever a questão das diferenças que nos separam dos restantes seres vivos. Trata-se de saber onde colocar a linha de demarcação. Cada novo estudo permite acrescentar camadas de complexidade, precisão e gradualismo à interrogação. Encontramo-nos perante um problema de interpretação, e de saber como encará-lo com rigor. A falta de unanimidade entre a comunidade científica para interpretar a empatia, a dor, o luto ou a autoconsciência no mundo selvagem convida a que se façam mais experiências. No fim de contas, tal como afirma judiciosamente o psicólogo californiano Michael Gazzaniga, nunca nos passaria pela cabeça convidar um chimpanzé para sair, embora não saibamos muito bem porquê.
R.C.

Diálogo com Koko
A fêmea Koko, nascida em 1971, é um dos poucos gorilas que conseguiram aprender a linguagem de sinais, segundo os seus tratadores na Universidade de Stanford (Califórnia). Limitações fisiológicas impedem os símios de falar, mas podem adquirir uma “linguagem” rudimentar, que, no caso de Koko, chega às mil palavras. Carmen Maté explica, no seu livroSeis Olhares Sobre a Morte, a forma como a gorila utilizava a linguagem de sinais para se referir à morte (“buraco cómodo, adeus”, foi a sua resposta à pergunta sobre para onde iam os gorilas quando morriam) e aos seus sentimentos em relação ao motivo do luto (“dormir”) e à perda de um ser querido (“chorar”).

SUPER 162 - Outubro 2011

É possível alimentar o mundo inteiro sem pesticidas


Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012
É possível alimentar o mundo inteiro sem pesticidas
Clique no link abaixo para assistir ao documentário (por enquanto apenas disponível em francês)
Esta notícia tem conteúdo multimédia, clique aqui para visualizar
Alimentar o mundo inteiro é possível sem pesticidas. Quem o defende é Marie-Monique Robin, uma jornalista e documentarista francesa que percorreu o mundo para ouvir as opiniões de especialistas - de camponeses a engenheiros agrónomos - e concluiu que, sem o recurso a químicos, a população internacional seria capaz de produzir alimentos em quantidade suficiente para que ninguém passasse fome.
Robin, que tem trabalhado numa série documental de três partes sobre a contaminação alimentar desde 2008, acaba de lançar o seu mais recente trabalho, "Les Moissons du Futur" (As Colheitas do Futuro, em português), que se debruça sobre a questão da "agroecologia", uma combinação entre a agricultura, a sustentabilidade e a proteção do meio ambiente. 
"Durante a realização dos meus filmes participei em dezenas de conferências em que as pessoas me perguntavam: mas, afinal, é possível alimentar o mundo sem pesticidas?", conta a jornalista, também autora de várias obras sobre os direitos humanos na América Latina, em declarações à AFP. 
Com o seu novo documentário, o último da trilogia, Robin tentou compreender se é ou não possível resolver a crise alimentar seguindo a "agroecologia". Andou pelo planeta, do Japão ao México, passando pelo Quénia e os EUA, e reuniu-se com peritos, camponeses, agricultores e engenheiros agrónomos.
A conclusão foi clara: não só é possível produzir bens alimentares em quantidade suficiente para que não haja fome no mundo e sem prejudicar o planeta, como o facto de não se poder alimentar o mundo inteiro atualmente "se deve aos pesticidas", garante a jornalista.

Agricultura ecológica é a solução, assegura Robin
Para mudar esta realidade, adianta, deverá recorrer-se, então, à agricultura ecológica, que consiste num tratamento adequado do solo, no uso eficiente da água e no investimento em diversidade vegetal, uma mistura de fatores que permitiria pôr fim à situação atual e alimentar a Terra, alargando os benefícios à própria Natureza.
O filme, que será lançado em DVD no dia 16 de Outubro e acompanhado de um livro, ambiciona provar tal possibilidade, reunindo uma série de testemunhos de camponeses de todo o mundo que têm substituído os inseticidas por técnicas aparentemente simples, que matam as ervas-daninhas sem prejudicar o solo e sem efeitos nefastos na saúde.
A obra inspira-se também num trabalho de Oliver De Schutter, relator especial das Nações Unidas pelo direito à alimentação, que foi dado a conhecer em 2011 e que afirma que o método baseado na renovação dos solos e na eliminação dos fertilizantes químicos pode, inclusive, permitir melhorar os rendimentos das regiões mais pobres e adaptar-se mais facilmente às alterações climáticas.

[Notícia sugerida por Alexandra Maciel]
Fonte: Boas noticias

Inimigos do ozono


Em casa: CFC o que é: clorofluorcarbono. Onde estão: Antigos frigoríficos e aparelhos de ar condicionado, aerossóis. Facto: Desde 1987 que se tenta pôr fim ao CFC.
Lá fora: NO e N2Oo que são: Óxidos nítricos e nitrosos. Onde estão: fertilizantes, automóveis, Natureza. Facto: estão também na origem de chuvas ácidas.
Em todo o lado: CO2o que é: dióxido de carbono. Onde está: indústria, erupções vulcânicas, automóveis. Facto: cada português é responsável pela emissão de 6 toneladas de CO2 por ano.
Fonte: quero saber Outubro 2010

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O camarão-pistola


Este crustáceo detentor da sua própria arma é um dos residentes mais mortíferos dos oceanos.
O camarão-pistola captura as presas ao fechar a sua pinça maior a uma velocidade alucinante, o que cria uma onda de choque capaz de atordoar ou até matar pequenos peixes. A onda de choque criada propulsiona um jacto de água a 97Km/h, atrás do qual viaja uma bolha de baixa pressão, que depois colapsa. Tudo isto acontece muito depressa mas, quando a bolha implode e a temperatura no seu interior dispara, é produzido um som muito alto e emitida uma faísca de luz.
O aumento súbito da temperatura, que chega a atingir os 4.500°C (quase tanto como o Sol), deve-se á queda abrupta da pressão. A substância vaporiza-se então rapidamente dentro da bolha, cujo colapso causa a emissão de luz, o que dá pelo nome de sonoluminescência (luz emitida por uma bolha excitada por ondas de ultra-som) – é tão breve que não é visível a olho nu.
1.      Pinça rápida
O camarão fecha a sua pinça especializada para criar uma bolha de cavitação que gera pressões até 80kPa, á distância de 4 cm da pinça.
2.      Mortífero
A pressão é suficiente para matar peixes pequenos, apesar de durar menos de um milissegundo.
Fonte: quero saber Outubro 2010