segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Portugueses criam microgerador eólico de baixo custo

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012

Portugueses criam microgerador eólico de baixo custo


Dois portugueses lançaram recentemente o protótipo de um microgerador eólico 30% mais eficiente do que os tradicionais e de baixo custo que poderá revolucionar o mercado da microprodução de energia.
Iniciando os estudos em 2008 para verificar a viabilidade da ideia, Tomé Barreiro, engenheiro mecânico, e Hilário Campos, da área de Direito, tentaram desenvolver um equipamento de selo nacional que fosse mais barato e eficaz do que a tecnologia já existente no mercado.
Em 2010, os dois sócios criaram a empresa Powering Yourself sendo que o primeiro protótipo do microgerador WindGEN3000 já foi colocado em Famalicão, no terreno de familiares, e já funciona há mais de seis meses com resultados positivos que vão de encontro aos dados analisados na investigação.
Gerador eólico 30% mais potente
O aparelho é constituído por um eixo horizontal com três pás e tem umapotência de 3.800 kw podendo produzir em média 450 a 500 kwh/mês, pelo que se distingue graças ao seu alto rendimento, 30% superior ao de outros mecanismos semelhantes do mercado.
Em declarações ao Boas Notícias, Tomé Barreiro explica que o processo de optimização dos componentes permitiu baixar os custos desta tecnologia, factor que torna este mecanismo mais competitivo no mercado.
"Como é prática corrente em várias áreas de engenharia, a redução de preço consegue-se através de trabalho de I&D focalizado na optimização dos componentes, da interligação funcional entre os componentes, dos materiais aplicados e dos métodos de fabrico e foi este processo que nos permitiu optimizar todos os componentes da máquina", explica Tomé Barreiro.
Uma alternativa eficaz e complementar à energia solar
Comparativamente à energia solar, um dos métodos alternativos mais utilizados, Tomé salienta que esta tecnologia poderá funcionar de forma complementar não tendo a pretensão de ser uma concorrente. "Num sistema ideal, ambas as fontes de energia (Sol e Vento) são aproveitadas em consonância de modo a se reduzir ao mínimo a dependência de outras fontes de energia", explica.
Até agora, todo o trabalho de optimização e a aposta no processo de Investigação e Desenvolvimento (I&D) foi financiado pelos dois jovens empreendedores fazendo do microgerador eólico um produto produzido por iniciativa privada e totalmente nacional.
Este não é o primeiro microgerador desenvolvido no nosso país. Um outro microgerador eólico criado pelo Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação foi apresentado, em 2007, data do arranque da microprodução de energia em Portugal.
No entanto, o T.Urban - que resultou de um investimento de 850 mil euros - nunca chegou a ser comercializado, estando o seu protótipo ainda em funcionamento na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.
160 mil euros para por WindGEN3000 no mercado
Os mentores do WindGEN3000 acreditam que o futuro do seu microgerador será diferente e esperam que chegue ao mercado. A próxima fase passa por arranjar financiamento ou parceiros para produzir o aparelho em série. Para tal, Tomé e Hilário precisam de um investimento de 160 mil euros.
Se chegar a ser comercializado, o WindGEN3000 vai tornar-se o primeiro microgerador eólico com selo nacional a ser vendido em Portugal e, eventualmente, no estrangeiro. Quanto ao preço final do produto, os mentores dizem que já têm definido um valor aproximado mas preferem não avançar com um número certo já que "o preço vai depender do modelo que se optar por comercializar".
Clique AQUI para visitar o site da Powering Yourself e AQUI para visitar o Facebook do grupo.
Fonte: Boas noticias

Morcegos


Detectar presas
Emissão sonora – os morcegos emitem sons ultra-sónicos 20 a 30 vezes por segundo, procurando ecos entre ondas sonoras.
Tempo e direcção – o morcego regista a distância e a localização da presa através do timing e da direcção das ondas sonoras que regressam.
Tradução do eco – o tempo entre o envio de um som e a recepção de uma resposta traduz-se na distância entre o morcego e o objecto nas suas imediações.
 
Presas em movimento – são detectadas através de atrasos no som e de tons um pouco mais graves ou agudos (efeito de Doppler).
Procura de insectos – os ecos de pressas como mosquitos, traças e borboletas, revelam oscilações causadas pelo batimento das suas asas, facilmente reconhecidas pelo morcego.
Presas estáticas – os objectos estáticos são imediatamente reconhecidos pelo seu eco, que replica a onda sonora enviada pelo morcego.  
 Fonte: quero saber Outubro 2010

Sonar ultra-sónico dos morcegos


Descubra como funciona a audição supersónica do morcego
Contrariamente à crença geral, os morcegos (Chiroptera) possuem uma visão aguçada, ainda que apenas durante o dia. Quando a noite cai, estes pequenos mamíferos preferem utilizar o seu acentuado sentido de audição para caçar presas e contornar obstáculos, em conjunto com um incrível sonar biológico.
Mas como é que este funciona? Bem, os morcegos emitem sons ultra-sónicos, com uma frequência entre 50.000 a 200.00 vibrações por segundo – demasiado alta para o ouvido humano conseguir captar. Estes sons são emitidos 20 a 30 vezes a cada segundo, em todas as direcções, com o morcego á escuta entre ondas sonoras, perscrutando por ecos com a cabeça sempre em movimento.
 Os morcegos apreendem e processam separadamente a recepção de ecos sobrepostos, que podem chegar a apenas dois microssegundos um dos outros – uns impressionantes dois milésimos de segundo. O próprio sistema nervoso do morcego suporta esta capacidade, permitindo-lhe identificar pontos ecorrefletores em objectos da largura de um traço de caneta ou em objectos a apenas 3 décimos de milímetro um do outro.
Fonte: quero saber Outubro 2010

domingo, 23 de setembro de 2012

Castores


Os castores são mamíferos aquáticos com uma queda para a engenharia, que se reflecte na construção de diques artificiais, que constituem o seu habitat. Este engenho é uma das grandes maravilhas da Natureza e ocorre á bem mais de 10 milhões de anos. No fundo, a construção destas barragens satisfaz o instinto natural desta espécie. O castor é um nadador adaptado, com uma deficiente mobilidade terrestre, o que o torna susceptível a predadores como o urso. As suas fortes aptidões aquáticas fazem com que os habitats em águas profundas sejam muito mais seguros. As hábeis equipas de castores construtores, que normalmente trabalham em pares, conseguem construir um dique numa questão de dias. A barragem em si é uma superestrutura composta por um misto de materiais naturais, incluindo rochas, erva, madeira e lama. Para evitar que a entrada subaquática do dique gele no Inverno, é preciso uma altura mínima de 90 cm. Estes diques podem variar em forma e construção, dependendo da velocidade a que a água corre: se o dique for a direito a corrente é fraca; se for curvado, a corrente é forte.
Fonte: quero saber Outubro 2010

Diques de castores


Saiba como estes mamíferos aquáticos concebem e constroem os seus habitats.
Alimentação: Os castores são dos maiores roedores existentes e são herbívoros: comem folhas, cascas de árvores, ramos, raízes e plantas aquáticas.
Lar, doce lar: As tocas, frequentemente localizadas no meio de lagos, são acessíveis apenas por água e albergam grandes famílias.
Segurança: Os invernos são perigosos para todas as criaturas aquáticas. Para impedir que o gelo bloqueie a entrada do dique nesta época do ano, os castores submergem as suas fundações a pelo menos 90 centímetros abaixo do nível da água.
Nas alturas: A altura média de uma toca de castor atinge quase 2 metros, com uma profundidade média de água, atrás do dique de 1 a 2 metros. É um local óptimo para avistar predadores e mantém o castor a uma distância segura da costa.
Feito para durar: A espessura do dique pode chegar a 1,5m ou mais. O seu comprimento depende da largura do curso de água, rondando os 4,5 metros. É um lar muito resistente.
Renovação roedora: Os castores são adeptos das remodelações. Além de construírem diques, conseguem roer árvores e criar obstruções com toros e ramos, transformando campos e florestas em lagos para o seu habitat.
Fonte: quero saber Outubro 2010

O maior dique de castores vê-se do espaço?


Em Maio deste ano (2010) foi descoberta a maior barragem do mundo construída por castores. Mede 850 metros de comprimento e situa-se numa zona pantanosa do Parque Nacional Wood Buffalo, em Alberta, Canadá.
Descoberta por um ecologista através de fotos por satélite do Google Earth, a NASA já tinha imagens do dique desde 1990. Terá sido iniciado noa anos 70, envolvendo desde então várias gerações de castores.
Fonte: quero saber Outubro 2010