quarta-feira, 18 de julho de 2012

A evolução é observada em ação



Por  em 17.07.2012 as 14:00
Enquanto passeava com sua família pelo sul da Escócia, o pesquisador Mario Vallejo-Marin fez uma descoberta inesperada: uma espécie de flor surgida recentemente e que pode nos ajudar a compreender melhor a evolução das plantas, fenômeno poucas vezes presenciado na história humana.
Mimulus peregrines (“andarilha”, em latim) surgiu a partir do cruzamento de duas espécies vindas do continente americano (uma dos Estados Unidos e outra da região dos Andes) e, diferentemente da maioria dos híbridos, é capaz de se reproduzir.
“Ela nos dá a oportunidade de estudar como ocorre a formação de uma nova espécie”, explica Vallejo-Marin. Ele calcula que a flor tenha surgido no máximo há 140 anos – o que faz dela um “recém-nascido” perto da maior parte das espécies, que surgiu há milhares de anos.
O caso da Mimulus peregrines pode mostrar como um híbrido é capaz de se tornar fértil e, assim, ajudar a entender a evolução de plantas similares, como trigo, tabaco e algodão (que passaram pelo processo há muito, muito tempo).[LiveScience]
Por: Hypescience

Google mostra a Antárctida em todo o seu esplendor


17.07.2012 - 11:57 Por PÚBLICO
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Uma das imagens recolhidas pelo GoogleUma das imagens recolhidas pelo Google (Google)
 Não é novo que o Google tenha chegado à Antárctida. Isso já tinha acontecido em 2010 através do Street View. A novidade agora é que a empresa norte-americana adicionou novas imagens panorâmicas de locais históricos da Antárctida. As imagens serão incluídas na colecção especial no siteWorld Wonders, no qual será possível conhecer a história da Exploração do Pólo Sul.
Num post colocado no blogue oficial do Google por Alex Starns, technical program managerdo Street View, pode ler-se que “com a ajuda do Centro de Informação Geoespacial da Antárctida na Universidade do Minnesota e do New Zealand Antarctic Heritage Trust” foram alargadas agora as imagens de 360 graus da Antártida, “disponibilizando a utilizadores de todo o mundo imagens de locais relevantes como o Telescópio do Pólo Sul, Cabana Shackleton, Cabana Scott e as rochas do Cabo Royds com pinguins de Adélia”.



“Com esta tecnologia, é possível entrar em locais como a cabana de Shackleton e outras pequenas construções em madeira que serviam de bases e a partir das quais os exploradores lançavam as suas expedições (...). Agora, qualquer utilizador poderá explorar estas cabanas e conhecer como estes homens viviam durante vários meses”, acrescenta Alex Starns no seu post.

“O objectivo destes esforços é disponibilizar a investigadores, viajantes e entusiastas de todo o mundo imagens precisas e de alta resolução destes locais históricos (...) Geólogos podem registar e olhar as camadas sedimentares dos vales secos da Antártida a partir do conforto das suas casas ou secretárias”, avança ainda o mesmo post.

O Google captou estas imagens através de uma câmara leve e equipada com lentes olho de peixe. “Trabalhámos com esta tecnologia devido à sua portabilidade, fiabilidade e à facilidade de utilização”, revela a empresa americana.
Fonte: Público

terça-feira, 17 de julho de 2012

sábado, 14 de julho de 2012

Greenpeace bloqueia entradas da sede da Shell em Haia para defender o Árctico


13.07.2012  
AFP
Foto: Evert-Jan Daniels/AFP
A Greenpeace criticou os planos da Shell para instalar estruturas de exploração petrolífera no Árctico
Activistas da Greenpeace, 70 segundo a organização e 30 segundo a polícia, bloquearam nesta sexta-feira o acesso ao edifício sede da Shell em Haia, Holanda, para denunciar um projecto de exploração do Árctico.
“Chegámos a ser 70 às 7h desta manhã e bloqueámos todas as entradas [do edifício] para impedir os funcionários de continuarem a trabalhar no projecto de exploração petrolífera no Árctico”, disse Ilse van der Poel, porta-voz da Greenpeace.

De acordo com o porta-voz da polícia de Haia, Cor Spruit, 30 activistas da organização ecologistas participaram no protesto.

Nove militantes escalaram o edifício e desmontaram o logótipo do gigante petrolífero na fachada do prédio, substituindo-o por outro, o de um urso polar.

Às 8h30, os activistas levantaram o bloqueio, voluntariamente, disse Ilse van der Poel.

A Greenpeace critica os planos da Shell para instalar estruturas de exploração petrolífera no Árctico. “A possibilidade de ocorrer um grande derrame naquela área tão frágil é enorme”, diz a organização, em comunicado.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Veículo português pode realizar 100 km com apenas 40 cêntimos


Por Susana Lage

Vem aí a scooter eléctrica ‘verde’!

2012-07-10
Ana Vaz junto à scooter eléctrica
Está a chegar ao mercado uma solução para poupar o ambiente, a carteira e arranjar estacionamento com mais facilidade. Trata-se da primeira scooter eléctrica portuguesa, com zero de emissões locais de CO2.

O engenho, desenvolvido de raiz por uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra (UC), tem autonomia, em ciclo urbano, entre os 100 e os 140 km e um conjunto de tecnologia de ponta usada em todo o protótipo.
A scooter é composta por um sistema de propulsão inovador, um controlador, um motor eléctrico, um carregador inteligente e um sistema de armazenamento de energia com duas componentes essenciais: baterias e BMS (battery management system).

As mais-valias deste veículo em relação a outras scooters convencionais é que esta “tem um sistema de propulsão 100 por cento eléctrico que lhe permite realizar 100 quilómetros com apenas 0,40 euros”, afirma Ana Vaz ao Ciência Hoje. Para além disso, “o sistema de gestão electrónico permite a um só veículo ser adaptado ao perfil de condução de diferentes condutores e diferentes utilizações para um mesmo condutor”, como modo ECO, para uma condução mais económica; modo Sport, para uma condução mais desportiva; e modo Safety, para uma condução mais segura, acrescenta a líder do projeto.

Embora a scooter citadina desenvolvida se enquadre na classe de executiva devido à sua dimensão e pacote tecnológico integrado, a tecnologia de base utilizada é bastante flexível. “Tem uma potência nominal de 10 kW, ou seja 13,4 cv (1cv = 746W) e de pico (durante alguns segundos) dá 21 kW (28cv); autonomia média de 100 km (pode ir de 70km a 140km, dependendo do ciclo de condução e utilização); apresenta um sistema de gestão de baterias e carregador on-board; o display (velocímetro, autonomia da bateria e do sistema) é um tablet Pc de 7” com programação em plataforma android”, descreve a investigadora do ISR.

Se a indústria mostrar interesse na comercialização deste novo veículo, uma versão final estará pronta entrar no mercado dentro de alguns meses. “Entrará no mercado logo que haja uma entidade que queira aproveitar o projecto e tecnologia desenvolvida para iniciar uma produção”, avança Ana Vaz.

Em relação ao custo do novo ‘brinquedo’, apesar deste protótipo "integrar todo o estado da arte de tecnologia”, a equipa da UC tem valores estudados para uma pequena série com um “tecto máximo de cinco mil euros”.
Fonte: Ciência Hoje

UE confirma sustentabilidade da pesca portuguesa


Segunda-feira, 09 de Julho de 2012
UE confirma sustentabilidade da pesca portuguesa
A frota de pesca portuguesa operou, em 2010, num regime sustentável tanto do ponto de vista biológico como do ponto de vista económico. As conclusões são de um relatório da Comissão Europeia divulgado esta segunda-feira.

De acordo com as informações disponibilizadas, o estudo, que incluiu 22 países, pretendia avaliar o equilíbrio entre a capacidade e as possibilidades de pesca na frota nacional.

O estudo conclui que, embora a sobrepesca continue a ser um entrave à pesca sustentável em muitos Estados-membros, Portugal é exceção à regra.
O nosso país alcançou a pontuação máxima, um total de 24 pontos, no que diz respeito aos esforços de sustentabilidade, a par de nações como Chipre, Malta, Eslovénia e Suécia.

No caso específico de Portugal, os indicadores revelaram que foi a preservação dos recursos marinhos foi conseguida graças à redução em 2,4% na capacidade total no que refere à tonelagem e uma redução em 2% a potência em motor dos barcos.

Portugal foi o primeiro país da União Europeia a avançar, em 2010, com a primeira certificação de sustentabilidade aplicada à sardinha, a principal espécie capturada na costa portuguesa.
A certificação partiu da própria indústria pesqueira, através da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOP Cerco), a mais representativa do setor, com 120 embarcações.

Para aceder ao relatório clique aqui.
Fonte: boas noticias