Quarta-feira, 09 de Maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Contacto com natureza diminui risco de asma e alergias
terça-feira, 17 de abril de 2012
Quer salvar o planeta? Pare de comer carne

Quer ajudar o clima? Que tal reduzir o seu consumo de carne?
Pelo menos no mundo desenvolvido, esse passo pode ser necessário a fim de estabilizar os níveis atmosféricos de um gás do efeito estufa, o óxido nitroso.
O óxido nitroso é o maior contribuinte do homem à destruição do ozônio estratosférico (o “buraco de ozônio”), e o terceiro
gás que mais contribui para o efeito estufa, depois do dióxido de carbono e do metano.
gás que mais contribui para o efeito estufa, depois do dióxido de carbono e do metano.
Cerca de 80% das emissões humanas de óxido nitroso são provenientes da agricultura. Bactérias convertem o nitrogênio encontrado no esterco bovino ou o excesso deixado no solo em gás óxido nitroso.
Cada quilo de carne que comemos requer múltiplos quilos de grãos, e cada grão, por sua vez, requer a utilização de fertilizantes contendo azoto, de modo que a quantidade de óxido nitroso liberado por caloria da carne (e lacticínios) é muito maior do que simplesmente comer as culturas (verduras, frutas) diretamente.
Parando a mudança climática
Pesquisadores analisaram várias trajetórias possíveis para as futuras emissões de óxido nitroso, inclusive estabilizar os níveis atmosféricos de óxido nitroso deste século. Eles consideraram que alterações às emissões seriam necessárias para atingir esta meta.
Pesquisadores analisaram várias trajetórias possíveis para as futuras emissões de óxido nitroso, inclusive estabilizar os níveis atmosféricos de óxido nitroso deste século. Eles consideraram que alterações às emissões seriam necessárias para atingir esta meta.
Uma abordagem para reduzir a quantidade de óxido nitroso emitida é a utilização de azoto de maneira mais eficiente para cada quilo de grãos ou carne produzido. Mas reduzir a demanda por carne também é eficaz.
“Se quisermos chegar à redução mais agressiva – o que realmente estabiliza o óxido nitroso – temos que usar todos os itens acima, incluindo mudanças na dieta”, disse o pesquisador Eric Davidson.
Ele mostrou que seria necessário reduzir o consumo de carne no mundo desenvolvido em 50% para gerir o azoto duas vezes mais eficientemente.
Essa análise é consistente com outros estudos, como um relatório de 2006 da ONU, que afirmou que a pecuária contribui mais à mudança climática do que o transporte.
Se incluirmos o metano – liberado em grandes quantidades por ruminantes como o gado – e as emissões de dióxido de carbono da produção de fertilizantes, as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agricultura e pecuária são ainda maiores.
O óxido nitroso é liberado em quantidades muito menores do que o dióxido de carbono e o metano, mas é cerca de 300 vezes melhor em capturar calor, e dura na atmosfera por cerca de 100 anos, de modo que cada uma de suas moléculas contribui muito ao aquecimento climático.
Então, a solução é a redução do consumo de carne. Mas isso tem chances de acontecer? Davidson ressalta que, 30 anos atrás, ninguém acharia possível que o tabagismo fosse proibido em bares, ou que o consumo de cigarro diminuísse. Tudo pode acontecer.
De acordo com o estudo de Davidson, o consumo anual médio per capita de carne no mundo desenvolvido foi de 78 quilos em 2002 e está projetado para crescer para 89 quilos em 2030. Enquanto isso, no mundo em desenvolvimento foi de 28 quilos em 2002, projetado para crescer para 37 em 2030.
“Temos vivido de uma forma muito luxuosa. Ir de 82 kg de carne por ano a 40 não deveria ser pedir muito”, disse a cientista Christine Costello.[LiveScience, Foto]
Fonte: Hypescience
Pesticidas comumente utilizados podem causar morte de abelhas

No inverno de 2006, apicultores dos Estados Unidos notaram algo estranho: várias colmeias estavam morrendo sem nenhuma razão aparente. Conforme os meses se passaram, relatos de fenômenos similares na Europa começaram a se espalhar.
Os cientistas resolveram chamar o fenômeno de Desordem do Colapso das Colônias (DCC, ou CCD, na sigla em inglês). Desde então, pesquisadores do mundo todo têm perdido o sono tentando entender o que é e o que causaria essa desordem. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, sozinha, investiu 28 milhões de dólares (cerca de 53 milhões de reais) em pesquisas para entender o que estava acontecendo.
As abelhas não são importantes só para os apicultores. Elas são essenciais para todos no planeta, pois são as principais polinizadoras da maioria das angiospermas (plantas com flores), que correspondem a quase 90% de todos os vegetais no planeta. Somente nos Estados Unidos, elas prestam um serviço com a polinização das plantações equivalente a 15 bilhões de dólares, cerca de 28 bilhões de reais.
E muitas são as teorias para explicar a sua diminuição crescente: mudanças climáticas, destruição de seus hábitats, vírus paralisantes, infecções por fungos, entre outras propostas. Mas a teoria mais aceita é de que as abelhas sofrem os efeitos de neonicotinóides, uma classe bem utilizada de pesticida, introduzida na década de 1990.
Dois estudos recentes, publicados na “Science”, comprovam parcialmente essa ideia. O primeiro, liderado por Penelope Whitehorn e David Goulson, da Universidade de Stirling, no Reino Undo, examinou os efeitos desses inseticidas sobre as abelhas mamangabas, que polinizam principalmente plantações de morangos, amoras e feijões.
Extermínio das rainhas
Os pesquisadores criaram 75 colônias no laboratório e expuseram algumas, via pólen e água contaminadas, a altas doses de imidaclopride, o mais importante tipo de neonicotinóide do mercado. Outras colônias foram expostas a baixas doses ou nenhuma.
Depois de duas semanas de tratamento, as colônias foram colocadas na natureza e “abandonadas” por seis semanas, para que os cientistas observassem o que aconteceria. Todas as doses dadas foram insuficientes para matar os insetos diretamente. Mas esse resultado não surpreende, pois as empresas que produzem esses pesticidas têm consciência da importância das abelhas, e fazem produtos que não sejam fatais a elas.
Contudo, os cientistas da Universidade de Stirling descobriram que mesmo as doses não letais fazem mal às abelhas. Ambos os grupos de colônias – os que receberam altas e baixas doses – cresceram mais lentamente que as que receberam nenhuma dose, com 8 a 12% menos peso, em média.
Mas o mais assustador foi a descoberta que os pesticidas inibem a produção de rainhas, que são cruciais para estabelecer novas colmeias todos os anos. As colônias que não foram expostas ao pesticida produziram cerca de 13 rainhas, em média. Aquelas que receberam as baixas doses produziram duas, e aquelas que receberam altas doses produziram apenas 1,4 rainhas.
Mesmo assim, segundo os pesquisadores, as altas doses, às quais algumas colônias foram submetidas, são baixas, na verdade, se comparadas com as quantidades utilizadas no campo e na natureza, chegando a ser sete vezes maior.
O estudo, porém, não elucida por meio de quais mecanismos os pesticidas causam tais danos às rainhas e à colmeia.
Não há mais volta
No entanto, um segundo estudo, liderado por Mickaël Henry, do Instituto Nacional Francês para a Agricultura, em Avignon, na França, pode nos tirar essa dúvida. Inspirado em pesquisas anteriores, que afirmavam que os pesticidas em questão prejudicavam a memória das abelhas, suas habilidades de voltar para a colônia, entre outras, Henry decidiu fazer alguns testes.
Ele colou microtransmissores nas abelhas e expôs metade a doses realísticas de uma variedade de neonicotinóides, enquanto a outra metade não foi submetida às substâncias testadas. Henry descobriu que as abelhas expostas falharam duas vezes mais em retornar para a colmeia, em comparação com as do grupo de controle. Matematicamente falando, isso facilmente leva uma colônia ao colapso.
Mas todas essas descobertas podem ser apenas a ponta do iceberg. Segundo uma pesquisa publicada na “Naturwissenschaften”, por exemplo, esses inseticidas também diminuem a resistência das abelhas aos fungos. Devido a isso, alguns poucos países, como França, Alemanha e Eslovênia, já restringiram o uso dos neonicotinóides. [Economist]
Fonte: HYpesciencePortugal no pódio da Madrid EcoCity
Portugal brilhou na competição de carros ecológicos Madrid EcoCity que decorreu este fim de semana na capital espanhola. O Politécnico da Guarda venceu dois primeiros prémios e a Universidade da Beira Interior trouxe um segundo prémio para casa.
O Instituto Politécnico da Guarda levou a Madrid o EgiUrban (na foto), um veículo elétrico que precisou apenas de 40 cêntimos de eletricidade para percorrer 100 quilómetros. Este automóvel venceu o primeiro lugar na categoria de Mobilidade Elétrica e também o primeiro prémio na geral dos Veículos Elétricos.
Já a equipa da Beira Interior venceu o segundo prémio na categoria de Combustão Interna ao levar para a capital espanhola o UBICAR que percorreu quase 88 quilómetros com apenas um litro de gasolina.
Quanto às outras duas equipas lusas, a escola secundária Alcaides de Faria (Barcelos) desistiu por problemas técnicos e a equipa do Politécnico de Viseu não se classificou porque, na última tentativa, a organização suspendeu a prova devido ao mau tempo.
Milhões de pessoas assistiram ao desempenho dos veículos construídos pelas equipas provenientes de Portugal, Espanha e Itália, que tinham como principal objetivo percorrer a maior distância em quilómetros com o menor consumo da sua respetiva fonte de energia: etanol 95, diesel, gasolina 95, bateria de combustível-hidrogénio, ‘plug-in’ (elétricos) e energia solar.
No total, 21 equipas participaram na competição. A próxima prova de carros ecológicos realiza-se em Maio, em Roterdão, Holanda, e contará mais uma vez com participações portuguesas.
Clique AQUI para aceder ao site da competição
O Instituto Politécnico da Guarda levou a Madrid o EgiUrban (na foto), um veículo elétrico que precisou apenas de 40 cêntimos de eletricidade para percorrer 100 quilómetros. Este automóvel venceu o primeiro lugar na categoria de Mobilidade Elétrica e também o primeiro prémio na geral dos Veículos Elétricos.
Já a equipa da Beira Interior venceu o segundo prémio na categoria de Combustão Interna ao levar para a capital espanhola o UBICAR que percorreu quase 88 quilómetros com apenas um litro de gasolina.
Quanto às outras duas equipas lusas, a escola secundária Alcaides de Faria (Barcelos) desistiu por problemas técnicos e a equipa do Politécnico de Viseu não se classificou porque, na última tentativa, a organização suspendeu a prova devido ao mau tempo.
Milhões de pessoas assistiram ao desempenho dos veículos construídos pelas equipas provenientes de Portugal, Espanha e Itália, que tinham como principal objetivo percorrer a maior distância em quilómetros com o menor consumo da sua respetiva fonte de energia: etanol 95, diesel, gasolina 95, bateria de combustível-hidrogénio, ‘plug-in’ (elétricos) e energia solar.
No total, 21 equipas participaram na competição. A próxima prova de carros ecológicos realiza-se em Maio, em Roterdão, Holanda, e contará mais uma vez com participações portuguesas.
Clique AQUI para aceder ao site da competição
Fonte: Boas noticias
sábado, 14 de abril de 2012
Chia: "Superalimento" é dos mais nutritivos do mundo
A chia, uma planta sul-americana, foi acrescentada à lista dos
"superalimentos" que, por si só, trazem inúmeros benefícios para a
saúde. As sementes da chia apresentam níveis elevados de vários antioxidantes além
de minerais, ómega 3 e fibras.
A espécie, também conhecida por "sálvia hispânica L", é
originária do México e pertence à família da menta. Em 100 gramas de sementes
de chia existem 20,7 proteínas (aproximadamente o mesmo que 100 gramas de
carne), 32, 8 gramas de gordura vegetal, 41,2 gramas de fibra, além de
quantidades consideráveis de cálcio, ferro e vitaminas B2, B2 e B3.
Nos últimos anos, de acordo com dados da empresa de marketing
"Mintel", produtos feitos à base de chia explodiram em número no
mercado: em 2006 surgiram sete novos alimentos preparados a partir da planta,
contra os 72 surgidos em 2011.
Planta quase desapareceu durante 500 anos
Planta quase desapareceu durante 500 anos
Christopher McDougall, autor do livro "Born to Run", que relata a
vida de uma tribo mexicana, assegura: "Se tivesse que escolher um alimento
numa ilha deserta, não haveria melhor do que a chia, pelo menos se está
interessado em construir músculo, baixar o colesterol e reduzir os riscos de
doenças cardíacas".
À BBC, um dos coautores do livro "Chia: Rediscovering a Forgotten Crop
of the Aztecs", Wayne Coates afirma: "Detesto chamar-lhe uma comida
milagre porque existem demasiados milagres que no final revelam não o ser, mas
esta é quase". E acrescenta: "Literalmente, poderíamos viver só com
isto porque tem sensivelmente tudo aquilo que é necessário".
O autor escreve que já as tribos astecas adoravam as sementes e usavam-nas
em cerimónias religiosas e com propósitos medicinais. Entretanto, a planta
quase desapareceu durante 500 anos, mantendo-se apenas em algumas
pequenas vilas mexicanas e guatemaltecas.
Chia não é "comprimido mágico"
Chia não é "comprimido mágico"
O conteúdo nutricional da chia, assim como o seu impacto para a saúde,
foram analisados pelo investigador da Universidade Appalachian State, nos EUA,
David Nieman. À BBC, o cientista refere que uma alimentação que inclui chia é
nutricionalmente rica, mas que a planta não é um "comprimido mágico".
Também Elisabeth Weinchselbaum, da Fundação de Nutrição Britânica, sublinhou que "não há uma única comida que possa oferecer tudo o que é necessário", pelo que "a melhor maneira de ser saudável é comer com variedade".
Também Elisabeth Weinchselbaum, da Fundação de Nutrição Britânica, sublinhou que "não há uma única comida que possa oferecer tudo o que é necessário", pelo que "a melhor maneira de ser saudável é comer com variedade".
Fonte: Boas Noticias
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Doenças provocadas por fungos destroem cada vez mais culturas
Biodiversidade e segurança alimentar estão ameaçadas, diz artigo publicado na «Nature»
2012-04-12
O arroz é uma das culturas ameaçadas (foto: Damien Boilley)
O aumento das doenças causadas por fungos está a destruir colheitas que dariam para alimentar milhões de pessoas e ameaça a biodiversidade, revela um estudo publicado na revista científica «Nature». Cientistas da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres estudaram o aumento do número e a gravidade das infecções por fungos sobre a fauna e a flora a partir de meados do século XX.
De acordo com o artigo, o aumento das doenças provocadas por fungos nas plantas e nos animais ameaça a segurança alimentar e a estabilidade dos ecossistemas naturais. As infecções por fungos destroem anualmente 125 milhões de toneladas das cinco principais culturas – arroz, trigo, milho, batata e soja – que proporcionam a maior parte das calorias consumidas.
Se as culturas não fossem destruídas, mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo poderiam ser alimentadas, segundo os cálculos de Matthew Fisher, investigador da Faculdade de Saúde Pública do Imperial College de Londres e principal autor do estudo.
Só nas colheitas de arroz, trigo e milho, os prejuízos causados por fungos ascendem, por ano, a 45,9 mil milhões de euros. Os cientistas, que defendem um maior controlo das infecções fúngicas, alertam que o seu risco para as plantas já ultrapassou o das doenças provocadas por bactérias e vírus.
As infecções por fungos ameaçam também espécies como abelhas, tartarugas marinhas, corais, anfíbios e morcegos. Os peritos britânicos estimam que 70 por cento das extinções de espécies animais e vegetais têm origem numa doença fúngica. Os fungos são responsáveis pela maior perda de biodiversidade documentada até agora, depois de terem infectado aproximadamente 500 espécies de anfíbios em 54 países.
No artigo, os investigadores defendem medidas de prevenção, como o controlo mais apertado do comércio de plantas e produtos animais, assim como mais fundos para investigar métodos que detenham a expansão de algumas infecções endémicas que ainda estão limitadas a uma área geográfica.
Fonte: Ciência hoje
Subscrever:
Mensagens (Atom)
