sábado, 14 de janeiro de 2012

Cobra até agora desconhecida achada na Tanzânia

A «Atheris matildae» é venenosa e está em perigo crítico de extinção
2012-01-10
«Atheris matildae» ou, simplesmente, cobra matilde
Uma espécie de cobra venenosa até agora desconhecida foi apresentada pela Wildlife Conservation Society de Nova Iorque e pelo Museo delle Scienze de Trento (Itália). Esta serpente foi encontrada numa zona remota da Tanzânia, este de África, e foi baptizada como Matilde (Atheris matildae).
A cobra é negra e amarela, mede 60 centímetros e tem uma espécie de cornos acima dos olhos. A descoberta está descrita na revista «Zootaxa».
Os autores do estudo, os investigadores Michele Menegon, do Museo delle Scienze de Trento, Tim Davenport, da Wildlife Conservation Society e Kim Howel, da Universidade de Dar es Salaam, querem manter em segredo o local exacto onde se pode encontrar a nova espécie. Isto para evitar que possíveis caçadores furtivos e coleccionadores possam ir no seu alcance.
Apesar de ter sido agora descoberta, a Atheris matildae poderá ser classificada como estando em perigo crítico no que concerne à sua preservação.
O seu habitat natural, de alguns quilómetros, está seriamente degradado devido às indústrias da madeira e do carvão vegetal. Os investigadores já estabeleceram uma pequena colónia que alimentam.
Fonte: Ciência hoje

Encontrado o vertebrado mais pequeno do mundo

Rã de 7,7 milímetros é originária da Papua-Nova Guiné
2012-01-12
Amauensis paedophryne
Uma rã da família Paedophryne, originária da Papua-Nova Guiné e que mede apenas 7,7 milímetros, é o vertebrado mais pequeno do mundo, revela a revista científica PLoS One.

A descoberta foi realizada por investigadores da Universidade Estatal de Luisiana, EUA, quando fizeram uma expedição de três meses à ilha da Papua-Nova Guiné, um dos maiores centros de biodiversidade tropical do planeta.
A equipa encontrou duas rãs da famíliaPaedophryne e batizou a mais pequena como Amauensis paedophryne, em homenagem ao povo da Papua-Nova Guiné.

A
 Amauensis paedophryne retirou o título de vertebrado mais pequeno do mundo ao peixe Paedocypris progenetica, localizado na Indonésia e com oito milímetros de comprimento.

Dos mais de 60 mil vertebrados conhecidos, o maior é a baleia azul, que mede mais de 25 metros.
Fonte: Ciência hoje

Travar aquecimento global de forma rápida e menos dispendiosa

Travar aquecimento global de forma rápida e menos dispendiosa
Redução de emissões de metano e carbono negro pode ser a solução
2012-01-13
O metano e a fuligem são responsáveis por 20 por cento do aumento da temperatura terrestre
A redução das emissões de metano e carbono negro na atmosfera pode ser uma forma mais rápida e menos dispendiosa de travar o aquecimento global do que o simples combate às emissões de dióxido de carbono, avança a Lusa.

As conclusões são de um estudo publicado ontem na revista científicaScience e indicam que essa forma de travar o aquecimento global evitaria numerosas mortes precoces devido à poluição do ar.
O metano, um dos principais componentes do gás natural, e o carbono negro, essencialmente fuligem, são responsáveis pela degradação da qualidade do ar e pelo aquecimento global, explicou, citado pela agência AFP, Drew Shindell, climatólogo da NASA e coautor do estudo.

De acordo com mais de uma dezena de peritos, o metano, que contribui para a formação do ozono, e a fuligem são responsáveis por cerca de 30 e 20 por cento do aumento da temperatura terrestre.

O estudo apresenta 14 medidas para reduzir substancialmente as quantidades de metano e fuligem lançadas na atmosfera pela indústria petrolífera e carboquímica e evitar 700 mil a 4,7 milhões de mortes precoces por ano em todo o mundo.

A instalação de filtros de partículas nos motores a diesel dos carros permitiria diminuir a emissões de fuligem e a ventilação de culturas de arroz na Ásia reduzir a libertação de metano produzido por micro-organismos em contacto com as plantações.

A agricultura beneficiaria com estas medidas, com os rendimentos anuais de certas colheitas a aumentarem de 30 a 135 milhões de toneladas por ano a partir de 2030.
Filtros de partículas nos motores a diesel dos carros pode diminuir a emissões de fuligem
Para os especialistas, os ganhos económicos e de saúde compensariam largamente os custos associados às medidas de redução das emissões de metano e carbono negro.

Com as tecnologias atualmente disponíveis, seria possível, segundo o climatólogo Drew Shindell, diminuir o volume de emissões de metano em 40 por cento.

O modelo informático usado no estudo assinala que o recurso às 14 medidas propostas reduziria o aquecimento global em 0,5 graus em 2050. Nos últimos cem anos, a temperatura média à superfície da Terra aumentou 0,8 graus. Dois terços desse aumento verificou-se desde há 30 anos.

A combinação destas medidas com as de diminuição de dióxido de carbono diminuiria, em média, o aquecimento global em menos de dois graus centígrados durante os próximos 60 anos.

Enquanto o dióxido de carbono, que demora décadas a deixar a atmosfera, gerando uma capa de captura do calor que provoca o aumento da temperatura, o metano e o carbono negro saem da atmosfera mais rapidamente.

Para a investigação, os autores analisaram previamente cerca de duas mil medidas de controlo da contaminação da atmosfera e utilizaram um modelo informático para selecionar as mais eficazes para travar o aquecimento global e melhorar a qualidade do ar.

Posteriormente, escolheram as que maiores benefícios proporcionam e descobriram que metade delas estava relacionada com as emissões de metano e a outra com as de carbono negro.
Fonte: Ciência hoje

Espécie de tartarugas dada como extinta pode existir nas Galápagos



Espécies híbridas descendem das tartarugas consideradas extintas há 150 anos
Tartarugas gigantes que inspiraram a teoria da seleção natural de Charles Darwin pensavam-se extintas, mas a descoberta de descendentes híbridos indica que a espécie ainda existe nas Ilhas Galápagos
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Consideradas extintas há 150 anos, as tartarugas gigantes da espécie chelonoidis elephantopus podem ainda existir nas Ilhas Galápagos, sugere um estudo genético realizado pela Universidade de Yale e publicado no início da semana no jornal científico “Current Biology” .
A análise ao ADN de duas mil tartarugas da ilha Isabela, a cerca de 320 quilómetros da ilha Floreana, onde a espécie existiu há mais de um século atrás, revelou que pelo menos 84 destes animais são híbridos e resultam do acasalamento entre uma tartaruga chelonoidis elephantopus com um parceiro de outra espécie.
Com uma esperança média de vida que pode exceder os 100 anos, o facto de 30 destas tartarugas híbridas gigantes terem nascido há cerca de 15 anos aumenta consideravelmente as probabilidades dos seus progenitores ainda estarem vivos.
“A única forma destes híbridos existirem é descenderem de tartarugas de raça pura chelonoidis elephantopus que ainda existam na ilha. Estes híbridos são a primeira geração que resultou do cruzamento com outras espécies”, explica a bióloga Adalgisa Caccone, uma das autoras do estudo, ao jornal “USA Today”.
As várias espécies de tartarugas gigantes das Ilhas Galápagos inspiraram Charles Darwin em 1835, durante a sua visita ao local, contribuindo para o desenvolvimento da teoria da evolução por seleção natural.
Tartarugas e outras espécies ameaçadas
“Se encontrarmos os animais da espécie de tartarugas chelonoidis elephantopus podemos devolvê-los à sua ilha original, o que será crucial para manter a integridade ecológica destas ilhas”, afirma Adalgisa Caccone. Atualmente, 13 espécies de tartarugas gigantes das Ilhas Galápagos encontram-se ameaçadas e em vias de extinção.
Além das tartarugas, muitos outros animais em todo o globo encontram-se em vias de extinção por motivos que envolvem a degradação dos seus habitats, o clima ou a caça.
Ana C. Oliveira (Rede Expresso)

Descontaminação dos solos na Quimiparque e Siderurgia já retirou 52 mil toneladas de resíduos


Actualizar: 08-01-2012
Barreiro, 8 jan (Lusa) - O processo de descontaminação dos solos na Quimiparque, no Barreiro, e da Siderurgia, no Seixal, já permitiu a retirada de 52...
Descontaminação dos solos na Quimiparque e Siderurgia já retirou 52 mil toneladas de resíduos
Barreiro, 8 jan (Lusa) - O processo de descontaminação dos solos na Quimiparque, no Barreiro, e da Siderurgia, no Seixal, já permitiu a retirada de 52 mil toneladas de resíduos, indicou o administrador da Baia do Tejo, Luís Tavares.
"O primeiro passo foi uma definição sobre a descontaminação dos solos, de onde surgiu um plano de ação. No Barreiro avançou-se para a retirada de 52 mil toneladas de lamas de zinco e no Seixal para a recolha de resíduos no chamado vazadouro 1", explicou.
Luís Tavares referiu que foram abertos dois novos concursos, ambos para o Seixal, para prosseguir a retirada de resíduos e explicou que no futuro serão efetuados outros concursos para continuar a intervenção.
Segundo o administrador da empresa Baia do Tejo, que surgiu em 2009 num processo de fusão, em que a Quimiparque incorporou a SNESGES e a URBINDÚSTRIA, os dois processos estão a decorrer como o previsto.
"O processo de descontaminação dos solos já começou há quase 20 anos, mas ao longo dos últimos dois anos o processo desenvolveu-se e foi reforçado com a candidatura ao QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional). Está a decorrer bem e conforme o previsto", disse em declarações à Lusa.
O ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território anunciou em abril de 2010 um investimento de mais de 18 milhões de euros no processo de descontaminação e reabilitação dos solos na Siderurgia Nacional, no Seixal, e na Quimiparque, no Barreiro.
As ações estão inseridas no âmbito de uma candidatura ao QREN, para a "Recuperação do Passivo Ambiental".
A operação na antiga Siderurgia Nacional tem um financiamento previsto superior a 12 milhões de euros, sendo a taxa de cofinanciamento de 70 por cento. Para o território da Quimiparque, o financiamento é superior a seis milhões de euros e taxa de cofinanciamento é também de 70 por cento
Em fevereiro de 2011 iniciou-se a retirada das lamas de zinco, num investimento de quatro milhões de euros, tendo também começado a descontaminação dos terrenos da ex-Siderurgia Nacional, com um custo de 2,8 milhões de euros.
O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto (PCP), disse à Lusa que a autarquia tem acompanhado o processo e que a próxima fase é o tratamento dos solos, consoante o seu grau de contaminação.
"Temos acompanhado o processo e podemos dizer que as lamas de zinco estão quase todas retiradas e vamos entrar numa fase seguinte que é a caracterização do que existe. A curto prazo teremos um plano para a periodização do tratamento do que ainda existe nos solos. Tem avançado e pensamos que ainda em 2012 se dê um passo significativo, que é a caracterização dos solos", explicou.
O autarca do Seixal, Alfredo Monteiro (PCP), disse à Lusa que a recuperação ambiental dos territórios é fundamental e está satisfeito com os progressos.
"O plano que foi estabelecido pela anterior ministra [Dulce Pássaro] está quase cumprido e no Seixal podemos dizer que a 1ª fase está quase concluída, o que deverá acontecer em 2012. Depois desta candidatura temos que avançar com a restante intervenção que é necessária e estamos a trabalhar nisso", defendeu.
Os dois territórios fazem parte, tal como a Margueira, em Almada, do projeto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação das três antigas áreas industriais.
AYL/MCL.
Lusa/fim

Redução de emissões de metano e carbono negro mais eficaz na redução do aquecimento global - Science


Actualizar: 13-01-2012
Washington, 13 jan (Lusa) - Um estudo revela que a redução das emissões de metano e carbono negro na atmosfera seria uma forma mais rápida e menos dis...
Redução de emissões de metano e carbono negro mais eficaz na redução do aquecimento global - Science
Washington, 13 jan (Lusa) - Um estudo revela que a redução das emissões de metano e carbono negro na atmosfera seria uma forma mais rápida e menos dispendiosa de travar o aquecimento global do que o simples combate às emissões de dióxido de carbono.
Tal medida, segundo o estudo publicado na quinta-feira na revista científica Science, evitaria numerosas mortes precoces devido à poluição do ar.
O metano, um dos principais componentes do gás natural, e o carbono negro, essencialmente fuligem, são responsáveis pela degradação da qualidade do ar e pelo aquecimento global, explicou, citado pela agência AFP, Drew Shindell, climatólogo da NASA e coautor do estudo.
De acordo com mais de uma dezena de peritos, o metano, que contribui para a formação do ozono, e a fuligem são 'culpados', respetivamente, por cerca de 30 e 20 por cento do aumento da temperatura terrestre.
O estudo apresenta 14 medidas para reduzir substancialmente as quantidades de metano e fuligem lançadas na atmosfera pela indústria petrolífera e carboquímica e evitar 700 mil a 4,7 milhões de mortes precoces por ano em todo o mundo.
A instalação de filtros de partículas nos motores a diesel dos carros permitiria diminuir a emissões de fuligem e a ventilação de culturas de arroz na Ásia reduzir a libertação de metano produzido por micro-organismos em contacto com as plantações.
A agricultura beneficiaria com estas medidas, com os rendimentos anuais de certas colheitas a aumentarem de 30 a 135 milhões de toneladas por ano a partir de 2030.
Para os especialistas, os ganhos económicos e de saúde compensariam largamente os custos associados às medidas de redução das emissões de metano e carbono negro.
Com as tecnologias atualmente disponíveis, seria possível, segundo o climatólogo Drew Shindell, diminuir o volume de emissões de metano em 40 por cento.
O modelo informático usado no estudo assinala que o recurso às 14 medidas propostas reduziria o aquecimento global em 0,5 graus em 2050. Nos últimos cem anos, a temperatura média à superfície da Terra aumentou 0,8 graus. Dois terços desse aumento verificou-se desde há 30 anos.
A combinação destas medidas com as de diminuição de dióxido de carbono diminuiria, em média, o aquecimento global em menos de dois graus centígrados durante os próximos 60 anos.
Enquanto o dióxido de carbono, que demora décadas a deixar a atmosfera, gerando uma capa de captura do calor que provoca o aumento da temperatura, o metano e o carbono negro saem da atmosfera mais rapidamente.
Para a investigação, os autores analisaram previamente cerca de duas mil medidas de controlo da contaminação da atmosfera e utilizaram um modelo informático para selecionar as mais eficazes para travar o aquecimento global e melhorar a qualidade do ar.
Posteriormente, escolheram as que maiores benefícios proporcionam e descobriram que metade delas estava relacionada com as emissões de metano e a outra com as de carbono negro.
ER.
Lusa/Fim