quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Como arranjar asas de borboleta


Palitos, pó talco, cola de contacto e cartão são alguns itens necessários

2011-12-06
Borboleta monarca (Foto: acrylicartist)
Borboleta monarca (Foto: acrylicartist)
O jornal inglês The Guardian publicou um pequeno vídeo que ensina a arranjar uma asa de borboleta partida, sem magoar o insecto, para que volte a funcionar.

A ‘lição’ é dada pela Live Monarch Foundation's e os métodos demonstrados funcionam com qualquer espécie, apesar do ‘paciente’ demonstrado ser uma borboleta monarca macho. Esta espécie (Danaus plexippus) é nativa do Continente Americano e famosa pelas suas migrações extraordinárias em extensão e número de indivíduos. Já foi considerada migrante de passagem em Portugal até se descobrir colónias residentes na Madeira, por exemplo.
Segundo o ‘médico’ do vídeo, quando os estragos nas asas de uma borboleta não são superiores a 40 por cento, como por exemplo, faltar uma ponta numa das asas, pode-se alinhar as duas asas e cortar o excesso para que voltem a ficar simétricas. Mas, como no caso demonstrado, o macho monarca perdeu grande parte da asa e vai precisar de uma nova.

Para arranjar o estrago ou a falta de uma asa são necessárias 10 ‘ferramentas’ de trabalho: uma toalha, um cabide, palitos, cotonetes, asas extra, uma pinça, pó talco, uma tesoura, cola de contacto e cartão.

Com estes itens o ‘médico’ passa a demonstrar como fazer o arranjo passo a passo.
Fonte: Ciencia hoje

Ambiente: Investigação antevê efeitos do aquecimento global nos ecossistemas aquáticos


Actualizar: 06-12-2011


*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***Coimbra, 06 dez (Lusa) - O aumento da temperatura do planeta irá provocar efeitos na biodiversidade dos...
Ambiente: Investigação antevê efeitos do aquecimento global nos ecossistemas aquáticos
Ambiente: Investigação antevê efeitos do aquecimento global nos ecossistemas aquáticos
*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***
Coimbra, 06 dez (Lusa) - O aumento da temperatura do planeta irá provocar efeitos na biodiversidade dos sistemas aquáticos conclui, ainda de forma preliminar, uma investigação liderada pela Universidade de Coimbra (UC), que decorre numa ribeira da Serra da Lousã.
Há dois anos e meio que 10 investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC e do Departamento de Biologia da Universidade do Minho estudam os impactos do aquecimento global na biodiversidade e funcionamento dos ecossistemas ribeirinhos, na Ribeira do Candal.
A equipa envolve ainda uma dezena de colaboradores de seis países estrangeiros.
"O que nós testamos, basicamente, é se há alterações na biodiversidade para saber como funciona o sistema", explicou à agência Lusa a professora Cristina Canhoto, coordenadora do projeto, que termina em fevereiro.
A investigadora acrescentou que são realizados testes a vários níveis para tentar "avaliar o funcionamento da estrutura das comunidades, através da degradação das folhas, e fazer um inventário das espécies e das alterações que podemos detetar".
Segundo a investigadora da UC, só para o final do ano é que haverá dados concretos mas, para já, é possível concluir que vários grupos reagem ao aumento da temperatura da água.
"Alguns grupos, por exemplo, aceleram a sua atividade, comem mais folhas, que são muito importantes neste sistema. Há organismos que ao comer mais crescem mais depressa e completam o seu ciclo de vida mais rápido, e os microrganismos também degradam a matéria orgânica mais depressa", sublinhou.
No entanto, refere Cristina Canhoto, "se isto fosse generalizado, as folhas acabavam depressa e os animais não teriam o que comer o resto do ano, mas, na verdade, isso parece não estar a acontecer, porque pelos testes que temos realizado há um certo equilíbrio do sistema".
Através de vários testes na Ribeira do Candal, que foi dividida através de uma barreira natural, em que de um lado a água corre à temperatura ambiente e do outro aquecida, os investigadores pretendem saber se haverá extinção de espécies ou surgimento de novas e em que medida essa realidade afetará os ecossistemas.
De acordo com a UC, o estudo será muito útil para o desenvolvimento de estratégias para uma correta gestão e preservação dos cursos de água.
"Ao conhecer os tipos de alterações, com muitos anos de antecedência, é possível prevenir cenários mais dramáticos, porque se a estrutura ribeirinha for danificada os impactos ambientais, sociais e económicos serão elevados", frisa uma nota da instituição.
AMV.
Lusa/Fim

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nano termómetro – monitoriza a temperatura das células»» hybrids.web.ua.pt


Nano termómetro – monitoriza a temperatura das células»» hybrids.web.ua.pt

Furacões:


Não é apenas o calor e humidade que influencia os furacões; o deserto do norte de África também afecta a sua formação e intensidade. Aparentemente, há menos furacões nos anos que se geram densas nuvens de poeira sobre o deserto do Sahara e vice-versa. Os ventos alísios empurram as camadas de areia do deserto para Ocidente, sobre o Atlântico e impedem a passagem da luz solar e o consequente aumento da temperatura da água pelo que inibem a génese dos furacões.
 Fonte: Super interessante

Políticas ambiciosas podem reduzir emissões em 70% - OCDE


Actualizar: 25-11-2011
Lisboa, 25 nov (Lusa) - A emissão de gases com efeito de estufa pode ser reduzida em 70 por cento se forem adotadas "medidas mais ambiciosas" pelos go...
Políticas ambiciosas podem reduzir emissões em 70% - OCDE
Políticas ambiciosas podem reduzir emissões em 70% - OCDE
Lisboa, 25 nov (Lusa) - A emissão de gases com efeito de estufa pode ser reduzida em 70 por cento se forem adotadas "medidas mais ambiciosas" pelos governos, conclui a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
O relatório 'Environmental Outlook to 2050', que será divulgado integralmente pela OCDE em março, estima que, com políticas mais ambiciosas, é possível diminuir a emissão daqueles gases em 70 por cento, o que os colocaria 52 por cento abaixo dos níveis de 2005.
As consequências para a taxa de crescimento médio anual do produto interno bruto (PIB) mundial até 2050 seriam mínimas: apenas 0,2 pontos percentuais, dos 3,5 para os 3,3 por cento do PIB.
O documento, cujo capítulo sobre as alterações climáticas foi divulgado na quinta-feira, defende que se fixe um preço para o carbono, uma vez que "instrumentos como impostos ao carbono ou esquemas do mercado de emissões podem fornecer um incentivo dinâmico para a inovação e para o investimento privado em tecnologias de baixas emissões".
Além disso, "se os países industrializados adotarem medidas de redução das emissões com que se comprometeram em Copenhaga, através de uma taxa sobre o carbono ou esquemas de mercado com licenças leiloadas na totalidade, poderiam gerar receitas extra de mais de 250 mil milhões de dólares", aponta o estudo.
A instituição liderada por Angel Gurría recomenda ainda que sejam adotadas medidas de adaptação às "inevitáveis alterações climáticas", defendendo as vantagens da cooperação dos países industrializados com as economias em desenvolvimento e emergentes no desenvolvimento destas medidas.
A definição de objetivos "claros, credíveis e mais restritos" quanto às emissões de gases com efeitos de estufa, por seu lado, é outra das recomendações do relatório.
Sem políticas que promovam a diversificação das tecnologias energéticas, os custos de redução da dimensão do aquecimento global seriam mais elevados: o preço de limitar a subida média da temperatura a dois graus aumentaria em um terço, sem captura e armazenamento de carbono; em cerca de 50 por cento, se a energia nuclear entrar em 'phasing out'; e mais do que duplicaria se as energias renováveis se desenvolvessem mais lentamente.
Do mesmo modo, aponta a OCDE, "atrasar a ação de mitigação e limitar as reduções das emissões às insuficientes promessas feitas em Copenhaga e Cancun iria aumentar o custo global da mitigação em cerca de 50 por cento".
Depois das negociações falhadas de Copenhaga e de Cancun, as Nações Unidas realizam uma conferência sobre as alterações climáticas em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 09 de dezembro. Na conferência, serão debatidos os mecanismos de financiamento para ajudar os países em desenvolvimento a atenuar os efeitos das alterações climáticas e a adaptarem-se.
ND.
Lusa/fim

Ação para salvar florestas tem de ser imediata


Actualizar: 27-11-2011
Lisboa, 27 nov (Lusa) - A redução da desflorestação para perto de zero em 2020 "é possível", mas se a ação não for imediata irá perder-se o dobro da á...
Ação para salvar florestas tem de ser imediata
Ação para salvar florestas tem de ser imediata
Lisboa, 27 nov (Lusa) - A redução da desflorestação para perto de zero em 2020 "é possível", mas se a ação não for imediata irá perder-se o dobro da área de floresta até 2030, alerta um relatório da organização ambientalista internacional WWF.
De acordo com o último capítulo do relatório da WWF "Florestas Vivas - as florestas e o clima", o mundo irá perder 55,5 milhões de hectares de floresta até 2020, mesmo que se tomem medidas urgentes para reduzir a desflorestação.
"Se existirem atrasos nas medidas necessárias, isso significará uma perda de 124,7 milhões de hectares de floresta até 2030", avisa o relatório.
O documento conclui que a redução da desflorestação para perto de zero também reduziria as emissões globais de gases com efeito de estufa, resultantes da destruição da floresta, para perto de zero.
Contudo, adiar esta ação até 2030 significaria "sacrificar mais 69 milhões de hectares de floresta em todo o mundo e pelo menos mais 24GtCO2 de emissões, não incluindo as perdas resultantes da degradação da floresta ou o carbono armazenado no subsolo", adianta.
Atualmente, cerca de 20 por cento das emissões globais de carbono têm origem na desflorestação e degradação florestal - mais do que o total de emissões do sector de transportes a nível global.
Segundo a WWF, a perda das grandes florestas naturais do planeta (desflorestação) é uma realidade com que a humanidade tem vindo a conviver e que pode, se não devidamente controlada e travada, ter consequências a nível de perdas económicas, sociais e ambientais.
"Apesar dos progressos conseguidos na redução da desflorestação, continua-se a assistir a uma destruição das florestas superior à capacidade de regeneração das mesmas. Este desaparecimento é um dos responsáveis pelos níveis de perda de biodiversidade globais de quase 30%, entre 1970 e 2007", de acordo com estudos da WWF.
O Relatório Florestas Vivas refere que atualmente, o planeta possui florestas produtivas e terra arável suficientes para fornecer alimentos, bens e energia sem a necessidade de se recorrer a mais conversão de florestas naturais.
Mas este cenário altera-se após 2030 quando, e de acordo com o relatório Planeta Vivo, a população mundial - que se prevê que ultrapasse os nove biliões em 2050 - se tornar um fator determinante na alocação de recursos.
"Descodificar soluções para a procura global de alimento, combustível e fibra, bem como soluções para a conservação das florestas é o que se pretende desvendar", adianta a WWF.
HN.
Lusa/fim