sábado, 3 de dezembro de 2011
Furacões:
Políticas ambiciosas podem reduzir emissões em 70% - OCDE
Actualizar: 25-11-2011
Lisboa, 25 nov (Lusa) - A emissão de gases com efeito de estufa pode ser reduzida em 70 por cento se forem adotadas "medidas mais ambiciosas" pelos go...

Políticas ambiciosas podem reduzir emissões em 70% - OCDE
Lisboa, 25 nov (Lusa) - A emissão de gases com efeito de estufa pode ser reduzida em 70 por cento se forem adotadas "medidas mais ambiciosas" pelos governos, conclui a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
O relatório 'Environmental Outlook to 2050', que será divulgado integralmente pela OCDE em março, estima que, com políticas mais ambiciosas, é possível diminuir a emissão daqueles gases em 70 por cento, o que os colocaria 52 por cento abaixo dos níveis de 2005.
As consequências para a taxa de crescimento médio anual do produto interno bruto (PIB) mundial até 2050 seriam mínimas: apenas 0,2 pontos percentuais, dos 3,5 para os 3,3 por cento do PIB.
O documento, cujo capítulo sobre as alterações climáticas foi divulgado na quinta-feira, defende que se fixe um preço para o carbono, uma vez que "instrumentos como impostos ao carbono ou esquemas do mercado de emissões podem fornecer um incentivo dinâmico para a inovação e para o investimento privado em tecnologias de baixas emissões".
Além disso, "se os países industrializados adotarem medidas de redução das emissões com que se comprometeram em Copenhaga, através de uma taxa sobre o carbono ou esquemas de mercado com licenças leiloadas na totalidade, poderiam gerar receitas extra de mais de 250 mil milhões de dólares", aponta o estudo.
A instituição liderada por Angel Gurría recomenda ainda que sejam adotadas medidas de adaptação às "inevitáveis alterações climáticas", defendendo as vantagens da cooperação dos países industrializados com as economias em desenvolvimento e emergentes no desenvolvimento destas medidas.
A definição de objetivos "claros, credíveis e mais restritos" quanto às emissões de gases com efeitos de estufa, por seu lado, é outra das recomendações do relatório.
Sem políticas que promovam a diversificação das tecnologias energéticas, os custos de redução da dimensão do aquecimento global seriam mais elevados: o preço de limitar a subida média da temperatura a dois graus aumentaria em um terço, sem captura e armazenamento de carbono; em cerca de 50 por cento, se a energia nuclear entrar em 'phasing out'; e mais do que duplicaria se as energias renováveis se desenvolvessem mais lentamente.
Do mesmo modo, aponta a OCDE, "atrasar a ação de mitigação e limitar as reduções das emissões às insuficientes promessas feitas em Copenhaga e Cancun iria aumentar o custo global da mitigação em cerca de 50 por cento".
Depois das negociações falhadas de Copenhaga e de Cancun, as Nações Unidas realizam uma conferência sobre as alterações climáticas em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 09 de dezembro. Na conferência, serão debatidos os mecanismos de financiamento para ajudar os países em desenvolvimento a atenuar os efeitos das alterações climáticas e a adaptarem-se.
ND.
Lusa/fim
Ação para salvar florestas tem de ser imediata
Actualizar: 27-11-2011
Lisboa, 27 nov (Lusa) - A redução da desflorestação para perto de zero em 2020 "é possível", mas se a ação não for imediata irá perder-se o dobro da á...

Ação para salvar florestas tem de ser imediata
Lisboa, 27 nov (Lusa) - A redução da desflorestação para perto de zero em 2020 "é possível", mas se a ação não for imediata irá perder-se o dobro da área de floresta até 2030, alerta um relatório da organização ambientalista internacional WWF.
De acordo com o último capítulo do relatório da WWF "Florestas Vivas - as florestas e o clima", o mundo irá perder 55,5 milhões de hectares de floresta até 2020, mesmo que se tomem medidas urgentes para reduzir a desflorestação.
"Se existirem atrasos nas medidas necessárias, isso significará uma perda de 124,7 milhões de hectares de floresta até 2030", avisa o relatório.
O documento conclui que a redução da desflorestação para perto de zero também reduziria as emissões globais de gases com efeito de estufa, resultantes da destruição da floresta, para perto de zero.
Contudo, adiar esta ação até 2030 significaria "sacrificar mais 69 milhões de hectares de floresta em todo o mundo e pelo menos mais 24GtCO2 de emissões, não incluindo as perdas resultantes da degradação da floresta ou o carbono armazenado no subsolo", adianta.
Atualmente, cerca de 20 por cento das emissões globais de carbono têm origem na desflorestação e degradação florestal - mais do que o total de emissões do sector de transportes a nível global.
Segundo a WWF, a perda das grandes florestas naturais do planeta (desflorestação) é uma realidade com que a humanidade tem vindo a conviver e que pode, se não devidamente controlada e travada, ter consequências a nível de perdas económicas, sociais e ambientais.
"Apesar dos progressos conseguidos na redução da desflorestação, continua-se a assistir a uma destruição das florestas superior à capacidade de regeneração das mesmas. Este desaparecimento é um dos responsáveis pelos níveis de perda de biodiversidade globais de quase 30%, entre 1970 e 2007", de acordo com estudos da WWF.
O Relatório Florestas Vivas refere que atualmente, o planeta possui florestas produtivas e terra arável suficientes para fornecer alimentos, bens e energia sem a necessidade de se recorrer a mais conversão de florestas naturais.
Mas este cenário altera-se após 2030 quando, e de acordo com o relatório Planeta Vivo, a população mundial - que se prevê que ultrapasse os nove biliões em 2050 - se tornar um fator determinante na alocação de recursos.
"Descodificar soluções para a procura global de alimento, combustível e fibra, bem como soluções para a conservação das florestas é o que se pretende desvendar", adianta a WWF.
HN.
Lusa/fim
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Conheça o material que combate a poluição do ar
![]() |
A poluição do ar está há mais de uma década preocupando ambientalistas, que não podem fazer muito mais do que alertar os países sobre os riscos que as indústrias oferecem. Mas a química tem sido capaz, a partir de inovações tecnológicas, de proporcionar soluções sustentáveis para o problema. Um dos novos “heróis” da limpeza do ar é o dióxido de titânio.
Usado em uma ampla variedade de materiais, que vão desde pastas de dente e filtro solar até concreto para obras de engenharia civil, o dióxido de titânio é um composto químico altamente sustentável. Além de neutralizar os poluentes do ar, funcionando como uma espécie de filtro, esse material se limpa sozinho.
Parece ficção científica, mas é exatamente isso. A água da chuva, ao entrar em contato com uma camada de dióxido de titânio suja por qualquer impureza, adere à superfície e se espalha de forma equânime. É uma espécie de lavagem automática.
Devido a essa curiosa habilidade natural para remover a sujeira, pequenos flocos de dióxido de titânio são usados em cosméticos, pastas de dente e filtros solares. Apesar disso, não é exatamente essa característica química que confere ao dióxido de titânio um papel fundamental contra a poluição do ar.
Esse mérito é verificado na produção de concreto para obras de engenharia civil. Quando uma parede é revestida com uma camada de dióxido de titânio, tem início uma interessante reação. Os raios ultravioleta, emitidos pelo sol, fazem o dióxido de titânio liberar radicais livres. Estas substâncias, por sua vez, têm a capacidade de decompor os principais agentes que poluem a atmosfera. Logo, é um purificador natural do ar.
Grandes obras arquitetônicas já usam esse princípio. Um exemplo é a Igreja do Jubileu, em Roma (Itália). Uma empresa japonesa, por sua vez, já fabrica blocos para calçada revestidos de dióxido de titânio, em escala industrial. De olho nos benefícios ambientais e econômicos que a novidade pode trazer, os governos europeus já planejam formas de ampliar a produção e comercialização desse material. [BBC]
Desvendando os segredos genéticos dos fungos
Por Bernardo Staut em 21.11.2011 as 13:00
RSS Feeds

Um dos reinos biológicos mais interessantes é o dos fungos, mas ainda assim sabemos muito pouco sobre ele. Talvez agora isso mude, com o esforço de cientistas para criar a primeira biblioteca genética de fungos ingleses.
Os fungos da Fazenda Deer Park, em Devon, promovem um evento de cores antes do inverno chegar. Eles existem em diversas formas: dos vermelhos, que parecem saídos direto de contos de fantasia, até os esguios, que parecem tentáculos saindo do solo.
Nos campos íngremes da fazenda inglesa, alguns fungos raros atraíram a atenção de cientistas do Jardim Botânico Real de Kew, em Londres, que estão coletando amostras de DNA para análise em laboratório. Com isso, vão fabricar uma biblioteca genética dos fungos do país, começando com esses espécimes raros.
O pesquisador de Kew, Martyn Ainsworth, afirma que “é um reino enorme, e relativamente pouco explorado e estudado”.
“Acredito que isso acontece porque, cientificamente, eles são muito difíceis de trabalhar. Podemos criar alguns em laboratório, mas há muito mais espalhados no campo, e alguns dos mais importantes comercialmente nós não podemos criar em laboratório”, comenta.
Mas os fungos, que estão entre as plantas e os animais na árvore da vida, são os ajudantes invisíveis do nosso ambiente: eles reciclam a matéria excretada e morta, e alimentam plantas com água e nutrientes.
Uma pergunta básica que a equipe está tentando resolver com a biblioteca genética é quantas espécies existem.
Atualmente, a Inglaterra deve conter entre 12 e 20 mil espécies, mas o micologista de Kew, Bryn Dentinger, está tentando encontrar a sequencia única de genes que vai ajudar os pesquisadores a obter um número mais correto.
“Por sua natureza disfarçada, os fungos são muito difíceis de identificar apenas pela morfologia. Mas agora, com as técnicas genéticas, nós finalmente temos as ferramentas para diagnosticar quantas espécies existem de maneira mais rápida”, comenta.
Pesquisas antigas já sugeriam que alguns cogumelos considerados espécies únicas eram na verdade duas ou mais espécies.
Mas, mesmo com a aparente abundância, cientistas estão preocupados com o futuro de algumas espécies de fungos. A destruição dos habitats e a poluição de nitrogênio oriunda dos fertilizantes estão causando sérios problemas.
Futuro dos fungos
Os donos da fazenda Deer Park, Audrey e John Compton, afirmam que quando compraram o local, há 10 anos, os campos eram cheios de fungos.
“Temos campos muito antigos por aqui; eles não foram arados, o terreno é ruim para um trator, não foram fertilizados, não há pesticidas… então, eles são mais ou menos como a natureza quis”, comenta John. “E, contanto que seja mexido apenas o suficiente, teremos lindas flores de verão e fungos de outono”.
Os pesquisadores de Kew afirmam que o aprofundamento do DNA vai ajudar a conservá-los – porque se não sabemos quantas espécies temos, como vamos acompanhar as que estão sumindo?
O Dr. Dentinger afirma que a biblioteca genética poderia levar décadas para ficar pronta, mas o esforço vale a pena. “A diversidade total dos cogumelos é um número difícil de se determinar – 700 mil até 5 milhões. E a biblioteca molecular moderna está indicando os números mais altos”, explica. “É muita coisa por aí, e o único modo de fazermos isso é com o mapeamento genético”.[BBC]
Focas podem achar seu local de nascimento através de seu “GPS”
| Por Stephanie D’Ornelas em 22.11.2011 as 15:28 |

Talvez você conheça uma história assim: o cachorro de estimação fugiu de casa, rodou dezenas de quilômetros pela cidade a esmo, mas de algum jeito sobrenatural, achou o caminho de volta. Se isso parece uma façanha no mundo canino, é habilidade natural entre algumas focas. Pesquisadores britânicos descobriram que certas espécies podem localizar exatamente o local em que nasceram depois de cinco anos perambulando pelo mar.
O estudo que fez essa descoberta foi conduzido por cientistas do Centro de Pesquisas Britânico na Antártica (BAS, na sigla em inglês). Eles se instalaram nas proximidades de um local onde o lobo-marinho-antárico (uma espécie de foca) costuma dar à luz seus filhotes. Durante o tempo de pesquisa, instalaram pequenos rádios transmissores nos corpos de 335 lobos marinhos recém nascidos.
Com o rastreamento garantido, os cientistas passaram a observar o itinerário das focas pelo mar. Descobriram que elas passam cinco anos sem se fixar em um lugar, período no qual se alimentam, crescem e atingem a fase adulta. Em certo momento, quando às vezes já se afastaram tanto do Pólo Sul que estão quase no Uruguai, elas dão meia volta para dar à luz.
As focas têm o hábito de retornar ao lugar em que nasceram para ter seus filhotes. Mas não estamos falando de voltar para uma vasta região, onde elas nasceram nas proximidades: a foca dá à luz a menos de dez metros do exato local onde foi gerada. Algumas delas, conforme mediram os cientistas, puderam voltar a um corpo de distância do local onde foram originadas.
Ainda não se sabe explicar, exatamente, qual a razão dessa capacidade superior à de um potente GPS (que indica um local com margem de erro de cinco metros, precisão que foi superada pela maioria dos animais testados). Além de encontrar o caminho certo para parir, os lobos marinhos usam esse engenhoso sistema de localização para demarcar territórios e se comunicar.
Alguns outros animais aquáticos, além das focas, também possuem impressionantes habilidades de navegação, mas boa parte do funcionamento desse mecanismo permanece um mistério. [Telegraph]
Por: Hypescience
Subscrever:
Mensagens (Atom)
