quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Três países autorizados a efetuar prospeção subaquática no mar dos Açores


Actualizar: 16-11-2011
Três países autorizados a efetuar prospeção subaquática no mar dos Açores
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***Horta, 16 nov (Lusa) - Três países foram autorizados a realizar trabalhos de prospeção subaquática no m...
 
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Horta, 16 nov (Lusa) - Três países foram autorizados a realizar trabalhos de prospeção subaquática no mar dos Açores, tendo em vista procurar minerais preciosos, como o cobre, revelou hoje o diretor do departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
Ricardo Serrão Santos, que falava na Horta, Faial, numa palestra sobre 'Uso Sustentável do Mar', especificou que a Rússia, a China e a Alemanha são os países que já terão recebido autorização para efetuar prospeção subaquática no mar do arquipélago, junto às ilhas e à Dorsal Média Atlântica, situada a sul dos Açores.
"Estamos a acompanhar este processo com planos de conservação", afirmou o investigador, destacando que se trata de processos que exigem grandes cuidados.
Ricardo Serrão Santos frisou que "há um grande interesse neste momento" pela exploração comercial do fundo do mar, mesmo em locais de grandes profundidades, como acontece ao largo do arquipélago, onde estão situadas as fontes hidrotermais 'Lucky Strike', 'Menez Gwen' e 'Raibow'.
Nesse sentido, salientou que a exploração de cobre no mar profundo "é, neste momento, rentável" em zonas como o Oceano Pacífico, onde estão instaladas empresas a efetuar exploração mineral a cerca de 1000 metros de profundidade.
O diretor do Departamento de Oceanografia e Pescas defendeu, no entanto, que é necessário "compatibilizar as questões económicas e de exploração com a conservação desses ambientes" para evitar eventuais atentados ambientais nos locais de prospeção e exploração mineral.
O investigador recordou que a procura de cobre é tão grande, mesmo em Portugal, que quase todos os dias surgem notícias dando conta de "roubos de cabos" para comercializar o cobre.
A eventual prospeção mineral no mar dos Açores continua a gerar, no entanto, muitas dúvidas entre os cientistas e investigadores ligados ao setor, mas também no executivo regional.
Frederico Cardigos, diretor regional dos Assuntos do Mar, afirmou hoje que "é absolutamente determinante a utilização sustentável do mar" dos Açores, acrescentando que as autoridades açorianas conhecem "perfeitamente o enquadramento de algumas atividades que são realizadas, que têm níveis de sustentabilidade adequados", mas admitiu que são "necessários mais dados" para questões relacionadas com a prospeção do mar profundo.
A palestra hoje realizada na Horta, integrada nas comemorações do Dia Nacional do Mar, contou também com a participação de Steve Scott, investigador da Universidade de Toronto, no Canadá, e de Pierre-Marie Sarradin, do IFERMER, um instituto francês de investigação marinha.
RF.
Lusa/fim

Animais no topo da cadeia alimentar são essenciais para equilíbrio dos ecossistemas

Estudo revela alguns dos efeitos negativos da eliminação da “aristocracia ecológica”
2011-07-20
"Eliminação dos grandes predadores terá efeitos significativos no futuro dos ecossistemas", diz a investigadora Ellen Pikitch
Um estudo realizado à primeira vez à escala mundial sobre o impacto do declínio os grandes predadores e dos animais herbívoros, revela que o declínio destas populações que se encontram no topo da cadeia alimentar provoca mudança negativas em todos os ecossistemas terrestres e marinhos.
Os investigadores envolvidos no estudo agora publicado na «Science» admitem que na observação dos ecossistemas há uma tendência para se olhar “de baixo para cima”. Os cientistas e os gestores de recursos “centram-se apenas numa pequena parte de uma equação que é mais complexa”, afirma o professor de Ecologia e Evolução da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, James Estes, co-autor do estudo.
A investigação demonstra que os maiores consumidores na cadeia alimentar são factores de enorme influência na estrutura, função e biodiversidade dos ecossistemas. O topo da pirâmide é formado por felinos, lobos, bisontes, baleias, tubarões, animais grandes e que não se podem estudar facilmente em laboratório, não sendo por isso fácil medir os efeitos da sua eliminação nos ecossistemas.
A degradação, que está documentada em investigações anteriores, revela uma série de efeitos em cascata nos ecossistemas de todo o mundo, agravados principalmente por factores como as práticas de uso da terra, as mudanças climáticas, a perda de habitat e a contaminação causada pelo homem.
Este estudo recolhe alguns dos efeitos negativos da eliminação desta “aristocracia ecológica”. A diminuição da população de leões e leopardos na África subsariana, por exemplo, provocou um aumento da população de babuínos, uma das suas presas de eleição. Este facto fez aumentar a transmissão de parasitas intestinais dos babuínos para os humanos.
A caça industrial de baleias que ocorreu durante o século passado fez com que houvesse uma grande perda de grandes baleias consumidoras de plâncton. Sabe-se agora que estas exerciam um papel fundamental na captura de carbono na profundidade dos oceanos através da decomposição das fezes.
O resultado foi a transferência de 105 milhões de toneladas de carbono para a atmosfera, carbono esse que poderia ter sido absorvido pelas baleias.
“Temos de admitir que a eliminação dos grandes predadores e herbívoros do topo da cadeia alimentar terá efeitos significativos no futuro dos ecossistemas”, confirma Ellen Pikitch, directora do Instituto de Ciências para a Conservação dos Oceanos da Universidade de Stony Brook, organização que promoveu a investigação. Os esforços futuros “para gerir e conservar a natureza têm de incluir estes animais”, conclui.
Fonte: Ciência hoje.pt

ONG querem proteção alargada a tubarões


Actualizar: 15-11-2011
ONG querem proteção alargada a tubarões
Istambul, 15 nov (Lusa) - Organizações Não-governamentais (ONG) internacionais recomendaram hoje aos países que pescam atum, reunidos em Istambul até ...
Istambul, 15 nov (Lusa) - Organizações Não-governamentais (ONG) internacionais recomendaram hoje aos países que pescam atum, reunidos em Istambul até sábado para decidirem mecanismos de controlo de capturas e proteção de espécies, que a proteção deve ser alargada também aos tubarões.
Os tubarões são "vitimas colaterais" da pesca do atum, especialmente do atum-rabilho do atlântico (Thunnus thynnus), e cerca de 75 por cento das espécies de tubarões capturadas pela pesca ao atum são espécies ameaçadas de extinção, indica um relatório divulgado pela organização de defesa do meio marinho Oceana à margem da reunião da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (CICTA) que decorre na cidade turca.
O mesmo relatório refere que menos de um por cento das espécies de tubarão capturadas no atlântico tem estatuto de espécie protegida.
"Os estados com frotas de pesca no Atlântico já não podem ignorar o facto de que as populações de tubarões estão a ser dizimadas" pela pesca do atum, afirmou Elizabeth Griffin Wilson, representante da Oceana.
A ONG apelou hoje para que os 48 países e territórios membros da CICTA decidam pela "interdição da captura de espécies especialmente em perigo, como o tubarão-anequim (Isurus oxyrinchus) e o tubarão-luzidio (Carcharhinus falciformis)" e limitação de capturas do tubarão-azul (Prionace glauca).
A CICTA tem atualmente em vigor medidas de proteção para apenas três espécies de tubarão: o tubarão-martelo (Sphyrna spp), o tubarão-raposo (Alopias vulpinus) e o tubarão-oceânico (Carcharhinus longimanus).
A ONG dos Estados Unidos Pew Environment Group, que acompanha também a reunião da CICTA, recomendou a utilização de novos materiais nas artes de pesca que evitem a captura acidental de tubarões sem prejudicar as capturas de atum, como a substituição de linhas em aço para prender os anzóis por linhas em nylon, que são facilmente cortadas pelos tubarões mas não pelos atuns.
De acordo com a organização norte-americana, que cita números da CICTA, entre 1992 e 2003 os tubarões representaram 25 por cento das capturas feitas com palangres pelágicos (linhas com quilómetros de comprimento equipadas com milhares de anzóis que são rebocadas pelos navios em alto mar).
Números avançados pela Pew Environment Group indicam que cerca de 73 milhões de tubarões são capturados anualmente, a maioria para lhes serem cortadas as barbatanas, com grande valor comercial nos mercados asiáticos.
JMR
Lusa/Fim

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Cuidar do jardim faz muito bem à saúde


Por Stephanie D’Ornelas em 13.07.2011 as 16:00RSS RSS Feeds
Criar algo realmente bonito com as mãos, fazendo um belo jardim ou uma horta cheia de frutas e verduras, é um dos resultados da jardinagem. Mas a atividade também traz benefícios à saúde de quem mexe com a terra.
No meio da correria do mundo moderno, parar por um momento e entrar em contado com as plantas permite que as pessoas voltem a um estado primitivo que foi abandonado nas grandes cidades.
Trabalhar em um jardim alivia o estresse do cotidiano e até melhora o humor. E se você resolver plantar verduras e legumes ainda pode ter alimentos mais saudáveis e frescos a sua disposição. Confira abaixo algumas das maneiras que a jardinagem pode nos ajudar fisicamente e mentalmente e como trazer esses benefícios pra você e sua família.
Alívio do estresse:
Um recente estudo mostrou que a jardinagem pode ser mais relaxante do que várias outras formas de lazer. Dois grupos de pessoas que estavam estressadas foram separados nas seguintes atividades: leitura em ambientes fechados ou jardinagem, por 30 minutos. Ao final do estudo, o grupo que ficou no jardim estava com o humor melhor em relação a quem passou o tempo lendo.
Vivemos em uma sociedade em que sempre devemos estar ligados e prestando o máximo de atenção em tudo a nossa volta, seja em celulares ou emails. Mas essa capacidade de vigilância tem limite e pode gerar a fadiga de atenção, que vem acompanhada de mau humor, irritação e estresse.
A fadiga felizmente é reversível, e uma das maneiras de fazer isso é com a jardinagem, pois é um momento em que não precisamos nos esforçar para prestar atenção: esse processo é praticamente involuntário. Ou seja, trocar seu celular por plantas é uma ótima forma de acabar com o estresse e com a fadiga.
Melhor saúde mental:

A atenção sem esforço da jardinagem pode melhorar a saúde mental e evitar os sintomas da depressão.
Em um estudo realizado na Noruega, pessoas diagnosticadas com depressão, mau humor persistente ou transtorno bipolar passaram seis horas por semana cultivando flores e legumes. Após três meses, a melhora em todos os participantes era visível e o bom humor continuou mesmo três meses depois que o programa de jardinagem acabou.
Os especialistas sugerem que a jardinagem tenha força suficiente para fazer com que as pessoas encontrem saídas para as turbulências. Mas alguns cientistas têm uma teoria mais radical (e estranha) de como a jardinagem pode acabar com a depressão.
Camundongos foram injetados com bactérias inofensivas comumente encontradas no solo, e foi descoberto que elas aumentam a liberação de serotonina no organismo pelas partes do cérebro que controlam a função cognitiva e o humor – assim como as drogas antidepressivas fazem.
Ok, fazer sujeira com a terra pode não fazer o mesmo efeito que tomar Prozac, mas especialistas sugerem que a falta das velhas companheiras bactérias em nosso ambiente tem alterado nosso sistema imunológico. Encontrá-las novamente em contato com a terra pode reverter o quadro e diminuir problemas psicológicos.
Exercício:
Mexer com plantas não pode ser comparado com puxar ferro, e ao menos que você esteja transportando carrinhos de mão cheios de terra todos os dias, provavelmente a jardinagem não vai fazer muito por seu condicionamento cardiovascular. Mas cavar, plantar, capinar e repetir outras tarefas que requerem força e alongamento é uma excelente forma de exercício de baixo impacto.
Por isso, a jardinagem é uma atividade que pode ser feita por idosos, pessoas com deficiência e até por quem sofre de dores crônicas. Além disso, a jardinagem permite que você tenha contato com ar puro e sol, o que faz com que seu sangue se movimente melhor.
Saúde cerebral:
Algumas pesquisas sugerem que a atividade física associada com a jardinagem pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver demência. De acordo com os estudos, a combinação de atividade física e mental envolvidas na jardinagem pode ter uma influência positiva sobre a mente.
Para pessoas que já estão sofrendo com transtornos mentais, como o Alzheimer, apenas andar por um jardim já é terapêutico. As paisagens, cheiros e sons que existem no ambiente natural promovem o relaxamento.
Nutrição:
O alimento que você mesmo planta é o mais fresco que você pode comer. E é ainda mais delicioso comer algo que você mesmo cultivou. Pensando nisso, por que não fazer uma horta cheia de frutas e vegetais? Além de ser um exercício divertido, a tendência é que quem plante os próprios alimentos se alimente de forma mais saudável.
Esse também é um bom incentivo para as crianças comerem mais verduras e menos alimentos artificiais. Estudos de programas de jardinagem em escolas sugerem que as crianças que mexem com jardins são mais propensas a comer frutas e legumes. E elas são muito mais aventureiras na hora de experimentar novos alimentos. Muitas comem alimentos verdes com sabor forte, como rúcula, sem medo.
Como começar?
Você não precisa de um grande jardim para se beneficiar com a jardinagem. Se você tem pouco espaço, vale plantar até em pequenos recipientes, como vasos e baldes, desde que estejam limpos e tenham buracos na parte inferior.
Existem inúmeras dicas de jardinagem em livros e na internet. Outra maneira de aprender novas formas de cuidar de plantas é conversando com aquele vizinho que tem uma horta ou que goste de cultivar um bonito jardim. A maioria vai gostar de compartilhar as habilidades, e essa é uma maneira agradável de começar a por as mãos na terra.[CNN]
Por: Hypescience

Florestas absorvem um terço do CO2 da atmosfera


Investigador Josep Canadell acredita que é possível obter ganhos económicos com uma melhor gestão das florestas
2011-07-19
Josep Canadell Executive é director executivo do Global Carbon Project e investigador do CSIRO (Austrália)
Num artigo recentemente publicado na revista «Science», o investigador Josep Canadell afirma que as florestas absorvem um terço de dióxido de carbono (CO2) que se encontra na atmosfera, oriundo da queima de combustíveis fósseis. “Se amanhã suspendermos a desflorestação, as florestas existentes e aquelas que estão em estado de reconstituição vão absorver metade das emissões de combustíveis fósseis”, sublinhou Canadell.
As florestas do planeta absorvem 2,4 mil milhões de toneladas de carbono por ano. Este estudo é o primeiro a utilizar dados de vários tipos de florestas: boreais, tropicais e das regiões temperadas.
A desflorestação é responsável pela emissão de 2,9 mil milhões de toneladas por ano, ou seja, 26 por cento do total das emissões. Apenas as emissões de combustíveis fósseis atingem mais 8 mil milhões de toneladas por ano.
Os dados relativos ao período compreendido entre 1990 e 2007 foram reunidos durante dois anos por uma equipe internacional de investigadores especialistas no estudo do aquecimento global. Conseguiram mostrar pela primeira vez que nas regiões tropicais o volume de carbono emitido devido à desflorestação foi contrabalançado pelo absorvido pelas florestas primárias intactas, tendo no final um balanço de carbono quase nulo. As florestas em regeneração, onde a agricultura foi abandonada também contribuíram significativamente para a absorção.
Para Canadell há duas conclusões a tirar deste estudo: “As florestas não são apenas grandes reservatórios de carbono, pois também absorvem activamente o CO2 produzido pelas actividades humanas, assumindo cada vez mais a dianteira para uma estratégia de protecção do clima”. Mostra-se igualmente que é “possível obter ganhos económicos com uma melhor gestão das florestas, aproveitando principalmente benefícios com a redução da desflorestação”.
O investigador sublinha o aspecto financeiro do mercado do carbono e as compensações previstas no programa «Redd-Plus» (Redução de Emissões por Desflorestação e Degradação Florestal). Esse mecanismo foi adoptado na conferência da ONU sobre o clima, em Cancun (México), no final de 2010. Tem como objectivo estimular os países onde existem florestas tropicais a administrá-las de forma durável, obtendo compensações financeiras.
Fonte: Ciência hoje.pt

Gelo do mar Ártico pode desaparecer até 2015


Por Stephanie D’Ornelas em 10.11.2011 as 10:00RSS RSS Feeds
O gelo que se forma sobre o mar do Ártico está diminuindo tão rapidamente que pode desaparecer completamente em menos de quatro anos. Quem deu este alerta foi o professor Peter Wadhams, da Universidade de Cambridge, que afirma que mesmo reaparecendo a cada inverno, sua ausência durante o pico do verão ameaçaria os ursos polares, acabando com seus locais de caça e os ameaçando de extinção.
A massa de gelo entre o Norte da Rússia, Canadá e Groenlândia diminui com as estações do ano, atingindo atualmente um nível mínimo de cerca de quatro milhões de quilômetros quadrados. A maioria dos modelos, incluindo as últimas estimativas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), mostram o declínio da área coberta por gelo nos últimos anos para prever a taxa na qual ele irá se deteriorar.
Porém, o pesquisador Wieslaw Maslowski disse no ano passado que as previsões têm falhado e não conseguiram determinar a rapidez com que as mudanças climáticas provocam a diminuição da espessura do gelo.
Enquanto o IPCC sugere que o gelo resistirá até 2030, o estudo de Maslowski calcula que o gelo vai desaparecer muito mais rapidamente. Seu modelo foi considerado polêmico, assim como a declaração de que o mar Ártico está em uma “espiral da morte”. No entanto, Wadhams, um dos melhores especialistas em regiões polares, disse que os cálculos de Maslowski são convincentes.
“O modelo é o mais extremo, mas também é o melhor”, afirmou o professor Wadhams. “Acho a previsão para 2015 muito grave, e estou muito bem convencido de que isso é que vai acontecer”.
O gelo voltaria no inverno seguinte, mas sua ausência no verão encorajaria ainda mais o transporte e exploração de petróleo no Ártico, ameaçando as espécies nativas. [Telegraph]
Por: Hypescience