sábado, 20 de agosto de 2011

Fungos introduzidos em árvores podem acelerar reflorestação

Estudo está a ser realizado na Escola Superior de Biotecnologia (Universidade Católica, Porto)
2011-08-16
A introdução de fungos tem sido feita em pinheiros-bravos
A introdução de fungos tem sido feita em pinheiros-bravos
A introdução de fungos nas árvores a plantar depois de um incêndio pode ser uma das soluções para acelerar a reflorestação. Esta é uma das conclusões prévias do estudo que está a ser desenvolvido por investigadores na área da Biotecnologia Ambiental da Escola Superior de Biotecnologia, da Universidade Católica (Porto).
Tendo como objectivo perceber de que modo é possível acelerar a reflorestação em solos queimados, o estudo, liderado por Paula Castro, envolve a aplicação de determinados fungos seleccionados (fungos ectomicorrízicos) como facilitadores deste processo.
Os últimos dados da Autoridade Florestal Nacional (AFN) dão conta que a área ardida no primeiro semestre deste ano em Portugal quase triplicou em relação a 2010, atingindo um total superior a nove mil hectares. Encontrar uma solução para promover a eficácia da reflorestação é, assim, uma prioridade para os investigadores.
Estudos previamente realizados em áreas ardidas demonstraram que a introdução de fungos no sistema radicular (nas raízes) pode promover até duas vezes o crescimento da planta após transplante. Isto porque os fungos proporcionam à planta uma maior absorção de água e de nutrientes do solo, podendo deste modo aumentar a sua taxa de crescimento e resistência.
O estudo tem sido realizado com pinheiro-bravo. Esta espécie é importante a nível nacional devido à sua larga distribuição geográfica e também pela sua importância económica. Esta aplicação – que vem acelerar e optimizar o processo de reflorestação no período pós-fogo – assume-se como uma forma de aliar as soluções da biotecnologia aos problemas da floresta.
Fonte: Ciência Hoje

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Concentração de ozono já se encontra "regularizada" em Vila Real


Actualizar: 13-08-2011
Porto, 13 ago (Lusa) - A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) informou hoje que a concentração de ozono registada na s...
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Concentração de ozono já se encontra "regularizada" em Vila Real
Porto, 13 ago (Lusa) - A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) informou hoje que a concentração de ozono registada na sexta-feira em Vila Real já se encontra "regularizada", descendo para níveis que não implicam riscos para a população.
Em comunicado, a CCDR-N avisa que o valor do limiar de informação da população foi ultrapassado na sexta-feira, em Vila Real, tendo sido registado na estação de Lamas D'Olo, em especial entre as 17:00 e as 21:00.
Durante o período de ultrapassagem do limiar de informação à população, refere a CCDR-N, "as pessoas mais sensíveis (crianças, idosos, asmáticos e pessoas com problemas respiratórios) devem evitar inalar uma grande quantidade de ar poluído, especialmente durante o período mais quente (tarde)".
Acrescenta que, por esse motivo, "a atividade física intensa ao ar livre deve ser reduzida ao mínimo" e que devem também ser evitados "outros fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e a utilização de produtos irritantes contendo solventes na sua composição, uma vez que estes podem agravar os efeitos da exposição a concentrações elevadas de ozono".
Em causa está o ozono troposférico, um poluente secundário que, ao contrário dos outros poluentes monitorizados, não é emitido diretamente por nenhuma fonte, resultando da reação de outros poluentes entre si na atmosfera em presença da radiação solar.
JAP.
Lusa/Fim

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Portugal entra em rede internacional de investigação ecológica


Sabor, Ria de Aveiro, estuários e montado são os primeiros “sítios LTER” a estudar
2011-07-14
Ria de Aveiro é um dos sítios da rede LTER-Portugal
Portugal está a partir de agora incluído no projecto internacional Redes LTER (Long-Term Ecological Research – investigação ecológica de longo prazo). Integrando vários locais de investigação científica para compreender o funcionamento de ecossistemas e avaliar a interacção humana sobre espécies animais e vegetais, solos ou clima, o programa definiu como primeiros sítios portugueses a entrar na rede o Sabor, a Ria de Aveiro, estuários e montado.

Entende-se por ‘Sítio LTER’ um conjunto de um ou mais locais (macro-sítio) representando um ecossistema particular. Margarida Santos-Reis, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia (SPECO), referiu que os sistemas seleccionados “representam ecossistemas muito importantes do ponto de vista económico para Portugal”.
Os estuários contemplam casos “muito relevantes” quer ao nível da biodiversidade quer da componente socioeconómica, e o montado é típico do Mediterrâneo. Portugal tem 33 por cento deste sistema a nível mundial.

A responsável explicou que os sítios são locais
 “onde se pratica investigação ecológica com o objectivo de conhecer melhor a estrutura e funcionamento dos ecossistemas e dessa forma poder prever a resposta desses sistemas em impactos de ordem diversa”.
Entre as situações que podem ser monitorizadas estão alterações no uso do solo, alterações climáticas ou perturbação humana. Neste momento, há uma “falha” na rede mundial, alertou a especialista: “Quase não há sítios localizados no mar”, mas está a ser feito um esforço para ultrapassar esta situação e Portugal pode vir a ter um papel neste âmbito.
Lançamento Rede LTER
15 Julho 2011, Auditório da FLAD

14h30-15h Sessão de Abertura
Charles Buchanan (Administrador da FLAD)
Lígia Amâncio (Vice-Presidente da FCT)
Helena Freitas (Presidente da SPECO)

15h30-16h30 Redes LTER: importância da investigação ecológica de longo prazo
• Rede LTER Europa (Michael Mirtl - Coordenador)
• Rede LTER Espanha (Ricardo Diáz-Delgado - Coordenador)
• Rede LTER Portugal – breve história e objectivos (P. Sobral – SPECO)

16h45-17h45 – A rede LTER Portugal: apresentação dos Sítios
• Sítio LTER Sabor (Pedro Beja – Coordenador)
• Sítio LTER Ria de Aveiro (Ana Isabel Lillebø – Investigadora)
• Sítio LTER Estuários (João Carlos Marques - Coordenador)
• Sítio LTER Montado (Margarida Santos-Reis - Coordenadora)

17h45-18h15 – Próximos passos e Encerramento
Os sítios podem ter uma dimensão até dez quilómetros quadrados – chamados tradicionais –, ou mais, que são considerados plataformas. Os sítios tradicionais pretendem traduzir as características do ecossistema que domina nesse local.

Os de maior dimensão podem ter mais de um ecossistema representado e consideram toda a componente socioeconómica, como usos do solo e actividades que se desenvolvem na região.
Além de monitorizar e armazenar séries temporais de dados em ecologia, as Redes LTER pretendem estabelecer contactos entre instituições e investigadores, promover a permuta de dados e de conhecimento e apoiar os processos de tomada de decisão.
“A grande mais-valia desta rede é podermos estar representados nela e complementarmos os tipos de sítios que já existiam porque a ideia é ter uma representatividade mundial de sítios diversos para enfrentar as alterações globais e ter uma resposta mais concertada”, salientou Margarida Santos-Reis.

Este conceito apareceu nos EUA há dezenas de anos para haver troca de dados e de conhecimentos entre os vários locais. Tendo em conta a importância de fenómenos à escala global, como as alterações climáticas, foi criada a Rede Internacional de Sítios, espalhada pelo mundo.

Através de um projecto comunitário, a rede foi desenvolvida na Europa, e a criação da Rede LTER Portugal envolve uma parceria da SPECO com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD). O lançamento da Rede LTER Portugal e a apresentação dos primeiros Sítios realiza-se na amanhã, a partir das 14h30, no Auditório da Fundação Luso-Americana, Lisboa.
Fonte: CH

Musgo estrela-dos-matos

Esta espécie de musgo é um dos exemplos mais típicos de uma neófita, ou seja, uma planta que teve uma introdução recente no continente europeu, sendo a sua origem o hemisfério sul, em países da América e África, Austrália e ilhas do Atlântico e Pacífico Sul. Desde a introdução pelo Homem na Europa (o 1º registo foi na Inglaterra em 1941) tem vindo a espalhar-se muito rapidamente por muitos países. Em Portugal foi registado desde 1996, em regiões com influência atlântica como as províncias da Estremadura, Minho e Douro Litoral. É portanto, uma espécie que provoca decréscimos dos níveis de biodiversidade de fauna e flora e altera os ciclos de nutrientes e as cadeias alimentares, sendo muito difícil de erradicar. Mais um exemplo de como o homem tem sido responsável pela alteração dos ecossistemas, apenas por ter movido uma espécie de local.
Parques e vida selvagem.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Antiga Terra não era tão quente quanto se pensava

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Por Natasha Romanzoti em 12.07.2011 as 16:02

Os cientistas acreditam que, cerca de 50 milhões de anos atrás, a Terra vivia um dos capítulos mais quentes da história dos últimos 65 milhões de anos. Agora, novas evidências indicam que o clima não deve ter sido tão quente quanto se pensava anteriormente – mas ainda era quente.
Os cientistas analisaram assinaturas químicas em conchas fossilizadas de moluscos que viveram no que agora é o Alabama, EUA, que há 50 milhões de anos atrás era um vasto habitat marinho. Hoje, a temperatura média na área de estudo é de 24 graus Celsius.
Durante o Eoceno, nome formal para a época estudada, as temperaturas da água nas regiões subtropicais giravam em torno de 27 graus Celsius, ligeiramente mais fria do que estudos anteriores previram.
Segundo os pesquisadores, havia crocodilos acima do Círculo Ártico e palmeiras no Alasca. O que ainda permanece um mistério é quanto mais quente estava a temperatura em latitudes diferentes, e como isso pode ser usado para projetar temperaturas futuras com base no que sabemos sobre níveis de dióxido de carbono.
Isso porque, durante o Eoceno, o nível atmosférico de dióxido de carbono (CO2) na Terra era maior do que hoje. Estudar a correlação entre o CO2 e a temperatura no passado pode ajudar os cientistas a entender melhor como os níveis de CO2 afetam o aquecimento global.
Estudos anteriores sugeriram que, naquela época, as regiões polares da Terra eram muito quentes, em torno de 30 graus Celsius. No entanto, como os raios solares são mais fortes no equador do planeta, é improvável que as regiões subtropicais fossem consistentemente mais frias do que os polos.
Como o estudo mostrou uma temperatura de 27 graus Celsius em regiões subtropicais, isso sugere que as estimativas anteriores de temperatura durante o Eoceno precoce foram provavelmente superestimadas, especialmente em latitudes mais altas, próximas aos polos.
Os pesquisadores alertam que essa conclusão não significa que elevados níveis de CO2 atmosféricos não produziram um efeito estufa – a Terra era claramente mais quente durante o início do Eoceno. Os resultados apoiam sim as previsões de que o aumento dos níveis de CO2 atmosféricos resulta em um clima mais quente, com menos sazonalidade em todo o globo.[LiveScience]

Assunção Cristas defende crescimento sustentável da economia e eficiência energética

12.07.2011
Lusa, PÚBLICO

O desenvolvimento sustentável e a eficiência energética devem manter-se como prioridades na União Europeia, defendeu hoje a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, no Conselho Informal de ministros do Ambiente europeus, na Polónia.
Uma vez que o Ambiente e a Agricultura estão agora no mesmo ministério, Assunção Cristas afirmou ainda que Portugal está empenhado numa abordagem integrada e complementar do território e dos seus recursos naturais.  

Quanto à política ambiental, a ministra centrou a sua intervenção na adaptação às alterações climáticas - dando relevo à necessidade de maior sensibilização e comunicação a todos os níveis -, nas negociações internacionais e na 17ª Conferência de Alterações Climáticas em Durban (África do Sul, no final deste ano), onde serão discutidos temas como a concretização dos Acordos de Cancun e o futuro do Protocolo de Quioto. Assunção Cristas encontra-se em Sopot, na Polónia, a participar no Conselho Informal de Ministros do Ambiente da União Europeia, que termina hoje. 

Segundo a presidência da União Europeia (UE), a cargo da Polónia (de 1 de Julho a 31 de Dezembro), este conselho informal de ministros pretende “debater as questões relacionadas com a política europeia, como a protecção do Ambiente até 2020 e estratégias de adaptação às alterações climáticas.

De acordo com o programa da Polónia para a UE, a protecção da Biodiversidade é outra das suas prioridades. Nestes meses de trabalhos, a meta é criar mecanismos para evitar a perda de biodiversidade, como uma melhor gestão dos espaços e uma gestão sustentável das florestas.
Público.