terça-feira, 3 de maio de 2011

Consumo de energia em Portugal


Consumo de energia em Portugal:

Segundo a DGEG (direcção geral de energia e geologia) em 2008, a dependência de Portugal em termos de importação de energia foi de 82%. A produção interna baseou-se, exclusivamente, em fontes de energia renováveis, fundamentalmente hídrica e eólica. Esta produção cresceu 45% desde 1990.
O abastecimento de energia primária no nosso país também cresceu visivelmente desde 1990 em cerca de 55%. Este valor deve-se, principalmente, ao aumento do abastecimento de petróleo (29% desde 1990) e de combustíveis sólidos (31% desde 1990).
O gás natural foi introduzido no abastecimento de energia primária de Portugal, pela primeira vez em 1997 e atingiu os 17% de quota de abastecimento total de energia em 2008. Em termos de fontes renováveis a quota foi de 18%.
A nível internacional existem os seguintes compromissos até 2020:
·         Redução do consumo de energia primária em 20% (meta da eficiência energética);
·         Aumento do recurso a energias renováveis para 20% do mix europeu (meta indicativa para Portugal 31%);
·         Incorporação de 20% dos biocombustíveis nos carburantes até 2020.
Por sectores:
De acordo com a DGEG, desde o início da década de 90, o consumo de energia final cresceu 3,2% ao ano, cerca de 7 décimas acima da taxa de crescimento média do PIB registada nesse período.
A pressionar o crescimento energético estiveram os transportes, que cresceram consistentemente acima dos 5% ao ano. Especial destaque para o sector de serviços que, na segunda metade da década, apresentou taxas de crescimento médias anuais de dois dígitos (11%). No balanço de 2008, os transportes eram responsáveis por 36,3% da energia consumida, a indústria por 29,5%, o sector doméstico por 16,8%, os serviços por 11,5% e os restantes 5,8% em outras actividades como a agricultura, pesca construção e obras públicas.
Peso dos sectores no consumo de energia %

1990
2008
Indústria
35,4
29,5
Transportes
30,7
36,3
Sector doméstico
20,8
16,8
Serviços
6,7
11,5
Agricultura
4,9
2,4
Construção e obras públicas
1,5
3,4
Total
100%
100%
 Fonte: DGEG – Direcção geral de energia e geologia

Fonte: DGEG, estatísticas – balanços energéticos 2008 (provisório)

Porquê a aposta nas energias renováveis


Não se esqueça:

·         O consumo de energias de origem fóssil provoca a extinção de reservas, dependência energética, dificuldade de abastecimento e contaminação ambiental.
·         O principal problema actual do meio ambiente á escala mundial é o efeito de estufa.
·         O uso do veículo, do aquecimento e o consumo eléctrico em casa, são os principais responsáveis pela emissão de CO2 para a atmosfera, aumentando o efeito de estufa.
·         As energias renováveis não se esgotam quando as consumimos, visto que se renovam de forma natural. Além disso, têm um reduzido impacto ambiental.
·         Cada vez consumimos mais energia. Assim, apenas serão necessários 35 anos para duplicar o consumo mundial de energia e menos de 55 anos para o triplicar.
·         Os sectores da habitação e dos transportes foram, nos últimos anos, os que mais aumentaram o consumo.
·         Portugal tem uma dependência energética do exterior de 82%.
·         A principal fonte de energia para o consumo energético em Portugal é o petróleo e seus derivados (gasolina, gasóleo, butano e propano).


Fonte: ADENE – agência para a energia.

O protocolo de Quioto


O protocolo de Quioto:

A consequência mais importante do aumento do efeito de estufa são as alterações climáticas. Para diminuir ao máximo as suas consequências, 36 países industrializados assinaram em 1997 o Protocolo de Quioto, cujo principal objectivo é a redução global de emissões de gases de estufa. Para que o Protocolo de Quito entrasse em vigor deveria ser assinado por um número suficiente de países, que em conjunto fossem responsáveis por 55% das emissões dos países industrializados. Depois da assinatura da Rússia em 2004, o protocolo entra em vigor em Fevereiro de 2005, e, para o período de 2008 – 2012, prevê a redução global acordada de 5,2%. A redução seria de 8% para o conjunto da UE comparativamente ás emissões de 1990.

Fonte: ADENE – agência para a energia.

O efeito de estufa


O efeito de estufa:

O efeito de estufa é o processo natural responsável pela regulação da temperatura na Terra. A radiação directa do sol é absorvida á superfície, existindo uma quantidade de calor que é reflectida pelo próprio Planeta. Esta última, é por sua vez devolvida pelas moléculas de determinados gases existentes na atmosfera. Quando artificialmente se aumenta a concentração destes no ar, rompe-se o equilíbrio natural e é devolvida uma quantidade maior de radiação, a qual produz um aumento artificial da temperatura. Este acto conduz a fenómenos como a desertificação, diminuição das massas de gelo nos pólos ou inundações. Por isso, a atmosfera actua como o vidro de uma estufa: permite a passagem de luz, mas não deixa escapar o calor recolhido junto da superfície. Este fenómeno conduz ao aquecimento do planeta Terra.

 Fonte: ADENE – agência para a energia.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nós também produzimos CO2 em casa


Nós também produzimos CO2 em casa:

O uso do veículo, o aquecimento e, inclusivamente, o nosso consumo eléctrico (nas centrais térmicas onde é gerada a electricidade) são responsáveis pela emissão de 5 toneladas de CO2 por ano.

Fonte: ADENE – agência para a energia.

Energia – impactos negativos sobre o meio ambiente


Energia – impactos negativos sobre o meio ambiente:
A transformação, transporte e uso final da energia causam impactos negativos no meio ambiente, quer seja a nível local, quer seja a nível global. Inicialmente, durante a fase de exploração produzem-se resíduos, contaminam-se as águas e os solos, além de se gerarem emissões para a atmosfera. Também o transporte e distribuição de energia afecta o meio ambiente através dos impactos das redes eléctricas ou oleodutos e gasodutos e até as chamadas marés negras, com dramáticas consequências para os ecossistemas e economias das zonas afectadas.
Paralelamente, o consumo energético a partir de energias fósseis necessita sempre de um processo de combustão, tanto nas centrais eléctricas para produzir electricidade, como localmente em caldeiras ou motores de veículos. Esta combustão dá lugar á formação de CO2, o principal gás causador do efeito de estufa, e a outros gases e partículas poluentes que prejudicam a saúde.
Há que ter em conta que a produção de energia e o seu uso, tanto na indústria como nas habitações e meios de transporte, é responsável pela maioria das emissões de CO2 causadas pelo Homem. Devemos saber também que a geração de electricidade com centrais nucleares não produz CO2, criando resíduos radioactivos de difícil e dispendioso tratamento.
Principais emissões causadas pelo consumo de energia

Origem
Efeitos
CO2
(Dióxido de carbono)
Reacções de combustão
Contribui para o efeito de estufa ao reter a radiação infravermelha que a Terra emite para o espaço
CO
(Monóxido de carbono)
Produz-se na combustão incompleta da mistura combustível – ar
Altamente tóxico para o Homem
NOx
(Óxido de nitrogénio)
Reacções de alta temperatura entre o nitrogénio e o oxigénio presentes no ar, nos processos de combustão
Chuva ácida, alterações de ecossistemas florestais e aquáticos. Irrita os brônquios
SO2
(Dióxido de enxofre)
Resulta da combustão dos combustíveis fósseis devido ao enxofre que contêm
Chuva ácida, alterações de ecossistemas florestais e aquáticos. Doenças do tipo alérgico, irritação dos olhos e vias respiratórias
COV
(Compostos orgânicos voláteis)
Gases de escape originários de uma combustão deficiente ou da evaporação de combustível
Efeitos cancerígenos, doenças do tipo alérgico, irritação dos olhos e vias respiratórias
Partículas de fumo
Resulta da má combustão dos combustíveis (especialmente motores diesel)
Sujidade ambiental, visibilidade reduzida e afectam as vias respiratórias
 Fonte: ADENE