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quarta-feira, 6 de junho de 2012

UMinho lança serviço para cartografar áreas florestais ardidas

FIREMAP entra em funcionamento esta semana
2012-06-05


As imagens são tiradas por equipamentos de voo não tripulados
A GeoJustiça e Pangeo, duas spin-offs da Universidade do Minho (UMinho), acabam de lançar um serviço, cujo objectivo é cartografar as áreas florestais ardidas através da utilização de um helicóptero e um avião não tripulados. O projecto chama-se FIREMAP e permite a aquisição de imagens de elevada resolução, georreferenciada e estruturada com uma base de dados geográfica nacional no sentido de caracterizar as zonas ardidas e, possivelmente, ajudar na prevenção de futuros incêndios.

“A delimitação de terrenos percorridos por incêndios assume hoje uma especial importância, pois constitui a base do planeamento de acções de recuperação de áreas ardidas, de prevenção estrutural e de organização anual do sistema de vigilância e combate. A floresta é um recurso ambiental e económico que temos que preservar. O conhecimento rigoroso destas zonas é uma necessidade”, explica Carla Freitas, fundadora da GeoJustiça, spin-off especializada na recolha, no tratamento e na interpretação de informação geográfica de apoio à resolução de conflitos judiciais e extrajudiciais.

Para além da cartografia elaborada com base nas imagens retiradas por equipamentos de voo não tripulados, será também entregue um relatório com informação detalhada sobre o número de incêndios florestais, a área ardida, o perímetro de área florestal afectada e a caracterização da vegetação existente naquele local.

Esta é uma solução que vem responder às necessidas de diversas entidades, tais como os Gabinetes Técnicos Florestais, a GNR, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, a Autoridade Florestal Nacional e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, em mapear os terrenos percorridos por incêndios, através do levantamento e tratamento da informação geográfica.

“O que acontece é que estes organismos não dispõem de meios, nem de ‘know-how’ para o efeito”, reforça Paulo Pereira, doutorado em Ciências pela UMinho e responsável da Pangeo, cujo objectivo é disponibilizar serviços ligados à conservação da natureza, à educação ambiental e à informação geográfica.

O desenvolvimento do FIREMAP envolve ainda a colaboração das empresas GeoAtributo e PASSOS no AR, direccionadas para o planeamento e ordenamento do território e a produção de imagens aéreas, respectivamente. “São quatro projectos empresariais de áreas distintas mas complementares, garantido ao consórcio apoio técnico-científico e acesso ao mais moderno equipamento e a laboratórios de apoio”, conclui Carla Freitas.
Fonte: Ciência hoje

Economia Verde e os «Campeões da Terra»

Celebra-se hoje o quadragésimo Dia Mundial do Ambiente
2012-06-05



A utilização de níveis baixos de carbono, o uso eficiente dos recursos e a inclusão social são as três características da chamada Economia Verde, tema do Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) de 2012 que hoje se assinala pelo quadragésimo ano consecutivo. O país-sede das comemorações do DMMA deste ano é o Brasil, a quinta nação mais populosa do mundo e que pelas suas características enfrenta alguns dos maiores desafios ambientais. Foram também já conhecidos os vencedores de 2012 dos prémios «Campeões da Terra».

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), responsável pela iniciativa, define o conceito de Economia Verde como sendo aquela que promove o bem-estar humano e a equidade social, ao mesmo tempo que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica.
Do ponto de vista prático, explica-se no sítio oficial do evento, a Economia Verde é aquela cujo crescimento de receitas e empregos “é conduzido por investimentos públicos e privados que reduzem as emissões de carbono e a poluição, que aumentam a eficiência dos recursos e da energia e evitam a perda da biodiversidade e dos serviços de ecossistemas”. Esses investimentos “devem ser apoiados por reformas de políticas, alterações nos regulamentos e legislações e direccionamento de despesas públicas”.
Aplicando estes conceitos, a PNUMA distinguiu seis personalidades internacionais com o prémio «Campeões da Terra», pelo seu trabalho em prol do meio ambiente. No âmbito da liderança política foi premiado Tsakhia Elbegdorj, presidente da Mongólia, por ter incluído as questões ambientais como prioritárias na sua política.
No tema Visão Empresarial foram distinguidos o brasileiro Fábio C. Barbosa e Ahmed Al Jaber, dos Emiratos Árabes Unidos, pelos seus esforços em promover as energias renováveis e as tecnologias limpas, respectivamente.
O balonista e médico suíço Bertrand Piccard ganhou a categoria Inspiração e Acção por promover a sensibilização para as possibilidades dos transportes movidos a energias renováveis.
Na categoria Ciência e Inovação o distinguido foi o arqueólogo e historiador Sander Van der Leeuw (Países Baixos), que nas suas investigações aborda a relação histórica do ser humano com a natureza para tentar compreender como actualmente as populações enfrentam as questões ambientais.
Por fim, Samson Parashina, do Quénia, um guerreiro Masai, foi premiado com o Especial Iniciativas Comunitárias por liderar a luta na defesa dos animais selvagens do seu país, nomeadamente no ecossistema Tsavo-Amboseli.
Fonte: Ciência hoje

domingo, 13 de maio de 2012

Vespas invasoras


A vespa vellutina, originária da Ásia destrói colmeias de abelhas. Na época de alimentação das larvas os seus pratos favoritos são fruta madura e abelhas. Apenas 4 ou 5 destas vespas são capazes de destruir colmeias inteiras. Espalham-se com facilidade (sendo já invasoras em países como França e Espanha) mas morrem em temperaturas superiores a 45°C enquanto as abelhas podem sobreviver até 55°C.
Um dos seus predadores naturais é o bútio-vespeiro (Pernis apivorus), uma ave de rapina nidificante estival em território português, que se alimenta sobretudo de vespas e suas larvas. [o artigo completo será publicado no blogue em breve]
Aqui um ninho de vespas vellutina
Fonte: Superinteressante.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Contacto com natureza diminui risco de asma e alergias


Quarta-feira, 09 de Maio de 2012
A grande mobilização de pessoas do campo para a cidade pode estar na origem do crescimento da taxa de incidência de asma e outras alergias. A conclusão é de um estudo finlandês que acredita que o contacto com a natureza pode diminuir a tendência para o aumento de doenças respiratórias.
 Os investigadores descobriram que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais do que em ambientes urbanos. Esses micro-organismos são fundamentais para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico. "Existem micróbios em todo o lado, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC Ilkka Hanski,da Universidade de Helsínquia, um dos autores do estudo. O trabalho foi levado a cabo através da colheita de amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e revelou que aqueles que vivam em quintas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias no organismo e eram menos sensíveis a alergias. Para Hanski, os micro-organismos são importantes porque ajudam a formar uma camada de micróbios protetores - a microbiota -, que contribuem "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico". O estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, associadas "ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias".É importante ter cidades com espaços verdes "A urbanização é um fenómeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural", referiu o investigador, acrescentando que a movimentação pode ser pode ser vista como "uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios". Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contacto com ambientes naturais. "Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planeamento de cidades que inclua espaços verdes" Consulte o estudo na íntegra AQUI.
Fonte: Boas noticias

terça-feira, 17 de abril de 2012

Pesticidas comumente utilizados podem causar morte de abelhas


No inverno de 2006, apicultores dos Estados Unidos notaram algo estranho: várias colmeias estavam morrendo sem nenhuma razão aparente. Conforme os meses se passaram, relatos de fenômenos similares na Europa começaram a se espalhar.
Os cientistas resolveram chamar o fenômeno de Desordem do Colapso das Colônias (DCC, ou CCD, na sigla em inglês). Desde então, pesquisadores do mundo todo têm perdido o sono tentando entender o que é e o que causaria essa desordem. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, sozinha, investiu 28 milhões de dólares (cerca de 53 milhões de reais) em pesquisas para entender o que estava acontecendo.
As abelhas não são importantes só para os apicultores. Elas são essenciais para todos no planeta, pois são as principais polinizadoras da maioria das angiospermas (plantas com flores), que correspondem a quase 90% de todos os vegetais no planeta. Somente nos Estados Unidos, elas prestam um serviço com a polinização das plantações equivalente a 15 bilhões de dólares, cerca de 28 bilhões de reais.
E muitas são as teorias para explicar a sua diminuição crescente: mudanças climáticas, destruição de seus hábitats, vírus paralisantes, infecções por fungos, entre outras propostas. Mas a teoria mais aceita é de que as abelhas sofrem os efeitos de neonicotinóides, uma classe bem utilizada de pesticida, introduzida na década de 1990.
Dois estudos recentes, publicados na “Science”, comprovam parcialmente essa ideia. O primeiro, liderado por Penelope Whitehorn e David Goulson, da Universidade de Stirling, no Reino Undo, examinou os efeitos desses inseticidas sobre as abelhas mamangabas, que polinizam principalmente plantações de morangos, amoras e feijões.
Extermínio das rainhas
Os pesquisadores criaram 75 colônias no laboratório e expuseram algumas, via pólen e água contaminadas, a altas doses de imidaclopride, o mais importante tipo de neonicotinóide do mercado. Outras colônias foram expostas a baixas doses ou nenhuma.
Depois de duas semanas de tratamento, as colônias foram colocadas na natureza e “abandonadas” por seis semanas, para que os cientistas observassem o que aconteceria. Todas as doses dadas foram insuficientes para matar os insetos diretamente. Mas esse resultado não surpreende, pois as empresas que produzem esses pesticidas têm consciência da importância das abelhas, e fazem produtos que não sejam fatais a elas.
Contudo, os cientistas da Universidade de Stirling descobriram que mesmo as doses não letais fazem mal às abelhas. Ambos os grupos de colônias – os que receberam altas e baixas doses – cresceram mais lentamente que as que receberam nenhuma dose, com 8 a 12% menos peso, em média.
Mas o mais assustador foi a descoberta que os pesticidas inibem a produção de rainhas, que são cruciais para estabelecer novas colmeias todos os anos. As colônias que não foram expostas ao pesticida produziram cerca de 13 rainhas, em média. Aquelas que receberam as baixas doses produziram duas, e aquelas que receberam altas doses produziram apenas 1,4 rainhas.
Mesmo assim, segundo os pesquisadores, as altas doses, às quais algumas colônias foram submetidas, são baixas, na verdade, se comparadas com as quantidades utilizadas no campo e na natureza, chegando a ser sete vezes maior.
O estudo, porém, não elucida por meio de quais mecanismos os pesticidas causam tais danos às rainhas e à colmeia.
Não há mais volta
No entanto, um segundo estudo, liderado por Mickaël Henry, do Instituto Nacional Francês para a Agricultura, em Avignon, na França, pode nos tirar essa dúvida. Inspirado em pesquisas anteriores, que afirmavam que os pesticidas em questão prejudicavam a memória das abelhas, suas habilidades de voltar para a colônia, entre outras, Henry decidiu fazer alguns testes.
Ele colou microtransmissores nas abelhas e expôs metade a doses realísticas de uma variedade de neonicotinóides, enquanto a outra metade não foi submetida às substâncias testadas. Henry descobriu que as abelhas expostas falharam duas vezes mais em retornar para a colmeia, em comparação com as do grupo de controle. Matematicamente falando, isso facilmente leva uma colônia ao colapso.
Mas todas essas descobertas podem ser apenas a ponta do iceberg. Segundo uma pesquisa publicada na “Naturwissenschaften”, por exemplo, esses inseticidas também diminuem a resistência das abelhas aos fungos. Devido a isso, alguns poucos países, como França, Alemanha e Eslovênia, já restringiram o uso dos neonicotinóides. [Economist]
Fonte: HYpescience

sábado, 14 de abril de 2012

Chia: "Superalimento" é dos mais nutritivos do mundo

Chia: "Superalimento" é dos mais nutritivos do mundoA chia, uma planta sul-americana, foi acrescentada à lista dos "superalimentos" que, por si só, trazem inúmeros benefícios para a saúde. As sementes da chia apresentam níveis elevados de vários antioxidantes além de minerais, ómega 3 e fibras.
A espécie, também conhecida por "sálvia hispânica L", é originária do México e pertence à família da menta. Em 100 gramas de sementes de chia existem 20,7 proteínas (aproximadamente o mesmo que 100 gramas de carne), 32, 8 gramas de gordura vegetal, 41,2 gramas de fibra, além de quantidades consideráveis de cálcio, ferro e vitaminas B2, B2 e B3.
Nos últimos anos, de acordo com dados da empresa de marketing "Mintel", produtos feitos à base de chia explodiram em número no mercado: em 2006 surgiram sete novos alimentos preparados a partir da planta, contra os 72 surgidos em 2011.

Planta quase desapareceu durante 500 anos
Christopher McDougall, autor do livro "Born to Run", que relata a vida de uma tribo mexicana, assegura: "Se tivesse que escolher um alimento numa ilha deserta, não haveria melhor do que a chia, pelo menos se está interessado em construir músculo, baixar o colesterol e reduzir os riscos de doenças cardíacas".
À BBC, um dos coautores do livro "Chia: Rediscovering a Forgotten Crop of the Aztecs", Wayne Coates afirma: "Detesto chamar-lhe uma comida milagre porque existem demasiados milagres que no final revelam não o ser, mas esta é quase". E acrescenta: "Literalmente, poderíamos viver só com isto porque tem sensivelmente tudo aquilo que é necessário".
O autor escreve que já as tribos astecas adoravam as sementes e usavam-nas em cerimónias religiosas e com propósitos medicinais. Entretanto, a planta quase desapareceu  durante 500 anos, mantendo-se apenas em algumas pequenas vilas mexicanas e guatemaltecas.

Chia não é "comprimido mágico"
O conteúdo nutricional da chia, assim como o seu impacto para a saúde, foram analisados pelo investigador da Universidade Appalachian State, nos EUA, David Nieman. À BBC, o cientista refere que uma alimentação que inclui chia é nutricionalmente rica, mas que a planta não é um "comprimido mágico".

Também Elisabeth Weinchselbaum, da Fundação de Nutrição Britânica, sublinhou que "não há uma única comida que possa oferecer tudo o que é necessário", pelo que "a melhor maneira de ser saudável é comer com variedade".
Fonte: Boas Noticias

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Doenças provocadas por fungos destroem cada vez mais culturas

Biodiversidade e segurança alimentar estão ameaçadas, diz artigo publicado na «Nature»
2012-04-12


O arroz é uma das culturas ameaçadas (foto: Damien Boilley)
O aumento das doenças causadas por fungos está a destruir colheitas que dariam para alimentar milhões de pessoas e ameaça a biodiversidade, revela um estudo publicado na revista científica «Nature». Cientistas da Universidade de Oxford e do Imperial College de Londres estudaram o aumento do número e a gravidade das infecções por fungos sobre a fauna e a flora a partir de meados do século XX.
De acordo com o artigo, o aumento das doenças provocadas por fungos nas plantas e nos animais ameaça a segurança alimentar e a estabilidade dos ecossistemas naturais. As infecções por fungos destroem anualmente 125 milhões de toneladas das cinco principais culturas – arroz, trigo, milho, batata e soja – que proporcionam a maior parte das calorias consumidas.
Se as culturas não fossem destruídas, mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo poderiam ser alimentadas, segundo os cálculos de Matthew Fisher, investigador da Faculdade de Saúde Pública do Imperial College de Londres e principal autor do estudo.
Só nas colheitas de arroz, trigo e milho, os prejuízos causados por fungos ascendem, por ano, a 45,9 mil milhões de euros. Os cientistas, que defendem um maior controlo das infecções fúngicas, alertam que o seu risco para as plantas já ultrapassou o das doenças provocadas por bactérias e vírus.
As infecções por fungos ameaçam também espécies como abelhas, tartarugas marinhas, corais, anfíbios e morcegos. Os peritos britânicos estimam que 70 por cento das extinções de espécies animais e vegetais têm origem numa doença fúngica. Os fungos são responsáveis pela maior perda de biodiversidade documentada até agora, depois de terem infectado aproximadamente 500 espécies de anfíbios em 54 países.
No artigo, os investigadores defendem medidas de prevenção, como o controlo mais apertado do comércio de plantas e produtos animais, assim como mais fundos para investigar métodos que detenham a expansão de algumas infecções endémicas que ainda estão limitadas a uma área geográfica.
Fonte: Ciência hoje

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Orquídeas selvagens portuguesas correm perigo:


http://orquideasalem-tejo.blogspot.pt/
A maioria das 63 espécies de orquídeas selvagens que foram descobertas em Portugal são raras e algumas encontram-se em risco de extinção. O facto de as orquídeas possuírem  o pólen em sacos designados “polinídias”, ao contrário do que acontece com a maioria das plantas em que o pólen se assemelha a pó, impossibilita o seu transporte pelo vento e exige que a sua dispersão se faça através de animais, geralmente insectos (abelhas, moscas, vespas, escaravelhos e borboletas), aranhas, aves (colibris) e mamíferos (ratos).
Fonte: Super interessante

sábado, 24 de março de 2012

Novo atlas da flora portuguesa online


Terça-feira, 20 de Março de 2012
Novo atlas da flora portuguesa online
Flora-On é um portal que agrega informação "fotográfica, geográfica, morfológica ou ecológica" sobre as plantas autóctones ou naturalizadas em solo português. O projeto, lançado pela Sociedade Portuguesa de Botânica, conta com o trabalho voluntário de vários cientistas e apela à participação do público.
O portal está organizado por ordens, famílias e géneros, e é rico em imagens associadas, facilitando a procura e identificação de plantas vasculares (plantas com vasos de transporte de água e seiva) presentes no território nacional.
A partir do momento em que escolhe determinada espécie, o utilizador pode ter acesso à descrição das suas características essenciais, a uma análise comparativa com outras plantas, e à localização no mapa de Portugal do exemplar em questão. O site não contempla, no entanto, plantas introduzidas no país para cultivo ou ornamentação.
As pesquisas podem ainda ser feitas a partir de uma ferramenta de identificação interativa, através das características diferenciadas de qualquer planta.
O projeto, lançado há cerca de um mês, está a ser desenvolvido "com base no trabalho voluntário de vários botânicos e investigadores" e, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Botânica, está destinado ao "público especializado e não especializado", facultando-lhe acesso gratuito à informação científica sobre as plantas do solo continental, açoriano e madeirense (embora nos dois últimos casos, as secções ainda estejam em atualização).

Para aceder ao portal Flora-On clique AQUI.

[Notícia sugerida por Maria Sousa]
Fonte: Boas noticias

quarta-feira, 21 de março de 2012

Após 31 mil anos, cientistas fazem semente brotar novamente


 

Cientistas russos visitaram a Sibéria, e lá encontraram o fruto de uma planta antiga que, segundo as estimativas, estava congelada abaixo da terra há mais de 30 mil anos.
Os pesquisadores recolheram sementes desse fruto, plantaram-nas novamente, num ato que incrivelmente funcionou: as sementes brotaram e deram origem a uma nova planta.
Fazer nascer uma planta dessa maneira seria um “equivalente vegetal” a originar um dinossauro a partir do tecido de um antigo ovo. No caso, esta antiga semente, que mais precisamente teria congelado há 31.800 anos, resultou agora em uma planta de flores delicadas com pétalas brancas, batendo o recorde de planta florida mais velha já revivida pelo homem depois de um congelamento.
A história deste vegetal é complexa. Na época em que a área ainda era dominada por mamutes e peludos rinocerontes primitivos, esquilos do ártico enterravam sementes e frutos em uma câmara subterrânea, com 38 metros de profundidade, próxima a um rio no nordeste da Sibéria.
Mais tarde, o solo daquela região ficou permanentemente congelado. Em um passado recente, cientistas russos escavaram a câmara e localizaram as plantas. Em laboratório, eles nutriram os tecidos de três dos antigos frutos, até que surgiram novos brotos. Os brotos, por sua vez, foram plantados em um vaso comum e se desenvolveram.
Uma análise do novo vegetal revelou que ele se assemelha à espécie Silene stenophylla, planta “contemporânea” recorrente na Rússia e no norte do Japão, mas com diferenças no formato das folhas e das flores.
Tal procedimento é importante, como explicam os botânicos, não tanto porque cria a chance de resgatar mais plantas do passado, mas porque pode ajudar a preservar plantas de hoje para o futuro. Congelar seus frutos e sementes seria uma forma de evitar sua extinção daqui a milhares de anos. Ninguém sabe o tempo máximo que as sementes durariam nestas condições, mas a descoberta mostrou que isso vai além de trinta mil anos, no mínimo. [ScienceNewsforKids
Fonte: Hypescienc
e