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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aluno da UC vence concurso

João Rito desenvolve um projecto
para utilização glicerol na dieta alimentar dos peixes

2013-04-08
Por Sara Pelicano
A ideia é reduzir em 5% (numa primeira fase) a dose de proteína na dieta alimentar de peixes de aquacultura, nomeadamente dourada, robalo e pregado. Com esta mudança alimentar, João Rito, o autor da ideia, acredita que haverá uma redução dos custos de produção e também melhorias ambientais.
O trabalho está a ser desenvolvido no âmbito do doutoramento na Universidade de Coimbra. “Vi o concurso da Sociedade Mundial de Aquacultura, que queria que alunos de mestrado e doutoramento submetessem um projecto que visasse tornar a aquacultura numa indústria mais sustentável”, explica João Rito.

João apresentou o seu projecto de substituição de 5% de proteínas da dieta alimentar por glicerol e venceu. “A aquacultura é um poluente porque os peixes libertam componentes tóxicos, como a amónia e fósforo. As dietas alimentares são ricas em proteínas, porque os peixes, na sua maioria, são carnívoros e as proteínas são essenciais. Nesta experiência tentamos reduzir 5% a percentagem de proteína. Parece pouco, mas em grande escala vamos reduzir muito. A proteína é um dos alimentos mais caros, reduzindo a proteína, vamos reduzir os custos de produção. Substituir a proteína por glicerol, que está muito disponível na indústria de biodiesel, onde é um subproduto, que ainda não tem destino traçado. À partida é mais barato, assim reduzem-se custos de produção”, explica o jovem investigador.

Este método de alimentação dos peixes carnívoros em aquacultura pode também trazer benefícios ambientais. João Rito explica que “o metabolismo das proteínas contamina o ambiente com a amónia e fósforo, ao reduzir a proteína nas dietas alimentares reduzimos a sua produção e libertação daqueles componentes para o ambiente”.

Além do prémio monetário de mil dólares, João vai, em Junho, estagiar por um mês no Centro de Investigação da NOVUS - Novus Aqua Research Center, na Cidade de Ho Chi Minh, Vietname.

“O objectivo é ter contacto com projectos já a decorrer no centro. O Vietname é o terceiro maior produtor de aquacultura a nível mundial, as características ambientais são muito propícias a isso e trabalhar numa das maiores empresas a nível mundial de aquacultura será uma experiência única, na qual vou ter acesso a meios que aqui não tenho e vou estar em contacto directo com cientistas desta área que têm muito mais experiência do que eu e vou tentar tirar a melhor experiência possível”, adianta João.

O concurso que João Rito venceu foi lançado, a nível mundial, pela Sociedade Mundial de Aquacultura (SMA), uma instituição criada em 1970. A SMA é uma sociedade internacional sem fins lucrativos, que tem como objectivo melhorar a comunicação e troca de informações sobre aquacultura, à escala global. Reúne cientistas, produtores e prestadores de serviços da indústria de aquacultura.
Fonte: Ciência hoje.pt

terça-feira, 9 de abril de 2013

Londres: Restos de gordura vão iluminar 40 mil casas

Terça-feira, 09 de Abril de 2013   
Londres: Restos de gordura vão iluminar 40 mil casas
Cerca de 40 mil casas em Londres, capital inglesa, vão passar a ser alimentadas com energia elétrica produzida a partir de restos de óleo e gordura de milhares de restaurantes e empresas da indústria alimentar daquela cidade, onde, brevemente, será construída a maior central de transformação de resíduos gordurosos em eletricidade.
 
O jornal britânico The Guardian avança que o projeto será implementado pela empresa Thames Water, em parceria com a companhia ecológica 2OC. Diariamente, 30 toneladas de resíduos de gorduras de cozinhas de unidades de restauração e fábricas vão ser recolhidas, o equivalente metade do combustível necessário para o funcionamento da central. O restante será proveniente de óleos vegetais e gordura animal.
 
Além de gerar energia limpa, o nascimento da nova central vai também permitir evitar o despejo de toneladas de gordura nos esgotos da cidade, que, anualmente, obrigam a milhares de desentupimentos, adianta a publicação inglesa.
 
A central vai ser construída na localidade de Beckton e corresponde a um investimento de cerca de 80 milhões de euros que será aplicado em 20 anos, devendo entrar em funcionamento já em 2015 e produzir 130 GWh/ano de eletricidade limpa, o suficiente para abastecer 40 mil residências.
 
De acordo com Piers Clark, diretor comercial da Thames Water, citado pelo The Guardian, "este projeto é benéfico para todos, [já que vai gerar] energia renovável, independente das flutuações dos preços de mercado das fontes não-renováveis de eletricidade, e ajudar a atacar o atual problema operacional dos depósitos de gordura nos esgotos".

Notícia sugerida por Diana Rodrigues
Fonte: Boas noticias
Muito bom!!!
 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O regresso da Biosfera 2

  
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Nova vida para um velho fiasco
Considerado um falhanço científico durante muito tempo, este centro de investigação, construído nos Estados Unidos na década de 1980, atrai atualmente especialistas de vários campos, que ali estudam desde a extinção das espécies vegetais até aos efeitos das alterações climáticas.
Em Julho de 1987, a simulação de uma enigmática estrutura cristalina cobria as capas das revistas de divulgação científica. Através de um corte numa das paredes, podia ver-se que estava ocupada por árvores, aves, um lago e vários técnicos trabalhando em diversos sistemas de manutenção. Tratava-se da Biosfera 2, um enorme simulador de ecossistemas onde um grupo de investigadores pretendia encerrar-se durante dois anos. Em teoria, aquele complexo autossuficiente com mais um hectare de área iria albergar centenas de espécies que viveriam em diversos biomas ou paisagens bioclimáticas artificiais: uma selva, um mar, uma savana, um pântano...
A ideia era que os recursos, do ar à água, se renovassem automaticamente. Por exemplo, o dióxido de carbono expulso pelas pessoas e pelos animais seria aproveitado pelas plantas, enquanto os detritos fertilizariam os terrenos de cultivo e serviriam de nutriente às algas. Estas, por sua vez, constituiriam a base alimentícia de outras formas de vida. No final, tratava-se de estudar até que ponto seria possível construir um habitat autónomo onde pudessem estabelecer-se os futuros colonos que viajassem para a Lua ou para Marte.
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Investigação em grande.
No entanto, uma série de incidentes deitou por terra aquela aventura de 200 milhões de dólares. Durante a primeira missão, que teve lugar entre 1991 e 1993, baratas e formigas penetraram no sistema, aparentemente estanque (dizia-se que apenas perdia dez por cento do ar por ano, enquanto nos vaivéns espaciais essa perda era de 2% por dia). Os níveis de CO2 aumentaram perigosamente, o que causou a morte dos insetos polinizadores e de muitos vertebrados e tornou necessário injetar oxigénio para garantir a sobrevivência do projeto.
As dissensões que surgiram durante a segunda missão, realizada em 1994, deram o golpe de misericórdia na Biosfera 2. Durante 13 anos, a estação foi abandonada, reocupada pela Universidade de Columbia, objeto de especuladores e ícone da cultura New Age.
Até que, em 2007, a Universidade do Arizona adquiriu-a e converteu-a num grande laboratório de ciências da Terra (http://www.­b2science.org). Ali, é hoje possível estudar como em nenhum outro lugar do mundo o impacto das alterações climáticas sobre as espécies vegetais e a resposta dos ecossistemas a concentrações elevadas de gases de efeito de estufa. Além disso, segundo os responsáveis pela nova Biosfera 2, a instalação funciona como um modelo de cidade no qual também é possível ensaiar estratégias para reduzir as emissões poluentes ou a implantação de novos sistemas de distribuição elétrica.
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A.A.

SUPER 167 - Março 2012

Árvores marinhas

Parque à beira-praia
As estruturas criariam habitats para múltiplas espécies animais, cujos efeitos se fariam sentir muito para o interior
 
 
 
Um gabinete de arquitetura holandês acaba de propor (<Fev - 2012?) um parque natural flutuante para equilibrar o ambiente nas grandes cidades: chamou-lhe Sea Tree (árvore marinha) e é uma estrutura com vários andares de habitats naturais, destinados a animais selvagens. O waterstudio acredita que as árvores marinhas forneceriam importantes ecossistemas para pássaros, abelhas, morcegos e outros pequenos animais, com reflexos positivos sobre a qualidade de vida nas cidades.
Para os arquitetos, são raras e difíceis as iniciativas de criar novos parques dentro das cidades, e por isso será necessário recorrer a áreas abertas como rios, o mar, lagos e portos. Propõem-se usar as técnicas usadas para construir as plataformas de petróleo, e sugerem mesmo que sejam as companhias petrolíferas a doá-las às cidaddes, para mostrar que se preocupam com as questões ambientais.
As gigantescas torres flutuantes seriam amarradas ao solo, através de cabos submarinos, e a sua altura e profundidade poderiam ser ajustadas segundo as necessidades. "Sob a superfície, a Sea Tree oferece um habitat para pequenas criaturas marinhas e, dependendo dos climas, para corais de recifes artificiais", explica o arquiteto Koen Olthuis. "A beleza do conceito é fornecer uma solução que não tem custos sobre o solo, embora os efeitos das espécies se sintam num raio de quilómetros".
O Waterstudio (http://waterstudio.nl/projects/79) afirma que vai construir a primeira estrutura até Janeiro de 2014, para um cliente desconhecido.
Super Interessante 167 - Março de 2012

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Natureza íntima

Flagrantes da vida real
Reconhecido e premiado fotógrafo da vida selvagem, João Cosme (www.joaocosme.net) reuniu no livro Natureza íntima (Bizâncio, 2011) uma centena de imagens únicas que retratam parte da biodiversidade nacional.
Super Interessante 166 - Fevereiro de 2012

terça-feira, 2 de abril de 2013

Farmácia caseira

Quando se fala de primeiros socorros, a medicina popular é bastante simples e prática: se existe ferida , aplica-se calêndula; se não, usa-se arnica. Uma regra tão clara pode, no entanto, induzir-nos em erro, levando-nos a pensar que a farmácia caseira se resume a apenas duas ervinhas, quando, na verdade, se conhecem mais de 400 espécies de plantas medicinais. Segue-se um pequeno guia das plantas (para cada uma indica-se o nome comum e a denominação científica, porquanto os nomes vulgares variam muito de região para região) com lugar assegurado em qualquer farmácia natural, mas não se pense que são as únicas.

Alecrim (Rosmarinus officinalis) - As folhas estimulam a circulação e aliviam a dor. Atua sobre o sistema nervoso e fortalece a memória. Utiliza-se no tratamento de insuficiências hepáticas e vesiculares, uma vez que possui propriedades diuréticas. Alivia a asma, as amigddalites e a obstrução nasal e aumenta o apetite.

Alfazema (Lavandula officinalis) - Em tisana, alivia as dores de cabeça e acalma os nervos. Utiliza-se na asma brônquica, na tosse, nas enxaquecas, nas gripes e em certos casos de reumatismo.

Arnica (Arnica montana) - As suas flores e raízes usam-se como estimulantes cardíacos, sob estrito controlo médico, dado que se trata de uma planta tóxica. No uso externo, estimula a reabsorção dos hematomas e tem propriedades antissépticas e cicratizantes.

Borragem (Borago officinalis) - A borragem é um remédio de ação suave muito apreciado na medicina popular. Para aproveitar o efeito calmante e emoliente das suas flores, fazem-se excelentes infusões que tratam a incómoda tosse das bronquites. Utiliza-se como depurativo, diurético, laxativo e sudorífico.

Calêndula (Calendula officinalis e C. Arvensis) - Faz parte de numerosos preparados farmacêuticos e cosméticos e as suas propriedades bactericidas e cicratizantes converteram-na na planta ideal para os cuidados da pele. Usa-se para curar feridas e limpar a pele com acne ou descamação, nas queimaduras, nas picadas de insectos,etc.

Camomila (Matricaria chamomilla) - A infusão das flores produz uma tisana tónica e sedativa. Usa-se no banho para aliviar as queimaduras do sol. É habitualmente utilizada para acalmar espasmos e convulsões, como anti-inflamatório, antisséptico, etc.

Carqueja (Chamaespartium tridentantum) - Acalma a tosse e as irritações da faringe, sendo muito utilizada nas gripes, nas bronquites, na pneumonia e nas traqueítes.

Cidreira (Melissa officinalis) - Em infusão, alivia o catarro provocado pela bronquite crónica, as constipações febris e as dores de cabeça. Utiliza-se como calmante e no tratamento de perturbações gástricas e de dores de cabeça de origem nervosa.

Dente-de-leão (Taraxacum officinale) - É diurético e destaca-se no combate à arteriosclorose, à celulite, à tensão alta e ao mau colesterol. Usa-se ainda nos problemas de fígado e vesícula.

Erva-de-São-Roberto (Geranium robertianum) - Possui propriedades adstringentes, espasmódicas, diuréticas, hemostáticas e hipoglicemiantes. Utiliza-se em problemas de estômago, hemorragias pulmonares ou nasais, diarreias e cálculos renais e urinários.

Hipericão-bravo (Hypericum perforatum) - É antisséptico, cicratizante, diurético e sedativo. Utiliza-se na depressão, na insónia, nas infecções gineológicas e nas inflamações crónicas do estômago, da vesícula e dos rins. Além disso, ajuda nas dores musculares e nevralgias e no herpes labial.

Hipericão-do-Gerês (Hypericum androsaemum) - Tem propriedades diuréticas e estimula a libertação da bílis. Utiliza-se nos tratamentos hepáticos.

Lúcia-lima (Lippia citriodora) - Combate,sobretudo, as perturbações digestivas e nervosas. Usa-se contra as indigestões, a flatulência e o mau hálito e como calmante.

Malva (Malva silvestris) - Apresenta propriedades anti-inflamatórias e utiliza-se na lavagem de feridas e como calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas. Em infusão, usa-se em casos de diarreia, úlceras no estômago, catarros e obstrução das vias respiratórias, e ainda como laxativo.

Orégão (Origamum vulgare) - Em tisana, combate a tosse, as dores de cabeça nervosas e a irritabilidade. Utiliza-se contra a gripe, as constipações, as febres e a indigestão.

Poejo (Mentha pulegium) - Usa-se como calmante e contra indigestões, gripes, bronquites e dores menstruais. Não deve ser tomado durante a gravidez ou em caso de problemas renais.

Rosmaninho (Lavandula stoechas) - Tem propriedades sedativas, antissépticas, insecticidas, cicratizantes, diuréticas e sudoríferas. Utiliza-se também para aliviar as náuseas e estimular a circulação.

Salva (Salvia officinalis) - Depois das refeições, a infusão de folhas pode ajudar a fazer a digestão. É antisséptica e fungicida e contem estrogéneos. Utiliza-se contra a depressão, as inflamações da boca e da garganta, a diarreia e os afrontamentos da menopausa.

Tilia (Tilia cordata) - Tem propriedades diuréticas e sedativas. Usa-se contra febres, acidez gástrica e doenças hepáticas e biliares.

Urze (Calluna vulgaris) - É adstringente, antisséptica e diurética. Usa-se contra problemas urinários, diversas afeções renais e hipertrofia da próstata.

Zimbro (Juniperus communis) - As falsas bagas desta planta tiveram na Idade Média uma extraordinária celebridade, pois supunha-se que faziam curas miraculosas. É usado como depurativo e diurético. Entra na confeção de alguns pratos, serve para condimentar o presunto fumado e é o principal ingrediente na preparação do gin (bebida alcoólica destilada).

Super Interessante 165 - Janeiro de 2012

Cada ovo no seu ninho

Este elaborado ninho pertenceu a uma gaivina-de-bico-vermelho (Hydroprogne cáspia), uma ave marinha que nidifica em colónias e oculta os ovos entre conchas algas e pedras.
 
Pedaços de ervas, folhas secas, musgo, palha, raminhos, conchas, pelos de cavalo ou de ovelha: são muitos os materiais usados pelas aves para construirem seus ninhos. Sharon Beals, fotógrafa norte-americana e apaixonada observadora da avifauna, dedicou-se a fixar em imagens estes lares fantásticos, do que resultou o seu livro Nests - 50 Nests and the Birds That Build Them (Chronicle Books, San Francisco, Estados Unidos, 2011). As fotografias revelam um mundo de estruturas aparentemente frágeis, mas muito eficazes, que oferecem pistas sobre os seus construtores e os ecossistemas terrestres.
No século XIX e no início do sequinte, a oologia era não apenas uma disciplina científica mas também um hobby para muitos entusiastas que se dedicavam a recolher e colecionar ovos e ninhos, ignorando o impacto desta prática sobre a biodiversidade. Nos nossos dias esta prática é ilegal na maioria dos países, mas conservam-se bastantes coleções privadas antigas, entretanto entregues aos museus das ciências. Foi aí que Sharon Beals obteve material para as fotos.
Dado que 12 por cento das aves estão em perigo de extinção, estes ninhos são especialmente valiosos, pois contêm vestigios genéticos dos pássaros, dos seus parasitas e do seu habitat, e porque permitem conhecer os seus hábitos de caça e de alimentação.

Super Interessante - Janeiro de 2012

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Será possivel viver sem fósforo?



Arsénico que dá vida.
Uma bactéria aproveita este elemento tóxico como combustível celular, algo que se pensava ser impossível. A polémica descoberta colocou a autora, a microbióloga Felisa Wolf-Simon, no centro de um aceso debate.
Em 2009, Felisa Wolfe-Simon, uma microbióloga norte-americana com uma bolsa de investigação concedida pela NASA, retirou amostras de lodo do fundo do lago Mono, na Califórnia. Este possui uma elevada concentração de minerais e é 2,5 vezes mais salgado do que a água do mar, pois não tem qualquer saída por onde fluir. A investigadora colocou as amostras em tubos de ensaio com uma solução de arsénico, substância que se pode tornar muito tóxica, e aguardou que bactérias crescessem nesse meio. Durante meses, repetiu o processo, aumentando a quantidade de arsénico de forma paulatina, até que obteve uma estirpe que não só o tolerava como podia incorporá-lo nos seus processos vitais e utilizá-lo como substituto do fósforo.
A noticia, de extrema importância pelas suas implicações, nomeadamente para a astrobiologia, correu o mundo em Dzembro de 2010. O que esta bactéria, denominada GFAJ-1, parece conseguir é tão milagroso como seria o facto de um ser humano poder respirar normalmente numa câmara com monóxido de carbono. Do ponto de vista molecular, o arsénico é muito semelhante ao fósforo. É por isso que é tão venenoso: as células aceitam-no e, de seguida, são mortas. Todavia, o microrganismo não só é imune ao agente tóxico como chega a utilizá-lo para se construir a si próprio.
Durante uma conferência de imprensa muito criticada pela comunidade científica, a NASA anunciou que poderia tratar-se de uma nova e exótica forma de vida. Vários especialistas, em especial a microbióloga Rosie Redfield, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), foram de opinião que a experiência apresentava deficiências. Sugeriram, basicamente, que o ADN do micróbio não fora bem “lavado” e que, por conseguinte, como escreveu o jornalista Carl Zimmer na revista Slate, as moléculas de arsénico tinham-se “colado como uma pastilha elástica a um sapato”. A imprensa especializada também censurou a NASA pela dose de sensacionalismo que impregnava a notícia, pois quase levava a crer que se tinha descoberto um ser alienígena.
“Embora os resultados do trabalho de Wolfe-Simon sejam assombrosos e lancem uma nova luz sobre a procura de vida em ambientes extremos – incluindo meios extraterrestres -, a verdade é que não mostram uma nova forma de vida ou representam um grande passo em frente”, afirmava a revista Discover. Paralelamente, a notícia “incendiou” as redes sociais, que se transformaram em centros de debate onde qualquer cidadão podia comentar a descoberta ou mesmo atacar a sua autora.
Avalancha na internet. Para a jovem microbióloga, a experiência tornou-se um pesadelo, embora lhe tenha aberto os olhos para as subtilezas da comunicação científica. “Só coloquei um breve poster no Twitter, mas aprendi que a internet dá voz a coisas que não se podem antecipar. Inundaram-me de perguntas e mensagens de correio eletrónico; todos pediam uma resposta imediata. Foi muito rápido”, explica Felisa. “Creio que não estávamos preparados para lidar com a celeridade e as especulações dos meios de comunicação nas novas plataformas da internet. Pensávamos que as nossas descobertas iam provocar um debate científico, mas não previmos esta reação. Estava pronta para comunicar a minha paixão por entender os princípios fundamentais da natureza, não para descrever o estudo como algo de definitivo. Na realidade, ainda temos um longo caminho a percorrer.”
Depois de se negar a falar com a imprensa durante algum tempo, Wolfe-Simon resolveu rebater as críticas, numa entrevista concedida à Science, em especial a que assegurava que o ADN do micróbio não fora convenientemente descontaminado. “Pegámos nas células para as separar por centrifugação e lavá-las minuciosamente. Seguimos o protocolo padrão para extração do ADN, que inclui eliminar todas as impurezas, incluindo qualquer vestígio de arsénico […]. A fracção de ADN utilizada para efetuar as análises suplementares e outros processos, como a reação em cadeia da polimerase [técnica usada para copiar fragmentos de ADN], exige material genético com um elevado grau de purificação, pelo que, se houvesse qualquer contaminante, teria surgido um problema. Por conseguinte, não acreditamos que essa questão possa ser motivo de preocupação.”
De facto, a microbióloga está disposta a partilhar as suas amostras com outros colegas: “Embora o nosso laboratório não tenha, neste momento, capacidade para produzir e enviar grandes quantidades de células, é um dos nossos objetivos. Recebemos muitos pedidos, e estamos empenhados”, diz Felisa, acrescentando que, ao contrário do que outros especialistas afirmaram, não é fácil trabalhar com as GFAJ-1. “São esponjosas e macias; são diferentes. Quando experimentamos aplicar-lhes diversas técnicas, acrescentamos mais peças ao quebra-cabeças, o que irá, sem dúvida, suscitar novas interrogações”, explicou na Science.
Pouco depois da divulgação da descoberta de Wolf-Simon, Rose Redfield anunciou na mesma revista norte-americana que iria tentar reproduzir o trabalho e que tencionava anúnciar os resultados, passo a passo, à vista de todos, no seu blogue. Embora a bactéria, até agora, não tenha conseguido sobreviver na presença de arsénico, os especialistas afirmam que ainda é muito cedo para concluir que a investigação original não tem fundamento.
No entanto, o que ainda incomoda Wolfe-Simon é o tom pessoal de algumas críticas.
“Aborrecem-me porque trabalhei arduamente neste projecto”, assinala. “Apesar de tudo, estou fascinada com o interesse que o assunto despertou. Creio que os meios de comunicação são uma parte importante do processo. Não queremos ser evasivos. Apenas necessitamos de tempo para pensar.”
Super 164 – Dezembro 2011
 

terça-feira, 19 de março de 2013

"Hora do Planeta 2013".

Campanha contra as alterações climáticas "Hora do Planeta 2013". Esta iniciativa é promovida todos os anos, em todo o mundo, pela WWF que pretende promover a redução do aquecimento global apagando as luzes durante uma hora.
Este ano, a "Hora do Planeta" vai decorrer no dia 23 de Março, entre as 20h30 e as 21h30, sendo de esperar a colaboração de vários governos e empresas de todo o planeta e, em especial, da própria população mundial.
Dia 23 de Março. Ás 20h30min apagamos as luzes...

quarta-feira, 6 de março de 2013

Quarta-feira, 06 de Março de 2013   
Gigante do papel deixa de destruir florestas tropicais
O grupo Asia Pulp & Paper (AAP) tomou a decisão de deixar de produzir papel através da destruição de florestas tropicais. A nova medida desta multinacional de Singapura está no centro de uma recente política de conservação florestal criada pela própria empresa de forma a direcionar as suas práticas para a sustentabilidade e preservação ambiental.
A empresa já iniciou o novo processo de produção esta semana e vai passar a produzir papel apenas através de fibras provenientes de plantações exclusivas da APP. O novo sistema aplica-se a todos os fornecedores e unidades industriais deste gigante do papel.
Depois de ser acusada durante anos da destruição de florestas tropicais na Indonésia e na China, a firma iniciou um estudo, em 2012, para construir uma estratégia alternativa à utilização desta matéria-prima.
A pressão internacional de organizações ambientalistas, como a Greenpeace, e a investigação da APP culminaram na construção de uma política de renúncia ao uso de matéria-prima proveniente de florestas virgens.
  "As avaliações recentes e os dados dos rendimentos de áreas de plantação dos fornecedores da APP confirmam que a companhia tem recursos suficientes para corresponder ao objetivo de longo prazo que serão impostos nas fábricas de celulose", confirmou a empresa em comunicado no site oficial da Rainforest Realities, organização que protege as florestas tropicais da Indonésia.
A notícia foi recebida com agrado pela Greenpeace que receou "que este dia nunca chegasse". No seu site oficial, a organização ambientalista internacional salientou que vai estar "cuidadosamente" atenta para garantir que a APP siga a política de conservação florestal que anunciou.
[Notícia sugerida por Carla Neves]

Fonte: boas noticias
Já agora; Qual é o destino da água proveniente desta indústria?


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

África: Jovens criam gerador que funciona a urina

Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013   
África: Jovens criam gerador que funciona a urina
Quatro meninas nigerianas inventaram um sistema gerador de energia alimentado a urina. O projeto inovador e sustentável destas jovens tem a capacidade de produzir seis horas de eletricidade com apenas um litro de urina.
Duro-Aina Adebolsa, Akindele Abiola, Faleke Oluwatoyin e Bello Eniola participaram com a invenção no evento Maker Faire África, realizado em Lagos, na Nigéria. As quatro meninas têm entre 14 e 15 anos e procuraram encontrar uma maneira mais sustentável de produzir eletricidade.
O gerador ganhou destaque entre os projetos apresentados por várias pessoas do continente africano, com as mais diferentes idades, e foi considerado, no site oficial do evento, como "um dos produtos mais inesperados para este ano".

Energia limpa e sustentável
O sistema é uma fonte de energia totalmente limpa e sem impacto no meio ambiente. Utilizando uma pilha eletrolítica para produzir corrente elétrica, o hidrogénio presente na urina é extraído. Por sua vez, o hidrogénio é conduzido para um filtro purificador de água e, em seguida, levado até a uma botija de gás.

A botija de gás conduz o hidrogénio até à botija de borato de sódio, que removerá a humidade do gás hidrogénio e o purificará. Por fim, o hidrogénio purificado é levado até ao gerador que produz a energia.

O gerador - que já está à venda por tem ainda válvulas unidirecionais que visam garantir a segurança do utilizador durante o funcionamento do aparelho.
O Maker Faire África incentiva a população de toda a África a participar no evento, "das mais pequenas vilas, às comunidades mais ricas", com ideias originais, engenhosas e inovadoras.

O evento procura encontrar soluções para problemas que precisam de atitudes imediatas, sendo que as ideias viáveis têm a oportunidade de ser mais tarde desenvolvidas.

Clique AQUI para aceder à página do Maker Faire África dedicada ao gerador movido a urina.
[Notícia sugerida por Maria Manuela Mendes, Vítor Fernandes, Aldemir Nascimento e Diana Rodriguez]
Fonte: Boas noticias
Parabéns.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Chevron vai investir 4,2 mil ME em campo petrolífero em Angola

actualizado: Thu, 07 Feb 2013 17:50:50 GMT | de Lusa
A petrolífera norte-americana Chevron anunciou hoje que vai investir 5,6 mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) num novo poço de petróleo em Angola, o seu maior investimento em África até hoje.

 


  • SEAN MASTERSON/EPA
    SEAN MASTERSON/EPA
    O investimento no poço 'offshore' de Mafumeira Sul, através da Cabinda Gulf Oil Company, subsidiária angolana da Chevron, estará concluído em 2015, prevendo-se a partir de então uma produção diária de 110 mil barris de crude, através de cinco plataformas, de acordo com dados divulgados pela empresa.
    O projeto “demonstra o nosso empenho em continuar a desenvolver oportunidades em Angola em que a Chevron tenha uma posição de liderança”, afirmou o responsável pelas operações de exploração da petrolífera, George Kirkland, em comunicado hoje divulgado.
    A Chevron tem uma participação superior a 39 por cento no projeto, que tem como parceiros a concessionária estatal Sonangol (41 por cento) e outras multinacionais do setor, Eni e Total.
    Será a segunda unidade de produção no campo Mafumeira, situado a 24 quilómetros da costa angolana, que entrou em fase de produção em 2009.
    O campo Mafumeira Sul apresenta como atrativo o facto de as reservas estarem a pouca profundidade, ao contrário de outras em águas profundas e ultra-profundas, que obrigam a soluções de engenharia mais complexas.
    No início do mês, a Sonangol e a BP Exploration (Angola) Limited (Bloco 31) anunciaram o início da produção do projecto “PSVM” (Plutão, Saturno, Vénus e Marte) em águas ultra-profundas do Bloco 31 do mar angolano, que arranca com um nível de produção de 70 mil barris de petróleo por dia, no campo Plutão.
    Atingirá uma produção máxima de 150 mil barris de petróleo por dia, com a entrada em produção dos campos remanescentes – Saturno e Vénus em 2013 e Marte em 2014.
    Segundo dados da agência financeira Bloomberg, em 2012 a produção petrolífera angolana aumentou três por cento, para 1,75 milhões de barris diários.
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    Quem consegue parar isto? umpf

    terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

    Cientistas britânicos desenvolvem método que reduz dióxido de carbono na atmosfera

     
    5 de Fevereiro, 2013
    O estudo do ouriço-do-mar permitiu a uma equipa de cientistas britânicos desenvolver um método que pode revolucionar os esforços para reduzir o dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, principal causador das alterações climáticas.Os cientistas da Universidade de Newcastle (Reino Unido) descobriram que os ouriços-do-mar utilizam níquel para aproveitar o CO2 do mar e fabricar a sua carapaça calcária, indica o estudo publicado hoje na revista Catalysis Science & Technology.
    A física Lidija Siller assinala que a descoberta, feita “completamente por acaso”, levou os cientistas a juntar pequenas partículas de níquel a uma solução de água com CO2 e a verem como o dióxido de carbono desaparecia completamente, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
    Na presença de um catalisador de níquel, o CO2 é convertido em carbonato de cálcio ou de magnésio, um mineral inócuo presente na crosta terrestre.
    O método concebido pelos especialistas britânicos consiste em fazer com que o CO2 libertado para a atmosfera pela indústria passe directamente da chaminé de uma fábrica para uma coluna de água rica em nanopartículas de níquel e em recuperar posteriormente o carbonato de cálcio sódio que fica depositado.
    “Este processo não funcionaria em todos os casos dado que não poderia adaptar-se ao tubo de escape de um automóvel, mas é uma solução eficaz e barata que poderia estar disponível a nível mundial para algumas das nossas indústrias mais poluentes e ter um impacto significativo na redução do CO2 na atmosfera”, diz Siller.
    Lusa/SOL

    quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

    Portugal inaugura nova fábrica de fungicida biológico

    Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013   
    Portugal inaugura nova fábrica de fungicida biológico
    Nova unidade de produção deverá criar 100 postos de trabalho até 2016
    Portugal desenvolveu e patenteou, em 2011, um fungicida biológico de elevada eficácia, extraído do tremoço, que agora vai ser produzido num parque industrial recém inaugurado em Cantanhede. O produto será comercializado para todo o mundo.

    A Converde, empresa de biotecnologia, inaugurou no passado dia 18 de Janeiro a sua unidade industrial, onde irá produzir o fungicida biológico de eficácia igual ou, nalguns casos, superior à dos melhores fungicidas sintéticos disponíveis no mercado.
    Com um investimento total de cerca de 30 milhões de euros, a unidade industrial da Converde localiza-se em Cantanhede e prevê criar 100 postos de trabalho até 2016, ano em que funcionará em velocidade de cruzeiro.
    Em 2012, a CONVERDE celebrou um contrato de distribuição exclusiva com a multinacional do sector agro-químico FMC Corporation que opera nos Estados Unidos e Canadá.
    Na origem deste produto, esteve investigação pioneira realizada no Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, onde foi identificada a proteína multifuncional “BLAD”, produzida durante a germinação de uma variedade de tremoço denominada “lupinus albus” e que funciona como substância ativa do fungicida.
    A descoberta, que teve início em 1991 e à qual se seguiram mais de dez anos de investigação, como já foi noticiado pelo BOAS NOTÍCIAS, culminou com a participação do projeto no Programa COHiTEC, da COTEC Portugal, que viabilizou a vertente comercial do projeto.
    Em comunicado, a COTEC salienta que a inauguração da unidade industrial marca uma nova fase para a empresa Converde, com o arranque da produção do fungicida. Com uma área coberta de 17 mil m2, a unidade está projetada de forma a triplicar a capacidade de produção, que é atualmente de 2 mil toneladas por ano.
    fonte: boas noticias

    terça-feira, 22 de janeiro de 2013

    Sistema luso produz energia com sol, vento e chuva

    Sistema luso produz energia com sol, vento e chuva
    Fotos © Skinenergy
    Chama-se Skinenergy e é um sistema de revestimento português que poderá contribuir para a revolução da produção de energias limpas. A solução, criada por três portugueses, é capaz de gerar energia através do sol, do vento e até da água das chuvas, o que lhe dá a possibilidade de, em muitos casos, produzir energia durante as 24 horas do dia, sete dias por semana.

    por Catarina Ferreira

    O Skinenergy é como uma “pele” – daí o nome, do inglês “skin” – que tem por base “elementos de composição plástica”, construindo-se sob a forma de duas membranas flexíveis: uma que serve como base e outra que funciona, propriamente, como revestimento, sendo composta por células fotovoltaicas em silício amorfo para a captação da luz solar.

    Em entrevista ao Boas Notícias, Ricardo Sousa, arquiteto de 37 anos especializado em eco-arquitetura e sustentabilidade e um dos criadores do sistema, explica que estas membranas, ou seja, esta “pele” (que pode ter várias cores, padrões ou transparências), é “ancorada ao edifício ou estrutura” com elementos que, além de a fixarem, servem como “microgeradores de energia que atuam com pequenas brisas e movimentos do vento e pelo movimento criado através do batimento da chuva”.

    Em suma, esclarece o especialista, que está a trabalhar neste projeto em conjunto com o irmão, José Augusto Sousa, técnico de eletrónica e informática, e com João Pereira, estudante de Doutoramento e licenciado em Física e Química, este é “um produto híbrido porque tem a capacidade de gerar energia através do aproveitamento solar, eólico e de uma forma muito particular retira partido da água das chuvas”.

    Num pleno dia de sol em que haja algum vento, o sistema é capaz, por exemplo, de produzir energia de modo combinado entre o fotovoltaico e o gerador de movimento em paralelo, podendo depois continuar a gerar energia durante a noite, com a presença das brisas, do vento e da chuva.



    Ricardo Sousa e os colegas estimam que o sistema seja capaz de produzir 120 w/p (“watt-picos”, o padrão usado na indústria fotovoltaica para medir a capacidade técnica dos módulos solares) por cada metro quadrado de aplicação em regime híbrido, embora a capacidade possa ser superior porque “é cada vez mais possível obter maiores quantidades de energia através do silício amorfo”.

    De acordo com o arquiteto, a energia gerada pode ser usada diretamente na instalação, ser armazenada em acumuladores ou descarregada na rede pública, representando os valores estimados “uma poupança para de atmosfera de 626,52kg de dióxido de carbono por ano por cada metro quadrado de aplicação do Skinenergy”.

    Este é um produto que pode ter várias formas de aplicação – além de poder ser incorporado durante a reabilitação de edifícios, poderá também integrar soluções arquitetónicas criadas de raíz, “independentemente de se tratar de edifícios públicos ou privados de grandes ou pequenas dimensões”.

    Em complemento, os mentores do Skinenergy acreditam que o sistema poderá vir a ter, também, utilizações mais amplas, “como a aplicação junto aos painéis informativos das estradas e autoestradas” para os tornar autossuficientes em termos energéticos, “junto aos ‘rails’ de proteção e barreiras sonoras para alimentação de sistemas elétricos nas suas proximidades’ e ainda em “linhas de comboios ou túneis”.


    Ricardo e José Augusto Sousa são dois dos mentores do Skinenergy, que já conquistou o seu primeiro prémio


    Criadores estão à procura de financiamento

    Para já, Ricardo Sousa e os companheiros estão a tentar encontrar financiamento para uma prova de conceito a ser criada e desenvolvida em parceria com a Universidade do Minho. “Uma das coisas que mais queremos é arranjar um ou mais parceiros desta área que acreditem e que se aliem a nós neste projeto”, confessa o arquiteto.

    O mentor do Skinenergy estima que serão necessários “entre 10.000 e 15.000 euros para a fase de I&D que se segue, com a prova de conceito, a prototipagem e fase de testes”, o que torna indispensável encontrar “um parceiro disposto a injetar algum desse capital”, que lhe seria retribuído numa fase posterior.

    No futuro, o objetivo é colocar o sistema no mercado “por um valor a rondar os 500 euros por cada metro quadrado”, um valor de venda “próximo dos que se praticam habitualmente num vulgar sistema de painéis solares de microgeração”.

    Embora se trate de um projeto recente, o Skinenergy, que tem na Universidade do Minho uma parceria de investigação e desenvolvimento, já conquistou o Prémio Cidades de “Uma Cidade Perfeita”, iniciativa da revista Visão, Siemens, Inteli e Sociedade Ponto Verde.

    Clique AQUI para visitar o site do Skinenergy e saber mais sobre este projeto.

    [Notícia sugerida por David Ferreira e Vítor Fernandes
    Fonte: boas noticias

    sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

    Norte-americana FDA prestes a aprovar comercialização de salmão transgénico


    Peixe produzido pela Aquabounty cresce duas vezes mais rápido do que o normal

    2012-12-26
    Salmão trangénico e não trangénico com a mesma idade (créditos: AquaBounty)
    Salmão trangénico e não trangénico com a mesma idade (créditos: AquaBounty)
    A agência Food and Drug Administration (FDA), que regula e supervisiona a segurança alimentar e os medicamentos, afirmou que os salmões transgénicos, estão a ser produzidos pela empresa Aquabounty, é seguro como alimento e não causará grande impacto ambiental, abrindo assim a porta à aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para consumo humano.
    O salmão transgénico cresce duas vezes mais rápido do que o normal e os seus críticos já o baptizaram como “frankenpeixe” (alusão ao monstro de Frankenstein). Estes temem que o peixe possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgénica procriar na natureza. A FDA fará ainda uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas acreditam que estas declaração foram o último passo antes da aprovação.
    A empresa Aquabounty gastou mais de 67 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de euros) para desenvolver este peixe, tendo igualmente desenvolvido medidas de protecção contra problemas ambientais. Uma delas é a criação de apenas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena percentagem possa reproduzir-se, admitem.
    Este salmão transgénico recebeu um gene da hormona de crescimento do salmão do Pacífico, que se mantém funcional o ano inteiro devido a outro gene de um peixe similar à enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.
    Ainda não se sabe se o público aprovará o peixe, mesmo dando a FDA o seu aval. Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem chegar a saber que estão a comprar peixe transgénico, já que o produto não será acompanhado de qualquer aviso, caso seja decido que possui as mesmas propriedades do convencional.
    Fonte: Ciência hoje

    quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

    Quercus alerta para perigo de extinção da lampreia do Nabão


    actualizado: Wed, 12 Dec 2012 14:26:14 GMT | de Lusa
    A lampreia do Nabão, espécie recentemente identificada por investigadores das universidades de Évora e Lisboa, está em risco de extinção, alertou hoje o presidente do núcleo regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, Domingos Patacho.
    PAULO NOVAIS/LUSA
    PAULO NOVAIS/LUSA
    “A classificação de ‘Criticamente em Perigo’ é a mesma que recai sobre o lince ibérico. Esta espécie encontra-se em áreas de distribuição muito restritas e fragmentadas, em Ourém, com constrangimentos ao nível da multiplicação, pelo que todo o cuidado das entidades públicas e de privados será sempre pouco”, disse Domingos Patacho à agência Lusa.
    O uso abusivo de produtos agroquímicos, cujos nutrientes podem contaminar as linhas de água, limpezas das margens agressivas, ausência de saneamento em algumas áreas, bem como possíveis descargas de pequenas unidades industriais, são “ameaças reais às lampreias”, sublinhou o ambientalista.
    Domingos Patacho frisou que, com uma população escassa na sub-bacia do Nabão, nas ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival, e “agora que se reconheceu que esta lampreia é exclusiva do norte do concelho de Ourém”, a situação “traz responsabilidades acrescidas a todos os cidadãos do concelho e demais entidades para a sua conservação”.
    Em comunicado, a Quercus “apela à necessidade de se conservarem as florestas ribeirinhas e os leitos dos cursos em toda a bacia hidrográfica, para que não subsistam ameaças que coloquem a espécie no limiar da extinção”.
    Na semana passada, o Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa anunciou a descoberta de três novas espécies: a lampreia da Costa de Prata (Lampreta alvariensis), a lampreia do Nabão (Lampreta auremensis) e a lampreia do Sado (Lampreta lusitanica).
    A Quercus recorda que, em 1989, dois investigadores, Pedro Cortes e Carlos Almaça, realizaram um “Estudo Ecológico da Ribeira de Seiça” e chegaram a identificar a lampreia como uma nova espécie, mas essa confirmação surgiu apenas 23 anos depois.
    JYMC // JLG.
    Fonte: msn

    sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

    Afinal, há seis (e não três) espécies de lampreias em Portugal


    Passam grande parte da vida enterradas no leito dos rios — na realidade, quatro a cinco anos, como larvas. Umas vão para o mar e são as comestíveis, outras mantêm-se sempre nos cursos de água doce.
    A lampreia-do-sado (Lampetra lusitanica) é uma das novas espécies identificadas FILIPE LOPES

    Tanto quanto se sabia, só viviam três espécies de lampreias em Portugal. De uma só assentada, uma equipa de biólogos portugueses anuncia agora a descoberta de outras três espécies, que vivem em áreas muito limitadas de alguns rios. Assim, à lampreia-marinha, à lampreia-de-rio e à lampreia-de-riacho juntam-se agora a lampreia-da-costa-da-prata, a lampreia-do-nabão e a lampreia-do-sado, nomes que remetem para os seus locais de origem.
    A lampreia-marinha (Petromyzon marinus) é aquela que é um autêntico pitéu e que leva muita gente em romarias gastronómicas. Já a lampreia-de-rio (Lampetra fluviatilis) e a lampreia-de-riacho (Lampetra planeri) não se comem e são mais raras do que a sua congénere marinha, pelo que estão classificadas como “criticamente em perigo” de extinção, na última versão doLivro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, de 2005.
    Tanto a lampreia-de-riacho como a lampreia-de-rio encontram-se distribuídas pela Europa, onde são abundantes — mas, na Península Ibérica, a sua situação muda de figura e concentram-se quase só em Portugal. A lampreia-de-riacho está presente sobretudo em Portugal, desde o Douro até ao Sado, pois em Espanha limita-se a dois núcleos populacionais muito circunscritos no Norte do país. Já a lampreia-de-rio foi declarada extinta em Espanha e, em Portugal, encontra-se somente no troço inferior dos rios Tejo e Sorraia. Para cada uma destas espécies, a população não ultrapassará os dez mil indivíduos.
    Agora, o trabalho desenvolvido na tese de doutoramento deCatarina Mateus — orientada por Pedro Raposo de Almeida, do Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências de Lisboa e da Universidade de Évora, e Judite Alves, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa — permitiu a identificação das três novas espécies. Serão descritas num artigo já aceite para publicação na revista alemã Contributions to Zoology, assinado ainda pelo biólogo Bernardo Quintella, também da Faculdade de Ciências de Lisboa.
    Este resultado é o culminar de dez anos de trabalho, que remonta ao início da revisão do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, realça Pedro Raposo de Almeida. “Nessa revisão, fizemos um levantamento em todo o país da distribuição das espécies e encontrámos uma série de pequenas populações que não estavam descritas.”
    Essas populações ficaram então incluídas como lampreias-de-riacho no livro que avalia o estatuto de conservação dos vertebrados portugueses: “Percebemos que havia pequenas diferenças, sobretudo genéticas, num grupo de lampreias-de-riacho. Mas, até se confirmar que são espécies diferentes, há um trabalho muito grande pela frente”, explica Pedro Raposo de Almeida.
    Ainda que as diferenças sejam principalmente genéticas, elas também têm menos dentes.
    As três novas espécies são endémicas de Portugal, o que significa que vivem apenas aqui. A lampreia-da-costa-da-prata (Lampetra alavariensis) é endémica das bacias hidrográficas do Vouga e do Esmoriz, enquanto a lampreia-do-sado (Lampetra lusitanica) existe só nesta rede hidrográfica e a lampreia-do-nabão (Lampetra auremensis) se restringe a esta bacia afluente do Tejo.
    Para a equipa, não há grandes dúvidas de que as três novas espécies devem ser consideradas como “criticamente em perigo” de extinção, até porque a espécie de onde foram agora retiradas já tem esse estatuto de conservação. “Além de serem espécies endémicas e as áreas de distribuição serem muito restritas, as populações são muito pequenas e sofrem muitas pressões antropogénicas. As linhas de água, sobretudo do Sado, têm muitas pressões em termos agrícolas.”
    Ao todo, as três novas espécies terão 10 mil a 20 mil indivíduos, embora só com um levantamento populacional se possa fazer uma estimativa mais rigorosa.
    Caminhos diferentes após a metamorfose
    Uma das fases em que as lampreias estão muito vulneráveis é aquela em que ficam enterradas nas zonas arenosas do leito dos rios, como larvas — na verdade, passam quatro a cinco anos nisso, filtrando a água para se alimentarem de pequenos organismos em suspensão. Na fase larvar, se for feita uma regularização do leito do rio, se houver extracção de areias ou for construída uma barragem na zona onde elas estão enterradas, uma parte da população é eliminada. “Não lhes pode faltar a água”, diz ainda Pedro Raposo de Almeida.
    Decorridos aqueles anos todos entre os sedimentos, elas sofrem uma metamorfose, em que, por exemplo, desenvolvem uma boca circular em forma de ventosa. E então as espécies seguem caminhos distintos.
    A lampreia-marinha, que pode ter um metro de comprimento, faz uma migração para o mar, onde fica durante um a dois anos, parasitando outros peixes, até que regressa ao rio para desovar e morrer. A lampreia-de-rio também migra, mas pouco: “A nossa percepção é que tem uma migração muito restrita: achamos que nem sai do estuário do Tejo. Também é parasita.”
    Já a lampreia-de-riacho e as suas primas agora identificadas, que podem ter cerca de 15 centímetros, não se alimentam depois da metamorfose. Na fase adulta, de alguns meses apenas, limitam-se a reproduzirem-se e, depois disso, morrem.
    fonte: Público.pt

    terça-feira, 27 de novembro de 2012

    Mais de metade das lamas das ETAR com destino desconhecido - Quercus


    actualizado: Mon, 26 Nov 2012 13:32:46 GMT | de Lusa
    O Estado desconhece o destino de mais de metade das lamas das estações de tratamentos de esgotos, segundo dados preliminares de um estudo da associação ambientalista Quercus, que considera a situação inaceitável.
    Paulo Cunha/LUSA
    Paulo Cunha/LUSA
    Os ambientalistas avisam que as lamas, que podem até conter patogénicos, poderão estar a ser descarregadas no solo ou a contaminar lençóis freáticos.
    “O Ministério do Ambiente não sabe onde vão parar metade das lamas das ETAR”, indicou à agência Lusa Rui Berkemeier, especialista em resíduos.
    Os dados definitivos deverão ser apresentados em breve, uma vez que a Quercus se encontra ainda a terminar o levantamento sobre os destinos das lamas das estações de tratamento de águas residuais (ETAR), que são um produto inevitável do tratamento dos esgotos, mas requerem um tratamento adequado.
    Para a Quercus, isto significa que uma “grande parte” das lamas está a ser gerida “de forma ilegal”, com incumprimento da lei por parte das empresas que recolhem estes resíduos para posterior tratamento.
    “O mecanismo de controlo não funciona”, afirmou Rui Berkemeier, explicando que o Estado até recebe, por parte de quem produz as lamas, a indicação de que foram para armazenamento, mas não sabe o caminho que se seguiu.
    A Quercus classifica o controlo às lamas como minimalista, considerando a situação “inaceitável”.
    Segundo a legislação, o gestor destes resíduos é o responsável pela forma como será tratado e valorizado, nomeadamente para ter condições de ser colocado no solo e em culturas agrícolas.
    Este alerta da Quercus surge no dia em que o Jornal de Notícias revela um estudo do Instituto Superior de Engenharia do Porto, que indica que os antibióticos e outros medicamentos vão parar aos rios, mares e solos, porque escapam aos tratamentos usados nas ETAR.
    ARP // GC.
    Fonte: msn

    segunda-feira, 26 de novembro de 2012

    Países unem-se contra a caça à baleia no Japão


    Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

    Países unem-se contra a caça à baleia no Japão

    Aliando-se à Austrália, a Nova Zelândia prepara-se para instaurar um processo judicial contra o Japão pela prática de caça às baleias nos mares da Antártida.
     
    Em comunicado, o ministro neozelandês dos Negócios Estrangeiros, Murray McCully afirma que o seu país “tem todo o interesse em garantir que a Comissão Baleeira Internacional funcione de modo efetivo e que a Convenção para a Caça à Baleia seja corretamente interpretada e aplicada”.
     
    McCully ainda acrescenta que “o executivo Governo continuará a usar todos os meios possíveis para tentar parar a caça à baleia pelo Japão no Oceano Antártico”.
     
    Desde 1986 que a caça comercial à baleia é proibida por uma moratória. Porém, a Convenção para a Regulação da Caça à Baleia abre algumas exceções, entre as quais a captura para fins científicos, motivo avançado pela nação nipónica.
     
    Só no último ano, o Japão matou cerca de 540 baleias alegando razões de ordem científica. No entanto, a carne das baleias acaba sempre por ser comercializada, o que indigna os países em causa e as entidades de proteção dos animais.
     
    A queixa feita pelos australianos data de 2010 e está a ser analisada pelo Tribunal Internacional de Justiça, em Haia.

    Notícia sugerida por Vítor Fernandes]
    Fonte: Boas noticias