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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Folha artificial criada pelo homem faz fotossíntese

Quinta-feira, 31 de Julho de 2014
Folha artificial criada pelo homem faz fotossíntese
© Julian Melchiorri - Veja abaixo um vídeo com uma entrevista onde o engenheiro explica como funciona esta planta artificial
Uma folha artificial que, tal como as plantas, transforma dióxido de carbono em oxigénio foi desenvolvida por um ex-estudante da Royal College of Art (Inglaterra). Tudo o que esta 'planta' precisa é de luz e água. O seu inventor acredita que esta folha pode revolucionar a exploração espacial.

A folha artificial é formada por cloroplastos (uma organela presente nas células de plantas e de outros organismos fotossintetizadores) suspensos numa matrix de proteína de seda.

Image and video hosting by TinyPic
"Retiro os cloroplastos das células da planta paradepois colocá-los dentro da proteína da seda. Como resultado, consigo o primeiro material artificial que vive e respira como uma folha natural", revela Julian.

Folha artificial pode dar oxigénio a missões espaciais
Julian Melchiorri considera que a sua invenção poderá ser essencial para a descoberta do espaço. "As plantas não crescem em gravidade zero," explica o criador à revista Dezeen. "A NASA está à procura de diferentes formas de produzir oxigénio em viagens espaciais de longa distância. Esta folha pode permitir que a exploração do espaço vá muito mais além do que foi até agora". 
O criador afirma que a folha artificial tem também uma funcionalidade no planeta Terra. A partir da mesma será possível criar filtros biológicos nas fachadas que promovam um oxigénio mais limpo no interior dos edifícios.

O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro no âmbito do curso de Innovation Design Engineering do Royal College of Art's em colaboração com o University Silk Lab.



Notícia sugerida por Vítor Fernandes
Fonte: boas noticias.pt

domingo, 27 de julho de 2014

O que são névoa, neblina e nevoeiro?

Descubra como o nevoeiro lhe permite andar pelas nuvens sem sair do chão.
Nevoeiro e neblina são nuvens ao nível do solo: são compostos por gotículas de água no ar.
O nevoeiro é mais denso e só lhe permite ver até 1Km. A neblina permite ver de um a dois quilómetros.
A névoa também torna o ar menos límpido, mas é composta por partículas de fuligem, pó ou sal.
O nevoeiro e a neblina formam-se quando o ar húmido perto do solo arrefece o suficiente para criar condensação.
A condensação é o mecanismo que embacia um espelho quando respira sobre ele. O ar contém vapor de água, e, quanto mais quente for mais vapor contém. O ar quente quente do seu bafo arrefece quando atinge o espelho mais frio. O vapor que o ar já não consegue conter condensa, formando gotículas no espelho.
A névoa pode ser precursora do nevoeiro, já que as gotículas deste se formam nas partículas no ar.
Sabia que…
A Nuvem Castanha Asiática, visível do espaço, é uma névoa de poluição sazonal sobre parte do Sul da Ásia?

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Publicado 4º número da revista de ciência elementar

Por Fundação Calouste Gulbenkian

http://www.casadasciencias.org/

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Empresa vai transformar garrafas de plástico em roupa

Quarta-feira, 02 de Julho de 2014
Empresa vai transformar garrafas de plástico em roupa
A marca holandesa G-Star lançou recentemente uma campanha de limpeza dos oceanos. O objetivo é recolher garrafas de plástico do mar, reciclá-las e transformá-las em peças de roupa. A coleção Raw for the Ocean estará disponível nas lojas da marca a partir de Setembro.
 
Associado à campanha aparece o músico norte-americano Pharrell Williams, que desenhou os modelos da nova coleção da G-Star. Além de músico, Pharrel é também diretor criativo da empresa Bionic Yarn que produz fios e tecidos feitos a partir de garrafas de plástico recicladas.

O processo de fabrico envolve a selecção das garrafas, que são depois moídas e transformadas em fibras. Por sua vez, as fibras são trançadas com poliéster e usadas para fazer os fios dos tecidos.
 

10 mil toneladas de plástico transformadas em roupa

A campanha Raw for the Ocean recebeu este ano um dos principais prémios do Festival de Cannes, o mais conceituado certame do mundo que premeia a criatividade em marketing e comunicação.
 
De acordo com a marca, todos os anos, das 100 milhões de toneladas de plástico produzidas anualmente, cerca de 10% acabam nos oceanos, o que afecta a vida marinha.

“A ideia permite que pessoas de todo o mundo possam expressar as suas preocupações em relação à poluição dos oceanos, vestindo-as”, explica a G-Star no site do projeto. 

Ao todo, a coleção usou 10 mil toneladas de pástico, contribuido desta forma para a preservação do ambiente.

Veja, em baixo, o vídeo que explica como a  Bionic Yard transforma garrafas de plástico em fios:
 

Clique AQUI para saber mais.

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: boas noticias.pt

Fruta-pão é o novo superalimento

Quinta-feira, 03 de Julho de 2014
Fruta-pão é o novo superalimento
Embora não seja muito conhecida no mundo ocidental, a fruta-pão é bastante consumida nos países tropicais, onde é cultivada. E agora, uma investigadora do Havai, acaba de publicar um artigo que confirma este fruto como um superalimento.

É um fruto verde de grande dimensão que pode chegar a pesar três quilos. De acordo com o estudo que a investigadora Diane Ragone publicou esta semana na New Scientist, uma única fruta-pão tem nutrientes suficientes para alimentar uma família de cinco pessoas. E uma árvore deste fruto pode alimentar uma família durante 50 anos.

Diane Ragone, investigadora do Jardim Botânico Tropical do Havai, estuda esta fruta desde os anos 80 e criou, inclusivamente, um instituto especialmente dedicado à fruta-pão. Diane já estudou centenas de variedades desta fruta, provenientes de 34 países.

Rica em nutrientes e livre de glúten

Além de ser rica em vitaminas e minerais, esta fruta é uma importante fonte de hidratos de carbono e proteínas, sendo que não contém glúten - considerado um dos inimigos da alimentação do século XXI.

De acordo com o site do instituto da fruta-pão, este alimento é uma excelente fonte de antioxidantes, cálcio, carotenoides, fibras, ferro, magnésio, omega 3, omega 6, fósforo, potássio, proteínas, vitamina A e vitamina C.

Uma outra vantagem da fruta-pão é que pode ser consumida em todos os estágios de crescimento: desde a fase em que se encontra verde (funcionando mais como uma espécie de vegetal semelhante a batata) até à fase madura.

Além de se poder ingerir crua, a fruta-pão pode ser cozinha das mais variadas maneiras: cozida, assada ou mesmo seca para que se conserve mais tempo. É ainda possível produzir uma farinha sem glúten a partir da sua polpa.

Fruta pode erradicar 80% da fome mundial

Um dos objetivos do instituto criado por Diane é incentivar a produção de fruta-pão nos países mais atingidos pela fome. “Antigamente, na Polinésia, havia a tradição de plantar uma árvore de fruta-pão cada vez que nascia uma criança, porque já se sabia que essa árvore garantiria alimento para a criança durante o resto da sua vida”, conta a especialista na New Scientist.

A equipa de Diane Ragone está agora a investigar quais as variedades que melhor se adaptam a determinados climas e também a identificar qual o tipo de fruta-pão que contém mais nutrientes.

Os investigadores estão ainda a tentar encontrar forma de fazer com que a árvore comece a dar mais frutos e mais cedo e já foram bem-sucedidos: conseguiram criar uma variedade de árvores que além de serem mais robustas começam a florescer dois anos depois de serem plantadas, ou seja, três anos mais cedo do que é habitual.

Segundo dados do site oficial do instituto, mais de 80 por centro das 925 milhões de pessoas afetadas pela fome vivem em regiões adequadas ao cultivo desta fruta.

Notícia sugerida por Maria da Luz
Fonte: boas noticias.pt

terça-feira, 24 de junho de 2014

O nível do mar

O que é o nível do mar e como se mede?
Um marcador do nível do mar, em Israel, na estrada de Jerusalém.
Quando os cientistas mencionam o nível do mar, referem-se à altitude média da superfície oceânica, uma cifra que é útil para determinar a altitude do terreno e tendências de alterações climáticas. Esta média é difícil de calcular, devido ás forças mutáveis exercidas na Terra pelo sistema solar (gravidade, radiação,etc.), que criam ondas e marés, além de alterarem a temperatura do oceano e, logo, a sua densidade e volume. Assim, o oceano está constantemente a subir e a descer, a aquecer e a arrefecer. A sua altitude média deve, portanto, ser medida num ponto fixo, durante um largo período de tempo.
Para obter estas medições, os cientistas usam indicadores de marés (grandes tubos cilíndricos com pequenos orifícios na parte de baixo através dos quais a água passa, sendo registada por sensores eletrónicos). Graças ao seu formato simples mas engenhoso, permitem medir o nível da água, minimizando, porém, os efeitos das marés e ondas. Apesar da utilização de indicadores de marés, a força e a natureza imprevisível do oceano dificultam bastante a obtenção de medições milimétricas, pelo que, agora se recorre ainda à utilização de topologia via satélite.
O atual consenso no meio científico, com base em décadas de previsões, é que o nível do oceano está a subir a uma taxa de dois milímetros por ano.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

Anemómetros de copos: velocidade dos ventos

Os anemómetros encontram-se com frequência em estações meteorológicas, mas como fornecem informações acerca da velocidade do vento?
Vários tipos de anemómetros são utilizados para medir a velocidade do vento mas o mais conhecido de todos é, talvez, o anemómetro de copos. Integra três copos, colocados a distâncias iguais nos braços perpendiculares ao eixo central. Os copos apanham o ar á medida que este passa, fazendo rodar o eixo. Ao contar o número de voltas num segundo, é possível calcular a velocidade média do vento.
Alguns anemómetros de copos integram ainda minúsculos geradores elétricos que calculam a velocidade do vento analisando a quantidade de energia criada pela rotação, em vez de contarem o número de voltas.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Florestas húmidas, alterações climáticas e desflorestação

A desflorestação das florestas húmidas está a alastrar a um ritmo alarmante, com efeitos devastadores



Os efeitos da desflorestação da Terra são graves: climas regional e global em alteração descontrolada, cheias mais frequentes e extinção de milhares de espécies de plantas e animais. As causas desta destruição são muitas, mas as mais graves são a exploração florestal e a criação de gado.
A exploração florestal resulta no derrube sistemático de árvores para serem usadas em mercados locais e internacionais. Os ambientalistas estimam que mais de 75% das florestas mundiais já foram destruidas ou degradadas devido à exploração florestal.
A criação de gado esbate os limites das florestas e aumenta cada vez mais as zonas propensas a inundações: quando as árvores são abatidas para criar pastagens, o efeito de esponja proporcionado pela floresta desaparece. Assim, em vez de absorver e distribuir aos poucos a grande quantidade de chuva que a floresta recebe, a nova zona área inunda e canaliza água para os rios próximos, que acabam por transbordar.
A redução do número de árvores também afeta os climas locais e o global: quando se perde parte da floresta, o oxigénio aí produzido, devido á fotossíntese, diminui. O sequestro (captura e armazenamento) de CO2 também é reduzido, tal como a biomassa florestal e o respetivo potencial energético, importantes para o futuro bem-estar da Terra.
Florestas húmidas
Frente a frente
Grande – Gondwana
Não é de todo a maior, mas com 3.665 Km², há muito que proteger na longa faixa de florestas tropicais húmidas da Austrália.
Maior – África

Com 3,6 milhões de Km², as florestas húmidas de África poderiam ser muito maiores, não fosse a sua intensa exploração e desflorestação.
A maior – Amazónia
Com 7 milhões de Km², a floresta húmida amazónica é a maior de todas e estende-se por vários países, incluindo o Brasil e a Venezuela.

Fonte: quero saber Novembro 2010 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Florestas húmidas

Com uma precipitação anual de dois mil milimetros, as florestas húmidas são um ambiente único e riquissímo em vida. Lar de mais de 50 por cento das espécies da Terra, continuam a ser largamente desconhecidas.
As florestas húmidas localizam-se fundamentalmente em regiões tropicais, onde o clima é quente e húmido, permitindo a rápida e prolífera expansão de todas as formas de vida, seja flora ou fauna. Desde o coração da América do Sul, passando pelas selvas de África e da Índia, até à costa norte da Austrália, as florestas húmidas são um cenário de reprodução fantástico para processos evolutivos e desempenham um papel crucial na manutenção dos ciclos naturais a nível mundial, sendo responsáveis por mais de 28% da produção de oxigénio.
Apesar da enorme diversidade de de formas de vida que albergam e da sua importância na produção de oxigénio, as florestas húmidas ocupam menos de 6% da superfície da Terra – e devido à constante desflorestação, esta percentagem diminui todos os dias, contribuindo para a extinção de muitas espécies e provocando alterações radicais no clima de muitas regiões. Pode não ser evidente à primeira vista, mas as florestas húmidas são sistemas altamente complexos e intricados, constituídos por múltiplos estratos que escondem um fervilhar de actividade. De fato, foi só graças a recentes avanços na ciência e tecnologia que biólogos e outros investigadores puderam estudar as florestas húmidas em todo o seu esplendor, registando imagens e resultados que revelaram o quanto ainda não sabemos sobre elas.
Felizmente, já muitas descobertas foram feitas, abrindo uma janela para este mundo desconhecido. Saiba como funciona a floresta húmida, com especial foco na sua composição, nas diversas espécies de plantas e animais, nos processos naturais e na ameaça da desflorestação.
Cinco fatos sobre florestas húmidas
1 – Biodiversidade – Os cientistas estimam que até 75% das espécies da Terra possam viver nas florestas húmidas – um dado espantoso – e que milhões estarão ainda por descobrir.
2 – Medicinal – As florestas húmidas são o habitat da um elevado número de plantas das quais derivam medicamentos modernos para a febre e as queimaduras, por exemplo.
3 – Entre trópicos – As florestas húmidas tropicais situam-se sobretudo entre os trópicos de Câncer (23ᵒ 27’ de latitude Norte) e o de Capricórnio (23ᵒ 27’ de latitude Sul).
4 – Está aí alguém?... – Apesar do avanço do Homem, pensa-se que vivam mais de 40 tribos indígenas incontactadas nas florestas húmidas, sobretudo no Brasil e na Papua Nova-Guiné.
5 – Destruição massiva – Devido á violenta desflorestação, muitas das florestas húmidas estão a desaparecer. Destruiu-se mais de 90% da floresta húmida da África Ocidental!

Fonte: quero saber Novembro 2010 
Qual será o valor destas florestas no que diz respeito aos serviços prestados na manutenção dos ciclos naturais a nível mundial?

domingo, 1 de junho de 2014

Como se forma o… petróleo

A fonte energética mais preciosa e precária da Terra, o petróleo tem uma enorme procura mundial e vários países lutam ferozmente pelo direito de explorar as suas reservas.
O crude (petróleo bruto) forma-se quando organismos ricos em carbono morrem e são comprimidos num ambiente pobre em oxigénio, durante milhões de anos. A zona mais comum para o início da formação do crude é o fundo do mar, quando o plâncton e outros microrganismos morrem e se afundam no oceano. Estes organismos são depois comprimidos por novas camadas de sedimentos, que se acumulam por cima deles, bem como pela enorme pressão da água que ocorre a tais profundidades.
Ao longo de milhões de anos, inúmeras reações químicas decompõem os organismos em várias moléculas de hidrocarboneto, formando, as mais leves, gás natural, e as mais pesadas, petróleo bruto. Depois de criado, o crude sobe através da rocha,  medida que esta se desfaz e cede so a pressão extrema (ao contrário da rocha o liquido não pode ser comprimido), antes de acumular-se numa rocha porosa. Chamada reservatório, esta rocha é tapada por outra, não porosa, que impede que o crude continue a sua viagem. A perfuração da rocha selante é condição para aceder ao crude e bombeá-lo para a superficíe, de forma a que seja processado e refinado.
Os números
Composição do petróleo
Carbono: 83% a 87%
Hidrogénio: 10% a 14%
Azoto: 0,1% a 2%
Oxigénio: 0,1% a 1,5%
Enxofre: 0,5% a 6%
Metais: <0,1%

Fonte: quero saber Novembro 2010 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa

Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa
Nasceu, na cidade alentejana de Évora, um parque solar com tecnologia fotovoltaica de concentração inovadora na Europa, um investimento de cerca de cinco milhões de euros feito pela empresa Glintt Energy. A inauguração acontece esta quinta-feira, pretendendo-se que o parque se torne uma "montra" para captar negócios internacionais.
 
Em declarações à Lusa, Manuel Mira Godinho, diretor executivo da Glintt - Global Intelligent Technologies, detentora da Glintt Energy, afirmou que o parque "tem uma componente de 'showroom' internacional para mostrar ao cliente, a quem não basta a teoria, a quem quer ver para crer".
 
Segundo o responsável, a tecnológica portuguesa ambiciona "mostrar a sua competência para conceber e implementar um parque fotovoltaico de concentração". "Acreditamos tanto nesta tecnologia que arriscámos dinheiro da empresa para montar o parque", realçou Mira Godinho.
 
A central, localizada num antigo aterro sanitário próximo de Évora, envolveu um investimento de perto de cinco milhões de euros feito nos últimos quatro anos pela Glintt Energy, com sede no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (da qual a empresa é acionista), naquela cidade.  
 
De acordo com o diretor executivo da Glintt, a estrutura fotovoltaica de quarta geração, com 2.800 painéis solares e que começou a funcionar em Abril, tem 1,26 megawatts (MW) de capacidade instalada para uma produção anual estimada de dois gigawatts/hora (GWh) de energia.
 
"É o suficiente para abastecer 800 habitações, mais de 3.200 pessoas, e permite evitar anualmente cerca de 1.000 toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2)", estimou Mira Godinho.
 
O CEO da Glintt adiantou que o parque fotovoltaico eborense é "o primeiro da Europa" a utilizar um determinado tipo de células fotovoltaicas com base em tecnologia aplicada nas estações espaciais da NASA com o apoio dos norte-americanos da EmCore Corporation (propriedade da chinesa Suncore).
 
"O painel fotovoltaico acompanha a trajetória do sol e é muito fundo, como uma caixa. No interior, tem um prisma que concentra os raios solares para um ponto específico, para uma pequena célula fotovoltaica", especificou.

Graças a este sistema, é possível obter "uma produtividade muito maior dos raios solares captados" em comparação com um "painel tradicional".
Além disso, o parque é também "muito menos exigente em termos dos componentes nobres para o fabrico das células". "E, como tenho menos células instaladas nos painéis, gasto menos energia para o funcionamento da central", acrescentou Mira Godinho.
 
Através deste investimento, que permitiu "a reabilitação ambiental de uma zona degradada", a Glintt espera conseguir "um 'showroom' para desenvolver projetos internacionais", encontrando-se, atualmente, "a procurar expandir" os seus negócios para países de África e da América Latina.
 
"[A construção do parque] é, igualmente, uma forma de atrair gestores de topo para Évora e de promover o Alentejo e Portugal, porque temos levado ao parque presidentes de empresas e gestores internacionais", conclui o empresário.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca
fonte: boasnoticias.pt

Estradas de painéis solares podem alimentar um país

Quarta-feira, 28 de Maio de 2014
Estradas de painéis solares podem alimentar um país
Imagine que as estradas são feitas de painéis solares, capazes de gerar energia para um país inteiro. O projeto norte-americano Solar Roadways acaba de ser financiado através de uma ação de ‘crowdfunding’ e promete revolucionar o modo como o mundo gera energia.

As Solar Roadways (Estadas Solares) arrecadaram, na campanha de financiamento coletivo, mais de um milhão de euros – um valor quase 50% superior ao que estavam a solicitar.

A tecnologia consiste num sistema de painéis solares modulares, com a forma de favos de mel, que podem ser aplicados no chão. Segundo Scott e Julie Brusaw, os mentores desta tecnologia, o pavimento Solar Roadways pode suportar até 113 toneladas.

Uma vez que a superfície é feita de vidro temperado altamente resistente, este pavimento pode ser aplicado em diversas situações, desde parques de estacionamento a autoestradas.



“Estes painéis pagam-se a si próprios já que geram energia suficiente para alimentar as casas e as empresas que estiverem ligadas à rede solar. Poderá mesmo ser instalado um sistema rodoviário a nível nacional capaz de gerar energia limpa mais do que suficiente para alimentar todo o país”, lê-se no site de "crowdfunding" Indie GoGo.

Além da produção de energia, este pavimento apresenta outras vantagens: a superfície aquece para eliminar resíduos de neve ou gelo, integra luzes LED que podem oferecer indicações aos condutores, e pode conter várias tomadas para alimentar veículos elétricos e outros equipamentos ao longo do percurso.

O projeto Solar Roadways recebeu um financiamento do governo dos EUA que apoiou a fase de pesquisa. Neste momento, o casal Scott e Julie estão a desenvolver um protótipo que vai ser aplicado num parque de estacionamento. Esta fase será financiada pelo “crowdfunding”.

Em Agosto de 2013 o projeto foi finalista dos prestigiados prémios World Technology Award For Energy, promovidos pela revista TIME em associação com a Fortune, a CNN e a revista Science.

Clique AQUI para saber mais sobre este projeto.
fonte: boasnoticias.pt

terça-feira, 27 de maio de 2014

Leiria: Quercus salva planta única no mundo da extinção

Segunda-feira, 26 de Maio de 2014
Leiria: Quercus salva planta única no mundo da extinção
A Leuzea longifolia é uma espécie da família das margaridas que só existe em Portugal. © Quercus
Uma microrreserva da Quercus criada há dois anos em Leiria para salvar da extinção a "Leuzea longifolia", uma planta da família das margaridas, única no mundo, que apenas existe em Portugal, contribuiu já, com sucesso, para a propagação da espécie.

A novidade foi avançada à Lusa por um dos dirigentes da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, Paulo Lucas. "Temos ideia de que ela se está a propagar, vemo-la em mais locais do que aqueles onde estava", congratula-se o responsável da associação ambientalista.

Segundo Paulo Lucas, estima-se que existam cerca de 150 exemplares desta espécie na microrreserva, um terreno de um hectare onde está confinada a planta e que se insere numa área mais ampla de 136 hectares classificada como Síto de Importância Comunitára da Rede Natura 2000 Azabucho, na localidade com o mesmo nome.

O dirigente da Quercus explica que a "Leuzea longifolia" é uma espécie "muito importante" e apenas existente em Portugal, podendo ser encontrada em dois outros núcleos além de Leiria: Loures e Ota. 
Fonte: boasnoticias.pt

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Pesticidas estão a destruir solos nacionais, alertam Investigadores

actualizado: Mon, 14 Apr 2014 16:18:53 GMT | de Lusa

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) concluiu que as misturas de pesticidas utilizados na agricultura para combater pragas estão a provocar efeitos colaterais nos organismos que regeneram o ecossistema terrestre, colocando em causa a saúde dos solos.
MARIO CRUZ/LUSA
MARIO CRUZ/LUSA
"Já testámos vários tipos de pesticidas aplicados amplamente em todo o país e na Europa e verificámos que eles produzem efeitos muito mais nefastos do que seria à partida previsível", disse Susana Loureiro, investigadora no Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.
A coordenadora da equipa dá como exemplo o chamado "remédio dos caracóis" que, além do alvo principal, também acaba por matar outros organismos como bichos-de-conta, minhocas e outros invertebrados benéficos para o solo.
Sem estes organismos e sem o papel crucial que desempenham na decomposição da matéria orgânica e na redistribuição dos nutrientes, os solos agrícolas não conseguem manter-se saudáveis, refere a bióloga.
A equipa, que estuda há vários anos o efeito dos químicos usados na agricultura, tem igualmente verificado que há vários compostos químicos que induzem efeitos que se prolongam ao longo de várias gerações desses organismos, podendo dar origem ao colapso de populações.
Os investigadores apontam o dedo a uma legislação que apenas regula a utilização individual de cada químico ignorando a mistura de pesticidas, uma prática que dizem ser normal no setor agrícola e que potencia o efeito tóxico dos compostos utilizados.
"Nos solos agrícolas há décadas que se utilizam cocktails químicos perigosos e imprevisíveis sobre os quais a legislação em vigor em Portugal e na Europa nada diz", afirma Susana Loureiro.
A investigadora defende a criação urgente de um plano de monitorização ambiental para manter a qualidade dos solos e dos serviços que esses solos proporcionam quer na Europa quer em Portugal.
JYDN // MSP

terça-feira, 8 de abril de 2014

Investigadores da UA propõem nova solução para inactivação de bactérias multirresistentes em esgotos

2014-03-24

Da esquerda para a direita: José Cavaleiro, Amparo Faustino, Augusto Tomé, Ângela Cunha, Graça Neves, Eliana Alves e Adelaide Almeida
Da esquerda para a direita: José Cavaleiro, Amparo Faustino, Augusto Tomé, Ângela Cunha, Graça Neves, Eliana Alves e Adelaide Almeida
Uma equipa multidisciplinar da Universidade de Aveiro, tem vindo a trabalhar em novas aplicações de métodos utilizados noutras áreas científicas no sentido de procurar uma solução para a resistência de estirpes bacterianas a vários antibióticos,

Um destes métodos, designado por terapia fotodinâmica, tem vindo a ser testado no tratamento de esgotos hospitalares onde são frequentemente encontradas essas bactérias multirresistentes e, segundo os estudos realizados até agora, mostra ser bem mais eficiente que outras abordagens convencionais.

As estirpes de bactérias em causa, onde se incluem, entre outras, o Staphylococus aureus e Enterococus sp., podem ser causadoras de infecções simples ou sistémicas,infecções respiratórias ou intoxicações de difícil tratamento devido à sua resistência a vários antibióticos conhecidos. Mais frequentes nos efluentes hospitalares, já foram também detectadas em estações de tratamento de águas residuais para onde
aqueles acabam por ser conduzidos sem um tratamento prévio adequado.

A terapia fotodinâmica (PDI, do inglês “photodynamic inactivation”), método já usado no tratamento de certos tipos de cancro, está agora a ser testada no tratamentodestes efluentes hospitalares. Consiste basicamente na utilização de “fotossensibilizadores”, como porfirinas, ftalocianinas, clorinas e alguns corantes que, que absorvem luz visível, transferindo energia para moléculas ao seu redor, originando espécies reativas de oxigénio (ROS – reactive oxygen species) que são altamente citotóxicas provocando alteração nas biomoléculas (proteínas, lípidos e ácidos nucleicos) destes microrganismos patogénicos, levando à sua inactivação.




Exemplos de bactérias multirresistentes estudadas nesta investigação
Nenhum dos estudos realizados até agora mostrou ser possível desenvolver resistência bacteriana a este tipo de tratamento, indicando que este método produz efeitos irreversíveis nestes microrganismos.

A equipa, coordenada por Adelaide Almeida, envolve investigadores do Departamento de Biologia que pertencem ao Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), laboratório associado da UA, e do Departamento de Química, mais concretamente à Unidade de Investigação Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA).


Este estudo indica que há vantagens em realizar o tratamento por terapia fotodinâmica ainda no efluente hospitalar onde existem, habitualmente,resíduos de antibióticos, possibilitando uma acção sinérgica, levando a uma maior eficiência de inactivação das bactérias multirresistentes.
Fonte: ciência hoje.pt

terça-feira, 1 de abril de 2014

O que os anéis das árvores revelam

Com frações de milimetro de largura, são um arquivo biológica preciso da História recente e antiga.
A datação através dos anéis das árvores é um campo científico promissor. Os anéis provaram ser arquivos precisos de dados biológicos, fornecendo pistas preciosas sobre as condições climáticas ao longo dos milénios. A espessura e cor dos anéis varia consoante a quantidade de chuva, temperaturas sazonais médias, pragas e surtos de doenças, e eventos como vulcões, fogos e cheias. Um corte transversal de uma árvore é um retrato biológico de um dado local e momento na história da Terra.
Gíria dos anéis
Os círculos concêntricos representam (de dentro para fora) olento crescimento e a morte de celulas de xilema, que começam por ser alburno ativo e depois endurecem, formando o cerne. Todo o crescimento ocorre ao longo do câmbio, a fina camada sob a casca onde nascem as células de floema e xilema.

MedulaMassa esponjosa no centro de todos os caules (os troncos são caules), que se compata e solidifica á medida que o diâmetro da árvore aumenta.
CerneAo serem obstruídas ou secarem, as células antigas de xilema no alburno deixam de transportar seiva e tornam-se cerne.
AlburnoComposto por novas células de xilema, age como sistema vascular ativo da árvore, bombeando seiva cheia de nutrientes das raízes até aos ramos e folhas.
CâmbioEsta fina camada entre a entrecasca e o alburno é onde se dá o crescimento da árvore, com a produção de células de xilema no interior da camada e de floema no exterior.
FloemaTambém conhecido como entercasca. As células do floema formam-se no exterior do câmbio e ajudam a transportar açúcares da fotossíntese para os locais necessários
CascaA casca é um conjunto de células mortas, um material ceroso que protege as camadas externas da madeira. À medida que a árvore cresce, a casca racha permitindo o crescimento de casca nova.

Fonte: quero saber Novembro 2010 

Métodos de datação: Os anéis das árvores

Os anéis das árvores
O conceito da determinação da idade de uma árvore através da contagem dos seus anéis está apenas parcialmente correto – a maioria das árvores em regiões temperadas produz um único anel visível por ano. A madeira é composta de células mortas de xilema (seiva bruta rica em água e sais minerais) – longas, tubulares e verticais, transportam nutrientes das raízes ao resto da planta. No início da época de crescimento anual da árvore, as células de xilema possuem paredes mais finas, produzindo a seção mais clara dos anéis, chamada alburno. No final da época de crescimento, as células já se tornaram mais espessas  densas, formano a caraterística faixa escura (ou cerne) que separ os anéis  árvore. De acordo com os dendrocronologistas, que estudam e datam os anéis das árvores, o problema da contagem dos anéis é que os falsos anéis e os anéis em falta são comuns. Mais: a contagem dos aneis inviduais só nos dá a idade da árvore no momento do corte ou da morte. Como determinar a idade da árvore no contexto do tempo geológico?
A solução é a datação cruzada, que começa com uma árvore jovem de idade conhecida. Talvez se conheça a data precisa da plantação ou os seus anéis contenham evidências de uma seca ou vulcão bem documentados. Os cientistas extraem uma amostra transversal da árvore e medem a largura de cada anel. A sequência de medições pode depois ser comparada, a olho ou com a ajuda de software, com amostras de árvores ligeiramente mais velhas, da mesma zona geográfica. Recuando no tempo, é possível criar uma cronologia da região – um registo das espessuras dos anéis desde o presente até séculos ou milénios atrás.

Fonte: quero saber Novembro 2010 

domingo, 9 de março de 2014

Reciclagem

Dois vídeos para assinalar o 3º ano do blog, que aliás, se deu a dia 5 de Março. Reciclar é importante!

domingo, 19 de janeiro de 2014

Mais de mil rinocerontes mortos na África do Sul em 2013

actualizado: Fri, 17 Jan 2014 16:21:33 GMT | de Lusa

Mais de mil rinocerontes foram mortos na África do Sul no ano passado, um aumento de 50 por cento em relação a 2012, incentivado pela procura de chifres no mercado negro, anunciou hoje o governo.

PAULO NOVAIS/Lusa
PAULO NOVAIS/Lusa
“O número total de rinocerontes caçados na África do Sul em 2013 aumentou para 1.004”, disse o ministro do Ambiente, numa declaração.
A procura de chifres de rinoceronte na Ásia – vista como um símbolo de estatuto e erradamente associada a propriedades medicinais – tem conduzido a uma perseguição inédita a estes animais.
A África do Sul tem cerca de 80 por cento da população total de rinocerontes no mundo, estimada em mais de 25 mil.
Em 2007, apenas 13 rinocerontes foram caçados ilegalmente naquele país, mas desde então os números têm aumentado exponencialmente todos os anos. Na primeira quinzena deste ano, 37 rinocerontes já foram mortos.
A maioria destes rinocerontes foi morta no parque nacional Kruger, vizinho de Moçambique, apesar do esforço das autoridades, que recorrem a técnicas paramilitares para impedir os caçadores.
Organizações criminosas transnacionais sofisticadas caçam ilegalmente os animais e retiram-lhes os chifres, que são traficados para fora do país para a Ásia.
As autoridades sul-africanas prenderam 343 pessoas ligadas ao tráfico de chifres de rinoceronte.
JH // JMR

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Casa das Ciências lança Revista de Ciência Elementar


NOV20
CIÊNCIAEscrito por: Maria João Pratt

Casa das Ciências lança Revista de Ciência Elementar

Revista de Ciência Elementar é mais um passo no crescimento e sustentabilidade do projeto Casa das Ciências – Portal Gulbenkian para Professores, da Fundação Calouste Gulbenkian, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino das Ciências em Língua Portuguesa.
Dirigida a professores dos ensinos básico e secundário, a alunos destes níveis de ensino e superior e, em última instância ao público em geral, esta revista recupera, nas palavras do seu coordenador, Manuel Silva Pinto, «os contributos que os diferentes componentes do portal têm vindo a recolher ao longo dos últimos anos e publicar os melhores artigos que entretanto nos forem chegando». O responsável pela nova revista considera que os conteúdos «destinam-se, fundamentalmente, a clarificar, esclarecer e desenvolver conceitos de Ciência Elementar, sobretudo os que se encontram diretamente associados aos programas do Ensino Básico e Secundário».
Neste momento, já se encontra publicado o primeiro número da Revista de Ciência Elementar, onde poderá encontrar notícias, artigos de opinião, entradas de ciência elementar, sugestões de recursos educativos digitais para as aulas, imagens para utilizar nas apresentações ou publicações web, entre outros assuntos. 
Aceda à revista aqui.
 Fonte: queros saber.pt