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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Folha artificial criada pelo homem faz fotossíntese

Quinta-feira, 31 de Julho de 2014
Folha artificial criada pelo homem faz fotossíntese
© Julian Melchiorri - Veja abaixo um vídeo com uma entrevista onde o engenheiro explica como funciona esta planta artificial
Uma folha artificial que, tal como as plantas, transforma dióxido de carbono em oxigénio foi desenvolvida por um ex-estudante da Royal College of Art (Inglaterra). Tudo o que esta 'planta' precisa é de luz e água. O seu inventor acredita que esta folha pode revolucionar a exploração espacial.

A folha artificial é formada por cloroplastos (uma organela presente nas células de plantas e de outros organismos fotossintetizadores) suspensos numa matrix de proteína de seda.

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"Retiro os cloroplastos das células da planta paradepois colocá-los dentro da proteína da seda. Como resultado, consigo o primeiro material artificial que vive e respira como uma folha natural", revela Julian.

Folha artificial pode dar oxigénio a missões espaciais
Julian Melchiorri considera que a sua invenção poderá ser essencial para a descoberta do espaço. "As plantas não crescem em gravidade zero," explica o criador à revista Dezeen. "A NASA está à procura de diferentes formas de produzir oxigénio em viagens espaciais de longa distância. Esta folha pode permitir que a exploração do espaço vá muito mais além do que foi até agora". 
O criador afirma que a folha artificial tem também uma funcionalidade no planeta Terra. A partir da mesma será possível criar filtros biológicos nas fachadas que promovam um oxigénio mais limpo no interior dos edifícios.

O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro no âmbito do curso de Innovation Design Engineering do Royal College of Art's em colaboração com o University Silk Lab.



Notícia sugerida por Vítor Fernandes
Fonte: boas noticias.pt

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Publicado 4º número da revista de ciência elementar

Por Fundação Calouste Gulbenkian

http://www.casadasciencias.org/

terça-feira, 24 de junho de 2014

O nível do mar

O que é o nível do mar e como se mede?
Um marcador do nível do mar, em Israel, na estrada de Jerusalém.
Quando os cientistas mencionam o nível do mar, referem-se à altitude média da superfície oceânica, uma cifra que é útil para determinar a altitude do terreno e tendências de alterações climáticas. Esta média é difícil de calcular, devido ás forças mutáveis exercidas na Terra pelo sistema solar (gravidade, radiação,etc.), que criam ondas e marés, além de alterarem a temperatura do oceano e, logo, a sua densidade e volume. Assim, o oceano está constantemente a subir e a descer, a aquecer e a arrefecer. A sua altitude média deve, portanto, ser medida num ponto fixo, durante um largo período de tempo.
Para obter estas medições, os cientistas usam indicadores de marés (grandes tubos cilíndricos com pequenos orifícios na parte de baixo através dos quais a água passa, sendo registada por sensores eletrónicos). Graças ao seu formato simples mas engenhoso, permitem medir o nível da água, minimizando, porém, os efeitos das marés e ondas. Apesar da utilização de indicadores de marés, a força e a natureza imprevisível do oceano dificultam bastante a obtenção de medições milimétricas, pelo que, agora se recorre ainda à utilização de topologia via satélite.
O atual consenso no meio científico, com base em décadas de previsões, é que o nível do oceano está a subir a uma taxa de dois milímetros por ano.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa

Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
Évora vai albergar parque solar pioneiro na Europa
Nasceu, na cidade alentejana de Évora, um parque solar com tecnologia fotovoltaica de concentração inovadora na Europa, um investimento de cerca de cinco milhões de euros feito pela empresa Glintt Energy. A inauguração acontece esta quinta-feira, pretendendo-se que o parque se torne uma "montra" para captar negócios internacionais.
 
Em declarações à Lusa, Manuel Mira Godinho, diretor executivo da Glintt - Global Intelligent Technologies, detentora da Glintt Energy, afirmou que o parque "tem uma componente de 'showroom' internacional para mostrar ao cliente, a quem não basta a teoria, a quem quer ver para crer".
 
Segundo o responsável, a tecnológica portuguesa ambiciona "mostrar a sua competência para conceber e implementar um parque fotovoltaico de concentração". "Acreditamos tanto nesta tecnologia que arriscámos dinheiro da empresa para montar o parque", realçou Mira Godinho.
 
A central, localizada num antigo aterro sanitário próximo de Évora, envolveu um investimento de perto de cinco milhões de euros feito nos últimos quatro anos pela Glintt Energy, com sede no Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (da qual a empresa é acionista), naquela cidade.  
 
De acordo com o diretor executivo da Glintt, a estrutura fotovoltaica de quarta geração, com 2.800 painéis solares e que começou a funcionar em Abril, tem 1,26 megawatts (MW) de capacidade instalada para uma produção anual estimada de dois gigawatts/hora (GWh) de energia.
 
"É o suficiente para abastecer 800 habitações, mais de 3.200 pessoas, e permite evitar anualmente cerca de 1.000 toneladas de emissões de gases com efeito de estufa (CO2)", estimou Mira Godinho.
 
O CEO da Glintt adiantou que o parque fotovoltaico eborense é "o primeiro da Europa" a utilizar um determinado tipo de células fotovoltaicas com base em tecnologia aplicada nas estações espaciais da NASA com o apoio dos norte-americanos da EmCore Corporation (propriedade da chinesa Suncore).
 
"O painel fotovoltaico acompanha a trajetória do sol e é muito fundo, como uma caixa. No interior, tem um prisma que concentra os raios solares para um ponto específico, para uma pequena célula fotovoltaica", especificou.

Graças a este sistema, é possível obter "uma produtividade muito maior dos raios solares captados" em comparação com um "painel tradicional".
Além disso, o parque é também "muito menos exigente em termos dos componentes nobres para o fabrico das células". "E, como tenho menos células instaladas nos painéis, gasto menos energia para o funcionamento da central", acrescentou Mira Godinho.
 
Através deste investimento, que permitiu "a reabilitação ambiental de uma zona degradada", a Glintt espera conseguir "um 'showroom' para desenvolver projetos internacionais", encontrando-se, atualmente, "a procurar expandir" os seus negócios para países de África e da América Latina.
 
"[A construção do parque] é, igualmente, uma forma de atrair gestores de topo para Évora e de promover o Alentejo e Portugal, porque temos levado ao parque presidentes de empresas e gestores internacionais", conclui o empresário.

Notícia sugerida por Elsa Fonseca
fonte: boasnoticias.pt

Estradas de painéis solares podem alimentar um país

Quarta-feira, 28 de Maio de 2014
Estradas de painéis solares podem alimentar um país
Imagine que as estradas são feitas de painéis solares, capazes de gerar energia para um país inteiro. O projeto norte-americano Solar Roadways acaba de ser financiado através de uma ação de ‘crowdfunding’ e promete revolucionar o modo como o mundo gera energia.

As Solar Roadways (Estadas Solares) arrecadaram, na campanha de financiamento coletivo, mais de um milhão de euros – um valor quase 50% superior ao que estavam a solicitar.

A tecnologia consiste num sistema de painéis solares modulares, com a forma de favos de mel, que podem ser aplicados no chão. Segundo Scott e Julie Brusaw, os mentores desta tecnologia, o pavimento Solar Roadways pode suportar até 113 toneladas.

Uma vez que a superfície é feita de vidro temperado altamente resistente, este pavimento pode ser aplicado em diversas situações, desde parques de estacionamento a autoestradas.



“Estes painéis pagam-se a si próprios já que geram energia suficiente para alimentar as casas e as empresas que estiverem ligadas à rede solar. Poderá mesmo ser instalado um sistema rodoviário a nível nacional capaz de gerar energia limpa mais do que suficiente para alimentar todo o país”, lê-se no site de "crowdfunding" Indie GoGo.

Além da produção de energia, este pavimento apresenta outras vantagens: a superfície aquece para eliminar resíduos de neve ou gelo, integra luzes LED que podem oferecer indicações aos condutores, e pode conter várias tomadas para alimentar veículos elétricos e outros equipamentos ao longo do percurso.

O projeto Solar Roadways recebeu um financiamento do governo dos EUA que apoiou a fase de pesquisa. Neste momento, o casal Scott e Julie estão a desenvolver um protótipo que vai ser aplicado num parque de estacionamento. Esta fase será financiada pelo “crowdfunding”.

Em Agosto de 2013 o projeto foi finalista dos prestigiados prémios World Technology Award For Energy, promovidos pela revista TIME em associação com a Fortune, a CNN e a revista Science.

Clique AQUI para saber mais sobre este projeto.
fonte: boasnoticias.pt

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Extremófilos – Testar os limites


Inúmeras criaturas terrestres, por se sentirem mais seguras ou sem competição, escolheram os ambientes mais extremos do planeta para viver, das águas em ebulição ao gelo glacial.
Os seres humanos sentem predilecção por determinados ambientes naturais. Gordon Orians, um conhecido ecologista da Universidade de Washington, descreveu deste modo o cenário onde a maior parte das pessoas gostaria de construir uma casa: num lugar elevado, próximo de um lago ou do mar, rodeado por um terreno semelhante a um parque. Grande parte do nosso planeta não é assim tão idílico; apesar disso múltiplos organismos conseguem povoar meios bastante adversos, muito distantes do nosso conceito de bem-estar.
Situadas nas cristas oceânicas, a mais de 2 quilómetros de profundidade e perto de zonas vulcânicas activas, as chaminés hidrotermais constituem um dos mais estranhos ambientes marinhos. Emanam compostos tóxicos, como ácido sulfúrico, a temperaturas que rondam os 400 °C. Nestes sinistros locais, onde reina a obscuridade e a pressão poderia esmagar um elefante, mora um dos animais mais resistentes ao calor, o verme poliqueta Alvinella pompejana. No interior dos túneis próximos das chaminés que habita, a extremidade da sua cauda suporta até 80 °C. Entretanto, a cabeça, que sobressai do tubo que a abriga, encontra-se a 22 °C. O segredo para a espantosa artimanha poderá residir na miríade de bactérias que revestem a parte dorsal do verme, com as quais mantém uma simbiótica e transcendente união. Esses microorganismos sintetizam, aparentemente, proteínas que funcionam como isolador térmico.
Formigas oportunistas. Arma térmica. As formigas Cataglyphis bicolor esperam que as altas temperaturas deixem as presas fora de combate e depois atacam-nas. [foto]
Alguns enclaves da superfície terrestre podem revelar-se igualmente insuportáveis. O meio-dia no deserto do Sahara parece a antecâmara do inferno. A fauna procura resguardar-se, mas, frequentemente, o calor torna-se letal para muitos insectos que não conseguiram encontrar abrigo. É precisamente a oportunidade aguardada pelas formigas do género Cataglyphis, que enchem a despensa com os cadáveres espalhados pela areia. Algumas espécies como a C. bicolor e a C. bombycina, podem resistir a temperaturas superiores a 50 °C. Esta proeza torna-se possível porque as formigas, antes de deixarem o ninho, produzem uma elevada concentração de um tipo de proteínas que protegem o insecto do choque térmico e evitam que outros prótidos e as membranas celulares sejam afectados. Através deste sistema interno de antecipação, as Cataglyphis sobrevivem ao calor extremo durante um breve lapso de tempo. Além disso, nos seus trajectos, procuram que apenas 4 das 6 patas entrem em contacto com o chão.
Frescos. Os vermes de pompeia, que chegam a atingir 13cm de comprimento habitam estruturas submarinas banhadas de gases nocivos e a temperaturas de 80°C. [foto]
Porém, o nosso mundo é um lugar maioritariamente frio; mais de 80% dos habitantes encontram-se a menos de 5 °C. Abaixo dessa temperatura, as enzimas, os catalisadores biológicos que tornam possível toda a química da vida começam a trabalhar muito devagar, o que torna mais lentos os processos metabólicos. A situação é pior quando a temperatura desce aos 0 °C ou menos, isto é, quando a água começa a transformar-se em gelo. Dado que os seres vivos contêm uma grande quantidade do líquido no corpo, qualquer organismo que não esteja protegido corre o risco de congelar e morrer quando as temperaturas descem abaixo desse limite, pois a formação de gelo no interior dos tecidos altera profundamente o seu funcionamento e pode mesmo causar danos nas estruturas celulares. Só para radicais. A milhares de metros de profundidade, as fontes hidrotermais sustentam um ecossistema formado por bactérias, vermes, anémonas e crustáceos, que partilham um ambiente tóxico, sem luz e que chega a atingir uma enorme pressão. 
Nem vestígio de água
Apesar de tudo, há animais que conseguem habitar lugares ultragélidos; de facto, durante o Inverno, alguns congelam de forma controlada para evitar que a perda de água nas células seja excessiva quando se forma gelo em seu redor. Para isso, sintetizam elevados níveis de substâncias crioprotetoras: açúcares ou glicóis que controlam a diminuição da água celular. Durante o processo, os órgãos vitais não podem gelar: encontram-se protegidos por entes proteicos que impedem, fundamentalmente, o aparecimento de micro agulhas de gelo. Recorrem a esse mecanismo crioprotetor alguns répteis e anfíbios, como a rã-dos-bosques (Rana sylvatica), a pequena rã-arbórea-cinzenta (Hyla versicolor) e a tartaruga-pintada (Chrisemis picta), que conseguem sobreviver a uma temperatura de 3°C negativos nos gélidos invernos da américa do Norte.
Os insectos também são difíceis de roer e alguns suportam bem o frio. Por exemplo, a barata-alpina da Nova Zelândia (Celatoblatta quinquemaculata) pode mesmo aguentar temperaturas de -10°C, quando 75% do seu corpo se torna practicamente um bloco de gelo. O lepidóptero Gynaephora groenlandica, da ilha de Ellesmere, no Canadá, constitui um exemplo extremo dessa aptidão, pois passa 90% da sua existência como se fosse um frango congelado, a -70°C. Possui apenas um período de actividade no mês de Junho, pausa que aproveita para se alimentar.
Não há dúvida que a água é um dos recursos mais valiosos. A nossa civilização não poderia subsistir sem o elemento líquido e constitui, de igual modo, um bem inegociável para os restantes seres vivos. As células necessitam de água como meio tanto para as reacções químicas fundamentais como para manter intactas as suas membranas. O que acontece, porém, quando se torna escassa?
Em épocas de seca, a robusta rã-touro africana (Pyxicephalus adspersus), que chega a pesar dois quilos, opta por escavar um buraco e esperar por tempos melhores. [foto]
Ali permanece, em estado letárgico, até chegarem as chuvas, envolta numa substância mucilaginosa que segrega e a protege da desidratação. Uma táctica semelhante é adoptada pelo peixe pulmonado africano Protopterus dolloi, que se afunda no lodo durante o estio. Sobrevive encapsulado num molde de mucosidade desidratada e com o metabolismo 60 vezes mais lento.
Uma amêijoa invejável
Os organismos podem adaptar-se às condições mais extremas, mas nenhum escapa ao destino final, a morte. Porém, numa tentativa para adiar o inevitável, alguns animais exibem uma surpreendente longevidade. O matusalém mais idoso que se conhece é um humilde molusco denominado amêijoa-da-islândia, Árctica islandica. Um exemplar encontrado em águas próximas da costa setentrional do país que lhe dá nome ultrapassava os 400 anos. Os investigadores da Faculdade de Ciências Oceânicas da Universidade de Bangor (Reino Unido) que descobriram a amêijoa calcularam a sua idade com base nas linhas de crescimento das valvas, mais ou menos como um especialista em dendrocronologia faria com os anéis de uma árvore. Alguns estudos indicam que a sua quase imperceptível senescência se deve a uma complexa combinação de antioxidantes químicos que o metabolismo do molusco segrega. Nesta competição com a morte biológica, as bactérias parecem ser os organismos mais afortunados. Espécimes extraídos do permafrost próximo do rio siberiano Khomus-yuryakh mantinham-se vivos passados 500 mil anos, devido a um metabolismo híper-lento e a uma capacidade excepcional para reparar o seu ADN. Parece difícil de ultrapassar, mas no entanto, essa aptidão pode ser comparada com a do hidrozoário Turritopsis nutricola. Na etapa adulta solitária e sexualmente madura, esta alforreca pode reverter a um estado de pólipo colonial e reiniciar o seu ciclo vital. Ao fim de algum tempo desenvolve-se outra alforreca. Em teoria, consegue reproduzir o processo indefinidamente, o que a transforma em imortal, desde que não se atravesse no caminho de um predador nem seja vítima de doença. No outro lado da balança, encontramos organismos que têm uma existência muito breve e são obrigados a deixar descendência antes da sua iminente partida. É o caso de alguns insectos efemerópteros, que perduram poucos dias na fase adulta. Com efeito, não costumam viver mais de 48 horas, e a maior parte não possui elementos funcionais na boca, pois nem sequer terá necessidade de se alimentar. Dois dias de sobrevivência como adulto parece uma forma extrema de existência, mas é muito tempo quando se compara com a brevidade existencial da fêmea da mosca-de-maio, Dolania americana. A fêmea vive menos de 5 minutos e, nesse curto suspiro, tem de escolher um parceiro masculino, acasalar e por ovos, a fim de assegurar a futura prole. A vida é um conquistador incansável perante as condições ambientais mais adversas. Quando se trata de sobreviver, recorre a múltiplas e insólitas estratégias. Em certas ocasiões, diferentes organismos desenvolvem entre si sofisticadas relações simbióticas. Noutros casos, as criaturas dispõem de uma panóplia bioquímica no seu metabolismo que a ajuda a ultrapassar situações que seriam fatais para os seres humanos. Algumas chegam desafiar a morte com a sua dinâmica vital. Muitos organismos exibem inventos naturais que lhe permitem refrigerar-se ou aquecer-se, suportar pressões extremas e, no caso de certos microrganismos, enfrentar as radiações e o vácuo do espaço exterior. Contribuem todos para atribuir um significado mais vasto ao que é geralmente entendido por “ser vivo”.
Super 164 – Dezembro 2011

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Um enxame com o segredo da juventude eterna


Estrela consegue rejuvenescer lítio original

2012-09-05


O enxame estelar globular Messier 4
Uma nova imagem obtida no Observatório Sul Europeu (ESO) de La Silla, no Chile, mostra o espectacular enxame estelar globular Messier 4. Esta bola de dezenas de milhares de estrelas antigas é, na realidade, uma das mais próximas e mais estudadas. Um trabalho recente revelou que uma das estrelas deste enxame tem propriedades estranhas e invulgares, aparentemente possuindo o segredo da juventude eterna.

Em torno da nossa galáxia, a Via Láctea, orbitam mais de 150 enxames estelares globulares, que datam do passado distante do Universo. Um dos mais próximos da Terra é o enxame Messier 4 (também conhecido como NGC 6121), situado na constelação do Escorpião. Segundo fonte do ESO, este objecto brilhante pode ser facilmente observado com binóculos, próximo da brilhante estrela vermelha Antares, e um pequeno telescópio amador consegue distinguir algumas das estrelas que o constituem.

Esta nova imagem do enxame, obtida com o instrumento Wide Field Imager (WFI), instalado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, revela muitas das dezenas de milhar de estrelas deste enxame, o qual nos aparece sob o fundo rico da Via Láctea.

Os astrónomos, que atestam resultados surpreendentes, estudaram igualmente muitas das estrelas do enxame de modo individual, utilizando instrumentos montados no Very Large Telescope do ESO. Ao separar a radiação emitida pelas estrelas nas suas componentes coloridas, podem-se obter as suas composições químicas e idades.

Grande quantidade de Lítio

As estrelas dos enxames globulares são velhas e por isso não se espera que sejam ricas em elementos químicos pesados. Isto é o que se encontra, mas uma das estrelas encontrada num rastreio recente, possui muito mais quantidade de lítio, um elemento raro, do que o esperado. A fonte deste elemento permanece um mistério.

Normalmente, o lítio é gradualmente destruído ao longo dos milhares de milhões de anos de vida da estrela, mas esta estrela encontra-se entre os milhares que parecem possuir o segredo da juventude eterna: ou conseguiu, de alguma forma manter o seu lítio original, ou encontrou algum modo de enriquecer com lítio recentemente formado.
Fonte: Ciência hoje