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terça-feira, 12 de junho de 2012

Florescimento invulgar de fitoplâncton registado no Árctico

Estudo realizado durante expedição ICESCAPE, da NASA, publicado na «Science»
2012-06-11



Uma expedição oceanográfica da NASA, realizada entre 2010 e 2011, no oceano Árctico, e cujos estudos são agora dados a conhecer, revela que esta água está a tornar-se rica em plantas marinhas microscópicas (fitoplâncton) essenciais para vida do mar. A descoberta, definida pelos cientistas como 'surpreendente', dá a conhecer uma nova consequência do aquecimento do clima e fornece pistas importantes para compreender o impacto das mudanças ambientais no oceano Árctico e na sua ecologia. O estudo é hoje publicado na «Science».
A expedição ICESCAPE (Impacts of Climate on EcoSystems and Chemistry of the Arctic Pacific Environment – Impacto do Clima no Ecossistema e na Química do Ambiente do Árctico e Pacífico) estudou as águas dos mares Beaufort e Chukchi e das costas oeste e norte do Alasca. Utilizando tecnologia óptica, os cientistas observaram o impacto da variabilidade ambiental no oceano em termos de biológicos, ecológicos e bioquímicos.
O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha. Pensava-se que este crescia no Árctico apenas durante o recuo do gelo, no Verão. Os investigadores acreditam agora que a diminuição da camada de gelo está a permitir que a luz do Sol chegue às águas mais facilmente, proporcionando o florescimento em sítios onde estes nunca tinham sido observados.
O fitoplâncton estava bastante activo, dobrando de número mais de uma vez por dia. Este crescimento está entre o maior alguma vez medido em águas polares.
Este rápido crescimento consome grandes quantidades de dióxido de carbono. O estudo conclui que será necessário, se estes florescimentos se tornarem comuns, reavaliar a quantidade de dióxido de carbono que entra naquele oceano através da actividade biológica.
Estes florescimentos podem ter implicações no ecossistema, que incluem a migração de espécies como baleias e pássaros. O fitoplâncton é ingerido por pequenos animais marinhos que, por sua vez, são alimento para animais maiores.
As alterações de época dos florescimentos podem provocar perturbações nos animais maiores que se alimentam dos mais pequenos e do próprio fitoplâncton. Pode ser mais difícil para as espécies migratórias chegar a tempo do ciclo de florescimento, o que significa menos alimento para estas.
Fonte:ciência hoje

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Economia Verde e os «Campeões da Terra»

Celebra-se hoje o quadragésimo Dia Mundial do Ambiente
2012-06-05



A utilização de níveis baixos de carbono, o uso eficiente dos recursos e a inclusão social são as três características da chamada Economia Verde, tema do Dia Mundial do Meio Ambiente (DMMA) de 2012 que hoje se assinala pelo quadragésimo ano consecutivo. O país-sede das comemorações do DMMA deste ano é o Brasil, a quinta nação mais populosa do mundo e que pelas suas características enfrenta alguns dos maiores desafios ambientais. Foram também já conhecidos os vencedores de 2012 dos prémios «Campeões da Terra».

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), responsável pela iniciativa, define o conceito de Economia Verde como sendo aquela que promove o bem-estar humano e a equidade social, ao mesmo tempo que reduz de forma significativa os riscos ambientais e a escassez ecológica.
Do ponto de vista prático, explica-se no sítio oficial do evento, a Economia Verde é aquela cujo crescimento de receitas e empregos “é conduzido por investimentos públicos e privados que reduzem as emissões de carbono e a poluição, que aumentam a eficiência dos recursos e da energia e evitam a perda da biodiversidade e dos serviços de ecossistemas”. Esses investimentos “devem ser apoiados por reformas de políticas, alterações nos regulamentos e legislações e direccionamento de despesas públicas”.
Aplicando estes conceitos, a PNUMA distinguiu seis personalidades internacionais com o prémio «Campeões da Terra», pelo seu trabalho em prol do meio ambiente. No âmbito da liderança política foi premiado Tsakhia Elbegdorj, presidente da Mongólia, por ter incluído as questões ambientais como prioritárias na sua política.
No tema Visão Empresarial foram distinguidos o brasileiro Fábio C. Barbosa e Ahmed Al Jaber, dos Emiratos Árabes Unidos, pelos seus esforços em promover as energias renováveis e as tecnologias limpas, respectivamente.
O balonista e médico suíço Bertrand Piccard ganhou a categoria Inspiração e Acção por promover a sensibilização para as possibilidades dos transportes movidos a energias renováveis.
Na categoria Ciência e Inovação o distinguido foi o arqueólogo e historiador Sander Van der Leeuw (Países Baixos), que nas suas investigações aborda a relação histórica do ser humano com a natureza para tentar compreender como actualmente as populações enfrentam as questões ambientais.
Por fim, Samson Parashina, do Quénia, um guerreiro Masai, foi premiado com o Especial Iniciativas Comunitárias por liderar a luta na defesa dos animais selvagens do seu país, nomeadamente no ecossistema Tsavo-Amboseli.
Fonte: Ciência hoje

sábado, 12 de maio de 2012

Há pelo menos um insecto que ganha com a “ilha de plástico” no Pacífico


10.05.2012
Helena Geraldes
A “ilha de plástico” que se está a formar no oceano Pacífico aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos e já está a alterar os habitats marinhos. Há, pelo menos, um insecto que beneficia da situação, tendo assim mais sítios para pôr os ovos, segundo um estudo científico na revista Biology Letters.
O navio New Horizon, do Instituto de Oceanografia Scripps, da Universidade de Califórnia em San Diego, viajou em 2009 até uma região do oceano Pacífico onde, por causa das correntes oceânicas num movimento circular, se têm acumulado toneladas de plásticos e detritos.

Segundo a Agência norte-americana para os Oceanos e Atmosfera (NOAA) "é muito difícil estimar a verdadeira dimensão" da concentração de lixo marinho no Norte do oceano Pacífico. Ainda assim, será algo entre os 11 e os 14 milhões de quilómetros quadrados (por exemplo, os Estados Unidos têm mais de 9,6 milhões de quilómetros quadrados).

A equipa, liderada por Miriam Goldstein, concluiu que esta “ilha de plástico” aumentou 100 vezes nos últimos 40 anos e que já está a começar a alterar o habitat natural de vários animais.

Para o pequeno insecto Halobates sericeus estas são boas notícias. O animal – que se alimenta de zooplâncton e que, por sua vez, serve de alimento a aves marinhas, tartarugas e peixes – vive à superfície da água e põe os ovos em materiais flutuantes, como bocados de madeira ou conchas. Mas nem sempre estes são fáceis de encontrar no meio do oceano. Os investigadores descobriram agora que os “microplásticos” oferecem um novo habitat com substrato sólido para os insectos, que aumentaram o número de ovos depositados.

Na verdade, o objectivo deste estudo científico foi “investigar o impacto dos ‘microplásticos’ enquanto novo habitat” no oceano Pacífico, escrevem os autores. Ainda assim, já eram conhecidos alguns efeitos no Ambiente, como a ingestão por peixes e invertebrados, o transporte de poluentes orgânicos e a introdução de espécies exóticas. “De acordo com aquilo que sabemos, até agora não existiam estudos sobre os efeitos dos detritos marinhos de plástico nas comunidades de invertebrados pelágicos”, acrescentam.

Depois de analisar dados referentes aos períodos 1972-1987 e 1999-2010, os investigadores descobriram uma associação entre “o aumento dramático da abundância do ‘microplástico’ nos últimos 40 anos e a deposição de ovos pelo Halobates sericeus”.

Notícia alterada às 8h de 11 de Maio: altera a dimensão dos Estados Unidos.
Fonte: Publico.pt

segunda-feira, 12 de março de 2012

Acidificação dos oceanos atual é a mais rápida em 300 milhões de anos


Em uma revisão de centenas de estudos paleoceanográficos, pesquisadores encontraram evidência de apenas um período nos últimos 300 milhões de anos em que os oceanos mudaram tão rapidamente quanto hoje. Esse período foi o Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), há 56 milhões de anos.
Nos últimos cem anos, o aumento da liberação de CO2 de atividades humanas diminuiu o pH do oceano em 0,1 unidade, uma taxa de acidificação dez vezes mais rápida do que 56 milhões de anos atrás. A previsão é que até o ano de 2100, o pH diminua outras 0,2 unidades, aumentando a possibilidade de que o oceano fique parecido com o observado no PETM.
“O que estamos fazendo hoje se destaca nos registros geológicos”, diz Bärbel Hönisch, paleoceanógrafo da Universidade de Columbia. “Nós sabemos que a vida não foi dizimada nas últimas acidificações dos oceanos. Novas espécies se desenvolveram para substituir aquelas que foram perdidas. Mas se as emissões industriais de carbono continuarem no ritmo em que estão, isso pode significar que vamos perder organismos importantes, como corais, ostras e salmões”.
A palavra “pode” é uma daquelas que cientistas usam com muita frequência para sugerir dúvida. Mas uma certeza que se perde nas discussões sobre a mudança climática é que a poluição é simplesmente ruim.
Os oceanos agem como se fossem uma esponja, que absorve o excesso de dióxido de carbono do ar. O gás reage com a água e forma ácido carbônico, que com o tempo é neutralizado pelo carbonato dos fósseis, das conchas do fundo do mar. Se muito dióxido de carbono entra no oceano de uma vez, o nível de íons de carbonato diminui, o que gera problemas para os corais, moluscos e alguns plânctons, que precisam do íon para construir suas conchas.
Eventos mais catastróficos já aconteceram na Terra, mas talvez com menos velocidade. Outros dois momentos análogos à acidificação moderna foram causados por atividades vulcânicas massivas: uma no final da era Permiano, cerca de 252 milhões de anos atrás, e outra na era Triassica, há cerca de 201 milhões de anos. Mas os autores do estudo advertem que existem poucos registros sobre os acontecimentos com mais de 180 milhões de anos, uma vez que os sedimentos oceânicos acabaram se desfazendo.
No final da era Permiano, cerca de 96% da vida desapareceu. Erupções massivas na atual Rússia podem ter causado uma das maiores extinções da Terra. Em 20 mil anos ou mais, o carbono na atmosfera aumentou drasticamente. No final da era Triássica, uma segunda onda de atividade vulcânica, associada com a separação do super continente Pangea, duplicou a emissão de CO2 na atmosfera, e causou outra extinção. Recifes de corais se desmancharam e outras classes de criaturas marítimas desapareceram.
O estudo da PETM
Cerca de 56 milhões de anos atrás, uma misteriosa emissão de CO2 na atmosfera tornou os oceanos corrosivos. Em 5 mil anos, o CO2 da atmosfera dobrou para 1.800 partes por milhão, e elevou as temperaturas médias da Terra em cerca de 6 graus Celsius.
O sedimento característico do período PETM é uma camada de lama marrom, com grossos depósitos brancos de fósseis de plânctons. Isso se explica pelo dissolução das conchas de plâncton que ocupavam o fundo o mar, deixando a argila marrom que cientistas encontram hoje.
Segundo uma pesquisadora, Ellen Thomas, cerca de metade de todas as espécies de foraminíferos, grupo de organismos monocelulares, se extinguiu, sugerindo que outros organismos mais acima na cadeia alimentar também podem ter desaparecido. “É muito raro quando mais de 5 a 10% de espécies se perdem”, compara.
A vida marinha e a acidez da água
Tentativas de reconstruir as mudanças do pH oceânico não puderam ser feitas em laboratório. Em experimentos, cientistas tentaram simular a acidificação moderna do oceano, mas o número de variáveis – quantidade de CO2, temperatura da água, nível de pH e níveis de oxigênio dissolvido – tornam as previsões difíceis.
Uma investigação alternativa pode ser feita em regiões vulcânicas, onde a acidificação chega aos níveis esperados para o ano de 2100. Em estudos recentes em recifes de corais na Papua Nova Guinea, cientistas constataram que exposição a longo prazo a altos níveis de CO2 e pH 7,8 impedem a regeneração das espécies. [Science20Foto]
por: Hypescience

sábado, 10 de março de 2012

Novos projetos de investigação no LAMTec

Laboratório vai estudar hidráulica açoriana e soluções para algas
2012-03-09

Projecto visa estudar caracterização hidráulica do Paúl da Praia da Vitória
Projecto visa estudar caracterização hidráulica do Paúl da Praia da Vitória
A Câmara da Praia da Vitória e a Universidade dos Açores reforçaram hoje a cooperação que mantêm desde 2001 tendo em vista o lançamento de novos projectos no Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec).

O espaço, criado em 2001 em resultado de um protocolo entre as duas entidades, vai estudar a caracterização hidráulica do Paúl da Praia da Vitória, analisando soluções para as algas que ali se desenvolvem, e o assoreamento da baía da marina da cidade.

"Outra das áreas onde entendemos que a Universidade dos Açores, por via do LAMTec, pode contribuir é a investigação de soluções para a valorização de resíduos, estratégia que é essencial para o futuro do aterro intermunicipal", afirmou o presidente da autarquia, Roberto Monteiro.

O autarca, citado em comunicado, anunciou ainda que os alunos do curso de Energias Renováveis da Universidade dos Açores vão passar a ter aulas no LAMTec "três vezes por semana", assumindo a Câmara da Praia da Vitória os custos com os transportes.

Por seu lado, o pró-reitor da Universidade dos Açores, David Horta Lopes, salientou o contributo do laboratório para uma maior ligação entre a investigação académica e as necessidades da comunidade. "A criação do LAMTec foi um passo importante na descentralização da universidade, agora é tempo de evoluirmos e de usarmos as nossas capacidades", frisou.
Fonte: Ciência hoje

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Foto: redemoinho oceânico gigante


Por Natasha Romanzoti em 14.02.2012 as 10:25RSS RSS Feeds
Qualquer coisa que lembre um desastre natural parece ser péssimo e só trazer danos, mas nem sempre esse é o caso.
Os oceanos da Terra têm tempestades e climas que rivalizam em tamanho e escala com os ciclones tropicais. Mas, em vez de destruição, essas tempestades, mais conhecidas como redemoinhos, são mais propensas a dar vida ao mar, muitas vezes em lugares que seriam de outra forma estéreis.
A imagem acima foi tirada pelo Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS), um satélite terrestre da NASA.
A foto em cor natural mostra um redemoinho ocorrido em 26 de dezembro de 2011, com 150 quilômetros de largura e uma explosão de fitoplâncton (traçada em azul claro), a aproximadamente 800 quilômetros ao sul da África do Sul.
O redemoinho em sentido anti-horário provavelmente começou na Corrente das Agulhas, uma corrente marítima que corre ao longo da costa do sudeste da África e em torno da ponta da África do Sul.
Redemoinhos Agulhas tendem a estar entre os maiores do mundo, transportando água quente e salgada do Oceano Índico para o Atlântico sul.
Alguns redemoinhos, como este, agitam o oceano o suficiente para levantar nutrientes do fundo, fertilizando as águas mais superficiais e provocando florações de minúsculos organismos vegetais.[LiveScience]
 Por: Hypescience

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Energia das Ondas: Zona piloto deve estar em funcionamento em 2015 - investigadora


*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***Lisboa, 31 jan (Lusa) - A zona piloto portuguesa, criada em 2008, para a produção de energia das ondas,...
Energia das Ondas: Zona piloto deve estar em funcionamento em 2015 - investigadora
*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***
Lisboa, 31 jan (Lusa) - A zona piloto portuguesa, criada em 2008, para a produção de energia das ondas, deverá entrar em funcionamento em 2015, quando for superada a carência de infraestruturas, disse a investigadora Teresa Simas à Agência Lusa.
A zona piloto foi criada ao largo da praia de São Pedro de Muel (Leiria), para promover a energia renovável das ondas, potenciando o seu desenvolvimento tecnológico e a sua comercialização.
Em declarações à Agência Lusa, Teresa Simas, do Centro de Energia das Ondas, explicou que faltam "essencialmente" infraestruturas para a zona piloto de São Pedro de Muel entrar em funcionamento.
"Há uma empresa que é responsável pela gestão da zona, foi criada há pouco tempo e, neste momento, está a ser desenvolvido ainda o orçamento e o plano da infraestrutura que vai ser instalada. Estão a ser feitos os cálculos de engenharia para instalação do cabo e o plano é que em 2015 o cabo esteja instalado e a zona possa começar a ser usada", acrescentou a coordenadora do Departamento de Ambiente daquela organização privada sem fins lucrativos.
Teresa Simas adiantou que "existem vários produtores [internacionais] com interesse em instalar dispositivos" na zona piloto, mas "o problema é que não existe ainda tecnologia com desenvolvimento comercial muito avançada, pelo menos ao nível das ondas". Por isso, realça, "está-se a pensar fazer uma zona de testes para promover o desenvolvimento de dispositivos e depois potenciar isso para uma eventual fase comercial".
Questionada sobre o futuro das energias marinhas no País, Teresa Simas diz que Portugal tem recebido "vários projetos". No entanto, alerta, "tudo depende do desenvolvimento destas zonas de teste", nomeadamente da zona piloto.
"Se isto for rápido, vejo [o desenvolvimento da energia das ondas] com muitos bons olhos. Agora, obviamente que não se pode investir só em ondas - também há a energia do vento em terra, por exemplo. Mas acredito que podemos ter um 'mix' energético que vai permitir aumentar a nossa autossuficiência", afirmou a investigadora, salvaguardando estar a falar "num período bastante alargado de anos".
Teresa Simas evidenciou também o potencial de Portugal no desenvolvimento da energia das ondas, nomeadamente em águas profundas: Portugal dispõe do recurso em toda a costa ocidental, tem um bom clima e águas profundas próximas da costa, bem como infraestruturas (portos e estaleiros) em vários pontos da costa, tendo também pontos de conexão à rede elétrica e boa capacidade de conhecimento técnico e científico, tanto recursos humanos qualificados como centros de investigação competentes.
No entanto, a investigadora apontou algumas barreiras ao desenvolvimento da tecnologia das ondas, nomeadamente a morosidade dos processos de licenciamento, a falta de financiamento, os conflitos de uso (pescas, atividades de lazer, rotas de navegação e áreas de uso militar), problemas ambientais e ainda a perceção negativa do público, seja por falta de informação, seja pela descrença no setor.
Teresa Simas apresentou a conferência "O desenvolvimento sustentável da energia renovável marinha em Portugal", na terça-feira em Lisboa, inserida num ciclo organizado pela Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.
ND.
Lusa/fim

Portugueses descobrem ser vivo mais antigo à face da Terra

Posidónias oceânicas com dez mil e cem mil anos
2012-02-14
Crescimento da planta é lento e pode levar 600 anos a cobrir 80 quilómetros. (Imagem: UAlg)
Uma equipa científica luso-espanhola acaba de revelar a descoberta, no Mar Mediterrânico, do ser vivo mais velho da Terra, uma planta marinha que terá pelo menos 100 mil anos, segundo disse hoje uma das autoras da investigação. A descoberta foi publicada na semana passada na revista«Public Library of Science One» (PloS One) e refere-se a um trabalho científico que decorreu entre 2005 e 2009, tendo por objecto a Posidónia oceânica.

“Descobrimos espécimes da Posidónia oceânica que poderão ter entre dez mil e 100 mil anos e possivelmente mais. Nunca se tinha encontrado na Terra um ser com uma idade tão avançada”, garantiu a investigadora Ester Serrão, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, que liderou a equipa portuguesa.  O trabalho científico tinha como objectivo medir a área abrangida por um mesmo indivíduo daquela espécie, de forma a calcular a sua idade, com base no conhecimento de que a taxa de crescimento da espécie é de quatro centímetros ao ano.
“A espécie conhece-se há muito tempo, mas o que nós conseguimos agora foi descobrir onde começa e acaba um mesmo indivíduo da espécie”, explica Ester Serrão, observando que, “quando vemos uma pradaria marinha, não sabemos à partida se vem de uma mesma semente ou de várias sementes”.

Assim, o estudo visava determinar se uma planta com um segmento em determinado local do Mediterrâneo era a mesma que tinha um segmento num outro local, investigação que foi feita com recurso ao estudo das características genéticas desses segmentos, feito posteriormente em laboratório.

“Através das características genéticas, podemos ver se as plantas que se encontram em determinado local vêm todas da mesma semente e portanto se é o mesmo indivíduo, que se vai reproduzindo, formando clones de si próprio”, afirma ainda Ester Serrão. Sublinha que, nos casos em que se copia a si própria, um mesmo espécime de Posidónia oceânica “pode ocupar centenas de metros ou quilómetros, sem que se forme um indivíduo novo, pois é sempre o mesmo indivíduo a crescer”.

A investigadora compara os métodos laboratoriais para determinar a
 “pegada genética” dos espécimes aos usados para fazer testes de paternidade em humanos ou nas investigações que se podem seguir a um crime, baseados nos marcadores genéticos existentes nas amostras recolhidas.

Assentes naqueles métodos, a equipa luso-espanhola descobriu vários indivíduos com cerca de sete quilómetros e um mesmo indivíduo com um comprimento total de 15 quilómetros. Contudo, a investigadora da Universidade do Algarve considera que os casos mais extremos
 “não são necessariamente o resultado da propagação por clones”, pois alguns dos fragmentos dispersos ao longo do fundo marinho podem ter-se desprendido e sido arrastados pelas marés, enterrando-se nos sedimentos e crescendo a partir daí.
Equipa estuda “pegada genética” de Posidónia oceânica. (Imagem: Wikipédia)
Equipa estuda “pegada genética” de Posidónia oceânica. (Imagem: Wikipédia)
Daí que, e partindo de uma perspectiva conservadora, os cientistas não tenham considerado o maior espécime, de 15 quilómetros, como sendo contínuo, o que faria com que, aplicando-se a taxa de crescimento conhecida, a sua idade rondasse os 200 mil anos, optando por datá-lo em 100 mil anos, datação que Ester Serrão garante ser cientificamente fiável, como “idade mínima”.

Ainda assim, há vários outros indivíduos com dezenas de milhares de anos, recolhidos nos 1.544 campos de amostras existentes em 40 pradarias marinhas ao longo dos 3.500 quilómetros de comprimento do Mar Mediterrânico.

Em risco de desaparecer

A cientista lamenta que, apesar da sua resistência e longevidade, a Posidónia oceânica esteja a desaparecer a uma taxa que se estima em dez por cento nos últimos 100 anos, sobretudo devido à turvação da água provocada pela poluição marítima, lembrando que a erva marinha se alimenta da luz do sol, pois faz a fotossíntese.

Sublinhou que se trata de uma planta indispensável para o desenvolvimento da biodiversidade no sul da Europa, sendo essencial para o crescimento e desenvolvimento de várias espécies de peixe, como elo da cadeia alimentar oceânica.

O trabalho de campo do estudo foi efectuado entre 2005 e 2008 e os posteriores trabalhos de investigação laboratorial decorreu em 2009 no Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve. Contudo, a primeira publicação científica do trabalho só teve lugar na semana passada, encontrando-se gratuitamente acessível ‘online’ à comunidade científica de todo o Mundo.
 Fonte: Ciência hoje.pt

domingo, 12 de fevereiro de 2012

10 Espetaculares fenômenos naturais


Por Bernardo Staut em 10.02.2012 as 10:07RSS RSS Feeds
Às vezes, o mundo moderno pode dar uma sensação de conexão com o mundo natural. Como remédio ao estresse do novo milênio, aqui vão dez dos mais espetaculares fenômenos naturais que a Terra pode oferecer. Sugira outros fenômenos naturais para comentarmos em uma matéria futura do Hype!

10 - Migração das Borboleta - monarca 
A borboleta-monarca (Danaus plexippus) oferece um dos visuais mais incríveis do reino animal. Individualmente, elas são de cor laranja e preta, mas quando se unem para migrar, elas preenchem o ar com cor. Seu caminho, nessas migrações, cobre uma grande parte da América no Norte.
Elas migram devido à sua fragilidade ao frio, então, conforme o inverno se aproxima, elas vão para o sul. Nessas regiões, elas podem viver em grandes grupos que colorem as árvores.

9 - Gêiser
O gêiser é uma demonstração espetacular do poder da Terra no subsolo. Gêiseres são nascentes de rios que, quando a pressão sobre muito, entram em erupção periodicamente e jogam água para os ares. O fenômeno ocorre no mundo inteiro, mas cerca de metade do número total de gêiseres estão no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. Lá está o maior gêiser do mundo, o Steamboat, que joga seu jato até 90 metros de altura.
Os gêiseres podem, como a maioria dos fenômenos naturais, serem um pouco imprevisíveis, o que pode ser perigoso e já levou a morte algumas pessoas que quiseram chegar perto demais.
8 - NOCTILUCA SCINTILLANS

Florescimento de algas não soa muito espetacular. Mas no caso da Noctiluca scintillans, o evento é uma das paisagens mais incríveis do mar. Quando ocorre uma explosão na população dessas dinoflageladas, o mar parece estar em chamas azuis. Quando incomodadas, elas liberam um raio de luz azul. Isso pode levar nadadores noturnos a experiências assustadoras. Elas estão pelo mundo inteiro.

7 - Rodopios de fogo
Tornados são eventos assustadores, mas adicione fogo a eles e você vai ficar com mais medo ainda. Os tornados de fogo acontecem quando o calor do fogo move o ar de tal maneira que forma um vórtex. Com isso, um “raio” de fogo giratório sai das flamas.
Esse evento pode se incrivelmente perigoso. Quando Tóquio sofreu o terremoto de 1923, um tornado de fogo enorme foi criado pelo número muito grande de prédios em chamas. Esse evento foi responsável pela morte de 38 mil pessoas.
6 - PILARES DE LUZ
Em climas muito frios, quando cristais de gelo ficam suspensos na atmosfera, pilares de luz podem se formar no céu. Eles podem ser criados por fontes naturais de luz, como o sol, mas também acontecem pelo efeito do homem. Os cristais de gelo refletem a luz para nós e, como não podemos ver os cristais, pensamos que é um pilar de luz. Quando mais altos estiverem os cristais, mais alto será o pilar.
5 - NUVENS LENTICULARES
As nuvens, que parecem formações de OVNIs, são fenômenos raros e rendem fotos incríveis. Normalmente o ar se move muito mais na horizontal do que na vertical. Mas em alguns casos, como naqueles em que o vento provém de uma montanha ou colina, oscilações verticais relativamente fortes surgem quando o ar se estabiliza. O resultado pode ser uma nuvem lenticular com uma forte aparência de camadas.
4 - LAGOS DE LAVA
Lava – rocha derretida – geralmente só fica visível em erupções vulcânicas violentas. Entretanto, existem cinco pontos na Terra onda a lava está na superfície em piscinas relativamente pacíficas. Esses pontos são de grande valor científico, pois oferecem a chance de coletar amostras que não foram contaminadas pela violência das erupções. Eles são um acesso direto ao núcleo derretido da Terra. A noite, os lagos brilham com o calor que radiam.
3 - TEMPESTADES DE AREIA
As tempestades de areia são espetaculares de serem vistas, mas muito devastadoras se você está dentro. Elas fazem os viajantes dos desertos se perderem ou até mesmo serem soterrados pela areia.
As tempestades ocorrem quando um vento muito forte levanta as partículas de areia e as leva embora. A cada ano, quarenta milhões de toneladas de pó são carregados do Saara até a bacia Amazônica. A retirada do solo superior pode destruir a agricultura ou depositar minerais necessários. Mas as tempestades de areia são com certeza uma das imagens mais incríveis do poder da natureza.
2 - ECLIPSES SOLARES
A Terra é agraciada por ter uma lua que, em momentos de eclipse, cobre perfeitamente o disco solar. Isso acontece porque o diâmetro do sol é aproximadamente 400 vezes maior do que o da lua, mas também está 400 vezes mais longe dela. Durante um eclipse solar total, a corona, uma camada de plasma ao redor do sol, fica visível. Os eclipses têm fascinado a humanidade há muito tempo, e já são previstos e compreendidos há milênios.
1 - AURORA
Há espetáculo natural mais incrível do que a aurora? Uma parede verde – ou de outras cores – subindo silenciosamente no céu, recheada de linhas coloridas… O fenômeno acontece quando partículas ejetadas pelos ventos solares são canalizadas pelo campo eletromagnético para dentro da atmosfera. Conforme elas entram na atmosfera, ionizam átomos que liberam luz. Algumas pessoas afirmam ouvir um barulho de algo quebrando quando a aurora é muito intensa, mas isso nunca foi confirmado. [ListVerse]
Por: Hypescience