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domingo, 27 de julho de 2014

O que são névoa, neblina e nevoeiro?

Descubra como o nevoeiro lhe permite andar pelas nuvens sem sair do chão.
Nevoeiro e neblina são nuvens ao nível do solo: são compostos por gotículas de água no ar.
O nevoeiro é mais denso e só lhe permite ver até 1Km. A neblina permite ver de um a dois quilómetros.
A névoa também torna o ar menos límpido, mas é composta por partículas de fuligem, pó ou sal.
O nevoeiro e a neblina formam-se quando o ar húmido perto do solo arrefece o suficiente para criar condensação.
A condensação é o mecanismo que embacia um espelho quando respira sobre ele. O ar contém vapor de água, e, quanto mais quente for mais vapor contém. O ar quente quente do seu bafo arrefece quando atinge o espelho mais frio. O vapor que o ar já não consegue conter condensa, formando gotículas no espelho.
A névoa pode ser precursora do nevoeiro, já que as gotículas deste se formam nas partículas no ar.
Sabia que…
A Nuvem Castanha Asiática, visível do espaço, é uma névoa de poluição sazonal sobre parte do Sul da Ásia?

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

Gruta dos cristais

A mina de Naica, em Chihuahua, no México, é uma mina operacional que se tornou famosa pelos seus enormes cristais.
A 120 metros abaixo da superficíe  situa-se a Cueva de las Espadas (Gruta das Espadas), descoberta em 1912 e assim chamada devido aos seus cristais de gipsite em forma de haste com até dois metros de comprimento. Esta outrora incrivel descoberta foi, contudo, eclipsada por um achado mais recente que jaz sob ela:
a Cueva de los Cristales (Gruta dos Cristais), com cristais de onze metros de comprimento.
Crê-se que estes feixes gigantes, formados na gruta de 290 metros de profundidade, devam o seu tamanho e estatura ao facto de se terem constituído ao longo de centenas de milhares de anos, numa amplitude térmica bastante reduzida e estável. Terão sido criados originariamente como sulfato de cálcio que se encontrava em água subterrânea filtrada através das grutas.
Magma sob as grutas aqueceu a água a uma temperatuda estabilizada de cerca de 57ᵒC, ponto em que os materiais se converteram em moléculas de selenita, que se foram aglomerando e formando cristais.  
Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Publicado 4º número da revista de ciência elementar

Por Fundação Calouste Gulbenkian

http://www.casadasciencias.org/

terça-feira, 24 de junho de 2014

O nível do mar

O que é o nível do mar e como se mede?
Um marcador do nível do mar, em Israel, na estrada de Jerusalém.
Quando os cientistas mencionam o nível do mar, referem-se à altitude média da superfície oceânica, uma cifra que é útil para determinar a altitude do terreno e tendências de alterações climáticas. Esta média é difícil de calcular, devido ás forças mutáveis exercidas na Terra pelo sistema solar (gravidade, radiação,etc.), que criam ondas e marés, além de alterarem a temperatura do oceano e, logo, a sua densidade e volume. Assim, o oceano está constantemente a subir e a descer, a aquecer e a arrefecer. A sua altitude média deve, portanto, ser medida num ponto fixo, durante um largo período de tempo.
Para obter estas medições, os cientistas usam indicadores de marés (grandes tubos cilíndricos com pequenos orifícios na parte de baixo através dos quais a água passa, sendo registada por sensores eletrónicos). Graças ao seu formato simples mas engenhoso, permitem medir o nível da água, minimizando, porém, os efeitos das marés e ondas. Apesar da utilização de indicadores de marés, a força e a natureza imprevisível do oceano dificultam bastante a obtenção de medições milimétricas, pelo que, agora se recorre ainda à utilização de topologia via satélite.
O atual consenso no meio científico, com base em décadas de previsões, é que o nível do oceano está a subir a uma taxa de dois milímetros por ano.

Fonte: quero saber Dezembro – 2011 

Tornados explicados

Porque descem os ciclones do céu e traçam um rasto de destruição
Os tornados nascem em grandes nuvens de tempestade chamadas supercélulas. Se as nuvens de tempestade normais se formam e dissipam em 30 minutos, já as supercélulas podem durar horas e espalhar mau tempo por centenas de quilómetros. Porém, a sua principal característica é a sua potente rotação no sentido contrário aos ponteiros do relógio. As supercélulas começam como trvoadas normais: o ar quente e húmido junto á superfície é empurrado para cima por uma força física, como uma frente fria. O ar condensa-se em gotas de água, ao atingir altitudes mais elevadas, formando nuvens verticais. As supercélulas crescem devido a um abundância de ar quente e húmido em baixo e de ar frio e seco em cima. Já a sua rotação deve-se a um fenómeno chamado cisalhamento do vento, uma mudança repentina da velocidade e direção. Geralmente quanto maior a altitude, mais depressa sopram os ventos. Isto cria um efeito de rodas de pás na atmosfera, gerando colunas de ar que giram em eixos horizontais. Com as supercélulas, o ar quente e baixo é sugado para cima para a tempestade, com tal força que “pega” numa destas colunas horizontais e a faz girar na vertical. O resultado é um mesociclone: uma coluna de rápida rotação no âmago da supercélula. Entretanto, a chuva e granizo que caem da supercélula são apanhados por estes ventos rotativos. Muita da precipitação evapora-se, libertando bolsas de ar frio que puxam para baixo o vórtice rodopiante. !!! À medida que estes rápidos ventos atingem o solo, o atrito abranda os efeitos da força centrífuga, estreitando o funil. A pressão de ar extremamente baixa no interior do funil age como um vácuo. Quanto mais ar é sugado para o vórtice, mais a velocidade da rotação aumenta . O tornado resultante pode gerar ventos superiores a 480Km/h, rasgar estruturas reforçadas como uma motosserra, elevar veículos pesados e arrasar casas.

Fonte: quero saber Janeiro 2011

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Florestas húmidas, alterações climáticas e desflorestação

A desflorestação das florestas húmidas está a alastrar a um ritmo alarmante, com efeitos devastadores



Os efeitos da desflorestação da Terra são graves: climas regional e global em alteração descontrolada, cheias mais frequentes e extinção de milhares de espécies de plantas e animais. As causas desta destruição são muitas, mas as mais graves são a exploração florestal e a criação de gado.
A exploração florestal resulta no derrube sistemático de árvores para serem usadas em mercados locais e internacionais. Os ambientalistas estimam que mais de 75% das florestas mundiais já foram destruidas ou degradadas devido à exploração florestal.
A criação de gado esbate os limites das florestas e aumenta cada vez mais as zonas propensas a inundações: quando as árvores são abatidas para criar pastagens, o efeito de esponja proporcionado pela floresta desaparece. Assim, em vez de absorver e distribuir aos poucos a grande quantidade de chuva que a floresta recebe, a nova zona área inunda e canaliza água para os rios próximos, que acabam por transbordar.
A redução do número de árvores também afeta os climas locais e o global: quando se perde parte da floresta, o oxigénio aí produzido, devido á fotossíntese, diminui. O sequestro (captura e armazenamento) de CO2 também é reduzido, tal como a biomassa florestal e o respetivo potencial energético, importantes para o futuro bem-estar da Terra.
Florestas húmidas
Frente a frente
Grande – Gondwana
Não é de todo a maior, mas com 3.665 Km², há muito que proteger na longa faixa de florestas tropicais húmidas da Austrália.
Maior – África

Com 3,6 milhões de Km², as florestas húmidas de África poderiam ser muito maiores, não fosse a sua intensa exploração e desflorestação.
A maior – Amazónia
Com 7 milhões de Km², a floresta húmida amazónica é a maior de todas e estende-se por vários países, incluindo o Brasil e a Venezuela.

Fonte: quero saber Novembro 2010 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Florestas húmidas

Com uma precipitação anual de dois mil milimetros, as florestas húmidas são um ambiente único e riquissímo em vida. Lar de mais de 50 por cento das espécies da Terra, continuam a ser largamente desconhecidas.
As florestas húmidas localizam-se fundamentalmente em regiões tropicais, onde o clima é quente e húmido, permitindo a rápida e prolífera expansão de todas as formas de vida, seja flora ou fauna. Desde o coração da América do Sul, passando pelas selvas de África e da Índia, até à costa norte da Austrália, as florestas húmidas são um cenário de reprodução fantástico para processos evolutivos e desempenham um papel crucial na manutenção dos ciclos naturais a nível mundial, sendo responsáveis por mais de 28% da produção de oxigénio.
Apesar da enorme diversidade de de formas de vida que albergam e da sua importância na produção de oxigénio, as florestas húmidas ocupam menos de 6% da superfície da Terra – e devido à constante desflorestação, esta percentagem diminui todos os dias, contribuindo para a extinção de muitas espécies e provocando alterações radicais no clima de muitas regiões. Pode não ser evidente à primeira vista, mas as florestas húmidas são sistemas altamente complexos e intricados, constituídos por múltiplos estratos que escondem um fervilhar de actividade. De fato, foi só graças a recentes avanços na ciência e tecnologia que biólogos e outros investigadores puderam estudar as florestas húmidas em todo o seu esplendor, registando imagens e resultados que revelaram o quanto ainda não sabemos sobre elas.
Felizmente, já muitas descobertas foram feitas, abrindo uma janela para este mundo desconhecido. Saiba como funciona a floresta húmida, com especial foco na sua composição, nas diversas espécies de plantas e animais, nos processos naturais e na ameaça da desflorestação.
Cinco fatos sobre florestas húmidas
1 – Biodiversidade – Os cientistas estimam que até 75% das espécies da Terra possam viver nas florestas húmidas – um dado espantoso – e que milhões estarão ainda por descobrir.
2 – Medicinal – As florestas húmidas são o habitat da um elevado número de plantas das quais derivam medicamentos modernos para a febre e as queimaduras, por exemplo.
3 – Entre trópicos – As florestas húmidas tropicais situam-se sobretudo entre os trópicos de Câncer (23ᵒ 27’ de latitude Norte) e o de Capricórnio (23ᵒ 27’ de latitude Sul).
4 – Está aí alguém?... – Apesar do avanço do Homem, pensa-se que vivam mais de 40 tribos indígenas incontactadas nas florestas húmidas, sobretudo no Brasil e na Papua Nova-Guiné.
5 – Destruição massiva – Devido á violenta desflorestação, muitas das florestas húmidas estão a desaparecer. Destruiu-se mais de 90% da floresta húmida da África Ocidental!

Fonte: quero saber Novembro 2010 
Qual será o valor destas florestas no que diz respeito aos serviços prestados na manutenção dos ciclos naturais a nível mundial?

terça-feira, 27 de maio de 2014

O peixe mais perigoso do Mundo. O peixe-balão.

Apesar do tamanho reduzido e do aspeto tímido, as suas defesas podem revelar-se extremamente mortíferas.
Os fatos:
Peixe-balão
Tipo: peixe
Dieta – omnívoro: invertebrados, algas, moluscos e crustáceos
Esperança de vida: 4 – 8 anos
Poder: reator de água pressurizada
Peso: 150 gramas
Tamanho: 2.5 – 90 cm
Habitat: Tropical/subtropical, água salgada, salobre ou doce.
Os peixes-balão são um grupo de mais de cem espécies, assim chamados devido ao seu método de defesa único.
Quando encurralado, o peixe balão engole água, que bombeia para o estômago, expandindo-se e atingindo uma dimensão até três vezes superior ao tamanho normal. Dessa forma, não só dissuade potenciais predadores como ganha segundos cruciais para escapar, se for necessário.
Para conseguir fazê-lo de forma rápida e eficiente, assim que engole a água, as suas brânquias e uma poderosa válvula no interior da boca fecham-se. Mal a cavidade bucal é comprimida, a água é empurrada para o estômago. Apesar do resultante aspeto cómico, os tecidos e orgãos de muitos peixes-balão não são brincadeira, estando minados de tetrodotoxina – um potente veneno que, mesmo em doses ínfimas, é capaz de matar um homem adulto. Isto torna o peixe-balão dez vezes mais mortífero que a viúva-negra. O veneno é produzido como parte de uma relação simbiótica com bactérias comuns, numa troca de nutrientes por uma defesa implacável.
Algumas espécies como o peixe-balão-espinhoso, são mais estranhas que outras, cobertas de espinhos que oferecem proteção extra e que servem de aviso a potenciais atacantes.
Cada espinho está preso á pele por uma engenhosa base em forma de tripé. Quando a pele estica, uma das pernas é puxada para a frente e duas para trás, “abrindo” os espinhos – o suficiente para que os predadores percebam o aviso.
Tetrodotoxina
A cada átomo da molécula de TTX é atribuida uma cor: carbono (preto), hidrogénio (branco), oxigénio (vermelho) e azoto (azul). A TTX agarra-se aos canais de sódio, bloqueando a transmissão de impulsos nervosos e envenenando o sistema nervoso.

Depois da rã-dourada, o peixe-balão é considerado o vertebrado mais mortífero da Terra. O seu veneno, a tetrodotoxina (TTX), não é produzido por si, mas sim por dinoflagelados e bactérias marinhas relativamente comuns.
Em animais suscetíveis, a TTX liga-se aos canais de sódio das células nervosas, cortando o fluxo de sódio e interrompendo a função nervosa; isto provoca a paralização do diafragma, asfixia e a morte da vítima. Não se conhece qualquer cura.
Os humanos costumam ser expostos ao seu efeito mortal ao ingerirem fugu (uma iguaria japonesa) mal preparado. Os sintomas incluem dormência na boca, tonturas, vómitos e dificuldade em respirar. Sem tratamento imediato, falha respiratória e coma ou morte ocorrem nas 24 horas seguintes.

Fonte: quero saber Novembro 2010 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Pesticidas estão a destruir solos nacionais, alertam Investigadores

actualizado: Mon, 14 Apr 2014 16:18:53 GMT | de Lusa

Uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA) concluiu que as misturas de pesticidas utilizados na agricultura para combater pragas estão a provocar efeitos colaterais nos organismos que regeneram o ecossistema terrestre, colocando em causa a saúde dos solos.
MARIO CRUZ/LUSA
MARIO CRUZ/LUSA
"Já testámos vários tipos de pesticidas aplicados amplamente em todo o país e na Europa e verificámos que eles produzem efeitos muito mais nefastos do que seria à partida previsível", disse Susana Loureiro, investigadora no Departamento de Biologia e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da UA.
A coordenadora da equipa dá como exemplo o chamado "remédio dos caracóis" que, além do alvo principal, também acaba por matar outros organismos como bichos-de-conta, minhocas e outros invertebrados benéficos para o solo.
Sem estes organismos e sem o papel crucial que desempenham na decomposição da matéria orgânica e na redistribuição dos nutrientes, os solos agrícolas não conseguem manter-se saudáveis, refere a bióloga.
A equipa, que estuda há vários anos o efeito dos químicos usados na agricultura, tem igualmente verificado que há vários compostos químicos que induzem efeitos que se prolongam ao longo de várias gerações desses organismos, podendo dar origem ao colapso de populações.
Os investigadores apontam o dedo a uma legislação que apenas regula a utilização individual de cada químico ignorando a mistura de pesticidas, uma prática que dizem ser normal no setor agrícola e que potencia o efeito tóxico dos compostos utilizados.
"Nos solos agrícolas há décadas que se utilizam cocktails químicos perigosos e imprevisíveis sobre os quais a legislação em vigor em Portugal e na Europa nada diz", afirma Susana Loureiro.
A investigadora defende a criação urgente de um plano de monitorização ambiental para manter a qualidade dos solos e dos serviços que esses solos proporcionam quer na Europa quer em Portugal.
JYDN // MSP

terça-feira, 8 de abril de 2014

Investigadores da UA propõem nova solução para inactivação de bactérias multirresistentes em esgotos

2014-03-24

Da esquerda para a direita: José Cavaleiro, Amparo Faustino, Augusto Tomé, Ângela Cunha, Graça Neves, Eliana Alves e Adelaide Almeida
Da esquerda para a direita: José Cavaleiro, Amparo Faustino, Augusto Tomé, Ângela Cunha, Graça Neves, Eliana Alves e Adelaide Almeida
Uma equipa multidisciplinar da Universidade de Aveiro, tem vindo a trabalhar em novas aplicações de métodos utilizados noutras áreas científicas no sentido de procurar uma solução para a resistência de estirpes bacterianas a vários antibióticos,

Um destes métodos, designado por terapia fotodinâmica, tem vindo a ser testado no tratamento de esgotos hospitalares onde são frequentemente encontradas essas bactérias multirresistentes e, segundo os estudos realizados até agora, mostra ser bem mais eficiente que outras abordagens convencionais.

As estirpes de bactérias em causa, onde se incluem, entre outras, o Staphylococus aureus e Enterococus sp., podem ser causadoras de infecções simples ou sistémicas,infecções respiratórias ou intoxicações de difícil tratamento devido à sua resistência a vários antibióticos conhecidos. Mais frequentes nos efluentes hospitalares, já foram também detectadas em estações de tratamento de águas residuais para onde
aqueles acabam por ser conduzidos sem um tratamento prévio adequado.

A terapia fotodinâmica (PDI, do inglês “photodynamic inactivation”), método já usado no tratamento de certos tipos de cancro, está agora a ser testada no tratamentodestes efluentes hospitalares. Consiste basicamente na utilização de “fotossensibilizadores”, como porfirinas, ftalocianinas, clorinas e alguns corantes que, que absorvem luz visível, transferindo energia para moléculas ao seu redor, originando espécies reativas de oxigénio (ROS – reactive oxygen species) que são altamente citotóxicas provocando alteração nas biomoléculas (proteínas, lípidos e ácidos nucleicos) destes microrganismos patogénicos, levando à sua inactivação.




Exemplos de bactérias multirresistentes estudadas nesta investigação
Nenhum dos estudos realizados até agora mostrou ser possível desenvolver resistência bacteriana a este tipo de tratamento, indicando que este método produz efeitos irreversíveis nestes microrganismos.

A equipa, coordenada por Adelaide Almeida, envolve investigadores do Departamento de Biologia que pertencem ao Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), laboratório associado da UA, e do Departamento de Química, mais concretamente à Unidade de Investigação Química Orgânica, Produtos Naturais e Agroalimentares (QOPNA).


Este estudo indica que há vantagens em realizar o tratamento por terapia fotodinâmica ainda no efluente hospitalar onde existem, habitualmente,resíduos de antibióticos, possibilitando uma acção sinérgica, levando a uma maior eficiência de inactivação das bactérias multirresistentes.
Fonte: ciência hoje.pt

sábado, 9 de novembro de 2013

A pele dos anfíbios

A pele é a principal barreira protetora do corpo contra as agressões externas. A dos anfíbios, apesar de muito fina, possui características cruciais para garantir a sua sobrevivência.
Salamandra
Os anfíbios podem inspirar e expirar através da pele – em terra ou debaixo de água – e absorvem água não através da boca mas de pele permeável, na parte debaixo do corpo. A maioria dos anfíbios adultos tem pulmões, mas também absorvem oxigénio através da pele. Algumas espécies de salamandras não possuem pulmões nem brânquias e respiram exclusivamente através da pele. O aspeto viscoso dos anfíbios deve-se ao facto da sua pele estar repleta de glândulas que produzem muco, que se espalha pela superfície da pele, humedecendo-a e tornando-a mais suave, e logo, mais absorvente. Apesar das suas parcas defesas contra predadores, os anfíbios possuem glândulas de veneno na pele, que segregam toxinas para repelir potenciais interessados. A maioria das espécies é pouco venenosa, mas algumas, como a rã dourada, são mortais ao toque.


A rã de ouro habita a chuvosa selva tropical Chocoana da Colômbia e parte da fronteira com o Panamá. São rãs diminutas e seu tamanho nunca supera os 5 cm. Sua cor é particularmente chamativa e vistosa apresentando três principais variações de cor dependendo de sua variação genética: amarelo-dourado, verde-prateado e laranja. 
Alimenta-se de formigas, como a Brachymyrmex e Paratrechina e de diminutos besouros da família Melridae de onde obtêm seu veneno.

A pele dos anfíbios tem de manter-se húmida para evitar que o corpo fique demasiado quente ou frio, bem como evitar a desidratação. Esta constante necessidade de humidade implica que os anfíbios, além de produzirem muco, vivam junto a fontes de água.

Fonte: quero saber Novembro 2010 – e net.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Surfistas transformam lixo marinho em obras de arte

Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013
Surfistas transformam lixo marinho em obras de arte
© Skeleton Sea
Um grupo de surfistas decidiu revolucionar a arte e começou a criar esculturas com o lixo que encontravam e recolhiam das praias e do mar. Em ação desde 2005, os Skeleton Sea contam com a colaboração de um português e trabalham em prol da preservação dos oceanos.

Os artistas estiveram este sábado na praia de Carcavelos, em Cascais, para criar, ao vivo e a cores, uma "peça que é o rosto da poluição". João Parrinha e Xandi Kreuzeder foram acrescentando pedaços de plástico, cordas e redes de pesca a uma estrutura de metal, dando forma a um 'crânio de lixo marinho'.

Desde que começaram a passar muito tempo no mar, os artistas que formam o Skeleton Sea viram "crescer a poluição nas praias e nos oceanos". Por forma "a consciencializar as pessoas para este problema grave [poluição dos oceanos]", os Skeleton Sea começaram a recolher todo o livro que encontravam para fazer esculturas.

João Parrinha conta que, no âmbito do projeto, foram já apanhadas "várias toneladas" em diferentes iniciativas, como, por exemplo, numa praia do Brasil, onde três equipa do Skeleton Sea juntaram uma tonelada e meia de lixo em cinco horas.
Fonte: boas noticias.pt

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Aluno da UC vence concurso

João Rito desenvolve um projecto
para utilização glicerol na dieta alimentar dos peixes

2013-04-08
Por Sara Pelicano
A ideia é reduzir em 5% (numa primeira fase) a dose de proteína na dieta alimentar de peixes de aquacultura, nomeadamente dourada, robalo e pregado. Com esta mudança alimentar, João Rito, o autor da ideia, acredita que haverá uma redução dos custos de produção e também melhorias ambientais.
O trabalho está a ser desenvolvido no âmbito do doutoramento na Universidade de Coimbra. “Vi o concurso da Sociedade Mundial de Aquacultura, que queria que alunos de mestrado e doutoramento submetessem um projecto que visasse tornar a aquacultura numa indústria mais sustentável”, explica João Rito.

João apresentou o seu projecto de substituição de 5% de proteínas da dieta alimentar por glicerol e venceu. “A aquacultura é um poluente porque os peixes libertam componentes tóxicos, como a amónia e fósforo. As dietas alimentares são ricas em proteínas, porque os peixes, na sua maioria, são carnívoros e as proteínas são essenciais. Nesta experiência tentamos reduzir 5% a percentagem de proteína. Parece pouco, mas em grande escala vamos reduzir muito. A proteína é um dos alimentos mais caros, reduzindo a proteína, vamos reduzir os custos de produção. Substituir a proteína por glicerol, que está muito disponível na indústria de biodiesel, onde é um subproduto, que ainda não tem destino traçado. À partida é mais barato, assim reduzem-se custos de produção”, explica o jovem investigador.

Este método de alimentação dos peixes carnívoros em aquacultura pode também trazer benefícios ambientais. João Rito explica que “o metabolismo das proteínas contamina o ambiente com a amónia e fósforo, ao reduzir a proteína nas dietas alimentares reduzimos a sua produção e libertação daqueles componentes para o ambiente”.

Além do prémio monetário de mil dólares, João vai, em Junho, estagiar por um mês no Centro de Investigação da NOVUS - Novus Aqua Research Center, na Cidade de Ho Chi Minh, Vietname.

“O objectivo é ter contacto com projectos já a decorrer no centro. O Vietname é o terceiro maior produtor de aquacultura a nível mundial, as características ambientais são muito propícias a isso e trabalhar numa das maiores empresas a nível mundial de aquacultura será uma experiência única, na qual vou ter acesso a meios que aqui não tenho e vou estar em contacto directo com cientistas desta área que têm muito mais experiência do que eu e vou tentar tirar a melhor experiência possível”, adianta João.

O concurso que João Rito venceu foi lançado, a nível mundial, pela Sociedade Mundial de Aquacultura (SMA), uma instituição criada em 1970. A SMA é uma sociedade internacional sem fins lucrativos, que tem como objectivo melhorar a comunicação e troca de informações sobre aquacultura, à escala global. Reúne cientistas, produtores e prestadores de serviços da indústria de aquacultura.
Fonte: Ciência hoje.pt

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O regresso da Biosfera 2

  
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Nova vida para um velho fiasco
Considerado um falhanço científico durante muito tempo, este centro de investigação, construído nos Estados Unidos na década de 1980, atrai atualmente especialistas de vários campos, que ali estudam desde a extinção das espécies vegetais até aos efeitos das alterações climáticas.
Em Julho de 1987, a simulação de uma enigmática estrutura cristalina cobria as capas das revistas de divulgação científica. Através de um corte numa das paredes, podia ver-se que estava ocupada por árvores, aves, um lago e vários técnicos trabalhando em diversos sistemas de manutenção. Tratava-se da Biosfera 2, um enorme simulador de ecossistemas onde um grupo de investigadores pretendia encerrar-se durante dois anos. Em teoria, aquele complexo autossuficiente com mais um hectare de área iria albergar centenas de espécies que viveriam em diversos biomas ou paisagens bioclimáticas artificiais: uma selva, um mar, uma savana, um pântano...
A ideia era que os recursos, do ar à água, se renovassem automaticamente. Por exemplo, o dióxido de carbono expulso pelas pessoas e pelos animais seria aproveitado pelas plantas, enquanto os detritos fertilizariam os terrenos de cultivo e serviriam de nutriente às algas. Estas, por sua vez, constituiriam a base alimentícia de outras formas de vida. No final, tratava-se de estudar até que ponto seria possível construir um habitat autónomo onde pudessem estabelecer-se os futuros colonos que viajassem para a Lua ou para Marte.
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Investigação em grande.
No entanto, uma série de incidentes deitou por terra aquela aventura de 200 milhões de dólares. Durante a primeira missão, que teve lugar entre 1991 e 1993, baratas e formigas penetraram no sistema, aparentemente estanque (dizia-se que apenas perdia dez por cento do ar por ano, enquanto nos vaivéns espaciais essa perda era de 2% por dia). Os níveis de CO2 aumentaram perigosamente, o que causou a morte dos insetos polinizadores e de muitos vertebrados e tornou necessário injetar oxigénio para garantir a sobrevivência do projeto.
As dissensões que surgiram durante a segunda missão, realizada em 1994, deram o golpe de misericórdia na Biosfera 2. Durante 13 anos, a estação foi abandonada, reocupada pela Universidade de Columbia, objeto de especuladores e ícone da cultura New Age.
Até que, em 2007, a Universidade do Arizona adquiriu-a e converteu-a num grande laboratório de ciências da Terra (http://www.­b2science.org). Ali, é hoje possível estudar como em nenhum outro lugar do mundo o impacto das alterações climáticas sobre as espécies vegetais e a resposta dos ecossistemas a concentrações elevadas de gases de efeito de estufa. Além disso, segundo os responsáveis pela nova Biosfera 2, a instalação funciona como um modelo de cidade no qual também é possível ensaiar estratégias para reduzir as emissões poluentes ou a implantação de novos sistemas de distribuição elétrica.
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A.A.

SUPER 167 - Março 2012

Árvores marinhas

Parque à beira-praia
As estruturas criariam habitats para múltiplas espécies animais, cujos efeitos se fariam sentir muito para o interior
 
 
 
Um gabinete de arquitetura holandês acaba de propor (<Fev - 2012?) um parque natural flutuante para equilibrar o ambiente nas grandes cidades: chamou-lhe Sea Tree (árvore marinha) e é uma estrutura com vários andares de habitats naturais, destinados a animais selvagens. O waterstudio acredita que as árvores marinhas forneceriam importantes ecossistemas para pássaros, abelhas, morcegos e outros pequenos animais, com reflexos positivos sobre a qualidade de vida nas cidades.
Para os arquitetos, são raras e difíceis as iniciativas de criar novos parques dentro das cidades, e por isso será necessário recorrer a áreas abertas como rios, o mar, lagos e portos. Propõem-se usar as técnicas usadas para construir as plataformas de petróleo, e sugerem mesmo que sejam as companhias petrolíferas a doá-las às cidaddes, para mostrar que se preocupam com as questões ambientais.
As gigantescas torres flutuantes seriam amarradas ao solo, através de cabos submarinos, e a sua altura e profundidade poderiam ser ajustadas segundo as necessidades. "Sob a superfície, a Sea Tree oferece um habitat para pequenas criaturas marinhas e, dependendo dos climas, para corais de recifes artificiais", explica o arquiteto Koen Olthuis. "A beleza do conceito é fornecer uma solução que não tem custos sobre o solo, embora os efeitos das espécies se sintam num raio de quilómetros".
O Waterstudio (http://waterstudio.nl/projects/79) afirma que vai construir a primeira estrutura até Janeiro de 2014, para um cliente desconhecido.
Super Interessante 167 - Março de 2012

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Natureza íntima

Flagrantes da vida real
Reconhecido e premiado fotógrafo da vida selvagem, João Cosme (www.joaocosme.net) reuniu no livro Natureza íntima (Bizâncio, 2011) uma centena de imagens únicas que retratam parte da biodiversidade nacional.
Super Interessante 166 - Fevereiro de 2012

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Será possivel viver sem fósforo?



Arsénico que dá vida.
Uma bactéria aproveita este elemento tóxico como combustível celular, algo que se pensava ser impossível. A polémica descoberta colocou a autora, a microbióloga Felisa Wolf-Simon, no centro de um aceso debate.
Em 2009, Felisa Wolfe-Simon, uma microbióloga norte-americana com uma bolsa de investigação concedida pela NASA, retirou amostras de lodo do fundo do lago Mono, na Califórnia. Este possui uma elevada concentração de minerais e é 2,5 vezes mais salgado do que a água do mar, pois não tem qualquer saída por onde fluir. A investigadora colocou as amostras em tubos de ensaio com uma solução de arsénico, substância que se pode tornar muito tóxica, e aguardou que bactérias crescessem nesse meio. Durante meses, repetiu o processo, aumentando a quantidade de arsénico de forma paulatina, até que obteve uma estirpe que não só o tolerava como podia incorporá-lo nos seus processos vitais e utilizá-lo como substituto do fósforo.
A noticia, de extrema importância pelas suas implicações, nomeadamente para a astrobiologia, correu o mundo em Dzembro de 2010. O que esta bactéria, denominada GFAJ-1, parece conseguir é tão milagroso como seria o facto de um ser humano poder respirar normalmente numa câmara com monóxido de carbono. Do ponto de vista molecular, o arsénico é muito semelhante ao fósforo. É por isso que é tão venenoso: as células aceitam-no e, de seguida, são mortas. Todavia, o microrganismo não só é imune ao agente tóxico como chega a utilizá-lo para se construir a si próprio.
Durante uma conferência de imprensa muito criticada pela comunidade científica, a NASA anunciou que poderia tratar-se de uma nova e exótica forma de vida. Vários especialistas, em especial a microbióloga Rosie Redfield, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), foram de opinião que a experiência apresentava deficiências. Sugeriram, basicamente, que o ADN do micróbio não fora bem “lavado” e que, por conseguinte, como escreveu o jornalista Carl Zimmer na revista Slate, as moléculas de arsénico tinham-se “colado como uma pastilha elástica a um sapato”. A imprensa especializada também censurou a NASA pela dose de sensacionalismo que impregnava a notícia, pois quase levava a crer que se tinha descoberto um ser alienígena.
“Embora os resultados do trabalho de Wolfe-Simon sejam assombrosos e lancem uma nova luz sobre a procura de vida em ambientes extremos – incluindo meios extraterrestres -, a verdade é que não mostram uma nova forma de vida ou representam um grande passo em frente”, afirmava a revista Discover. Paralelamente, a notícia “incendiou” as redes sociais, que se transformaram em centros de debate onde qualquer cidadão podia comentar a descoberta ou mesmo atacar a sua autora.
Avalancha na internet. Para a jovem microbióloga, a experiência tornou-se um pesadelo, embora lhe tenha aberto os olhos para as subtilezas da comunicação científica. “Só coloquei um breve poster no Twitter, mas aprendi que a internet dá voz a coisas que não se podem antecipar. Inundaram-me de perguntas e mensagens de correio eletrónico; todos pediam uma resposta imediata. Foi muito rápido”, explica Felisa. “Creio que não estávamos preparados para lidar com a celeridade e as especulações dos meios de comunicação nas novas plataformas da internet. Pensávamos que as nossas descobertas iam provocar um debate científico, mas não previmos esta reação. Estava pronta para comunicar a minha paixão por entender os princípios fundamentais da natureza, não para descrever o estudo como algo de definitivo. Na realidade, ainda temos um longo caminho a percorrer.”
Depois de se negar a falar com a imprensa durante algum tempo, Wolfe-Simon resolveu rebater as críticas, numa entrevista concedida à Science, em especial a que assegurava que o ADN do micróbio não fora convenientemente descontaminado. “Pegámos nas células para as separar por centrifugação e lavá-las minuciosamente. Seguimos o protocolo padrão para extração do ADN, que inclui eliminar todas as impurezas, incluindo qualquer vestígio de arsénico […]. A fracção de ADN utilizada para efetuar as análises suplementares e outros processos, como a reação em cadeia da polimerase [técnica usada para copiar fragmentos de ADN], exige material genético com um elevado grau de purificação, pelo que, se houvesse qualquer contaminante, teria surgido um problema. Por conseguinte, não acreditamos que essa questão possa ser motivo de preocupação.”
De facto, a microbióloga está disposta a partilhar as suas amostras com outros colegas: “Embora o nosso laboratório não tenha, neste momento, capacidade para produzir e enviar grandes quantidades de células, é um dos nossos objetivos. Recebemos muitos pedidos, e estamos empenhados”, diz Felisa, acrescentando que, ao contrário do que outros especialistas afirmaram, não é fácil trabalhar com as GFAJ-1. “São esponjosas e macias; são diferentes. Quando experimentamos aplicar-lhes diversas técnicas, acrescentamos mais peças ao quebra-cabeças, o que irá, sem dúvida, suscitar novas interrogações”, explicou na Science.
Pouco depois da divulgação da descoberta de Wolf-Simon, Rose Redfield anunciou na mesma revista norte-americana que iria tentar reproduzir o trabalho e que tencionava anúnciar os resultados, passo a passo, à vista de todos, no seu blogue. Embora a bactéria, até agora, não tenha conseguido sobreviver na presença de arsénico, os especialistas afirmam que ainda é muito cedo para concluir que a investigação original não tem fundamento.
No entanto, o que ainda incomoda Wolfe-Simon é o tom pessoal de algumas críticas.
“Aborrecem-me porque trabalhei arduamente neste projecto”, assinala. “Apesar de tudo, estou fascinada com o interesse que o assunto despertou. Creio que os meios de comunicação são uma parte importante do processo. Não queremos ser evasivos. Apenas necessitamos de tempo para pensar.”
Super 164 – Dezembro 2011
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Estrela-do-mar


Descubra a anatomia destes animais marinhos carnívoros, pertencentes ao grupo dos equinodermes.
Braços – A maioria tem pelo menos cinco, mas algumas podem chegar aos 40. Se um braço for ferido ou amputado, nasce um novo – a regeneração pode demorar pelo menos um ano.
Madrepórito – Um orifício na parte de trás do corpo permite a entrada de água.
Ânus – A maioria da comida não digerida é regurgitada, mas os eventuais restos são expelidos pelo ânus.
Canal anelar – A água do mar que entra no corpo, pelo madrepórito, é filtrada e espalha-se do canal anelar para o radial, antes de passar para os pés ambulacrários. 
Gónada – Aqui são produzidas as células sexuais (óvulos e espermatozóides). Os gâmetas são depois libertados na água para fertilização, através de um orifício na parte de trás da estrela-do-mar.
Ampola – A estrela-do-mar não tem sangue; o que flui pelos seus braços é água do mar filtrada. Quando a ampola se contrai, a água é encaminhada para os pés ambulacrários, dilatando-os. Quando a ampola se dilata, os pés retraem-se, permitindo que a estrela-do-mar se desloque e se fixe.
Pele – A estrela-do-mar não tem cabeça nem cérebro; em vez disso, usa células dérmicas sensitivas para detectar cheiros e químicos de alimentos, e manchas ocelares na ponta de cada braço para detectar luz. Estas células impressionantes enviam sinais através de um sistema nervoso.
Pés ambulacrários – Um sistema interno de minúsculos tubos flexíveis prolonga-se para o exterior do corpo. Na ponta de cada tubo há uma ventosa, conhecida como pé ambulacrário, que a estrela-do-mar usa para trepar rochas e se endireitar quando fica ao contrário. Por serem tantos, estes pés são muito poderosos e até ajudam o animal a abrir conchas.
Estômago – Algumas estrelas-do-mar têm ventosas nos braços, que lhes permitem abrir conchas de amêijoas e outros invertebrados. Depois, empurram as membranas flexíveis do seu estômago, através da boca, para dentro da concha. Enzimas digestivas são segregadas, permitindo a absorção do alimento. As que não possuem ventosas, engolem as presas inteiras e cospem o que não conseguem ingerir.
Ceco/ducto pilórico – Aqui são produzidos os sucos digestivos e armazenada a comida digerida.
Fonte: quero saber Novembro 2010

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Quercus alerta para perigo de extinção da lampreia do Nabão


actualizado: Wed, 12 Dec 2012 14:26:14 GMT | de Lusa
A lampreia do Nabão, espécie recentemente identificada por investigadores das universidades de Évora e Lisboa, está em risco de extinção, alertou hoje o presidente do núcleo regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus, Domingos Patacho.
PAULO NOVAIS/LUSA
PAULO NOVAIS/LUSA
“A classificação de ‘Criticamente em Perigo’ é a mesma que recai sobre o lince ibérico. Esta espécie encontra-se em áreas de distribuição muito restritas e fragmentadas, em Ourém, com constrangimentos ao nível da multiplicação, pelo que todo o cuidado das entidades públicas e de privados será sempre pouco”, disse Domingos Patacho à agência Lusa.
O uso abusivo de produtos agroquímicos, cujos nutrientes podem contaminar as linhas de água, limpezas das margens agressivas, ausência de saneamento em algumas áreas, bem como possíveis descargas de pequenas unidades industriais, são “ameaças reais às lampreias”, sublinhou o ambientalista.
Domingos Patacho frisou que, com uma população escassa na sub-bacia do Nabão, nas ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival, e “agora que se reconheceu que esta lampreia é exclusiva do norte do concelho de Ourém”, a situação “traz responsabilidades acrescidas a todos os cidadãos do concelho e demais entidades para a sua conservação”.
Em comunicado, a Quercus “apela à necessidade de se conservarem as florestas ribeirinhas e os leitos dos cursos em toda a bacia hidrográfica, para que não subsistam ameaças que coloquem a espécie no limiar da extinção”.
Na semana passada, o Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa anunciou a descoberta de três novas espécies: a lampreia da Costa de Prata (Lampreta alvariensis), a lampreia do Nabão (Lampreta auremensis) e a lampreia do Sado (Lampreta lusitanica).
A Quercus recorda que, em 1989, dois investigadores, Pedro Cortes e Carlos Almaça, realizaram um “Estudo Ecológico da Ribeira de Seiça” e chegaram a identificar a lampreia como uma nova espécie, mas essa confirmação surgiu apenas 23 anos depois.
JYMC // JLG.
Fonte: msn